A presidente da câmara de Mirandela admite preocupação com o impasse que classifica de “grave” no plano de mobilidade do Vale do Tua.
Júlia Rodrigues reage, pela primeira vez, a mais um adiamento do arranque da mobilidade turística do Tua que estava anunciado para Agosto, mas que já não deve acontecer este ano, dado que as obras necessárias para iniciar as viagens ainda nem sequer começaram.
A autarca lamenta a situação, mas acredita que a Agência de Desenvolvimento Regional do Vale do Tua – que engloba o seu município e ainda Vila Flor, Carrazeda de Ansiães, Murça e Alijó – pode resolver essa questão até ao final do ano:
“Nós lamentamos muito este adiamento do prazo de execução das obras. Estamos num impasse grave, mas se for o caso, a agência está disponível para executar as obras de qualificação dos taludes para assegurar a segurança da linha ferroviária. De facto, as populações não acreditam nesta solução e nós, autarcas, também estamos muito preocupados com este atraso e, obviamente, que, esperamos do Governo e da parte das negociações alguma resolução. É importante que de uma vez por todas se comecem as obras.”
Refira-se que a promessa de realização das intervenções ao longo da linha do Tua, foi uma das razões apontadas pela presidente da câmara de Mirandela para justificar a decisão de suspender, provisoriamente, a circulação das duas composições do Metro, entre Mirandela e Cachão, na distância de 13 quilómetros, desde 17 de dezembro, de 2018, e prevendo que as obras iriam demorar cerca de seis meses.
Na altura, Júlia Rodrigues suportou esta decisão com base no argumento de que pretendia assegurar que as equipas de manutenção e verificação das condições da linha tivessem condições para trabalhar, para além de que as duas composições do Metro já tinham atingido o limite da quilometragem e estavam a
necessitar de manutenção, revelando ainda que a alternativa passa pelo transporte rodoviário das populações, mantendo os mesmos horários do Metro.
Meio ano depois e sem obras na linha, a autarca admite que a decisão podia ter sido adiada:
“Se soubesse deste atraso, naquele momento não suspendia. De qualquer forma, as carruagens já estavam a atingir uma elevada quilometragem que era necessária a sua manutenção para terem condições de segurança. Esse investimento não terá de ser feito por nós, dado que está previsto entregar as carruagens ao operador privado.”
Recorde-se que, no passado dia 8 de fevereiro deste ano, depois de mais de três anos de avanços e recuos, foram assinados, em Vila Flor, os contratos das obras que falta fazer na via-férrea que garantiam que o comboio voltasse a apitar na linha do Tua, lá para o mês de Agosto.
Só que poucos dias depois surgiram contrariedades relacionadas com a responsabilidade da execução dos trabalhos e Mário Ferreira, da empresa Mystic Tua, que vai operacionalizar o plano de mobilidade, diz que não faz mais obras no vale e que vão ter de ser assumidas pela Agência de Desenvolvimento do
Vale do Tua.
Por isso, nem comboio a apitar na linha do Tua, entre Mirandela e Brunheda, nem barco rabelo a navegar entre esta aldeia de Carrazeda de Ansiães e a barragem, junto à foz do rio Tua.
A autarca de Mirandela lamenta mais um adiamento na implementação do plano de mobilidade da linha do Tua já que as obras de requalificação previstas ainda nem sequer começaram.
Recorde-se que este plano foi uma das contrapartidas impostas pela Declaração de Impacto Ambiental para que fosse possível a EDP avançar para a construção da barragem de foz-Tua, entretanto já terminada.
INFORMAÇÃO CIR (Rádio Terra Quente)
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