Não é uma janela comum, é feita de distância, de silêncio e de desejo. Através dela procuro rostos, gestos, presenças que nem sempre sei nomear, mas que sinto.
Queria que fosse possível ver mais do que formas e palavras. Queria ver corações, senti-los a bater do outro lado, reconhecê-los como se fossem meus. Queria abraçar o mundo inteiro de uma só vez, sem vidro, sem fronteiras, sem impossibilidades.
Mas isso não é possível. Então fico aqui, nesta janela quase sempre aberta, hoje fechada porque a neve comanda lá fora… Ofereço a visão que tenho e o abraço que consigo dar. Imperfeito, invisível talvez, mas inteiro na intenção. É assim que vos encontro, com o olhar estendido e o coração em viagem.
HM
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