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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

O TEMPO DOS POLÍTICOS INSIGNIFICANTES

Fundamental na política é a dignidade, indissociável da inteireza de carácter, da clarividência, da coragem e da humildade, que reconhece, com franqueza e frontalidade, os erros e omissões, mostrando-se capaz de fazer esforços para os corrigir.

Isso são utopias, dirão alguns. Na realidade, a política tem sido mais a arte da finta, da dissimulação, literalmente da ratoeira sem escrúpulos, indisponível para qualquer penitência, por mais que se vão ouvindo artísticos actos de contrição, aconselhados pelas centrais de marketing.

A experiência que levamos de regime democrático, coloca-nos perante inesperados dilemas que, de boa vontade, dispensávamos. Estamos, mais uma vez, num ano de eleições, que se podem traduzir na legitimação de políticas que reiteradamente têm prejudicado os interesses vitais da região.

Se nos dispusermos a pensar com serenidade, verificamos que há investimentos fundamentais para a sobrevivência do território, objecto de promessas de múltiplos governos, mas que não serão concretizados em tempo útil, condição incontornável para nos resgatar da iminente desgraça sem retorno.

Casos flagrantes são os das ligações de Vinhais e Vimioso a Bragança, mas também à autovia das Rias Bajas e ao AVE, a trinta quilómetros da capital do distrito. Poderíamos acrescentar o desleixo na mobilização de investimentos reprodutivos para garantir postos de trabalho e inverter a já crónica curva descendente da população. Não houve, nestes 45 anos, vontade política para ponderar seriamente soluções.

As primeiras eleições deste ano, lá para Maio, servirão para eleger os representantes do país no Parlamento Europeu, funções a que damos pouca importância, embora ali sejam decididas questões fundamentais para a economia da União e para a mobilização de fundos comunitários, distribuição de que temos saído com as mãos a abanar.

Se tivermos em conta que o cabeça de lista do partido do governo é Pedro Marques, que foi ministro das Infra-Estruturas e prometeu, em 2016, a remodelação da estrada que liga Vinhais a Bragança ainda para aquele ano, na presença do então presidente da câmara, Américo Pereira, mas recentemente, com arrogância, veio dizer que não estavam previstas intervenções nessa estrada nem na ligação a Vimioso, ficamos a saber com o que contamos quando forem decididas as torrentes de euros.

Quanto a outros candidatos, em várias listas de que já conhecemos os líderes, vamos encontrar gente que teve responsabilidades governamentais e que assistiu, em silêncio, ao desinvestimento nas escolas, nas unidades hospitalares, nos tribunais, nos serviços e na segurança. Alguns há que até terão vergonha da província, termo que foi atraindo conotações incomodativas desde o século XIX para os novos ricos das grandes urbes.

Talvez nos reste uma forma de marcar a posição das gentes do distrito e círculo eleitoral de Bragança, que passaria por concertar uma votação massiva no distrito, mas com todos os votos depositados nas urnas em branco. Pode ser que perto de cem mil votos, brancos como a neve, pusessem alguns a pensar.


Teófilo Vaz
in:jornalnordeste.com

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