A unidade de transformação de carne de bovino de raça mirandesa instalada na zona industrial de Vimioso já se encontra a laborar, estando a sua inauguração agendada para o dia 10 de Agosto, dia de ferido municipal.
A nova unidade de transformação de carne orçada em quatro milhões de euros, que dará emprego a 30 pessoas. Instalada na zona industrial de Vimioso, a unidade terá uma capacidade de transformação, nesta primeira fase de laboração, de cerca de 300 toneladas de carne de bovino mirandês por ano.
A entrada em funcionamento da nova unidade transformadora “revolucionará” toda a fileira produtiva da carne de bovino mirandês e colocará no mercado novos subprodutos provenientes de uma raça autóctone.
A nova unidade fabril está localizada numa área que ocupa cerca de mil e quatrocentos metros quadrados de terreno, que foi abjudicado a um cêntimo o metro quadrado, estando prevista a sua entrada em funcionamento no decurso do próximo mês de Setembro.
As carcaças de carne de bovino mirandês abatidas na região tinham depois de percorrer cerca de 250 quilómetros até ao litoral onde eram desmanchas, cortadas embaladas de
Agora são procurados nichos de mercado com principal incidência da área da restauração “ dada a qualidade da carne”.
Por seu lado, o presidente da CAM, António Luís, já disse que o principal motivo para a instalação da nova unidade transformadora em Vimioso teve a ver com as condições proporcionadas pela autarquia e ajudas que têm vindo a ser dadas.
in:rba.pt
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SOBRE O BLOGUE:
Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço.
A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)
(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Mapa administrativo de Portugal
Quem não se recorda dos antigos mapas de parede que existiam nas nossas escolas primárias, tanto o de Portugal como o dos arquipélagos da Madeira e Açores e ainda de todas as províncias ultramarinas, como Cabo Verde, S. Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Angola, Moçambique, Índia Portuguesa (Goa, Damão e Diu) e finalmente o longínquo Timor?
Quanto de nós nessa altura não fomos chamados ao quadro para indicar cidades, capitais, províncias, rios, serras e caminhos de ferro? É certo que à conta de tanta disciplina e método, nessa altura aprendia-se mesmo, pelo que a História e Geografia tinham que estar na ponta da língua, ou seja, de cor-e-salteado, mas por vezes lá surgia a confusão: O rio Limpopo seria de Angola ou Moçambique? E o rio Cunene? E o Kuanza?
in:santa-nostalgia.blogspot.com
Desvios no IP4 aumentam sinistralidade na EN15
Está a aumentar a sinistralidade na EN15 por causa das obras da Auto-estrada Transmontana.Alguns troços do actual IP4 estão a ser desviados para a antiga estrada que ligava Bragança ao Porto, aumentando assim o volume de tráfego nesta via e consequentemente o nível de sinistralidade. Segundo dados da GNR de Bragança, este ano e até ao dia 27 de Julho tinham sido registados 16 acidentes na EN15, com um ferido grave e nove ligeiros.No mesmo período do ano passado, as autoridades registaram nove acidentes com três feridos graves e dois ligeiros.O Tenente Micael Lopes, do destacamento de trânsito da GNR de Bragança, não tem dúvidas que este acréscimo se deve às obras no IP4.
“Temos cerca de mais sete acidentes pois há mais tráfego em relação ao ano passado porque há desvios que são feitos para a nacional. Ao haver maior tráfego aumenta a probabilidade de haver acidentes e de certeza que está relacionado com os desvios do IP4 porque os troços onde tem havido acidentes é precisamente onde há desvios” refere, salientando que “não temos qualquer morto a registar e a gravidade dos acidentes também é diminuta”.
Escrito por Brigantia
“Temos cerca de mais sete acidentes pois há mais tráfego em relação ao ano passado porque há desvios que são feitos para a nacional. Ao haver maior tráfego aumenta a probabilidade de haver acidentes e de certeza que está relacionado com os desvios do IP4 porque os troços onde tem havido acidentes é precisamente onde há desvios” refere, salientando que “não temos qualquer morto a registar e a gravidade dos acidentes também é diminuta”.
Escrito por Brigantia
Primeira Entrevista do novo Bispo de Bragança-Miranda
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| Foto: AP |
Mensageiro de Bragança: Como é que recebeu esta nomeação?
D. José Cordeiro: Disse já, na mensagem que dirigi à diocese, que a recebi com um misto de temor e tremor, mas, sobretudo, de esperança e confiança. Aceitei como um desafio, sei que é uma cruz. Hoje ser bispo não é uma honra, é um serviço e não fui eu que pedi, a Igreja entendeu que deveria ser eu. Mediante aquilo que me foi apresentado só poderia dizer que sim. Acredito que Deus fará o resto.
MB: Conhece bem a diocese, considera que isso poderá ser uma vantagem, já que foi a diocese onde se formou como sacerdote?
