Uma maratona de sabores e saberes do território.
É sob esta premissa que acontece o festival Gastronómico Geopark Terra de Cavaleiros, componente integrante da Semana Europeia dos Geoparques. Deste evento fazem parte 26 restaurantes do concelho, em que cada um deles, durante os dias do festival, confeciona um prato com nomes referentes a geossítios.
Promover a marca Geopark e trazer pessoas à região são alguns dos motivos que levaram a aderir a esta iniciativa, palavras de Patrick Simão do restaurante “O Rodízio”.
Meandro de Alheira, Bife de Vitela à Peridotito e Crepe com Dobra: são estas as sugestões confecionadas pelo restaurante. Receitas que Patrick Simão passa a explicar.
O Festival Gastronómico do Geopark Terras de Cavaleiros está a decorrer em vários restaurantes do concelho de Macedo de Cavaleiros até 7 de junho, em simultâneo com a Semana Europeia dos Geoparques.
Escrito por ONDA LIVRE
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SOBRE O BLOGUE:
Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço.
A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)
(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.
sexta-feira, 29 de maio de 2015
Maria Baptista dos Santos Guardiola
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| Maria Baptista dos Santos Guardiola 1.ª a contar da esquerda |
Era licenciada em Matemática pela Universidade de Coimbra e professora e reitora do Liceu Maria Amália Vaz de Carvalho e vogal do Conselho Superior de Instrução Pública. Ideologicamente próxima dos ideais do Estado Novo, desempenhou as funções de comissária nacional da Mocidade Portuguesa Feminina, organismo que dirigiu por mais de três décadas, e de vice-presidente da Obra das Mães pela Educação Nacional.
Professora de liceu desde 1920, leccionou nos liceus Infanta D. Maria (Coimbra), Almeida Garrett (Lisboa), Carolina Michäelis (Porto) e Maria Amália Vaz de Carvalho (Lisboa), escola onde exerceu o cargo de reitora de 1928 a 1946. Foi em 1949 a primeira reitora do Liceu Rainha D. Leonor.
Foi apoiante destacada da Revolução Nacional e do salazarismo, foi uma das activistas fundadoras do modelo da Obra das Mães pela Educação Nacional, agremiação de que, apesar de solteira e sem filhos, foi vice-presidente. Foi comissária nacional da Mocidade Portuguesa Feminina de 8 de Dezembro de 1937 até 21 de Dezembro de 1968, quando foi exonerada a seu pedido.
Aos 40 anos de idade foi eleita deputada à Assembleia Nacional, sendo, em conjunto com Domitila de Carvalho e Maria Cândida Parreira, uma das três primeiras mulheres a exercer as funções em Portugal. Foi deputada de 1935 a 1945.
Foi vogal do Conselho Superior de Instrução Pública.
Em 1966 foi agraciada com o grau de oficial da Ordem de Instrução Pública, sendo em 1972 nomeada vogal do Conselho daquela Ordem.
Aldeia de Carção
Carção é uma freguesia portuguesa do concelho do Vimioso, com 27,61 km² de área e 525 habitantes (2001). Densidade: 19,0 hab/km².
Carção situa-se no nó de convergência entre as aldeias de Argozelo e Santulhão, e é passagem obrigatória para quem se dirige à sede de concelho, da qual dista dez quilómetros. A sua área tem por limites as freguesias de Argozelo, Pinelo, Vimioso, Santulhão e terras do concelho de Bragança. Não tem anexas, mas outrora compreendia cinco casais no Rio Maças e onze moradores na Quinta da Veiga.
Capital do Marranismo
Os habitantes de Carção estão ligados ao comércio desde tempos muito antigos. Um grande número dos seus habitantes são descendentes de antigas famílias judaicas e cristãos novos que se refugiaram nas aldeias raianas com Espanha. A aldeia é mesmo considerada a Capital do Marranismo.
A aldeia transmontana está a merecer a atenção de vários estudiosos e turistas nacionais e estrangeiros, devido à presença desta comunidade judaica naquela região. O interesse demonstrado é tal que há já uma agência de viagens interessada em promover pacotes turísticos e a aldeia poderá mesmo vir a constar dos roteiros de turismo religioso.
Toponímia
No que se refere à sua toponímia, Carção parece derivar de Garçom, cujo significado é moço, mancebo, uma vez que a evolução G para C é frequente no português. Num documento de 1187, chama-se Carzom; em 1914 surge com a forma de Carceo; nas Inquirições, Carzom, Carceom, Carceon e Carcion; e, em 1530, era já Carçom. É notória a evolução regular para a forma actual de Carção.
Na toponímia local sobressaem ainda nomes de Penas Altas e de Pena Ataínha, talvez de origem germânica. Tanto "Tagina" como "Pena" parecem significar morada construída na rocha e, de facto, as primitivas casas desta povoação estavam edificadas sobre a rocha. Diziam os antigos que as primeiras casas foram erguidas nestes locais para as terras férteis ficarem disponíveis para o cultivo.
História
O seu povoamento remonta épocas ancestrais, como atestam os diversos vestígios arqueológicos que apareceram nas proximidades da povoação. De facto, no sítio conhecido por Castro, a cerca de dois quilómetros de Carção, foram encontrados restos de cerâmica e telhas de rebordo, comprovativos do seu passado recuado, como o Castelo dos Mouros e o Poço dos Mouros. Este encontra-se talhado na rocha e parece te bastante profundidade, cerca de vinte metros. Os romanos também aqui deixaram marcas da sua presença, com destaque para a Ponte Romana sobre o Rio Maças, que fazia a ligação a Vimioso, e onde ainda hoje se podem ver pormenores bem traçados de uma Via Romana. A "Fraga do Mouro" e o "Forno da Batuqueira" constituem mais uma prova do passado da freguesia. Apesar da sua datação ser pouco clara, o povo diz que foram esconderijos dos Cristãos no tempo dos Mouros.
A primeira referência escrita a esta freguesia data de 1187, quando os Monges do Convento de Castro de Avelãs deram a el-Rei D. Sancho a herdade de Benquerença, no local que é hoje Bragança, recebendo em troca, entre outras, a povoação de Carção.
Durante o reinado de D. Sancho I, a freguesia foi dada a um fidalgo de Leão, D. Facundo. Assim nos referem as Inquirições de D. Afonso III de 1258:
"tanto Carção como a igreja pertenciam aao rei D. Afonso Henriquese que o pároco era eleito pelo povo, mas o Rei D. Sancho I doou-a a D. Facundo, fidalgo de Leão".
A Ordem do Hospital (Ordem de Malta) também tinha aqui alguns bens. Por carta de 23 de Fevereiro de 1418, D. João I concedeu ao "Castello Douteiro de Miranda" as aldeias de Pinelo, Algoso, Santulão e "Garçam", ou seja, Garção. Foi um curato de apresentação do cabido de Miranda e tinha um rendimento anual de seis mil réis de côngrua e o pé de altar. Pertenceu ao concelho de Outeiro até 1853, ano em que, pela reforma administrativa, foi extinto e Carção passou a integrar o de Vimioso.
A partir do século XV e XVI iniciou-se o seu maior povoamento. Este facto ficou a dever-se à expulsão dos judeus de Espanha pelos Reis Católicos. Assim, entraram no nosso país milhares de pessoas e, pelo lado de Miranda do Douro, calcula-se que tenham entrado cerca de 3000. Inicialmente, fixaram-se num local chamado Prado de Cabanas, quatro quilómetros a leste de Vimioso, dispersando-se depois, pouco a pouco. Uma vez que Carção estava bem situada e tinha feira todos os meses, aqui chegaram muitas pessoas desta origem, trazendo com elas uma nova cultura e uma nova economia. Ainda hoje, esta povoação tem traços profundamente judaicos.
Em 1855, Carção foi atacada pela "cólera-morbo" que provocou a morte a cento e catorze pessoas, falecendo três a quatro pessoas por dia. Nesta altura, foi determinante o auxílio do pároco Luís Dias Poças Falcão, natural de Carção. A sua atitude solidária foi louvada e permitiu-lhe a promoção a cónego honorário da Sé de Bragança.
Carção foi referido por Camilo Castelo Branco no seu romance mais conhecido, "Amor de Perdição". Daqui era natural Bento Machado, típico recoveiro, cuja morte foi vingada pelo seu filho.
Festas e romarias
A freguesia de Carção tem por orago Nossa Senhora das Graças, cuja festa se celebra no último Domingo de Agosto.
