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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Terras de Trás-os-Montes fecha 2025 com a maior subida dos preços da habitação em Portugal

 A valorização atingiu 34,3% face ao mesmo período de 2024, colocando a região no topo do crescimento nacional e muito acima da média do país, que se fixou nos 16,1%.


As Terras de Trás-os-Montes destacaram-se, no 3.º trimestre de 2025, como a sub-região do país com o maior aumento homólogo dos preços da habitação, segundo os dados mais recentes divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística. A valorização atingiu 34,3% face ao mesmo período de 2024, colocando a região no topo do crescimento nacional e muito acima da média do país, que se fixou nos 16,1%.

Este crescimento expressivo foi acompanhado por um aumento significativo do número de transações. Nas Terras de Trás-os-Montes as vendas de alojamentos familiares cresceram 39,6% em termos homólogos, um valor apenas comparável ao registado no Alto Alentejo. Estes números confirmam uma aceleração do mercado imobiliário numa região que, durante décadas, foi marcada por valores mais baixos e menor pressão sobre a habitação.

A nível nacional, no 3.º trimestre de 2025 foram transacionados 41117 alojamentos familiares, mais 4,0% do que no mesmo trimestre do ano anterior. O preço médio de venda atingiu os 2111 euros por metro quadrado, refletindo uma subida trimestral de 2,2% e consolidando uma trajetória de valorização contínua do mercado habitacional em Portugal.

Apesar deste cenário nacional de subida generalizada, os dados do INE mostram que todas as 26 sub-regiões NUTS III registaram aumentos nos preços, embora com intensidades muito diferentes. O menor crescimento verificou-se no Alto Minho (5,5%), contrastando com a forte valorização observada nas Terras de Trás-os-Montes.

As regiões tradicionalmente mais caras continuam a ser a Grande Lisboa, o Algarve, a Península de Setúbal, a Área Metropolitana do Porto e a Região Autónoma da Madeira, todas com preços medianos superiores à média nacional. Lisboa mantém-se como o município mais caro do país, com valores a rondar os 5000 euros por metro quadrado, seguida por Cascais e Oeiras. No entanto, nenhuma destas áreas registou uma taxa de crescimento comparável à verificada no nordeste transmontano.

Segundo o INE, a pressão sobre os preços resulta tanto da procura interna como do investimento estrangeiro. No conjunto do país, as transações envolvendo compradores com domicílio fiscal no estrangeiro apresentaram um preço médio de 2889 €/m2, cerca de 19,6% acima do registado no período homólogo, enquanto os compradores com domicílio fiscal em território nacional pagaram, em média, 2083 €/m2. Nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, os compradores estrangeiros continuam a pagar valores substancialmente mais elevados do que os compradores nacionais.

Embora as Terras de Trás-os-Montes não figurem entre as regiões com preços mais elevados, o forte crescimento registado levanta novas preocupações quanto ao acesso à habitação, especialmente para jovens e famílias com rendimentos médios. Especialistas apontam que a crescente procura por zonas de menor densidade, associada ao teletrabalho, à procura de melhor qualidade de vida e à reabilitação urbana em centros históricos, poderá estar a contribuir para esta tendência.

Escrito por Rádio Brigantia.
Jornalista: Carina Alves

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