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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Escritor transmontano Rentes de Carvalho teme que Trás-os-Montes se transforme numa reserva

O escritor J. Rentes de Carvalho acredita que o interior do país está bastante esquecido e que o declínio populacional pode levar a que a região de Trás-os-Montes se transforme numa reserva.
Em entrevista à Rádio Brigantia, o autor de 86 anos que divide os dias entre a aldeia de Estevais, concelho de Mogadouro e a Holanda, onde há 60 anos se radicou, afirmou que o governo não tem ajudado a desenvolver a região, como seria sua obrigação, e que, se nada for feito, o declínio de Trás-os-Montes não será estagnado. 
“Ouvimos aquela laracha do primeiro-ministro de que “com o túnel do Marão, Trás-os-Montes vai servir de ponta de lança para a entrada na Europa”, mas eles estão tolos ou acham que somos nós tolos. Haverá mais trânsito para Bragança, mas para este lado, no verdadeiro nordeste, há quatro concelhos Mogadouro, Moncorvo, Freixo e Alfândega, que estão num buraco, e aqui ninguém vem”, considera o escritor.
O escritor de origem transmontana entende que é necessário criar uma estratégia de desenvolvimento, e não apenas dinheiro, para que região cresça. “Mesmo que houvesse dinheiro, teria de haver um plano de desenvolvimento e olhar realmente para aquilo que poderia ser feito numa província desértica. É uma questão de criar condições para que as pessoas sintam a possibilidade de se instalar aqui e não é para vir criar galinhas mas para desenvolver a economia. Não é com bocadinhos, nem com tretas e com festas, mas com um plano de desenvolvimento”, acrescentou Rentes de Carvalho.
Rentes de Carvalho editou recentemente o romance “O Meças” que fala de um a história de violência que se passa em Trás-os-Montes e no qual o meio rural é um ambiente muito descrito. Uma realidade que, de acordo com o escritor, os citadinos não compreendem. Estes e outros temas são abordados pelo escritor com ascendência transmontana, Rentes de Carvalho, numa entrevista que pode ouvir na integra, na Rádio Brigantia, depois do noticiário das 17 horas e ler na edição desta semana do Jornal Nordeste.

Escrito por Brigantia

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