D. José Cordeiro: Sim, é uma vantagem, o conhecimento. É certo que já há 12 anos estou fora. Acompanhava a vida da diocese, tal como no início. Quando fui convidado para ficar em Roma pedi vir no Natal, na Páscoa e no Verão. Tinha essa oportunidade de colaboração pastoral directa com a diocese, com o Bispo e com os padres. Também acompanhava através do Mensageiro de Bragança que, desde há 12 anos, recebo semanalmente, e que me mantinha informado sobre a vida do distrito, da diocese e da região.
MB: Qual é que acha que é o seu maior desafio?
D. José Cordeiro: O maior desafio, que tenho como primeiro, é a escuta, o saber escutar, ouvir a realidade, para depois ver a melhor forma de a servir. No dia 18, ou melhor uns dias antes, quando me comunicaram, e depois de uma longa conversa, disseram-me que a diocese me era entregue como esposa. Esta metáfora ajudou-me, também, e ajuda, a viver estes dias, porque diz respeito a uma aliança, uma relação. Eu apresento-me de coração inteiro, com aquilo que sou, para o serviço desta poção do povo de Deus que é a diocese e acredito que será possível, porque esta cruz é uma cruz florida, é uma cruz da Páscoa, que é levada por todos.
MB: Mas é uma diocese grande, com más estradas. Freixo de Espada à Cinta, por exemplo, é longe. Como é que vai conseguir estar presente junto dessas comunidades?
D. José Cordeiro: Quando me comunicaram a nomeação também me referiram isso. Eu já o sabia, que era uma território grande, mas como era jovem, teria capacidade para o visitar. Tenho intenção de o fazer. Já o conheço, mas como Bispo, logo que seja possível, nessa mesma atitude, que referi, de escuta, em primeiro lugar de padres. É o meu primeiro desejo e espero que seja a primeira realização e acção, porque sem eles o Bispo não se concebe. Depois todas as outras pessoas que compõem esta diocese, as autoridades, os leigos, os religiosos, as instituições, associações, tudo aquilo que somos nestas terras de Bargança-Miranda.
MB: Numa diocese com uma população envelhecida e um clero, também, não muito jovem, pensa que a sua juventude será uma mais-valia?
D. José Cordeiro: Pode ser. Eu também não quero destacar isso em mim. Não quero assumir nenhum protagonismo em razão de ser o Bispo mais novo. Acho que isso ainda me traz uma maior responsabilidade. Quero aprender muito também com os outros que já são bispos e exercem esse ministério ao serviço das dioceses em Portugal, mas isso também não me intimida, porque eu não sou o dono da diocese, nem quero centrar o meu episcopado nem a minha acção pastoral em mim. Quero criar uma co-responsabilidade, e espero ter essa resposta da parte do presbitério, em primeiro lugar. Por isso é com muita esperança e também com coragem que enfrento estas realidades e dificuldades, mas olho para as dificuldades como novas oportunidades e acredito que aquele que me chamou, na perspectiva de fé, que é Deus, é muito maior do que essas dificuldades e essas realidades que estão entre nós. Há uma outra coisa que eu costumo dizer, já há muito tempo, no que se refere à realidade das estatísticas. Na Igreja, as estatísticas, são a nossa ruína. É bom termos isso como referência. É muito importante, sobretudo na área da sociologia, ajuda-nos muito. Mas nós não vivemos em função disso. O nosso caminho é outro, porque nós somos missionários no sítio em que estamos e a nossa missão é sermos capazes de transmitir aos outros os mistérios de Deus, de Cristo. É essa a minha primeira função, o serviço das pessoas. Não sou o salvador da pátria, não venho revolucionar as coisas. Na Igreja há uma continuidade na renovação. Acredito que sim e vejo que há muita esperança nesse sentido e muita expectativa e muitas vontades já manifestadas de renovar. Vamos ver o que é possível fazer, com prudência, com calma, com serenidade, com respeito profundo pela cultura e pelas pessoas, e com a determinação clara de ser este servidor da esperança. Desde o início, quando me foi pedido este ministério, que muda também a vida completamente, propus-me a ser isso, um servidor da esperança.
MB: Mas com o facto de haver muitos párocos já com alguma idade, será que os jovens que estão a sair do Seminário serão suficientes para depois repor as necessidades da diocese?
D. José Cordeiro: Eu ouço dizer que os padres que somos, somos suficientes para a realidade que é a diocese de Bragança-Miranda. Isso vai exigir de nós muita coisa, uma grande requalificação pastoral, certamente, ou outras que eu não sei quais são. Não trago soluções nem receitas. Espero, depois de ouvir, de escutar, podermos concretizar algumas delas. O que pudermos, porque a realidade é o que é e não vamos mudar de qualquer maneira e feitio, só porque pensamos de maneira diferente. Mas, mesmo esse envelhecimento, em relação a outras dioceses não é tanto como se diz, porque a média de idade dos padres de Bragança anda pelos 57, 58 anos. Não é assim tão alarmante.
MB: Mas não é essa a ideia que passa.
