Até ao final de 2025, no distrito de Bragança tinham sido aprovados perto de 5400 projetos no âmbito do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência), com um valor total de 218 milhões de euros. No topo da lista está o concelho de Bragança com 97 milhões de euros.
Segundo os dados disponíveis no site oficial do PRR, relativos a 10 de dezembro, último relatório de monitorização de 2025, o distrito de Bragança teve a aprovação de 5395 projetos distribuídos por 14 componentes, com um valor total de 218 milhões e 155 mil euros. No entanto, só menos de metade deste valor (49%) já tinha sido pago: pouco mais de 95 milhões de euros.
O concelho de Bragança é responsável por perto de metade do valor total do distrito. São 97 milhões de euros, fruto dos 1936 projetos aprovados no âmbito do PRR. Segue-se, Vinhais com um total de 39 milhões de euros, apesar de ser o concelho do distrito de Bragança que viu ser aprovado o menor número de projetos: 101.
O terceiro valor mais alto do distrito, vai para o concelho de Mirandela com um total de 20 milhões de euros, para distribuir pelos 861 projetos aprovados.
Segue-se, Alfândega da Fé que até final de 2025 viu serem aprovados 369 projetos com um valor global de 15 milhões de euros. Macedo de Cavaleiros teve a aprovação de 685 projetos candidatados ao PRR, com uma dotação superior a 11 milhões de euros.
A meio da tabela, está Mogadouro que teve a aprovação de 410 projetos, no valor aproximado de 11 milhões de euros.
O sétimo concelho é o de Freixo de Espada à Cinta que viu 125 projetos serem aprovados, representando um valor total de 7,5 milhões de euros.
Carrazeda de Ansiães vem logo a seguir com 5,4 milhões de euros a serem distribuídos pelos 110 projetos aprovados.
Torre de Moncorvo tem um valor total de 4,7 milhões de euros, para os 186 projetos aprovados. Segue-se Miranda do Douro, com 3,3 milhões de euros resultantes de 230 projetos.
Vimioso contabiliza 264 projetos aprovados no valor de 2,4 milhões de euros e finalmente Vila Flor com um total de 136 projetos no valor de 1 milhão e 400 mil euros.
Ainda segundo os dados disponíveis no site oficial do PRR, perto de metade dos projetos aprovados – 2241 – foram para a área das qualificações e competências, com um montante global de 31,5 milhões de euros. Segue-se a área da eficiência energética em edifícios, com um total de 1197 projetos aprovados, no valor de 2,8 milhões de euros. Destaque também para a componente REPowerEU (apoio à transição ecológica que limita a dependência da UE dos combustíveis fósseis russos, reduzindo o desperdício energético) com 871 projetos já aprovados que representam uma dotação total de 3,5 milhões de euros.
No entanto, a maior fatia de verbas está alocada apenas a dois projetos para infraestruturas que representam mais de 55 milhões de euros e para o setor da habitação com um total de 34 milhões de euros, repartidos por 81 projetos aprovados.
As restantes componentes abrangidas pelos projetos aprovados no âmbito do PRR para o distrito de Bragança são as respostas sociais, com 245 projetos, com um total de 15 milhões de euros. Empresas 4.0 com 611 projetos e 10,6 milhões de euros. Serviço Nacional de Saúde com 40 projetos, com um valor total de 12 milhões de euros.
Na área do investimento e inovação, houve 26 projetos aprovados no valor de 20,6 milhões. 17 projetos na área da descarbonização industrial com um total de 1,6 milhões de euros.
34 projetos na área florestal com 22 milhões de euros. 11 projetos aprovados para a cultura com um total de 4 milhões de euros. 13 projetos na componente da administração pública digital com um valor de 2,3 milhões. 6 projetos para a área da bioeconomia com um valor total de 1,7 milhóes de euros.
O Plano de Recuperação e Resiliência é um programa de aplicação nacional, com um período de execução até junho de 2026, que visa implementar um conjunto de reformas e investimentos destinados a repor o crescimento económico sustentado, após a pandemia, reforçando o objetivo de convergência com a Europa, ao longo da próxima década.
Está dividido em três grandes dimensões de ação: Resiliência; Transição Climática e Transição Digital, que se dividem, atualmente, em 21 componentes.

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