Tradições
Culto a Nossa Senhora das Graças
Na tarde do dia 27 de Novembro de 1830, véspera do primeiro Domingo de Advento, na Capela das Irmãs Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, em Paris, a Irmã Catarina Labouré teve uma visão de Nossa Senhora. Aparecia de pé, sobre um globo, e segurava com as mãos um outro globo menor, sobre o qual aparecia uma cruzinha de ouro. Dos seus dedos, que subitamente se encheram de anéis com pedras preciosas, partiam rais luminosos em todas as direcções, e, num gesto de súplica, a Virgem oferecia o globo ao Senhor. Nossa Senhora olhou então para a Irmã Catarina e disse:
"Este globo que vês representa o mundo inteiro (…) e cada pessoa em particular… Eis o símbolo das graças que derramo sobre as pessoas que pedem."
Então, o globo que tinha nas mãos desapareceu e, como se estas não pudessem já com o peso das graças, inclinaram-se para a terra em atitude amorosa. Nesse momento, formou-se em volta da Santíssima Vírgem um quadro oval, no qual se liam, em letras de ouro: "Ó Maria Concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós."
A noviça ouviu então uma voz que dizia:
"Faça cunhar uma medalha por este modelo; todas as pessoas que as trouxerem receberão grandes graças, sobretudo se as trouxerem no pescoço; as graças serão abundantes, especialmente para aqueles que a usarem com confiança."
Desde então, ficou instituído o culto de Nossa Senhora das Graças, também conhecida por Nossa Senhora da Medalha Milagrosa.
in:terrasdeportugal.wikidot.com
ligações:almocreve.pt
Carção situa-se no nó de convergência entre as aldeias de Argozelo e Santulhão, e é passagem obrigatória para quem se dirige à sede de concelho, da qual dista dez quilómetros. A sua área tem por limites as freguesias de Argozelo, Pinelo, Vimioso, Santulhão e terras do concelho de Bragança. Não tem anexas, mas outrora compreendia cinco casais no Rio Maças e onze moradores na Quinta da Veiga.
Capital do Marranismo
Os habitantes de Carção estão ligados ao comércio desde tempos muito antigos. Um grande número dos seus habitantes são descendentes de antigas famílias judaicas e cristãos novos que se refugiaram nas aldeias raianas com Espanha. A aldeia é mesmo considerada a Capital do Marranismo.
A aldeia transmontana está a merecer a atenção de vários estudiosos e turistas nacionais e estrangeiros, devido à presença desta comunidade judaica naquela região. O interesse demonstrado é tal que há já uma agência de viagens interessada em promover pacotes turísticos e a aldeia poderá mesmo vir a constar dos roteiros de turismo religioso.
Toponímia
No que se refere à sua toponímia, Carção parece derivar de Garçom, cujo significado é moço, mancebo, uma vez que a evolução G para C é frequente no português. Num documento de 1187, chama-se Carzom; em 1914 surge com a forma de Carceo; nas Inquirições, Carzom, Carceom, Carceon e Carcion; e, em 1530, era já Carçom. É notória a evolução regular para a forma actual de Carção.
Na toponímia local sobressaem ainda nomes de Penas Altas e de Pena Ataínha, talvez de origem germânica. Tanto "Tagina" como "Pena" parecem significar morada construída na rocha e, de facto, as primitivas casas desta povoação estavam edificadas sobre a rocha. Diziam os antigos que as primeiras casas foram erguidas nestes locais para as terras férteis ficarem disponíveis para o cultivo.
História

A primeira referência escrita a esta freguesia data de 1187, quando os Monges do Convento de Castro de Avelãs deram a el-Rei D. Sancho a herdade de Benquerença, no local que é hoje Bragança, recebendo em troca, entre outras, a povoação de Carção.
Durante o reinado de D. Sancho I, a freguesia foi dada a um fidalgo de Leão, D. Facundo. Assim nos referem as Inquirições de D. Afonso III de 1258:
"tanto Carção como a igreja pertenciam aao rei D. Afonso Henriquese que o pároco era eleito pelo povo, mas o Rei D. Sancho I doou-a a D. Facundo, fidalgo de Leão".
A Ordem do Hospital (Ordem de Malta) também tinha aqui alguns bens. Por carta de 23 de Fevereiro de 1418, D. João I concedeu ao "Castello Douteiro de Miranda" as aldeias de Pinelo, Algoso, Santulão e "Garçam", ou seja, Garção. Foi um curato de apresentação do cabido de Miranda e tinha um rendimento anual de seis mil réis de côngrua e o pé de altar. Pertenceu ao concelho de Outeiro até 1853, ano em que, pela reforma administrativa, foi extinto e Carção passou a integrar o de Vimioso.
A partir do século XV e XVI iniciou-se o seu maior povoamento. Este facto ficou a dever-se à expulsão dos judeus de Espanha pelos Reis Católicos. Assim, entraram no nosso país milhares de pessoas e, pelo lado de Miranda do Douro, calcula-se que tenham entrado cerca de 3000. Inicialmente, fixaram-se num local chamado Prado de Cabanas, quatro quilómetros a leste de Vimioso, dispersando-se depois, pouco a pouco. Uma vez que Carção estava bem situada e tinha feira todos os meses, aqui chegaram muitas pessoas desta origem, trazendo com elas uma nova cultura e uma nova economia. Ainda hoje, esta povoação tem traços profundamente judaicos.
Em 1855, Carção foi atacada pela "cólera-morbo" que provocou a morte a cento e catorze pessoas, falecendo três a quatro pessoas por dia. Nesta altura, foi determinante o auxílio do pároco Luís Dias Poças Falcão, natural de Carção. A sua atitude solidária foi louvada e permitiu-lhe a promoção a cónego honorário da Sé de Bragança.

Festas e romarias
A freguesia de Carção tem por orago Nossa Senhora das Graças, cuja festa se celebra no último Domingo de Agosto.
Tradições
Culto a Nossa Senhora das Graças
Na tarde do dia 27 de Novembro de 1830, véspera do primeiro Domingo de Advento, na Capela das Irmãs Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, em Paris, a Irmã Catarina Labouré teve uma visão de Nossa Senhora. Aparecia de pé, sobre um globo, e segurava com as mãos um outro globo menor, sobre o qual aparecia uma cruzinha de ouro. Dos seus dedos, que subitamente se encheram de anéis com pedras preciosas, partiam rais luminosos em todas as direcções, e, num gesto de súplica, a Virgem oferecia o globo ao Senhor. Nossa Senhora olhou então para a Irmã Catarina e disse:
"Este globo que vês representa o mundo inteiro (…) e cada pessoa em particular… Eis o símbolo das graças que derramo sobre as pessoas que pedem."
Então, o globo que tinha nas mãos desapareceu e, como se estas não pudessem já com o peso das graças, inclinaram-se para a terra em atitude amorosa. Nesse momento, formou-se em volta da Santíssima Vírgem um quadro oval, no qual se liam, em letras de ouro: "Ó Maria Concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós."
"Faça cunhar uma medalha por este modelo; todas as pessoas que as trouxerem receberão grandes graças, sobretudo se as trouxerem no pescoço; as graças serão abundantes, especialmente para aqueles que a usarem com confiança."
Desde então, ficou instituído o culto de Nossa Senhora das Graças, também conhecida por Nossa Senhora da Medalha Milagrosa.
in:terrasdeportugal.wikidot.com
ligações:almocreve.pt
Aldeia de Rabal
| Casa do Povo de Rabal |
É uma terra de poucos recursos agrícolas e teve por volta de 1860 uma fábrica de destilação de vinhos.
Situada na área central do Parque Natural de Montesinho, a freguesia de Rabal dista uns oito quilómetros para o norte da capital concelhia, tendo acesso a esta através da fronteiriça E.N. 103-7 (Bragança – Portelo). O território desta freguesia, de natureza montanhosa em plena Serra de Montesinho, é atravessada pelo Rio Sabor, que tem suas nascentes alguns quilómetros para norte, junto à linha de fronteira.
