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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 24 de outubro de 2025

O primeiro Condestável de Portugal era «Braganção» (e houve mais...)

Quando se fala sobre «O Condestável», é irreprimível não pensar, de imediato, em D. Nuno Álvares Pereira. No entanto, Nun’Álvares não o foi o nosso primeiro Condestável, não obstante ser o mais conhecido. Foi apenas o segundo...

A importância do cargo era inequívoca: depois do Rei, era o comandante supremo dos exércitos! A denominação foi apenas criada no século XIV, que até aí designada era por Alferes-mor (e também tivemos alguns conterrâneos a exercer esse cargo… mas já cá os trarei, num qualquer futuro próximo). 

E quem foi o primeiro Condestável de Portugal, o primeiro comandante supremo dos exércitos? “Peis é”, era mais um «carregador de genes bragançanos»! Era irmão da célebre Inês de Castro, que já por aqui trouxe. E, como tal, bisneto de D. Nuno Martins de Chacim, «o último Braganção», que também já por aqui trouxe. 

Bisneto esse que também foi o 1º Conde de Viana e o 1º Conde de Arraiolos (importante condado que teria, igualmente, como detentores, outros «bragançanos»…). Foi um «rapazola» que teve bastante importância, e que não teria existido, à semelhança de muitas outras figuras de relevo da História de Portugal, sem «genes bragançanos» e, neste caso particular, também sem «genes macedenses». 

Porém, temos pouca apetência para relevar os nossos «santos da casa», os que, dizem, «não fazem milagres». De súbito, lembrei-me de uma tirada marcante de uma eminente historiadora: «Um povo sem memória, é um povo sem história. E um povo sem história está fadado, no presente e no futuro, a cometer os mesmos erros do passado»...

Rui Rendeiro Sousa

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