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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Miranda do Douro: Museu da Terra de Miranda reabriu ao público

 No dia 10 de outubro, o renovado Museu da Terra de Miranda, em Miranda do Douro, abriu as portas ao público, numa cerimónia que contou com a visita do secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, que destacou a visibilidade que a língua mirandesa assume no museu, como meio de comunicação e transmissão do conhecimento, em particular, às novas gerações.


Na cerimónia da reabertura do Museu da Terra de Miranda, a diretora, Celina Pinto, destacou que doravante este novo espaço é bilingue, pois a par do português, a língua mirandesa está presente no acervo museológico.

“Hoje reabrimos o Museu da Terra de Miranda, uma casa onde a memória volta a ter lugar e uma terra volta a contar a sua história. A Terra de Miranda é um lugar, onde a cultura não vive apenas nos livros ou nas vitrinas. Vive na língua que se fala, nos gestos do trabalho, nas festas, nas histórias contadas ao serão e na paisagem moldada por sucessivas gerações. Este museu renasce para honrar essa herança. Renasce para guardar o que fomos, compreender o que somos e inspirar aquilo que ainda podemos ser. Porque a cultura não é um fragmento imóvel do passado; é uma corrente viva que passa de mãos em mãos, de voz em voz, de geração em geração”, disse a diretora do museu.


Celina Pinto informou que o atual Museu da Terra de Miranda já não é o mesmo de há 44 anos atrás. Hoje, a cultura é transmitida de forma diferente, num espaço renovado, ampliado e com recurso às novas tecnologias.

“O Museu da Terra de Miranda conta e recria a cultura de forma diferente. A tecnologia contribui para tornar a memória mais próxima, acessível e partilhável, onde se cruza o património material e o imaterial, a tradição e a contemporaneidade, a tecnologia e o objeto, a palavra e a experiência”, explicou.

De acordo com a diretora, no Museu da Terra de Miranda, os visitantes são agora participantes e as crianças podem tocar, ouvir, experimentar e descobrir.

“Um museu não é apenas um espaço onde se guardam coisas, mas um lugar onde há coisas a acontecer. O passado é a raiz que nos prende ao chão sim, mas também nos alimenta e permite crescer. Falar da história da Terra de Miranda é falar da identidade sim, mas também de futuro”, indicou.

Para Celina Pinto, a Terra de Miranda é um território singular, em Portugal.

“A Terra de Miranda também é Portugal. É língua, é música, é dança, émemória, é trabalho, é festa, é silêncio, é o rio Douro, é o planalto, é terra lavrada e contada. Simbilocamente, este museu é terra, é semente e é futuro”, concluiu.

Na reabertura do Museu da Terra de Miranda , a presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, Helena Barril, destacou a importância deste espaço cultural para a cidade, o concelho e a região.

“Em 1982, o padre António Maria Mourinho foi visionário ao perceber que a identidade, língua, usos e costumes e a alma deste povo não deviam dispersar-se com o vento e havia a necessidade de criar do Museu da Terra de Miranda. Percorridos 44 anos, vivemos hoje um novo capítulo transformador no museu sob a orientação da diretora, Celina Pinto. Com um dinamismo ímpar, sabe liderar e projetar o Museu da Terra de Miranda para o presente e o futuro”, elogiou a autarca de Miranda do Douro.


Segundo Helena Barril, o Museu da Terra de Miranda é um importante parceiro institucional, na organização de atividades e dinamização cultural da cidade, do concelho e da região.

“Juntos e num trabalho de cooperação instituicional seremos capazes de tornar o nosso território cada vez mais atrativo culturalmente”, afirmou.

De visita a Miranda do Douro, para a rebertura do Museu da Terra de Miranda, o secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, começou por evocar o museólogo, Georges Henri Riviére.

«No fim da sua vida, Georges Henri Riviére disse que os ecomuseus são “espelhos onde a população se contempla, para aí se reconhecer e procurar entender o território a que pertence. Os ecomuseus são também um espelho que a população mostra aos seus hóspedes, para que compreendam o seu trabalho, comportamento e intimidade”,», disse o governante.

Na reabertura do Museu da Terra de Miranda, Alberto Santos, destacou a prioridade dada à língua mirandesa e evocou José Leite de Vasconcelos.

“Uma língua que só se fala na intimidade do lar desaparece quando esse lar muda de circunstâncias e modos de ser e fazer. Recentemente, o atual governo, vliderado por Luís Montenegro, criou a Estrutura de Missão para a Promoção da Língua Mirandesa, por intermédio da qual se pretende construir as bases para salvaguarda e valorização da língua. Esta salvaguarda também se faz no Museu da Terra de Miranda, quando o mirandês é a língua de comunicação e transmissão do conhecimento, em particular, às novas gerações”, indicou.


O Secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, concluiu a sua intervenção indicando que a remodelação e ampliação do Museu da Terra de Miranda custou 1 milhão e cem mil euros e 700 mil euros de museografia, financiados pelo Programa de Recuperação e Resiliência (PRR).

No dia 10 de outubro, o programa da reabertura do Museu da Terra de Miranda incluiu a interpretação do hino “Harmanos cantai an charro”, em mirandês; uma performance musical com coros, músicos e a participação da comunidade; a visita do público ao museu; e um momento de convívio com a degustação de produtos locais.

HA

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