Esta região beneficia, assim, pela primeira vez, do plano europeu de ajuda aos agricultores portugueses que, desde setembro, estão a ser ressarcidos por Bruxelas dos prejuízos causados pelo embargo da Rússia aos produtos europeus e a doar os excedentes de fruta e legumes.
O Banco Alimentar Contra Fome é a instituição que tem capacidade logística para fazer a recolha destes excedentes e está a coordenar a distribuição dos mesmos por outras instituições de solidariedade de todo o país.
A Bragança chegou, na quinta-feira, um carregamento de 22 toneladas de maça e pera Rocha, essencialmente da Zona Oeste.
A autarquia local deu apoio logístico, disponibilizando o armazém, onde a fruta foi distribuída por várias carrinhas que a fizeram chegar hoje às diferentes instituições, como explicou a vereadora Cristina Fernandes.
A delegação de Bragança da Cruz Vermelha é a parceria que ajudou a indicar as instituições beneficiárias e a resolver as questões logísticas, segundo o responsável Fernando Freixo.
A iniciativa partiu do Banco Alimentar de Braga, que desde setembro, data de início deste plano, está a distribuir uma média de 400 toneladas por mês e que, depois de Vila Real, fez chegar esta ajuda também a Bragança, segundo o coordenador Nuno Oliveira
De acordo com o responsável, os bancos alimentares estão a fazer parcerias para que os excedentes de fruta e legumes cheguem a todo o país e afiançou que agora "abrange todos os distritos de Portugal, ao chegar a Bragança".
O plano vai prolongar-se até ao final e dezembro e, segundo adiantou, Bragança deverá beneficiar da distribuição de "15 em 15 dias".
As instituições agradecem a ajuda resultante do embargo russo aos produtos nacionais porque, embora "para o país, em termos financeiros, não seja benéfico", para quem recebe "é ótimo", sublinhou Fernando Freixo da Cruz Vermelha de Bragança.
Este apoio surge também na altura mais complicada do ano, a época de Natal, em que aumentam os pedidos de ajuda as instituições sociais reforçam os apoios aos carenciados.
"O que mais pedem é comida", adiantou aquele dirigente da Cruz Vermelha que apoia 150 famílias de Bragança "e não dá para todas".
Há um mês, segundo contou, tiveram de suspender a distribuição de bens porque a instituição esteve "quase no limite da rutura".
Duas campanhas, da Missão sorriso e do Banco Alimentar, permitiram repor os 'stocks' com quatro toneladas de alimentos.
Lusa

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