Local: Larinho, TORRE DE MONCORVO, BRAGANÇA
Informante: Virgínia da Conceição Ferreira (F), 61 anos
Andava um homem a lavrar com dois burros num campo, em Larinho, do concelho de Moncorvo. A certa altura, como fazia muito calor, teve sede e foi beber à fonte da Chuzaria. E reparou então num fio de ouro que estava no fundo da água.
Começou a puxar por ele, a puxar, a puxar, e o fio nunca mais acabava. Como já tinha passado muito tempo, o lavrador puxa-o com força e o fio quebrou. Nesse momento, ouviu a voz de uma moura encantada, que disse:
— Ó desgraçado, que me dobraste o encanto! Mas mesmo assim vem cá todos os dias e encontrarás seis vinténs.
O lavrador passou então a ter aquele rendimento, e por isso deu em ir todas as noites para a taberna jogar. A dada altura, começou a perder, sempre a perder, e disse aos colegas:
— Troco e volto a trocar
enquanto a fonte da Chuzaria me der seis vinténs,
não deixarei de jogar!
Ao outro dia, voltou ao mesmo local e dinheiro nem vê-lo. Mas, pior que isso, a fonte secou completamente. E assim continua.
Fonte: PARAFITA, Alexandre - A Mitologia dos Mouros: Lendas, Mitos, Serpentes, Tesouros
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Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço.
A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)
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COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
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Uma crença que ficou dos tempos da ocupação muçulmana.
ResponderEliminarSempre que oiço estas lendas, não posso deixar de recordar a minha saudosa avó, que sentados à lareira me inundava com estas lendas.
Era um nunca mais acabar de encantos, que a minha cabeça de menino imaginava verdadeiras e sempre a sonhar em encontrar alguma moura encantada.