D. José Cordeiro: Passa, mas é a todos os níveis. Mas, nós que estamos cá, temos também de mostrar que não temos nenhum complexo de inferioridade e que somos tão bons ou melhores do que os outros, em todas as áreas, e é esta auto-estima que temos que criar em nós. E a verdadeira auto-estima, na Igreja, é a humildade. A humildade é andar na verdade e a nossa verdade é esta. Que contributo nós poderemos oferecer às outras igrejas, às outras dioceses, com as quais até já colaborámos, em nós próprios iremos descobrindo, à medida que formos caminhando. Nisso estou cheio de esperança, porque vejo que não é um projecto meu, não é uma minha missão, mas uma missão alargada, co-responsável, com todos aqueles que, de coração sincero, verdadeiro e autêntico desejem continuar a seguir o projecto que é o projecto de Cristo, que é o projecto da Igreja.
MB: O seu antecessor, o Sr. D. António Montes Moreira disse, recentemente, numa entrevista à imprensa, que o maior desafio que talvez o Senhor tivesse é o facto de para o cidadão comum a Igreja não ser prioritária. Ele deu como exemplo o facto de num casamento acabar por ser mais importante para os noivos a festa, do que propriamente a parte religiosa. Ele considera que é um desafio chamar as pessoas de volta.
D. José Cordeiro: Há muitos desafios. Hoje mesmo estive num encontro com o Sr. D. António Montes, agradeço-lhe todos os conselhos e todo o fruto da sua experiência ao longo destes anos, mas não quero colocar nenhum desafio em concreto e muito menos comentar as suas afirmações. Quero dizer que, em conjunto, vamos ao encontro dos desafios, enfrentá-los, não os ignorar, não os contornar e, naquilo que nos for possível, ultrapassá-los e dar um rosto cada vez mais belo e novo a esta Igreja que somos.
Por: Ana Preto/Glória Lopes
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Provérbios sobre a Castanha
…Segundo VASCONCELOS (1980) na máxima parte dos casos as crenças, os costumes, os provérbios, e outros elementos do viver hodierno são como ecos de eras afastadas: o que ao presente parece gracioso ou ridículo, foi sério e grave…”
Dado serem aforismos que ninguém ousa modificar são, muitas vezes, preciosos auxiliares para se compreender melhor a evolução semântica das palavras.
A castanha é boa lá na maré, mas acompanhada com água-pé.
A castanha e o besugo em Fevereiro não tem sumo.
A castanha é de quem a come e não de quem a apanha.
A castanha excita o coito e alimenta muito.
A castanha tem uma manha: vai com quem a apanha.
Andam os castanheiros ao boi!...
Arreganha-te castanha, que amanhã é o teu dia.
Assentar-lhe uma castanha.
As castanhas sempre têm muitas manhas, e regoldam nas entranhas.
Estalar a castanha na boca.
Castanha peluda, castanha reboluda.
Namoro é ramo de souto, vai um e vem outro.
Em Maio comem-se as castanhas ao borralho.
Em alheio souto, um pau ou outro.
Em ano de boas castanhas: Agosto a arder e Setembro a beber.
Do castanho ao cerejo, mal me vejo.
Do cerejo ao castanho, bem me amanho.
Desde que a castanha estoira, leve o diabo o que ela tem dentro.
Com castanhas assadas e sardinhas salgadas, não há ruim vinho.
Temporã é a castanha que em Agosto arreganha.
Queres castanhas? Larga-as o burro tamanhas!
O ouriço abriu, a castanha caiu.
Toma lá castanhas para não te montar o burro (diz-se no 1º de Maio).
Quem não sabe manhas, não come castanhas.
Quando gear, o ouriço vai buscar.
Ouriço raro, castanha ao carro.
Castanha assada, pouco vale ou nada, a não ser untada.
Castanha bichosa, castanha amargosa.
Dá-me castanhas , dar-te-ei banhas.
No dia de São Martinho, rebusca o teu soutinho.
in Castanea - uma dádiva dos deuses, de Jorge Lage
Dado serem aforismos que ninguém ousa modificar são, muitas vezes, preciosos auxiliares para se compreender melhor a evolução semântica das palavras.
A castanha é boa lá na maré, mas acompanhada com água-pé.
A castanha e o besugo em Fevereiro não tem sumo.
A castanha é de quem a come e não de quem a apanha.
A castanha excita o coito e alimenta muito.
A castanha tem uma manha: vai com quem a apanha.
Andam os castanheiros ao boi!...
Arreganha-te castanha, que amanhã é o teu dia.
Assentar-lhe uma castanha.
As castanhas sempre têm muitas manhas, e regoldam nas entranhas.
Estalar a castanha na boca.
Castanha peluda, castanha reboluda.
Namoro é ramo de souto, vai um e vem outro.
Em Maio comem-se as castanhas ao borralho.
Em alheio souto, um pau ou outro.
Em ano de boas castanhas: Agosto a arder e Setembro a beber.
Do castanho ao cerejo, mal me vejo.
Do cerejo ao castanho, bem me amanho.
Desde que a castanha estoira, leve o diabo o que ela tem dentro.
Com castanhas assadas e sardinhas salgadas, não há ruim vinho.