História
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| Turismo Rural |
Do ponto de vista paisagístico, é esta uma área de grande beleza e valores patrimoniais naturais, alterando valados frondosos e aprazíveis com altivos e fragosos cabeços (alguns de curiosa toponímia, como Penamaior ou Penedo Penigueto). Assentando sobre uma colina de vertentes escarpadas e estrategicamente rodeada no sopé por duas pequenas, ribeiras, a eminência topográfica do Castro de Rabal conservaria ainda, pelos finais do século passado, “uns vestígios de fortificação em andares, que era formada de fossos e muros de pedra solta”. Surgiriam aí, com abundância, “mós de granito e fragmentos de lousa”. Não muito distante deste Castro, e tomando a direcção do sudoeste, seriam ainda visíveis outros vestígios de estruturas pétreas, estas correspondentes a uma derruída construção de planta circular e cerca de seis metros de diâmetro.
O local dá pelo sugestivo nome de “Torre” e, embora surja arrolado em inventários de estações castrejas brigantinas, é natural que corresponda a espécie de atalaia baixo-medieval, provável “posto avançado” do Castelo de Bragança. As origens paroquiais deverão ser ainda um pouco mais remotas que a própria nacionalidade, atendendo à plausível antiguidade local do culto do respectivo orago, São Bartolomeu. Nas “Inquirições” do século XIII é aqui testemunhada a existência de uma honra, respeitada ainda por D. Dinis, por certo em razão da sua ancianidade.
A antiga freguesia de São Bartolomeu de Rabal foi reitoria da Casa de Bragança. Dividia-se, quanto às rendas, em quatro comendas, a que chamavam quartos, e estavam-lhe também anexas as comendas de Santa Olaia ou Eulália de Vila Meã e de São Vicente de Grademil. É uma terra de poucos recursos agrícolas. Teve por volta de 1860 uma fábrica de destilação de vinhos.
Património
O actual templo paroquial apresenta-se amplo e de equilibradas proporções, traindo na respectiva traça uma ampla reforma de reconstrução datável dos séculos XVII ou XVIII. Proporcionando o acesso ao coro há um anexo lateral, rematado ao alto por pequeno alpendre assente em um par de pílares quadrangulares, servindo por uma escadaria adossada ao alçado meridional (onde se abre um pórtico de verga curva). Na freguesia existe também uma Capela de São Sebastião.Outros valores patrimoniais edificados, estes de índole civil, são a Residência Paroquial e a Casa da Fonte, dois interessantes exemplares de arquitectura solarenga. Registe-se ainda diversos moinhos de água nas margens do Sabor.
in:cm-braganca.pt
Caçarelhos
Caçarelhos é uma freguesia portuguesa do concelho de Vimioso, com 31,01 km² de área e 271 habitantes (2001). Densidade: 8,7 hab/km². Faz divisa com as freguesias de Vimioso, Uva, Vale de Frades, Vilar Seco, Angueira, Genísio e Silva. Até meados do século XIX pertencia ao concelho de Miranda do Douro.
História
Caçarelhos para além da sua antiguidade é uma aldeia cheia de histórias para contar, relativas ao culto, à monarquia, à guerra, à luta pela sua sobrevivência, sua vincada religião, à construção e reconstrução, enfim uma aldeia com gente firme, guerreira e de amor pela sua terra. Muitos são os autores que escreveram sobre esta admirável aldeia, a par dos investigadores, sendo que alguns consideram que Caçarelhos teve origem num castro que terá existido no lugar de Castrilhouços.
Revela a história que Paio Fernandes, em 1217 terá vendido metade da aldeia de Caçarelhos ao Mosteiro de São Martinho da Castanheira, em terras de Senábria, na vizinha Espanha. Pensa-se que alguns fidalgos leoneses, no século XII, foram encarregados de povoar este território, que se encontrava, na época despovoado, apesar de se colocar a hipótese de ter existido presença humana, anteriormente, na região. A longevidade da paróquia de Caçarelhos data do arrolamento de 1320, ordenado por D. Dinis, onde consta a Paróquia de Caçarelhos, taxada em 20 libras, o que, na época, era uma quantia considerável. O abade era da apresentação do bispo de Miranda do Douro e tinha de rendimento anual 650 mil réis. No judicial era governada por um por um juíz vintaneiro sob a jurisdição da câmara de Miranda. Em 1624, Manuel Pires foi administrador de um morgadio em Caçarelhos, que lhe havia sido deixado em testamento por André de Fresnos. No período da Restauração (6 de Outubro de 1641), a freguesia foi incendiada e saqueada pelos Castelhanos.
Século XX
No arquivo da Câmara de Vimioso, em 1946 foram consultados documentos que se referem à construção da ponte de Caçarelhos que terá tido início em Setembro de 1853, isto quer dizer que esta ponte terá levado 53 anos a ser construída. Gentes de Caçarelhos terão participado na Grande Guerra de 1914 – 1918 os soldados: António Maria Preto, Francisco Manuel Formariz, Francisco A. Martins, segundo sargento, e José Maria Domingues. Há também várias disposições referentes à existência de um Hospital. Em 1623, deixado em testamento por Andrés de Fresno com propriedades vinculadas em morgadio para funcionamento desta benemérita instituição. Memórias Arqueológico-Histórias do Distrito de Bragança, Tomo IV, págs. 673 e 674. a pag. 81 refere-se ao incêndio e saqueio, atrás referido.
Desde o início do século XX, Caçarelhos sofreu uma grande depressão populacional devido à emigração, principalmente para o Brasil (especialmente São Paulo), Espanha (Sevilha) e França.
Até recentemente, em Caçarelhos falava-se o mirandês, hoje considerado praticamente extinto na aldeia.
Economia
Aldeia que vive da agricultura e pecuária, exploração de granitos e pequeno comércio, com monumentos únicos que é o caso do seu Cruzeiro em granito, situado a meio da povoação, bem como as suas casas tipicamente transmontanas construídas essencialmente em granito e xisto. Nesta bela aldeia, alem de uma casa de Turismo Rural, encontra-se também um parque de merendas, um Polidesportivo recentemente inaugurado, ambos situados logo à entrada da povoação, existindo também um supermercado e dois cafés.
Feiras
•Feira: dia 19 de cada mês
•Feira do Pão: todos os anos, no Domingo de Ramos
Festas e romarias
•Festas em honra de Santa Luzia (Setembro)
•Festa de Nossa Senhora da Assunção (15 de Agosto)
Património
•Igreja Paroquial de Caçarelhos, adro e escadaria de acesso
•Cruzeiro em granito lavrado e com valor arquitectónico
•Os Cabanais, construídos em granito
•Capela de Santo Cristo ou Capela de São Bartolomeu
•Capela de Santa Luzia, a cerca de 2Km da freguesia
•Capela de São José ou da Sagrada Família
Bibliografia
•ALVES, Francisco Manuel (Abade de Baçal)
•AMADO, Adrão Martins, VIMIOSO NOTAS MONOGRÁFICAS, Publicação da Junta Distrital de Bragança, Coimbra Editora, 1968 – pags. 131 a 132.
Ligações externas
•Blog sobre Caçarelhos, de Cristóvão Machado
•Site sobre Caçarelhos, de Luís Martins
•Site da Câmara Municipal de Vimioso
História
Caçarelhos para além da sua antiguidade é uma aldeia cheia de histórias para contar, relativas ao culto, à monarquia, à guerra, à luta pela sua sobrevivência, sua vincada religião, à construção e reconstrução, enfim uma aldeia com gente firme, guerreira e de amor pela sua terra. Muitos são os autores que escreveram sobre esta admirável aldeia, a par dos investigadores, sendo que alguns consideram que Caçarelhos teve origem num castro que terá existido no lugar de Castrilhouços.
Revela a história que Paio Fernandes, em 1217 terá vendido metade da aldeia de Caçarelhos ao Mosteiro de São Martinho da Castanheira, em terras de Senábria, na vizinha Espanha. Pensa-se que alguns fidalgos leoneses, no século XII, foram encarregados de povoar este território, que se encontrava, na época despovoado, apesar de se colocar a hipótese de ter existido presença humana, anteriormente, na região. A longevidade da paróquia de Caçarelhos data do arrolamento de 1320, ordenado por D. Dinis, onde consta a Paróquia de Caçarelhos, taxada em 20 libras, o que, na época, era uma quantia considerável. O abade era da apresentação do bispo de Miranda do Douro e tinha de rendimento anual 650 mil réis. No judicial era governada por um por um juíz vintaneiro sob a jurisdição da câmara de Miranda. Em 1624, Manuel Pires foi administrador de um morgadio em Caçarelhos, que lhe havia sido deixado em testamento por André de Fresnos. No período da Restauração (6 de Outubro de 1641), a freguesia foi incendiada e saqueada pelos Castelhanos.

