O livro «Amêndoa Coberta de Moncorvo na Rota da Doçaria Barroca», da autoria de António Manuel Monteiro pretende dar a conhecer a origem do doce o “ex-libris da vila transmontana”.
A apresentação aconteceu no sábado passado, em Torre de Moncorvo, e o autor de vários livros na área da gastronomia confessou que a obra é uma tentativa de sustentar a sua opinião “perante alguma confusão que reinava no sector, ou porque havia esquecimento ou porque não tinha havido aquela vontade férrea de analisar como este produto apareceu nas nossas terras”.
Uma das referências que usa no livro “é de um médico persa, que conta uma forma de cobrir as amêndoas amargas da mesma forma que se faz hoje em dia para as amêndoas cobertas. Depois evoluíram para as amêndoas cobertas doces já mais tarde, descobertas nas cortes dos nossos cruzados e que depois acabaram por trazer para o ocidente. Mais tarde, veio o açúcar, o chamado ouro branco, e essa forma de trabalhar as amêndoas cobertas porque por cá caldeava-se a amêndoa com mel, que era aquilo que faziam os castelhanos”
Na apresentação do livro também esteve o presidente da câmara de Torre de Moncorvo que enalteceu a obra.
“Este livro vem contribuir para mostrar às pessoas um conhecimento histórico e cultural e das nossas raízes. Também para assinalar, mais do que outro aspecto, o sangue, suor e lágrimas que as cobrideiras tinham na arte de produzir este doce. Doces que ainda hoje são extremamente reputados em diversos países, como por exemplo no Brasil onde não servia só para ser um doce de Páscoa, mas que também serviu para enganar a própria fome”, referiu.
O autor do livro é natural de Torre de Moncorvo. E tem vários livros publicados na área da gastronomia.
Escrito por Brigantia
Jornalista: Maria João Canadas
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