Temporã é a castanha que em Agosto arreganha.
Queres castanhas? Larga-as o burro tamanhas!
O ouriço abriu, a castanha caiu.
Toma lá castanhas para não te montar o burro (diz-se no 1º de Maio).
Quem não sabe manhas, não come castanhas.
Quando gear, o ouriço vai buscar.
Ouriço raro, castanha ao carro.
Castanha assada, pouco vale ou nada, a não ser untada.
Castanha bichosa, castanha amargosa.
Dá-me castanhas , dar-te-ei banhas.
No dia de São Martinho, rebusca o teu soutinho.
in Castanea - uma dádiva dos deuses, de Jorge Lage
Algumas Expressões Populares, segundo o Mirandelês
A capa e o sarrão nunca pesaram! – O agasalho e a merenda nunca pesaram!
À certa confita – A alturas tantas.
À côa! – Gritava-se para afugentar o lobo ou alcateia!
À cuca – À espreita.
À drede – Adrede. De propósito. Por mangação.
A fazer comida para pobres e a vender aves de bico, nunca ninguém ficou rico – Em negócios de migalhas não se conseguem milhões.
A filha casada ao pé da porta é pior que a cabra na horta – Tenta levar da casa dos pais para a sua casa, tudo o que pode.
À frente que atrás vem gente! – Vamos embora. Segue o teu caminho!
À galinha que canta como o galo corta-lhe o gargalo - Onde há galos não cantam galinhas!
A mulher e a pescada, querem-se da mais lascada – A uma mulher bonita e bem feita chamava-se “uma lasca”.
A ingrampar – A enganar.
A jurdir – A fazer. A urdir. A tramar.
A tua ferramenta é como a do Troca, quando não corta, desnoca! – Isto dizia o Arnaldo Falcão de (Chelas) ao Alfredo Choviscas. Ele que fervia em pouca água atirava logo com a ferramenta (que nunca estava afiada) para o lado e deixava de trabalhar.
A velho recém-casado, rezar-lhe por finado – Quando a virilidade falta, o abuso pode ser o fim antecipado.
À vinda, da Lola, café com leite! – Bem m´ou finto! Não acredito nessa!
Água de cu lavado – Quando um homem gostava muito de sua mulher, diziam que ela o “prendeu” dando-lhe água de cu lavado. Queria dizer que a convenceu a fazer tudo quanto lhe desse na gana. Gomes Monteiro e Camilo Costa Leão, in “A Vida Misteriosa das Palavras”, Portugal Editora, 1944. Esta pitoresca expressão vem do uso antiquíssimo que consistia em dar desta água às crianças, nos primeiros dias de nascidos, para que lhes não tardasse a fala.
Ah, mou burnal, que num sabes nada! – Meu palerma, que andas a dormir na fronha!
Ainda tiras a carocha ao folar! – Ainda apanhas uma tareia.
Ainda vais vender cebolo à Torre! - Diz-se a alguém que anda a «pedir» umas jasteiradas.
Anda o saco atrás do baraço – Anda um atrás do outro, sem se encontrarem.
Andar no Landum – Andar a vadiar. Andar na farra.
Andavas toda encha com eles – Ancho é upado e as pessoas, quando estão vaidosas incham um pouco, nem que seja só na face. Graziela Vieira, in “ Vertentes da Vida” e João de Araújo Correia, in “Linguagem da Minha Terra”.
Ano de muito gaimão, ano de pão – Ano de boa colheita de cereal.
Apagar o fogo com azeite – Acirrar mais a contenda.
Aquela é do fado – Aquela é da má vida ou da vida fácil.
Armar ao andor – Mulher a ataviar-se.
Armou um cagaçal do caraças – Fez um grande estardalhaço ou barulho.
Arrama, arrama o trovão, para onde não haja palha nem grão!... - Início da oração a Santa Bárbara, para afastar ou parar o trovão.
Arrear o calhau! – Defecar. Fazer merda ou asneira.
Arrefeceu-lhe o céu-da-boca – Morreu.
Arreguila-me bem esses olhos! – Tem os olhos bem abertos e não te deixes enganar!
Arriba arriba, lá pr´ó S.Miguel, ouvir a gaita do Mira Pincel – Mira Pincel era um comerciante do S. Miguel, vendia sapatos e tocava bem flauta.
Assentar o cú no mocho – Ir a Tribunal. Hélder Rodrigues, in "Contos da Pedra".
Até Vale d´ Osso, é tudo nosso – Diz-se sempre que se quer dar a ideia de que a maioria dos terrenos é do próprio ou da família.
Habilita-te! – Atreve-te! Arrisca-te!
Há-de ir descalço para a cama – há-de ir ao rego.
Hás-de-me vir comer à mão! – ainda me hás-de pedir ajuda.
Homem velho e mulher nova, ou corno ou cova – crítica popular ao velho que escolhe uma nova.