No arquivo da Câmara de Vimioso, em 1946 foram consultados documentos que se referem à construção da ponte de Caçarelhos que terá tido início em Setembro de 1853, isto quer dizer que esta ponte terá levado 53 anos a ser construída. Gentes de Caçarelhos terão participado na Grande Guerra de 1914 – 1918 os soldados: António Maria Preto, Francisco Manuel Formariz, Francisco A. Martins, segundo sargento, e José Maria Domingues. Há também várias disposições referentes à existência de um Hospital. Em 1623, deixado em testamento por Andrés de Fresno com propriedades vinculadas em morgadio para funcionamento desta benemérita instituição. Memórias Arqueológico-Histórias do Distrito de Bragança, Tomo IV, págs. 673 e 674. a pag. 81 refere-se ao incêndio e saqueio, atrás referido.
Desde o início do século XX, Caçarelhos sofreu uma grande depressão populacional devido à emigração, principalmente para o Brasil (especialmente São Paulo), Espanha (Sevilha) e França.
Até recentemente, em Caçarelhos falava-se o mirandês, hoje considerado praticamente extinto na aldeia.
Economia
Aldeia que vive da agricultura e pecuária, exploração de granitos e pequeno comércio, com monumentos únicos que é o caso do seu Cruzeiro em granito, situado a meio da povoação, bem como as suas casas tipicamente transmontanas construídas essencialmente em granito e xisto. Nesta bela aldeia, alem de uma casa de Turismo Rural, encontra-se também um parque de merendas, um Polidesportivo recentemente inaugurado, ambos situados logo à entrada da povoação, existindo também um supermercado e dois cafés.

•Feira: dia 19 de cada mês
•Feira do Pão: todos os anos, no Domingo de Ramos
Festas e romarias
•Festas em honra de Santa Luzia (Setembro)
•Festa de Nossa Senhora da Assunção (15 de Agosto)
Património
•Igreja Paroquial de Caçarelhos, adro e escadaria de acesso
•Cruzeiro em granito lavrado e com valor arquitectónico
•Os Cabanais, construídos em granito
•Capela de Santo Cristo ou Capela de São Bartolomeu
•Capela de Santa Luzia, a cerca de 2Km da freguesia
•Capela de São José ou da Sagrada Família
Bibliografia
•ALVES, Francisco Manuel (Abade de Baçal)
•AMADO, Adrão Martins, VIMIOSO NOTAS MONOGRÁFICAS, Publicação da Junta Distrital de Bragança, Coimbra Editora, 1968 – pags. 131 a 132.
Ligações externas
•Blog sobre Caçarelhos, de Cristóvão Machado
•Site sobre Caçarelhos, de Luís Martins
•Site da Câmara Municipal de Vimioso
Santulhão
Santulhão é uma freguesia portuguesa do concelho do Vimioso, com 47,53 km² de área e 508 habitantes (2001). Densidade: 10,7 hab/km².
Santulhão é uma aldeia do nordeste transmontano, situada entre dois rios, o Sabor e o Maçãs. Está situada 17 Kms a sudoeste da sede do seu concelho.
Toponímia
O nome da freguesia de Santulhão deriva do santo padroeiro, São Julião. Com o tempo e a corrupção linguística, o nome degenerou para santulam, santulhaao, santulham e finalmente a designação actual.
História
O primeiro povoamento seria no Castro da Abrunheira, que possuía as condições necessárias para os povos primitivos. O Castro situa-se num local elevado (cerca de 663 metros de altitude), que permitia a defesa contra inimigos e animais selvagens. Perto dele existem diversos cursos de água, os quais permitiam alguma agricultura de subsistência. Consta-se que houve uma povoação primitiva, São Mamede, a qual deu origem a Santulhão. Esta povoação, segundo a tradição popular, foi abandonada devido à abundância de formigas que ali apareceram destruindo tudo. Neste local têm aparecido sepulturas e também já foram encontradas algumas moedas de cobre e prata.
A primeira notícia escrita sobre Santulhão data de 1187, no reinado de D. Sancho I. Este monarca deu as aldeias de Santulhão, São Mamede, Pinelo e Argozelo aos monges do mosteiro de Castro de Avelãs em troca da herdade de Benquerença (hoje Bragança). Os monges repovoaram Santulhão no reinado de D. Afonso III. No reinado de D. Dinis a aldeia era da Ordem de Malta, e recebeu do monarca foral e título de "Vila" a 4 de Julho 1288. O próprio rei visitou a freguesia no dia 9 de Dezembro 1289.
Até 1853 pertenceu ao concelho de Outeiro, extinto nessa data. A freguesia passou a pertencer ao concelho de Vimioso. A partir de 1861, passou a funcionar a sua primeira escola primária.
Já no século XX, nos finais dos anos 40 começou a emigração principalmente para o Brasil e colónias. A partir dos anos 60, a emigração concentrou-se na Europa (Alemanha, França e Espanha), resultando daí uma desertificação da aldeia, acentuada com a fuga dos santulhanenses para as grandes cidades do país.
Festas e romarias
A festa maior em Santulhão é a de São Lázaro. Esta festa realiza-se, em geral, no segundo domingo de Agosto. A festa inclui uma missa em honra do Santo e das suas irmãs Marta e Maria Madalena, seguida de uma procissão à volta da aldeia. No fim da tarde realiza-se outra procissão desde a Igreja Matriz até à Capela do São Lázaro com um sermão e a bênção dos animais.
A festa do emigrante realiza-se por volta do dia 15 de Agosto. Com uma missa na capela da Misericórdia e uma procissão à volta do povo com os andores do Senhor da Misericórdia, São João e Nossa Senhora.
in:santulhao.net
Santulhão é uma aldeia do nordeste transmontano, situada entre dois rios, o Sabor e o Maçãs. Está situada 17 Kms a sudoeste da sede do seu concelho.
Toponímia
O nome da freguesia de Santulhão deriva do santo padroeiro, São Julião. Com o tempo e a corrupção linguística, o nome degenerou para santulam, santulhaao, santulham e finalmente a designação actual.
História
O primeiro povoamento seria no Castro da Abrunheira, que possuía as condições necessárias para os povos primitivos. O Castro situa-se num local elevado (cerca de 663 metros de altitude), que permitia a defesa contra inimigos e animais selvagens. Perto dele existem diversos cursos de água, os quais permitiam alguma agricultura de subsistência. Consta-se que houve uma povoação primitiva, São Mamede, a qual deu origem a Santulhão. Esta povoação, segundo a tradição popular, foi abandonada devido à abundância de formigas que ali apareceram destruindo tudo. Neste local têm aparecido sepulturas e também já foram encontradas algumas moedas de cobre e prata.
A primeira notícia escrita sobre Santulhão data de 1187, no reinado de D. Sancho I. Este monarca deu as aldeias de Santulhão, São Mamede, Pinelo e Argozelo aos monges do mosteiro de Castro de Avelãs em troca da herdade de Benquerença (hoje Bragança). Os monges repovoaram Santulhão no reinado de D. Afonso III. No reinado de D. Dinis a aldeia era da Ordem de Malta, e recebeu do monarca foral e título de "Vila" a 4 de Julho 1288. O próprio rei visitou a freguesia no dia 9 de Dezembro 1289.
Até 1853 pertenceu ao concelho de Outeiro, extinto nessa data. A freguesia passou a pertencer ao concelho de Vimioso. A partir de 1861, passou a funcionar a sua primeira escola primária.
Já no século XX, nos finais dos anos 40 começou a emigração principalmente para o Brasil e colónias. A partir dos anos 60, a emigração concentrou-se na Europa (Alemanha, França e Espanha), resultando daí uma desertificação da aldeia, acentuada com a fuga dos santulhanenses para as grandes cidades do país.
Festas e romarias
A festa maior em Santulhão é a de São Lázaro. Esta festa realiza-se, em geral, no segundo domingo de Agosto. A festa inclui uma missa em honra do Santo e das suas irmãs Marta e Maria Madalena, seguida de uma procissão à volta da aldeia. No fim da tarde realiza-se outra procissão desde a Igreja Matriz até à Capela do São Lázaro com um sermão e a bênção dos animais.
