Cada vez mais portugueses escolhem Pavillons-sous-Bois, em França, para residir. Da comunidade portuguesa da cidade dos arredores de Paris, que tem cerca de 4 mil membros, cerca de 20 por cento chegou nos últimos anos.
Isso mesmo refere Fernando Fernandes, natural de Santulhão, Vimioso. Em França há 29 e actualmente presidente da Associação franco-portuguesa Casa de Trás-os-Montes em Pavillon-sous-Bois. “ Aí uns vinte por cento das pessoas actualmente frequentam associação são pessoas que estão aqui há dois, três anos ou até um ano. Depois da crise de 2008, houve uma avalanche de pessoas novas que vieram. A nível de alojamento e trabalho vê-se que as pessoas têm um bocado de dificuldade . Isso acontece também ao nível administrativo e a gente tenta ajudar no que pode. Pavillons-sous-Bois é um cidade com nível de vida um bocadinho mais alto e com menos problemas. Em Pavillons-sous-Bois ainda se vive tranquilo”, referiu o transmontano.
De acordo com Manuel Fernandes, natural de Carção, também no concelho de Vimioso, muitos recorrem ao apoio da associação quando chegam à cidade. “Há muita gente que veio de Portugal e muitas vezes está aqui sem família. Temos um local que nos foi oferecido pela câmara de Pavillons-sous-Bois que abre ao fim-de-semana, onde convivemos uns com os outros”, revelou.
A propósito da celebração dos 20 anos de geminação das cidades de Bragança e Pavillon-sous-Bois, oito alunos do conservatório de Música de Bragança apresentaram um espectáculo na cidade francesa. João Dias, professor do conservatório refere que estes intercâmbios entre alunos de música são sempre importantes, em especial Pavillon-sous-Bois, cujo conservatório ajudou a nascer o congénere em Bragança. “ O conservatório de Pavillon-sous-Bois foi formado em 2000 e foi através do resultado desses primeiros anos que a Câmara de Bragança decidiu experimentar o projecto também em Bragança. Digamos que é quase como se este conservatório fosse nosso padrinho. É um conservatório de Bragança que abriu em 2004. É muito interessante o este intercâmbio. É um trabalho muito duro, com muito tempo extra de dedicação aos estudos. Quando nós propomos aos alunos um trabalho especifico mas como recompensa podemos viajar e ir apresentar o trabalho noutro país, é uma recompensa muito interessante”, salientou o professor,
Os alunos e professores do conservatório de Bragança integraram a comitiva de 28 pessoas que participaram em França nas comemorações dos 20 anos da geminação entre Bragança e Pavillons-sous-Bois.
Escrito por Brigantia
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