Homes de Sta. Maria (de Émeres), beis de Valpaços e mulheres de Valtelhas, quem os meter em casa torce as orelhas! – Homes pouco trabalhadores e promeiros até andavam de socos e de gravata. Beis que estavam habituados a lavrar os terrenos arenosos ou saibrosos se fossem para terrenos duros não tinham bom desempenho à charrua ou à agrade. Mulheres de Valtelhas por não serem limpas, isto é, preguiceiras para a lida da casa.
Íamos aos soitos dos oitros – íamos roubar castanhas.
Ir à araba – ir lavrar.
Ir à galela – ir apanhar pequenos cachos de uvas. Ir ao rebusco, ir ao gaipêlo, vinha.
Ir a toque de caixa – ir à pancada. Ir de arroncho.
Ir aos gambozinos – é uma partida que os mais velhos pregavam aos mais novos. (Ir aos caçapos).
Ir até ao fim da linha – finalizar o trabalho ou a conversa.
Ir buscar a morte – ir muito devagar.
Ir de escancha – ir montada a cavalo com uma perna para cada lado da albarda ou de pernas abertas. Era de mau tom uma senhora ir a cavalo de pernas abertas, no tempo em que as mulheres só usavam saias.
Ir num ai! – ir depressa, ligeiro.
Isto bai bô! – Isto não vai bem.
Isto não é fole de ferreiro – isto não é para usar e abusar.
Isto num me chaldra! – isto não me agrada.
Já bais aí? – já vais aí?
Já binheste? – já vieste?
Já estás a rufar! – já estás a comer!
Já impontou o criado – já mandou o criado embora.
Já le beio a tia-Maria! – já lhe veio o período (menstruação).
Já le morde o agrião – diz-se da adolescente que tem expressões ou jeitos ousados.
Já me neva na cabeça – já tenho cabelos brancos.
Já se ensaiou! – já levou pancada.
Julgas que isto aqui é Abreiro?!... – já estamos na Madeira ou quê?!
Lá estás tu no sovadouro! – Lá estás tu a namorar!
Largar terra para feijões – Fugir.
Laurear a pevide – Pavonear-se (pevide é vagina).
Laurear o queijo - Pavonear-se. Mostrar-se, (queijo, aqui é o cu)
Lavrou miúdo benairo! – lavrou um grande bocado ou embelga.
Lérias tuas, trinta e duas! – treta tens tu que chegue!
Leu-lhe a cartilha! – disse-lhe das boas. Deu-lhe conselhos, (como se comportar). Dizia o marido da mulher: - à minha já lhe li a cartilha!
Levar um senapismo - levar um sopapo. Levar uma trepa.
Levar umas hóstias e uma água de unto - levar uma grande tareia. Levar uma trepa bem dada.
Levas uma que até vais a toque de caixa! – toque de caixa é a cadência que obriga a andar sempre em passo estugado, como numa marcha militar.
Levas uma que nem vês a mulher do padeiro! – levas uma que até ficas zonzo!
Língua de sacatrapos – língua de trapos. Língua destravada, incapaz de guardar um segredo.
Lua Nova trovoada, trinta dias é molhada – quando troveja ao entrar a Lua Nova, a chuva prolonga-se com alguma regularidade por todo o mês lunar.
À certa confita – A alturas tantas.
À côa! – Gritava-se para afugentar o lobo ou alcateia!
À cuca – À espreita.
À drede – Adrede. De propósito. Por mangação.
A fazer comida para pobres e a vender aves de bico, nunca ninguém ficou rico – Em negócios de migalhas não se conseguem milhões.
A filha casada ao pé da porta é pior que a cabra na horta – Tenta levar da casa dos pais para a sua casa, tudo o que pode.
À frente que atrás vem gente! – Vamos embora. Segue o teu caminho!
À galinha que canta como o galo corta-lhe o gargalo - Onde há galos não cantam galinhas!
A mulher e a pescada, querem-se da mais lascada – A uma mulher bonita e bem feita chamava-se “uma lasca”.
A ingrampar – A enganar.
A jurdir – A fazer. A urdir. A tramar.
A tua ferramenta é como a do Troca, quando não corta, desnoca! – Isto dizia o Arnaldo Falcão de (Chelas) ao Alfredo Choviscas. Ele que fervia em pouca água atirava logo com a ferramenta (que nunca estava afiada) para o lado e deixava de trabalhar.
A velho recém-casado, rezar-lhe por finado – Quando a virilidade falta, o abuso pode ser o fim antecipado.
À vinda, da Lola, café com leite! – Bem m´ou finto! Não acredito nessa!
Água de cu lavado – Quando um homem gostava muito de sua mulher, diziam que ela o “prendeu” dando-lhe água de cu lavado. Queria dizer que a convenceu a fazer tudo quanto lhe desse na gana. Gomes Monteiro e Camilo Costa Leão, in “A Vida Misteriosa das Palavras”, Portugal Editora, 1944. Esta pitoresca expressão vem do uso antiquíssimo que consistia em dar desta água às crianças, nos primeiros dias de nascidos, para que lhes não tardasse a fala.
Ah, mou burnal, que num sabes nada! – Meu palerma, que andas a dormir na fronha!