A festa do emigrante realiza-se por volta do dia 15 de Agosto. Com uma missa na capela da Misericórdia e uma procissão à volta do povo com os andores do Senhor da Misericórdia, São João e Nossa Senhora.
in:santulhao.net
quinta-feira, 28 de maio de 2015
Vai-se realizar na cidade de Bragança a primeira edição do Festival Literário a decorrer nos dias 4, 5 e 6 de junho
É o primeiro festival literário de Bragança e deverá decorrer entre os dias entre 4 e 6 de Junho, durante a feira do livro da capital nordestina.
O evento pretende envolver toda a comunidade local, com especial enfoque nas escolas. Um número significativo de escritores portugueses e brasileiros passarão por Bragança durante o acontecimento cultural, percorrendo as escolas de todo o concelho e espaços públicos como a biblioteca municipal.
Fernando Dacosta, Francisco José Viegas, Afonso Cruz, Jorge Reis, Júlio Magalhães, Shirley Viana, Hercília Agarez, Isabel Alves, Ernesto Rodrigues, Bruno Menezes, Luiz Ribeiro Malato, José de Ribamar Lima, António Sá Gué, Edy Lamar, A.M. Pires Cabral, Alcyr Meira, Manuel Amendoeira e Izabel Benone são os nomes dos autores que trazem até Bragança o apelo da literatura.
Este ano o encontro é feito entre escritores brasileiros e portugueses que deverão ler textos em diferentes estabelecimentos de ensino e em espaços públicos da cidade.
O evento vai contar com a presença de membros da Academia Paraense de Letras e da Academia de Letras de Bragança do Pará, do Brasil. Da parte portuguesa destaca-se a presença da Academia de Letras de Trás-os-Montes, que também são os anfitriões desta iniciativa.
Bragança acolheu os bispos do norte
A diocese de Bragança-Miranda acolheu, terça-feira, a reunião da província eclesiástica de Braga, que junta os bispos do norte do país.
Este foi um dos quatro encontros anuais que os bispos nortenhos realizam e que aconteceu, pela segunda vez no ministério de D. José Cordeiro, no território da diocese transmontana. A primeira foi há dois anos, no santuário dos Cerejais, em Alfândega da Fé.
Desta vez, e para além de reforçarem os laços, os bispos da província eclesiástica de Braga aproveitaram para debater algumas dúvidas sobre a alteração aos estatutos das Instituições Particulares de Solidariedade Social, nomeadamente Centros Sociais Paroquiais ou Misericórdias, que terá de acontecer até 14 de novembro. “Parece-nos que é importante trocar algumas ideias e algumas impressões sobre realidades comuns, em termos de proximidade e semelhança”, até porque “os problemas são mais próximos do que com outras províncias”, frisou D. Jorge Ortiga, Arcebispo Primaz de Braga, que presidiu a este encontro.
in:mdb.pt
Este foi um dos quatro encontros anuais que os bispos nortenhos realizam e que aconteceu, pela segunda vez no ministério de D. José Cordeiro, no território da diocese transmontana. A primeira foi há dois anos, no santuário dos Cerejais, em Alfândega da Fé.
Desta vez, e para além de reforçarem os laços, os bispos da província eclesiástica de Braga aproveitaram para debater algumas dúvidas sobre a alteração aos estatutos das Instituições Particulares de Solidariedade Social, nomeadamente Centros Sociais Paroquiais ou Misericórdias, que terá de acontecer até 14 de novembro. “Parece-nos que é importante trocar algumas ideias e algumas impressões sobre realidades comuns, em termos de proximidade e semelhança”, até porque “os problemas são mais próximos do que com outras províncias”, frisou D. Jorge Ortiga, Arcebispo Primaz de Braga, que presidiu a este encontro.
in:mdb.pt
Bragança quer substituir contadores da água por aparelhos inteligentes
O presidente da Câmara de Bragança, Hernâni Dias, anunciou hoje que vai candidatar a verbas do novo quadro comunitário de apoio financiamento para substituir os contadores da água por aparelhos inteligentes.
O propósito é mudar os cerca de 25 mil contadores existentes no concelho. Porém, o projeto estará limitado à disponibilidade de financiamento, como explicou hoje o autarca, que dará prioridade à parte urbana se não conseguir a globalidade das verbas, cujo valor ainda não tem quantificado.
Hernâni Dias apontou as vantagens dos contadores inteligentes que passariam a fazer as leituras da água de forma automática, sem necessidade de o munícipe o fazer ou os recursos humanos da autarquia como acontece atualmente.
O autarca defendeu também que com estes aparelhos "alguns erros de leitura deixariam de acontecer".
Este é um dos projetos que o município de Bragança pretende candidatar ao quadro 2020, assim como a substituição da frota de 24 autocarros que asseguram os transportes públicos no concelho de Bragança.
O valor do investimento está já quantificado e serão necessários 1,8 milhões de euros para financiar a aquisição de veículos a energia elétrica ou biodiesel.
A Câmara de Bragança foi uma das quatro que no país aderiu há alguns anos a um projeto-piloto de aquisição de pequenos autocarros elétricos para circularem em zonas de mais difícil acesso como os centros históricos.
Os veículos deram problemas, como contou hoje o autarca, e atualmente estão todos parados porque é impossível garantir o seu funcionamento por falta de assistência.
"Daí a necessidade de ir à procura de outro tipo de viaturas que satisfaçam ao nível do transporte, mas também as exigências atuais ao nível das baixas emissões de carbono", acrescentou.
Outro projeto enquadrado na aposta da sustentabilidade ambiental, mas que vai já ser concretizado é a substituição de 1.200 luminárias na cidade por tecnologia LED, num investimento de 500 mil euros.
As soluções de eficiência que a autarquia tem procurado já valeram algumas distinções como o prémio atribuído ao novo edifício dos Paços do Concelho e serão também o motivo de um estudo nacional ter colocado Bragança entre as quatro cidades portuguesas mais inteligentes.
O autarca vincou que "não significa que tenha de ter associado tudo que é tecnologia, mas outro tipo de situações e que podem ir desde a mobilidade, facilitação de serviços aos cidadãos, na parte da governança".
Além do prémio eficiência atribuído ao edifício da Câmara, Hernâni Dias apontou outros exemplos como o sistema de pagamento de estacionamento através de telemóvel de Bragança, que é o mais utilizado do país, ou documentos que são acessíveis ao cidadão e serviços que pode tratar via Internet.
Agência Lusa
Hernâni Dias apontou as vantagens dos contadores inteligentes que passariam a fazer as leituras da água de forma automática, sem necessidade de o munícipe o fazer ou os recursos humanos da autarquia como acontece atualmente.
O autarca defendeu também que com estes aparelhos "alguns erros de leitura deixariam de acontecer".
Este é um dos projetos que o município de Bragança pretende candidatar ao quadro 2020, assim como a substituição da frota de 24 autocarros que asseguram os transportes públicos no concelho de Bragança.
O valor do investimento está já quantificado e serão necessários 1,8 milhões de euros para financiar a aquisição de veículos a energia elétrica ou biodiesel.
A Câmara de Bragança foi uma das quatro que no país aderiu há alguns anos a um projeto-piloto de aquisição de pequenos autocarros elétricos para circularem em zonas de mais difícil acesso como os centros históricos.
Os veículos deram problemas, como contou hoje o autarca, e atualmente estão todos parados porque é impossível garantir o seu funcionamento por falta de assistência.
"Daí a necessidade de ir à procura de outro tipo de viaturas que satisfaçam ao nível do transporte, mas também as exigências atuais ao nível das baixas emissões de carbono", acrescentou.
Outro projeto enquadrado na aposta da sustentabilidade ambiental, mas que vai já ser concretizado é a substituição de 1.200 luminárias na cidade por tecnologia LED, num investimento de 500 mil euros.
As soluções de eficiência que a autarquia tem procurado já valeram algumas distinções como o prémio atribuído ao novo edifício dos Paços do Concelho e serão também o motivo de um estudo nacional ter colocado Bragança entre as quatro cidades portuguesas mais inteligentes.
O autarca vincou que "não significa que tenha de ter associado tudo que é tecnologia, mas outro tipo de situações e que podem ir desde a mobilidade, facilitação de serviços aos cidadãos, na parte da governança".
Além do prémio eficiência atribuído ao edifício da Câmara, Hernâni Dias apontou outros exemplos como o sistema de pagamento de estacionamento através de telemóvel de Bragança, que é o mais utilizado do país, ou documentos que são acessíveis ao cidadão e serviços que pode tratar via Internet.
