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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Júlia Rodrigues acusa António Branco de não dizer a verdade sobre antiga estação da CP

No início de Fevereiro deste ano, a Newsletter do site oficial do Município de Mirandela anunciava que a autarquia, liderada por António Branco, tinha chegado a acordo com a CP e com a Infraestruturas de Portugal para adquirir a Estação da CP e regularizar os terrenos envolventes.
clica na imagem para ouvir a reportagem
Aquele edifício emblemático da cidade estava num avançado estado de degradação, e tinha motivado, no Verão de 2016, a colocação de uma faixa, onde se podia ler “não me deixem cair”.
Com este anúncio, a autarquia adiantava que terminava “um longo e difícil processo negocial, devido à sobreposição de direitos de propriedade”.

Posteriormente, chegou mesmo a ser avançado que o negócio envolveria cerca de 850 mil euros. Nove meses depois, a nova presidente do Município, Júlia Rodrigues, revela que ficou surpreendida ao não encontrar qualquer documento sobre este processo

“Relativamente à estação da CP, não existe qualquer documento que evidencie a compra da estação de caminhos de ferro tal como foi anunciado por 850 mil euros pelo anterior presidente da câmara relativamente àquele edificio, o que muito nos surpreendeu e lamentamos ter sido publicada uma situação que nem sequer chegou a acontecer.”
Perante isto, Júlia Rodrigues conclui que António Branco não falou verdade sobre um dos temas mais badalados durante a campanha eleitoral – levando mesmo a autarca socialista a defender um investimento naquele imóvel, para o transformar numa casa da cultura e das artes – pelo que considera que se tratou de uma manobra política.

“Foi uma manobra política no sentido em que se projetou a estação, que é um edifício pelo qual todos os mirandelenses sentem um carinho especial e tinha sido uma situação muito contestada a de degradação a que chegou o imóvel.

Houve aqui uma manobra política de aproveitamento de uma “não verdade”, uma situação que nunca chegou a acontecer, não tendo existido também a transferência de pastas, apesar de eu ter tentado o contato com o ex-presidente da câmara no sentido de apurar determinados factos.

Lamentamos que, de facto, isto tenha sido publicado e não exista a verdade e a transparência necessárias a quem exerce os cargos.”
Como diz não ter obtido qualquer resposta do ex-autarca, Júlia Rodrigues revela que vai ter uma reunião no Ministério do Planeamento, para esclarecer esta situação que classifica de muito grave.

” Temos uma reunião na próxima quarta-feira no ministério do planeamento, para discutir assuntos quer em relação ao metro ligeiro de Mirandela que está numa situação financeira complicada, quer em relação à estação, sabendo que, tendo existido algum tipo de negociação, não existe qualquer documento comprovativo. Esta é uma das nossas preocupação e urgências dado o estado degradado do próprio edifício, pela circunstância de termos um projeto ambicioso para aquele espaço e dignificação de um património que é de todos os mirandelenses.”
Confrontado com este caso, António Branco respondeu por escrito, revelando que “o acordo existe” e que só aguardava que “a administração da CP mudasse para fazer o contrato promessa de
compra”.
O ex-autarca acrescenta que “todos os documentos estão prontos e que o secretário de Estado das Infra-estruturas deu o aval à compra, em Janeiro de 2017”, numa reunião que teve com o presidente da IP e
com um dos administradores anteriores da CP. A finalizar, António Branco reitera que “basta à atual autarca assinar o acordo com o atual presidente da administração da CP”.

INFORMAÇÃO CIR (Rádio Terra Quente FM)

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