Ainda tiras a carocha ao folar! – Ainda apanhas uma tareia.
Ainda vais vender cebolo à Torre! - Diz-se a alguém que anda a «pedir» umas jasteiradas.
Anda o saco atrás do baraço – Anda um atrás do outro, sem se encontrarem.
Andar no Landum – Andar a vadiar. Andar na farra.
Andavas toda encha com eles – Ancho é upado e as pessoas, quando estão vaidosas incham um pouco, nem que seja só na face. Graziela Vieira, in “ Vertentes da Vida” e João de Araújo Correia, in “Linguagem da Minha Terra”.
Ano de muito gaimão, ano de pão – Ano de boa colheita de cereal.
Apagar o fogo com azeite – Acirrar mais a contenda.
Aquela é do fado – Aquela é da má vida ou da vida fácil.
Armar ao andor – Mulher a ataviar-se.
Armou um cagaçal do caraças – Fez um grande estardalhaço ou barulho.
Arrama, arrama o trovão, para onde não haja palha nem grão!... - Início da oração a Santa Bárbara, para afastar ou parar o trovão.
Arrear o calhau! – Defecar. Fazer merda ou asneira.
Arrefeceu-lhe o céu-da-boca – Morreu.
Arreguila-me bem esses olhos! – Tem os olhos bem abertos e não te deixes enganar!
Arriba arriba, lá pr´ó S.Miguel, ouvir a gaita do Mira Pincel – Mira Pincel era um comerciante do S. Miguel, vendia sapatos e tocava bem flauta.
Assentar o cú no mocho – Ir a Tribunal. Hélder Rodrigues, in "Contos da Pedra".
Até Vale d´ Osso, é tudo nosso – Diz-se sempre que se quer dar a ideia de que a maioria dos terrenos é do próprio ou da família.
Habilita-te! – Atreve-te! Arrisca-te!
Há-de ir descalço para a cama – há-de ir ao rego.
Hás-de-me vir comer à mão! – ainda me hás-de pedir ajuda.
Homem velho e mulher nova, ou corno ou cova – crítica popular ao velho que escolhe uma nova.
Homes de Sta. Maria (de Émeres), beis de Valpaços e mulheres de Valtelhas, quem os meter em casa torce as orelhas! – Homes pouco trabalhadores e promeiros até andavam de socos e de gravata. Beis que estavam habituados a lavrar os terrenos arenosos ou saibrosos se fossem para terrenos duros não tinham bom desempenho à charrua ou à agrade. Mulheres de Valtelhas por não serem limpas, isto é, preguiceiras para a lida da casa.
Íamos aos soitos dos oitros – íamos roubar castanhas.
Ir à araba – ir lavrar.
Ir à galela – ir apanhar pequenos cachos de uvas. Ir ao rebusco, ir ao gaipêlo, vinha.
Ir a toque de caixa – ir à pancada. Ir de arroncho.
Ir aos gambozinos – é uma partida que os mais velhos pregavam aos mais novos. (Ir aos caçapos).
Ir até ao fim da linha – finalizar o trabalho ou a conversa.
Ir buscar a morte – ir muito devagar.
Ir de escancha – ir montada a cavalo com uma perna para cada lado da albarda ou de pernas abertas. Era de mau tom uma senhora ir a cavalo de pernas abertas, no tempo em que as mulheres só usavam saias.
Ir num ai! – ir depressa, ligeiro.
Isto bai bô! – Isto não vai bem.
Isto não é fole de ferreiro – isto não é para usar e abusar.
Isto num me chaldra! – isto não me agrada.
Já bais aí? – já vais aí?
Já binheste? – já vieste?
Já estás a rufar! – já estás a comer!
Já impontou o criado – já mandou o criado embora.
Já le beio a tia-Maria! – já lhe veio o período (menstruação).
Já le morde o agrião – diz-se da adolescente que tem expressões ou jeitos ousados.
Já me neva na cabeça – já tenho cabelos brancos.
Já se ensaiou! – já levou pancada.
Julgas que isto aqui é Abreiro?!... – já estamos na Madeira ou quê?!
Lá estás tu no sovadouro! – Lá estás tu a namorar!
Largar terra para feijões – Fugir.
Laurear a pevide – Pavonear-se (pevide é vagina).
Laurear o queijo - Pavonear-se. Mostrar-se, (queijo, aqui é o cu)
Lavrou miúdo benairo! – lavrou um grande bocado ou embelga.
Lérias tuas, trinta e duas! – treta tens tu que chegue!
Leu-lhe a cartilha! – disse-lhe das boas. Deu-lhe conselhos, (como se comportar). Dizia o marido da mulher: - à minha já lhe li a cartilha!
Levar um senapismo - levar um sopapo. Levar uma trepa.
Levar umas hóstias e uma água de unto - levar uma grande tareia. Levar uma trepa bem dada.
Levas uma que até vais a toque de caixa! – toque de caixa é a cadência que obriga a andar sempre em passo estugado, como numa marcha militar.
Levas uma que nem vês a mulher do padeiro! – levas uma que até ficas zonzo!