Agência Lusa
Associação Agrothink promove"visão mais mercantil" no sector agrícola português
A Agrothink, associação criada para valorizar a agricultura nacional levando-a a participar das mais-valias da atividade, vai apostar o próximo quadro comunitário de apoio para promover uma "visão mais mercantil" do setor que lhe garanta uma melhor remuneração.
Em declarações à agência Lusa, o presidente da direção da Agrothink - Associação para a Promoção do Desenvolvimento e Internacionalização da Agricultura Portuguesa explicou que a entidade foi criada "há cerca de um ano", com sede no Porto, para se assumir como um 'think tank' (grupo de reflexão) sobre o setor agrícola nacional.
"A ideia desta associação é ter um 'think tank' para o setor agrícola, para o setor primário, cujo objetivo é que os agricultores ganhem mais-valias e mais dinheiro ao nível da comercialização. O que ambicionamos é fazer com que os agricultores e o setor primário tenham uma visão mais mercantil e empresarial da sua atividade, para maiores retornos financeiros", afirmou António Bonito.
E, se no primeiro ano de funcionamento a Agrothink teve ainda "uma atividade muito incipiente", até porque surgiu já na fase final de um Quadro Comunitário de Apoio, a associação garante estar agora "a posicionar-se, a dimensionar-se e a planear o que irá querer fazer nos próximos sete anos".
Para António Bonito, agricultor de profissão e um dos fundadores da associação, um dos 'handicaps' (falhas) do setor primário português tem sido "a forma como tem estado, desde há muitos anos, isolado como uma ilha".
"Este é um conceito que, do nosso ponto de vista, não poderá ter futuro, até porque no setor agrícola vivemos em interação com outros setores de atividade e o que temos que fazer - até porque o risco da produção recai sempre nos agricultores -- é participar na mais-valia do processo de transformação ou da própria comercialização, integrando-nos na cadeia de valor", sustentou.
Neste sentido, disse, a Agrothink propõe-se "criar um 'think tank' envolvendo não só agricultores, mas também associações, universidades, politécnicos, empresários, comerciantes, associações comerciais, centros de investigação e entidades ligadas à logística", ao qual caberá conceber modelos que permitam a obtenção de mais-valias ao setor agrícola.
"A brincar, costumo dizer que sou produtor de carne, mas o que gostava de vender não era o vitelo nem a vaca, mas o bife com batatas fritas, porque aí estava a fazer integração de todo o valor deste percurso comercial que tem o produto", exemplifica.
De acordo com António Bonito, numa altura em que se fala muito "da qualidade intrínseca das produções, do saber fazer, da qualidade associada, da tradição e da história de alguns produtos nacionais, é um erro querer concorrer com grandes quantidades" no mercado global, porque Portugal "não tem uma agricultura de volume".
"Temos é que ter uma agricultura diferenciada exatamente por estas tradições, pelo saber fazer e pela qualidade, associando-lhe algum toque de modernidade", considerou.
Para o efeito, disse, "os agricultores têm que investigar e melhorar, criando, em conjunto com outras entidades e parceiros, uma rede privilegiada em que, no final, todos fiquem a ganhar".
Neste momento, a Agrothink diz ter já formalizado "vários protocolos" com as universidades de Lisboa e de Évora e com os politécnicos de Portalegre, Bragança e Beja, estando em curso contactos com a Universidade do Porto e com a Fundação de Serralves, "porque agricultura também cultura, no saber fazer e nas tradições".
PD // MSP
Lusa/fim
Em declarações à agência Lusa, o presidente da direção da Agrothink - Associação para a Promoção do Desenvolvimento e Internacionalização da Agricultura Portuguesa explicou que a entidade foi criada "há cerca de um ano", com sede no Porto, para se assumir como um 'think tank' (grupo de reflexão) sobre o setor agrícola nacional.
E, se no primeiro ano de funcionamento a Agrothink teve ainda "uma atividade muito incipiente", até porque surgiu já na fase final de um Quadro Comunitário de Apoio, a associação garante estar agora "a posicionar-se, a dimensionar-se e a planear o que irá querer fazer nos próximos sete anos".
Para António Bonito, agricultor de profissão e um dos fundadores da associação, um dos 'handicaps' (falhas) do setor primário português tem sido "a forma como tem estado, desde há muitos anos, isolado como uma ilha".
"Este é um conceito que, do nosso ponto de vista, não poderá ter futuro, até porque no setor agrícola vivemos em interação com outros setores de atividade e o que temos que fazer - até porque o risco da produção recai sempre nos agricultores -- é participar na mais-valia do processo de transformação ou da própria comercialização, integrando-nos na cadeia de valor", sustentou.
Neste sentido, disse, a Agrothink propõe-se "criar um 'think tank' envolvendo não só agricultores, mas também associações, universidades, politécnicos, empresários, comerciantes, associações comerciais, centros de investigação e entidades ligadas à logística", ao qual caberá conceber modelos que permitam a obtenção de mais-valias ao setor agrícola.
"A brincar, costumo dizer que sou produtor de carne, mas o que gostava de vender não era o vitelo nem a vaca, mas o bife com batatas fritas, porque aí estava a fazer integração de todo o valor deste percurso comercial que tem o produto", exemplifica.
De acordo com António Bonito, numa altura em que se fala muito "da qualidade intrínseca das produções, do saber fazer, da qualidade associada, da tradição e da história de alguns produtos nacionais, é um erro querer concorrer com grandes quantidades" no mercado global, porque Portugal "não tem uma agricultura de volume".
"Temos é que ter uma agricultura diferenciada exatamente por estas tradições, pelo saber fazer e pela qualidade, associando-lhe algum toque de modernidade", considerou.
Para o efeito, disse, "os agricultores têm que investigar e melhorar, criando, em conjunto com outras entidades e parceiros, uma rede privilegiada em que, no final, todos fiquem a ganhar".
Neste momento, a Agrothink diz ter já formalizado "vários protocolos" com as universidades de Lisboa e de Évora e com os politécnicos de Portalegre, Bragança e Beja, estando em curso contactos com a Universidade do Porto e com a Fundação de Serralves, "porque agricultura também cultura, no saber fazer e nas tradições".
PD // MSP
Lusa/fim
A Temperatura na Terra Fria Transmontana
Na maior parte do restante território as máximas médias da temperatura do ar situam-se entre os 16 e os 18ºC e as mínimas médias entre os 6 e os 7ºC.
A Sul do Vimioso, nas vertentes do Sabor e do Maçãs, superam-se em média os 20ºC de máxima. Apenas em pequena área no limite Sul de Vinhais, no vale do Tuela, e numa área maior acompanhando os vales do Maçnhoãs até Vimioso e do Sabor e Fervença até pouco a montante da sua confluência, a mínima excede os 7ºC de média anual (Gonçalves, 1991).
No Verão são comuns máximas médias de 27 a 29ºC e no Inverno de 7 a 9ºC, com um padrão de variação espacial semelhante ao das temperaturas médias. Nas áreas mais frescas de altitude as máximas médias de Verão não ultrapassam os 22ºC. A mínima, na região, não chega em média a 1ºC no mês mais frio do ano (Janeiro), permanecendo abaixo dos 2º-3ºC por todo o Inverno. Apenas se registam mínimas médias superiores a 10ºC no período de Verão (Junho a Setembro). Os rigores invernais são mais marcados em altitude, com Montesinho a registar temperaturas mínimas negativas em Janeiro e Fevereiro (-1,2ºC em Janeiro) (INMG, 1991; Gonçalves, 1991).
No período estival as temperaturas máximas diárias são frequentemente superiores a 25ºC, somando 45 a 50 dias nos meses de Julho e Agosto, do total de 75 a 85 que se registam em média no ano com essas condições (valores que se referem à faixa de altitudes dominante na região - os planaltos).
Naturalmente que nas zonas de maior altitude esses valores descerão na mesma proporção que as respectivas temperaturas média e máxima (INMG, 1991).
A amplitude térmica diária média no ano situa-se em torno dos 10ºC, o que é por si revelador do carácter continental do território. Valores mais elevados encontram-se a Leste, com o acentuar deste efeito, o qual é atenuado nas zonas de maior cota. O efeito da continentalidade (da ibericidade, no dizer dos fitogeógrafos) é ainda mais claro no Verão, estação em que a amplitude diária da temperatura do ar excede os 15ºC na zona oriental, no mês mais quente. Na zona central e ocidental, e muito especialmente em altitude, aquele valor não é atingido. A amplitude média diária de Inverno ronda genericamente os 7ºC (INMG, 1991; Gonçalves, 1991).
