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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

53 ORGANIZAÇÕES AGRÍCOLAS DE TRÁS-OS-MONTES E ALTO DOURO EXIGEM MEDIDAS URGENTES PARA SALVAR EXPLORAÇÕES

 Associações, cooperativas e estruturas representativas do setor agroflorestal subscrevem o manifesto da CAP e alertam para a pressão dos custos de produção, a escassez de água e o risco de abandono rural. Entre as exigências estão um pacote de emergência, mais investimento no regadio e apoios ajustados à realidade do Interior.


Cinquenta e três organizações de agricultores de Trás-os-Montes e Alto Douro uniram-se em apoio às reivindicações da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), exigindo ao Governo medidas urgentes para travar o agravamento das dificuldades do setor primário. Num comunicado divulgado esta quinta-feira, 8 de outubro, as estruturas regionais alertam para a crescente pressão sobre a viabilidade das explorações agrícolas, pecuárias e florestais, num território onde a atividade rural tem um papel determinante na economia e na coesão territorial.

O documento traduz uma posição conjunta de associações, cooperativas e organizações de produtores que consideram estar em causa a sustentabilidade de milhares de explorações familiares. A subida dos custos da energia, dos combustíveis, dos fertilizantes, dos produtos fitofarmacêuticos e da alimentação animal, a par dos constrangimentos burocráticos, é apontada como um dos principais fatores de pressão sobre a atividade.

As organizações sublinham que estas dificuldades se agravam num território marcado pela interioridade, pelo despovoamento e pelos efeitos das alterações climáticas. A situação preocupa particularmente uma região cuja produção agroalimentar inclui produtos de referência, como o azeite, o vinho, a castanha, a carne e os frutos secos, muitos deles protegidos por denominações de origem ou indicações geográficas.

QUATRO EXIGÊNCIA PARA O FUTURO DO SETOR

Entre as principais reivindicações está a aprovação imediata do pacote de emergência proposto pela CAP, destinado a atenuar o impacto dos custos de produção e a assegurar liquidez às explorações.

As 53 organizações defendem também uma revisão dos apoios destinados à agricultura de montanha e de sequeiro. Pretendem que as medidas agroambientais e os fundos comunitários tenham em conta as condições específicas de Trás-os-Montes e Alto Douro, nomeadamente as características dos solos e do clima, que condicionam a produtividade e a gestão das explorações.

Outra das prioridades identificadas é o reforço do investimento na retenção de água e nas infraestruturas de regadio. A escassez hídrica é considerada uma ameaça à continuidade de várias culturas, tornando necessário melhorar a capacidade de armazenamento e de utilização deste recurso.

A valorização da produção nacional e o combate às práticas comerciais desleais na cadeia de abastecimento completam o conjunto de exigências. As organizações querem garantir condições de comercialização mais justas e proteger o rendimento de quem produz.

O RISCO DE ABANDONO RURAL NO INTERIOR

A posição conjunta coloca no centro do debate o futuro da agricultura numa região onde a atividade agropecuária e florestal contribui para a manutenção de emprego, a gestão do território e a fixação das populações.

Para as estruturas subscritoras, a resposta às dificuldades do setor não pode limitar-se a medidas pontuais: exige políticas que reconheçam as especificidades da agricultura do Interior e assegurem condições para a continuidade das explorações.

O apelo é dirigido ao Governo e aos órgãos de soberania, a quem as organizações pedem uma resposta célere às reivindicações apresentadas pela CAP, alertando para o risco de o abandono rural se tornar irreversível.

A subscrição reúne entidades ligadas à agricultura, à pecuária, à viticultura, à olivicultura, à fruticultura, à apicultura e à gestão agroflorestal, bem como cooperativas e centros de gestão agrícola de diferentes pontos de Trás-os-Montes e Alto Douro.

A mensagem comum é clara: a sustentabilidade económica das explorações é também uma questão de desenvolvimento regional, com consequências para a produção alimentar, a preservação da paisagem, a vitalidade das comunidades rurais e a coesão territorial.

Jornalista: Paulo Silva Reis
Foto: DR

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