Língua de sacatrapos – língua de trapos. Língua destravada, incapaz de guardar um segredo.
Lua Nova trovoada, trinta dias é molhada – quando troveja ao entrar a Lua Nova, a chuva prolonga-se com alguma regularidade por todo o mês lunar.
António Alves, o homem que «maquilha» as máscaras
Coloridas e demoníacas. As máscaras que se «calçam» por toda a Península Ibérica têm ganho novas simpatias que lhes garantem vida nas aldeias do Norte de Portugal. Carnaval, Reis e Natal são épocas de transcendência com a máscara posta.
As artérias da cidade de Lisboa, António Alves conhece-as bem. A vida profissional passou-a como condutor da Carris, rede de transportes públicos na capital. Longe da terra natal, Varge, Bragança, é no burburinho da cidade que continua a fazer as máscaras que os homens solteiros «calçam» por altura das Festas dos Rapazes.
A origem das máscaras, elementos presentes em toda a Península Ibérica, perde-se no tempo. Certo é que se encontram associadas a um ritual pagão, «possivelmente um elemento de transição para falar com Deus, já que o Homem se sentia muito pequeno para Lhe falar», diz Hélder Ferreira.
O presidente da Progestur - Associação de desenvolvimento e gestão do turismo cultural continua a explicar: «a máscara é, normalmente, utilizada no Inverno. Possivelmente era colocada para pedir, a Deus, fertilidade na terra, saúde, prosperidade».
António Alves deixa de parte estas possíveis origens da máscara. Ao artesão de 60 anos interessam-lhe cores e formas. De dois em dois meses, ruma até à aldeia para ir buscar o material com que constrói as máscaras.
«Uso madeira e folha de Flandres, chapa», conta, enquanto tira de um saco dois exemplares das máscaras. O olhar ameaçador destes rostos recriados faz-nos endireitar na cadeira. António brinca: «Metem medo, não é! Quando era miúdo, com os meus cinco seis anos, tinham medo das máscaras. Sabia que eram rapazes que as levavam, mas mesmo assim fugia. Até aos 15 anos, quando comecei a entrar na brincadeira».
Retomemos o fabrico. De madeira ou de chapa, as expressões das máscaras de António Alves são evidência do seu quotidiano. «Se vejo alguém zangado na rua, chego a casa e tento recriar na máscara essa expressão zangada», diz o artesão.
A seguir a talhar a madeira ou moldar chapa, «dou-lhe uma base e só depois a maquilhagem, como costumo dizer». A maquilhagem para António Alves é a pintura com cores garridas, vermelhos, amarelos, mas também o preto.
As máscaras são usadas por rapazes solteiros e fazem parte de todo um traje. Por exemplo, em Podence, concelho de Macedo de Cavaleiros, as máscaras ganham o nome de caretos e usam-se no Carnaval. O traje dos caretos faz-se ainda com um fato com trapos desfiados e chocalhos. Há um ritual de acasalamento envolvido, tendo os rapazes mascarados que «chocalhar» a rapariga que gostaria de conquistar.
«Na minha aldeia, as máscaras usam-se no Natal acompanhadas de rituais», diz António. «Por exemplo, no 26 de Dezembro, pela manhã há uma alvorada. Os gaiteiros fazem uma ronda pela aldeia e vão bater na porta das casas de rapazes solteiros. Se estes ainda estiverem deitados, então tiram-nos como estão e deitam-nos no gelo. Na minha altura havia ainda penalizações se não estivesse pronto quando os gaiteiros chegassem. Tinha de pagar uns cigarros por exemplo».
por: Sara pelicano
As artérias da cidade de Lisboa, António Alves conhece-as bem. A vida profissional passou-a como condutor da Carris, rede de transportes públicos na capital. Longe da terra natal, Varge, Bragança, é no burburinho da cidade que continua a fazer as máscaras que os homens solteiros «calçam» por altura das Festas dos Rapazes.
A origem das máscaras, elementos presentes em toda a Península Ibérica, perde-se no tempo. Certo é que se encontram associadas a um ritual pagão, «possivelmente um elemento de transição para falar com Deus, já que o Homem se sentia muito pequeno para Lhe falar», diz Hélder Ferreira.
O presidente da Progestur - Associação de desenvolvimento e gestão do turismo cultural continua a explicar: «a máscara é, normalmente, utilizada no Inverno. Possivelmente era colocada para pedir, a Deus, fertilidade na terra, saúde, prosperidade».
António Alves deixa de parte estas possíveis origens da máscara. Ao artesão de 60 anos interessam-lhe cores e formas. De dois em dois meses, ruma até à aldeia para ir buscar o material com que constrói as máscaras.
«Uso madeira e folha de Flandres, chapa», conta, enquanto tira de um saco dois exemplares das máscaras. O olhar ameaçador destes rostos recriados faz-nos endireitar na cadeira. António brinca: «Metem medo, não é! Quando era miúdo, com os meus cinco seis anos, tinham medo das máscaras. Sabia que eram rapazes que as levavam, mas mesmo assim fugia. Até aos 15 anos, quando comecei a entrar na brincadeira».