Os registos extremos de temperatura do ar, no período de 1951-1980, nas duas estações meteorológicas de referência da Terra Fria Transmontana, foram de 37,2ºC e 38,8ºC, em Bragança e Miranda do Douro, respectivamente. As mínimas absolutas nessas estações atingiram os valores notáveis de -11,4 e de -12,3, respectivamente. Todavia, uma máxima absoluta de 39,5ºC e uma mínima absoluta de -12ºC, foram registadas em Bragança no vinténio de 1931-1950 (INMG, 1991; SMN, 1971).
Os máximos de temperatura e sua distribuição temporal contribuem, eventualmente mais até do que outros parâmetros climáticos, para identificar este território, distinguindo-o, em Trás-os-Montes, da Terra Quente (Gonçalves, 1991a). Os fortíssimos calores de Verão, típicos desta, são atenuados aqui, nos espaços abertos dos planaltos, com a montanha ao pé ou com vegetação mais densa nas zonas central e ocidental. O período do ano no qual ocorrem mais frequentemente temperaturas máximas diárias superiores a 25ºC é, por outro lado, substancialmente menor na Terra Fria, onde se concentra nos meses de Junho a Setembro. Outro dos traços distintivos da Terra Fria é a limitada duração das estações de transição, aspecto evidenciado pela quase coincidência entre os meses com temperatura média das máximas superior a 25ºC, média das mínimas superior a 10ºC e nula ocorrência de mínimas negativas - situação que, pelo significado prático destes limiares térmicos na percepção do estado do tempo, demarca claramente o Verão da "estação fria".
in:rotaterrafria.com
Climatologia na Terra Fria Transmontana
É notória a diversidade espacial deste elemento climático. De facto, em menos de 20 Km em linha recta (de Montesinho a Gimonde) podem observar-se diferenças na temperatura média anual superiores a 4ºC (Gonçalves, 1991). E nos 50 Km que distam do topo de Montesinho ao encontro Maçãs-Sabor a temperatura do ar sobe em média mais de 6ºC. A altitude é, no caso, o principal responsável por estas variações espaciais tão acusadas (Montesinho - 1.481 m; Gimonde - 530 m; Foz do Maçãs - abaixo dos 300 m).
Seguindo o ritmo das estações, a temperatura atinge, na maior parte do território, valores em torno dos 20ºC em Julho e Agosto, um pouco menores a Ocidente, pouco maiores nos planaltos orientais. Apenas nas cotas mais elevadas as temperaturas de Verão descem substancialmente (Montesinho, 16,5ºC); pelo contrário, a média do mês mais quente pode superar os 22ºC no encaixe do sistema Maçãs-Sabor. No mês mais frio, Janeiro, a temperatura média no território não ultrapassa os 4 - 5ºC, sendo bem menor nas áreas de serra (Montesinho, 1,5ºC) (INMG, 1991; Gonçalves, 1991).
Esta distribuição estacional evidencia contrastes térmicos muito marcados, porventura os mais expressivos do País, com amplitudes térmicas anuais da ordem dos 16ºC (Bragança, 16,2 ºC). A amplitude térmica anual é menor a Oeste e nas cotas mais elevadas (Montesinho, 15,1ºC), acentuando-se para Leste (Miranda do Douro, 16,9ºC), reflectindo claramente o efeito da continentalidade (INMG, 1991; Gonçalves, 1991).
in:rotaterrafria.com
As Precipitações na Terra Fria Transmontana
As precipitações na Terra Fria Transmontana apresentam assinalável variação espacial, desde mais de 1200mm nas áreas serranas centrais, a menos de 600mm nos encaixes do Douro Internacional e do Maçãs-Sabor na transição para a Terra Quente.
A relação entre Precipitação e Temperatura é muito clara e inversa, já que são determinadas ambas pela fisiografia e pelo mais ou menos acentuado efeito da continentalidade. A isoieta dos 800mm separa, grosso modo, os planaltos mais secos a Leste, dos planaltos e montanhas centrais e ocidentais, de maior pluviometria.
A distribuição das precipitações ao longo do ano segue, em todo o território, o regime mediterrânico. No semestre húmido (Outubro-Março) ocorrem em média 70% do total anual de precipitação, contra menos de 10% no trimestre seco (Junho-Agosto), tendo os restantes meses carácter de transição. Nos meses de Julho e Agosto as precipitações apenas excedem os 20mm mensais nas zonas serranas, situando-se em quase todo o território entre os 20 e os 10mm, raramente descendo para valores menores que 10mm (INMG, 1991; Gonçalves, 1991).
Mercê do frequente carácter local das chuvadas de menor altura pluviométrica, a correlação entre a precipitação anual e o número de dias de chuva é débil. No entanto, este número acompanha genericamente os totais anuais de precipitação: até aos 800mm o número de dias de chuva situa-se em regra abaixo dos 90 por ano; acima dos 1200mm é tendencialmente da ordem dos 110; entre os 800 e os 1200mm as precipitações do ano ocorrem em cerca de 95 dias. O número de dias de chuva em cada um dos meses do semestre húmido é, em regra, superior a 10. Os dias com chuvadas expressivas (superiores a 10mm), pelo contrário, mostram forte correlação com a precipitação anual, variando desde menos de 21 nas áreas mais secas do Leste do território, a mais de 42 dias anuais nas serranias centrais.
in:rotaterrafria.com
A relação entre Precipitação e Temperatura é muito clara e inversa, já que são determinadas ambas pela fisiografia e pelo mais ou menos acentuado efeito da continentalidade. A isoieta dos 800mm separa, grosso modo, os planaltos mais secos a Leste, dos planaltos e montanhas centrais e ocidentais, de maior pluviometria.
A distribuição das precipitações ao longo do ano segue, em todo o território, o regime mediterrânico. No semestre húmido (Outubro-Março) ocorrem em média 70% do total anual de precipitação, contra menos de 10% no trimestre seco (Junho-Agosto), tendo os restantes meses carácter de transição. Nos meses de Julho e Agosto as precipitações apenas excedem os 20mm mensais nas zonas serranas, situando-se em quase todo o território entre os 20 e os 10mm, raramente descendo para valores menores que 10mm (INMG, 1991; Gonçalves, 1991).
Mercê do frequente carácter local das chuvadas de menor altura pluviométrica, a correlação entre a precipitação anual e o número de dias de chuva é débil. No entanto, este número acompanha genericamente os totais anuais de precipitação: até aos 800mm o número de dias de chuva situa-se em regra abaixo dos 90 por ano; acima dos 1200mm é tendencialmente da ordem dos 110; entre os 800 e os 1200mm as precipitações do ano ocorrem em cerca de 95 dias. O número de dias de chuva em cada um dos meses do semestre húmido é, em regra, superior a 10. Os dias com chuvadas expressivas (superiores a 10mm), pelo contrário, mostram forte correlação com a precipitação anual, variando desde menos de 21 nas áreas mais secas do Leste do território, a mais de 42 dias anuais nas serranias centrais.
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Bragança coopera com Timor-Leste
No ano em que Portugal comemora os 40 anos do Poder Local, o Município de Bragança iniciou a cooperação com a República Democrática de Timor-Leste, no processo de descentralização administrativa, tendo em vista a criação de Municípios Timorenses.
Assim, no âmbito do protocolo de cooperação, assinado em 21 de março de 2013 e na sequência do convite do Governo Timorense, entre os dias 16 e 23 de maio de 2015, em representação do Município de Bragança, o Chefe de Gabinete, Miguel Abrunhosa, conjuntamente com mais 13 Municípios portugueses, participou em ações e iniciativas em Timor-Leste, com destaque para a IV Conferência Internacional sobre Descentralização Administrativa e Poder Local e para a Comemoração do XIII Aniversário da Restauração da Independência.
Na conferência internacional, realizada no dia 18 de maio, estiveram presentes delegações de Portugal, da Austrália e da Indonésia, Administradores dos Distritos/Municípios de Timor-Leste, o Corpo Diplomático, nomeadamente o Embaixador de Portugal em Díli, Manuel Gonçalves de Jesus, natural da Freguesia de Salsas. Bragança, Membros do Governo e Deputados de Timor-Leste.
Sua Excelência, o Vice-Ministro da Administração Estatal, Tomás Cabral, apresentou o plano de ação e o cronograma das três fases da implementação do Poder Local em Timor-Leste, a saber: Pré-desconcentração; Desconcentração e Descentralização. Neste processo serão pioneiros os Distritos de Aileu, Ermera e Liquiça.
