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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Investigador alerta para a "morte de milhares de colmeias"

Um investigador da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) alertou hoje para a "morte de milhares de colmeias" devido aos incêndios florestais que afetam o país e para "a falta de apoios" para os apicultores afetados.
O especialista em apicultura, Paulo Russo Almeida, afirmou que, a manter-se esta vaga de incêndios ano após ano, os "apicultores começam a não ter locais para colocarem os seus apiários, para além de verem as suas colmeias a desaparecerem irremediavelmente".

Os locais ardidos, segundo explicou em comunicado, "nem este ano, nem no próximo, têm condições para produzirem".

Segundo o investigador da UTAD, localizada em Vila Real, nos meios rurais estão a ser destruídas vastas extensões de rosmaninho, urze, torgas, chamiça, queirogas, silvas, tomilho, estevas, giestas e outras espécies arbustivas, que levam sempre dois ou três anos a regenerarem-se, e que são fundamentais não só para alimentação das abelhas, mas também para a polinização e a qualidade do mel.

A mesma preocupação estende-se às zonas do litoral, onde ardem os eucaliptais, em cuja flor as abelhas procuram a matéria-prima elementar para a produção do mel.

Paulo Russo Almeida alertou ainda os apicultores para a "importância de garantirem um anel de segurança", com cerca de 10 metros de largura em volta dos apiários, eliminando a matéria combustível, e sugeriu, sempre que possível, a colocação de telas de tecido em redor das colónias que isolem o terreno impedindo o crescimento das plantas.

O especialista mostrou-se preocupado também com a "falta de apoios" para ajudar os apicultores das zonas afetadas na retoma da sua atividade.

O investigador disse estranhar que "quando se anunciam apoios oficiais para repor a floresta flagelada pelos incêndios e para as empresas que deixaram de laborar por falta de madeira, não se fale em apoiar também os apicultores que viram os incêndios destruírem as suas colmeias".

"E que precisam urgentemente de ajudas não só para reposição dos apiários mas também para alimentação das abelhas por falta de pasto neste ano", sublinhou.

Agência Lusa

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