Balcão de atendimento continua aberto, mas o município de Vimioso teme encerramento do serviço.
O centro de distribuição dos CTT de Vimioso, no distrito de Bragança, encerrou a 26 de fevereiro e, agora, a correspondência vai para o concelho vizinho de Miranda do Douro, a 30 quilómetros.
O balcão de atendimento mantém-se aberto, mas o município pondera avançar para a Justiça. O presidente da câmara fala de uma ação em segredo. "Quando estávamos, em conjunto com os presidentes de junta de freguesia, a colaborar com o CTT para resolver problemas com a entrega e devolução de cartas, encerram o serviço, num total secretismo", afirmou Jorge Fidalgo. "Não vemos quaisquer vantagens ou poupanças.
Os carteiros passam a percorrer distâncias maiores. Além disso, o centro de distribuição de Vimioso tinha ótimas condições e, em Miranda do Douro, precisou de obras", acrescenta o autarca. Em algumas das 22 freguesias de Vimioso, que se estendem por 480 quilómetros quadrados, há quem reclame.
Em Algoso, Adelino Pinto diz que os carteiros mudam com frequência, o que lhes dificulta o trabalho. "Já passaram por mim pelo menos seis diferentes. Quando vêm de novo, ando com eles a ajudar. Faço o que posso para lhes ensinar as ruas e as casas, mas, mesmo assim, muitas cartas não chegam ao destino à primeira", indica. Foi o que aconteceu a Delmina Miguel: "Esperei por uma carta do hospital, que era importante. Chegou muito tempo depois e já vinha aberta", referiu ao CM.
A empresa não confirma se os reajustamentos vão ser replicados noutros locais. Explica que "a lógica de concentração de centros de distribuição permite ganhar dimensão e massa crítica e melhorar o serviço".
Tânia Rei
Correio da Manhã

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