O ultraleve que caiu no sábado em Bragança, causando a morte dos dois ocupantes, sofreu uma “falha estrutural catastrófica da raiz da asa direita”, indicou hoje o organismo que investiga acidentes aéreos.
“Na sequência da execução de um conjunto de manobras ainda por determinar, a aeronave sofre uma falha estrutural catastrófica da raiz da asa direita, levando a que esta seja projetada contra a canópia [vidro do cockpit] e separando-se totalmente da aeronave”, refere uma nota informativa publicada esta tarde na página da internet do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e Acidentes Ferroviários (GPIAAF).
O ultraleve, operado pelo Aero Clube de Bragança, descolou às 17:24 do Aeródromo Municipal de Bragança para um voo de recreio, com dois ocupantes e também sócios do aeroclube: um era instrutor desta categoria de aeronave, de 60 anos e conhecido empresário de Bragança, e o outro, um piloto, de 26 anos, que se encontrava em formação na TAP.
“O voo tinha como objetivo a apresentação da aeronave, recentemente adquirida pelo Aero Cube [de Bragança], ao sócio e passageiro, conforme prática em vigor na coletividade”, refere o GPIAAF.
O alerta para o acidente foi recebido às 17:54, meia hora após a descolagem.
Após a falha estrutural na asa direita, acrescenta a nota informativa, e com o modelo Sport Cruiser UL “fora de controlo, e com elevada razão de rotação (rolamento) pela direita, provocada pela sustentação da asa esquerda, a aeronave inicia uma trajetória em espiral descendente”, imobilizando-se a quase quilómetro e meio da soleira da pista 20 do Aeródromo de Bragança.
“Os destroços principais ficaram espalhados por uma área com cerca de 9.000 m2 [metros quadrados], tendo sido encontrados fragmentos da canópia a 348 metros da posição final da asa direita da aeronave. Não foram encontrados quaisquer indícios de explosão ou incêndio no pré ou pós acidente”, descreve o GPIAAF.
A nota informativa conta que “durante o impacto da aeronave com o solo foram desenvolvidas forças de desaceleração que excederam largamente as tolerâncias humanas, sendo o acidente classificado como de impacto sem probabilidade de sobrevivência”.
O GPIAAF refere ainda que “todas as transmissões rádio efetuadas pelo tráfego em Bragança e durante o voo do acidente foram realizados ‘às cegas’, devido ao serviço de informação de tráfego deste aeródromo não estar ativo”.
Este organismo vai prosseguir com a investigação com vista à elaboração de um relatório final ao acidente.
in:diariodetrasosmontes.com
Foto: António Pereira
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Estes tipos de aeronaves designadas por ULM deveriam ter uma inspecção obrigatória, tal como as aeronaves convencionais designadas para PPA (Pilotos Particulares de Aeronaves) cessnas 150,172, etc. Na imagem pode observar-se o estado de corrosão e fadiga do material. Estas aeronaves ULM podem ser dotadas de um para quedas integrado na célula do avião.Neste acidente, ou não o teria, ou o pânico ou a proximidade do solo, não permitiu a sua utilização. As capacidades técnicas de ambos os pilotos eram muito elevadas. Conheci e voei várias vezes com o meu amigo Horácio. Paz a estas almas.
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