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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Chineses investem na castanha em vinhais para entrar no mercado europeu

Um grupo internacional de capitais maioritariamente chineses instalou-se em Vinhais, a zona onde se concentra a maior parte da produção portuguesa de castanha, com uma unidade que vai recolher e comercializar para o mercado europeu.

A unidade vai começar a recolher castanha já na atual campanha, que está prestes a começar e a perspetiva é de que a partir do próximo ano Vinhais vai assegurar "no mínimo as necessidades" da empresa-mãe, a Minerve, sediada na zona da Bretanha, em França, há 60 anos, como adiantou hoje à Lusa o representante do acionista português, Filipe Pessanha. 

A unidade que vai servir de base a este negócio é a Cacovin, uma empresa municipal que foi vendida há três anos à Minerve, então com um acionista português, o Grupo Branco, e outro francês que acabou por sair e deu lugar ao grupo American Lorain, com capitais maioritariamente chineses. 

Este negócio, como reconheceu, abre também as portas do mercado europeu aos investidores chineses. 

A perspetiva avançada pela representante local é de que a unidade de Vinhais passe no futuro a assegurar o milhão de quilos de castanha que é processado anualmente em França. 

A Castanha, como explicou, "é a principal área de negócio em França, daí que faça todo o sentido investir, estar presente num sítio como Vinhais onde a castanha é o principal produto". 

Numa primeira fase, a unidade de Vinhais dará resposta às necessidades da empresa francesa e numa fase seguinte o projeto é apresentado com a intenção de colocar também o produto no território português e noutros mercados como Espanha, Alemanha, Holanda e no mercado do fresco em França e Itália.

Filipe Pessanha lembrou que atualmente a Minerve já adquire castanha portuguesa neta zona de Trás-os-Montes, mas através de outros concorrentes locais. 

A unidade de Vinhais precisa para já de apenas "pequenos ajustamentos e reparações" e começará a funcionar ainda a meio gás na atual campanha, apenas com castanha em fresco. 

A perspetiva avançada é da criação de 14 postos de trabalho e de no próximo ano começar também a trabalhar para o mercado do congelado. 

Para combater a sazonalidade desta produção, os investidores avançam que pretendem explorar outros produtos da região, nomeadamente os frutos vermelhos para poder laborar durante todo o ano. 

Nessa altura será necessário reforçar o investimento, como afirmou o responsável sem ainda quantificar valores. 

A zona de Vinhais, na Terra Fria Transmontana concentra quase metade da castanha nacional, com uma produção anual que ronda as 15 mil toneladas. 

Embora o produto mais emblemático do concelho seja o tradicional fumeiro, a castanha é a que tem maior peso económico, com a autarquia local a estimar que a área atual de souto, incluindo novos castanheiros, tem um potencial que ascenderá no futuro a 26 milhões de euros só na venda direta do fruto.

Lusa

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