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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues e João Cameira.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

Algoso: Festa do Ramo de São João com leilão e corridas da rosca

 No Domingo, dia 2 de março. Algoso celebra a Festa do Ramo de São João, uma tradição anual que acontece no chamado “Domingo Gordo”, que antecede o carnaval e o início da Quaresma e tem como motivos de interesse a eucaristia dominical, seguida da arrematação do ramo e das corridas da rosca.


Na localidade de Algoso, no concelho de Vimioso, esta festividade inicia-se na quinta-feira, dia 27 de fevereiro, com a confeção comunitária dos roscos e dos ramos, uns doces tradicionais feitos com farinha, ovos, açúcar, manteiga, azeite, sumo da laranja e aguardente.

Depois de confecionados, os roscos e os ramos são utilizados para enfeitar um andor, que é leiloado no dia da festa, após a celebração da eucaristia.

O etnógrafo, Mário Correia, explicou que o ritual de oferenda destes doces tradicionais existe em várias localidades do planalto mirandês e a origem desta celebração está relacionada com o ciclo agrícola.

“Os roscos são vistos como ofertas a Deus e fazem parte do culto divino, sendo mesmo benzidos pelos sacerdotes no decorrer da eucaristia. Os roscos são feitos com farinha de trigo e por isso simbolizam o pão, considerado um alimento essencial e garante da sobrevivência. As comunidades ao ornamentarem o andor com os roscos ou o pão, estão a agradecer a Deus pela colheita e a pedir a sua intercessão para o novo ano agrícola, que agora começa com a chegada da primavera”, explicou Mário Correia.

Em Algoso, a estrutura do andor (feito em madeira) é tradicionalmente ornamentada com ramos de oliveira, dado que é uma das culturas predominantes na aldeia e é fonte de rendimento extra para muitas famílias.

“O ramo de Algoso distingue-se pela presença dos ramos de oliveira. Esta árvore milenar faz parte da subsistência dos povos e o azeite desde sempre teve uma grande importância na alimentação”, explicou o etnógrafo.

Em Algoso, a receita angariada com a venda dos ramos e dos roscos destina-se à organização da festa em honra de São João Batista, a 24 de junho, daí o nome Festa do Ramo de São João.

Em Algoso, outro destaque nesta festividade que antecede a Quaresma, são as “Corridas da Rosca”. Trata-se de uma prova lúdica, que envolve toda a comunidade e conta com a participação dos homens solteiros; mulheres solteiras; homens casados; mulheres casadas; e também as crianças participam entusiasticamente neste desafio. No final, os vencedores das cinco corridas recebem como prémio uma rosca, ou seja, um grande rosco em forma de coroa.

A festa do Ramo de São João é uma iniciativa da comissão de festas, que conta com os apoios da Freguesia de Algoso e da Unidade Pastoral de Nossa Senhora da Visitação.

HA

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