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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Carta Aberta à Assembleia Municipal de Bragança


Exmos. Senhores Deputados Municipais
,
Exmo. Senhor Presidente da Mesa da Assembleia Municipal,

Na qualidade de cidadão do concelho de Bragança, e enquanto observador atento e regular dos trabalhos da Assembleia Municipal, acompanhando todas as sessões transmitidas online, em direto ou em diferido, sinto-me no dever cívico de expressar a minha profunda preocupação com o funcionamento deste órgão autárquico.

O que tenho observado, ao longo dos últimos tempos, é uma atuação que, na maioria dos casos, parece afastar-se da missão essencial de uma Assembleia Municipal. Representar os cidadãos, discutir ideias, analisar projectos, antes de os votar, e contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população.

Constato, com desalento, que muitos deputados municipais se limitam a defender posições partidárias, sem demonstrarem pensamento crítico ou autonomia política. O debate é frequentemente substituído por uma discordância sistemática em relação às propostas da Câmara Municipal, não por discordância fundamentada, mas por alinhamento político. Esta postura empobrece a democracia local e desrespeita o mandato conferido pelos eleitores.

Também a condução dos trabalhos por parte da Mesa da Assembleia merece reflexão. A gestão do tempo revela-se, por vezes, desequilibrada. Longas intervenções sobre assuntos de escasso interesse colectivo, e algumas fora de agenda com tempos assumidos por tolerância mas inusitados, contrastam com limitações severas impostas aos deputados municipais, reduzidos, por vezes, a intervenções de poucos segundos. Tal prática compromete a qualidade do debate e a dignidade do órgão.

Uma Assembleia Municipal deve ser um espaço de esclarecimento, de pedagogia democrática e de serviço público. Os seus membros não foram eleitos para servir partidos, mas sim para servir cidadãos.

Acresce ainda a necessidade de repensar a organização dos trabalhos, nomeadamente o agendamento dos temas mais relevantes para o período da manhã, bem como a modernização do modelo de votação atualmente em vigor, manifestamente desajustado da realidade atual.

Apelo, assim, a uma reflexão séria, honesta e responsável. Rever o que está mal e melhorar não é sinal de fraqueza, é sinal de maturidade democrática.

Uma Assembleia Municipal devia educar, esclarecer e servir a população.

A Assembleia Municipal não devia ser um palco partidário nem um ritual cansado. A Senhora Presidente da Câmara alerta para isso sistematicamente. Esqueçam os partidos. No entanto, parece que só ela acredita que é possível servir os cidadãos sem prestar vassalagem aos partidos.

Talvez ajudasse tratar os assuntos importantes de manhã, depois de almoço, alguns já não sabem o que dizem, nem dizem o que sabem.

Aquele modelo de votação, com deputados a subir, um a um, ao palco, quando não se atropelam… não pode evoluir?

Sirvam os cidadãos.

Não sirvam cegamente os partidos.

Como em tudo na vida, o escrito não serve para todos, mas também sabemos que a exceção só serve para que a regra se cumpra. Há um facto e que no meu entender é indiscutível. Nos nossos deputados municipais os que fazem a diferença são os jovens... de todos os partidos. Velhadas ao sofá, à universidades senior ou, os mais valentes, ao ginásio.

Com consideração e estima por todos,

HM

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