As delegações realizaram, ainda, visitas culturais e participaram na inauguração da Unidade de extracção e transformação de mármore, em Manatuto.
Nos dias 21 e 22 de maio, realizaram-se visitas de trabalho aos Distritos com os quais os Municípios portugueses cooperam, no sentido de conhecerem os respetivos territórios e analisarem eventuais formas de cooperação, com o objetivo de implementar o Poder Local em Timor-Leste.
Neste sentido, os representantes do Município de Bragança e de Lamego deslocaram-se ao Distrito de Aileu, futuro Município protocolado, para reuniões de trabalho com as autoridades locais.
Recorde-se que, durante o mês de março de 2015, o Município de Bragança promoveu, junto das Escolas do Concelho, uma campanha de angariação de livros em português para ajuda à criação de uma Biblioteca em Aileu.
REGISTO FOTOGRÁFICO
in:cm-braganca.pt
Assim, no âmbito do protocolo de cooperação, assinado em 21 de março de 2013 e na sequência do convite do Governo Timorense, entre os dias 16 e 23 de maio de 2015, em representação do Município de Bragança, o Chefe de Gabinete, Miguel Abrunhosa, conjuntamente com mais 13 Municípios portugueses, participou em ações e iniciativas em Timor-Leste, com destaque para a IV Conferência Internacional sobre Descentralização Administrativa e Poder Local e para a Comemoração do XIII Aniversário da Restauração da Independência.
Na conferência internacional, realizada no dia 18 de maio, estiveram presentes delegações de Portugal, da Austrália e da Indonésia, Administradores dos Distritos/Municípios de Timor-Leste, o Corpo Diplomático, nomeadamente o Embaixador de Portugal em Díli, Manuel Gonçalves de Jesus, natural da Freguesia de Salsas. Bragança, Membros do Governo e Deputados de Timor-Leste.
Sua Excelência, o Vice-Ministro da Administração Estatal, Tomás Cabral, apresentou o plano de ação e o cronograma das três fases da implementação do Poder Local em Timor-Leste, a saber: Pré-desconcentração; Desconcentração e Descentralização. Neste processo serão pioneiros os Distritos de Aileu, Ermera e Liquiça.
As delegações realizaram, ainda, visitas culturais e participaram na inauguração da Unidade de extracção e transformação de mármore, em Manatuto.
Nos dias 21 e 22 de maio, realizaram-se visitas de trabalho aos Distritos com os quais os Municípios portugueses cooperam, no sentido de conhecerem os respetivos territórios e analisarem eventuais formas de cooperação, com o objetivo de implementar o Poder Local em Timor-Leste.
Neste sentido, os representantes do Município de Bragança e de Lamego deslocaram-se ao Distrito de Aileu, futuro Município protocolado, para reuniões de trabalho com as autoridades locais.
Recorde-se que, durante o mês de março de 2015, o Município de Bragança promoveu, junto das Escolas do Concelho, uma campanha de angariação de livros em português para ajuda à criação de uma Biblioteca em Aileu.
REGISTO FOTOGRÁFICO
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Biosfera Transfronteiriça da Meseta Ibéria poderá ser reconhecida pela UNESCO
A Biosfera Transfronteiriça da Meseta Ibérica poderá ser reconhecida pela Unesco como reserva já em Junho. A decisão quanto à candidatura apresentada pelo Agrupamento Europeu de Cooperação ZASNET vai ser conhecida no próximo mês.
Um comité da UNESCO prepara-se para visitar o território em breve. A inspecção antecede a decisão final prevista para a segunda semana de Junho, como adiantou a directora do ZASNET, Margarida Rodrigues. “Será em Junho que será declarada ou não reserva da biosfera.
A candidatura já foi analisada pelo comité científico pelo comité científico da UNESCO, que deu um parecer favorável à candidatura. Agora vai ser analisado pelo comité internacional do programa (MAB) Man and the Biosphere Programme que será antecedida por uma visita ao território da Reserva da Biosfera”, avançou a responsável.São mais de um milhão de hectares que incluem os territórios do Nordeste Transmontano, Salamanca e Zamora. Com a classificação, a Meseta Ibérica pode tornar-se a maior reserva de Biosfera da Europa.
Margarida Rodrigues espera que seja possível obter mais financiamento comunitário se a candidatura for aprovada. “Neste momento, com a candidatura à reserva da biosfera poderá haver várias linhas de financiamento no próximo quadro comunitário”, afirma.
O título de Reserva da Biosfera é um carimbo de qualidade conferido pela UNESCO a um determinado território pela preservação da biodiversidade, da natureza e do próprio património cultural e natural.
Escrito por Brigantia
Um comité da UNESCO prepara-se para visitar o território em breve. A inspecção antecede a decisão final prevista para a segunda semana de Junho, como adiantou a directora do ZASNET, Margarida Rodrigues. “Será em Junho que será declarada ou não reserva da biosfera.
A candidatura já foi analisada pelo comité científico pelo comité científico da UNESCO, que deu um parecer favorável à candidatura. Agora vai ser analisado pelo comité internacional do programa (MAB) Man and the Biosphere Programme que será antecedida por uma visita ao território da Reserva da Biosfera”, avançou a responsável.São mais de um milhão de hectares que incluem os territórios do Nordeste Transmontano, Salamanca e Zamora. Com a classificação, a Meseta Ibérica pode tornar-se a maior reserva de Biosfera da Europa.
Margarida Rodrigues espera que seja possível obter mais financiamento comunitário se a candidatura for aprovada. “Neste momento, com a candidatura à reserva da biosfera poderá haver várias linhas de financiamento no próximo quadro comunitário”, afirma.
O título de Reserva da Biosfera é um carimbo de qualidade conferido pela UNESCO a um determinado território pela preservação da biodiversidade, da natureza e do próprio património cultural e natural.
Escrito por Brigantia
I Seminário da Cereja | 7 de Junho | 09h30
Local: Casa da Cultura Mestre José Rodrigues Alfândega da Fé
Queremos que esta sessão seja dinamizadora e promotora de mais conhecimento e preparação para fazer face aos novos desafios da Cultura da Cereja e do PDR 2020, tão importante que é que neste momento, o relançamento da cultura no concelho de Alfândega da Fé e a atração de mais agricultores e jovens.
Queremos que esta sessão seja dinamizadora e promotora de mais conhecimento e preparação para fazer face aos novos desafios da Cultura da Cereja e do PDR 2020, tão importante que é que neste momento, o relançamento da cultura no concelho de Alfândega da Fé e a atração de mais agricultores e jovens.
Exposição a "Grande Guerra - Memórias"
Exposição a "Grande Guerra - Memórias"
De 29 de maio a 27 de junho
Na Casa da Cultura em Miranda do Douro
Mais informações em www.cm-mdouro.pt.
O Centro Cultural Adriano Moreira foi palco da exposição Biosfera Transfronteiriça Meseta Ibérica
Um dos instrumentos da candidatura a Reserva da Biosfera Transfronteiriça da Meseta Ibérica, apresentada em Setembro do ano passado, foi o registo fotográfico da região. Parte desse trabalho constitui a exposição de fotografia da Biosfera Transfronteiriça da Meseta Ibérica, que foi inaugurada ontem à tarde no Centro Cultural Adriano Moreira, em Bragança.
O fotógrafo, António Sá, acredita que as mais de 30 imagens ajudam a mostrar o estado de preservação do território. “Foi tentar fazer um retrato desta diversidade enorme cultural e natural para que as pessoas vejam, acreditem que é aqui que vivem mesmo, e que peguem nisto e a partir daqui desenvolvam um futuro ou na área comercial ou industrial ou natural”, frisa.
A vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Bragança, Cristina Figueiredo, explica o que o território da Meseta Ibérica oferece de distintivo, não apenas do ponto de vista natural como cultural. “Há a parte da paisagem, da fauna, a própria vegetação é muito característica e associado a isso também está o aspecto cultural e as tradições que importa manter”, descreve a vereadora. A mostra visual das características do território do Nordeste Transmontano, Salamanca e Zamora pretende ajudar a convencer o comité da Unesco a atribuir o selo de qualidade de Reserva da Biosfera.
A exposição fotográfica itinerante ficará agora patente no centro cultural Adriano Moreira em Bragança até ao final de Julho.
Escrito por Brigantia
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