Retomemos o fabrico. De madeira ou de chapa, as expressões das máscaras de António Alves são evidência do seu quotidiano. «Se vejo alguém zangado na rua, chego a casa e tento recriar na máscara essa expressão zangada», diz o artesão.
A seguir a talhar a madeira ou moldar chapa, «dou-lhe uma base e só depois a maquilhagem, como costumo dizer». A maquilhagem para António Alves é a pintura com cores garridas, vermelhos, amarelos, mas também o preto.
As máscaras são usadas por rapazes solteiros e fazem parte de todo um traje. Por exemplo, em Podence, concelho de Macedo de Cavaleiros, as máscaras ganham o nome de caretos e usam-se no Carnaval. O traje dos caretos faz-se ainda com um fato com trapos desfiados e chocalhos. Há um ritual de acasalamento envolvido, tendo os rapazes mascarados que «chocalhar» a rapariga que gostaria de conquistar.
«Na minha aldeia, as máscaras usam-se no Natal acompanhadas de rituais», diz António. «Por exemplo, no 26 de Dezembro, pela manhã há uma alvorada. Os gaiteiros fazem uma ronda pela aldeia e vão bater na porta das casas de rapazes solteiros. Se estes ainda estiverem deitados, então tiram-nos como estão e deitam-nos no gelo. Na minha altura havia ainda penalizações se não estivesse pronto quando os gaiteiros chegassem. Tinha de pagar uns cigarros por exemplo».
por: Sara pelicano
Pais querem mais turmas na Sé
Cerca de duas dezenas de pais e encarregados de educação manifestaram-se hoje em frente ao Centro Escolar da Sé para exigir a abertura de quatro turmas do 1º ano. No próximo ano lectivo só estão previstas duas salas para as crianças do 1º ano, mas os pais não se conformam com esta decisão da Direcção Regional de Educação do Norte. Neste momento já estão inscritas 81 crianças no Centro Escolar da Sé, mas só haverá vagas para 40 novos alunos. Ilda Cavaleiro é avó de uma criança de seis anos e mora a cerca de 100 metros do Centro Escolar da Sé. A Encarregada de Educação garante que se a neta não tiver vaga na Sé não vai estudar para outra escola.“Moro a 100 metros da escola e trabalho praticamente a outros 100 metros. A mim dá-me jeito trazer a minha menina à escola para depois seguir para o meu trabalho e depois quando eu sair à noite levá-la para casa. Se não for assim como faço? Ir para o Centro Escolar de Santa Maria está fora de questão, se não ficar aqui não vai para escola nenhuma”, garante Ilda Cavaleiro.Há pais que têm filhos a estudar noutros níveis de ensino na escola Paulo Quintela e não aceitam deslocar-se a outras escolas para deixar as crianças. Ângela Paulo e Ilda Cavaleiro afirmam que vão lutar até ao fim para matricular os filhos no Centro Escolar da Sé.“A minha filha já esteve aqui o ano passado no centro escolar, na pré-primária e agora é uma incógnita se realmente fica na primária. O irmão está aqui ao lado e não pode ser ir cada um para seu lado”, afirma Ângela Paulo.
Ilda Cavaleiro afirma que está na lei que pode escolher a escola para matricular a filha e vai lutar por esse direito até ao fim.Os encarregados de educação assinaram um documento que vão fazer chegar ao Ministério da Educação, para que abram quatro turmas do 1º ano no Centro Escolar da Sé.
O director do Agrupamento Paulo Quintela está do lado dos pais. Luís Freitas considera que a escola reúne condições para a abertura de mais duas turmas do 1º ano.
A Brigantia contactou a Direcção Regional de Educação do Norte, que confirma que no próximo ano lectivo só vão abrir duas turmas do 1º ano.Fonte da DREN adiantou que o Centro Escolar da Sé já está lotado com as 10 turmas que vão abrir no próximo ano e garante que não se justifica a abertura de mais duas turmas do 1º ano, dada a proximidade do Centro Escolar de Santa Maria, que tem condições para receber as crianças.
A DREN informa, ainda, que as salas que estão vagas no Centro Escolar da Sé são destinadas ao ensino especial e a actividades complementares.
Escrito por Brigantia
Ilda Cavaleiro afirma que está na lei que pode escolher a escola para matricular a filha e vai lutar por esse direito até ao fim.Os encarregados de educação assinaram um documento que vão fazer chegar ao Ministério da Educação, para que abram quatro turmas do 1º ano no Centro Escolar da Sé.
O director do Agrupamento Paulo Quintela está do lado dos pais. Luís Freitas considera que a escola reúne condições para a abertura de mais duas turmas do 1º ano.
A Brigantia contactou a Direcção Regional de Educação do Norte, que confirma que no próximo ano lectivo só vão abrir duas turmas do 1º ano.Fonte da DREN adiantou que o Centro Escolar da Sé já está lotado com as 10 turmas que vão abrir no próximo ano e garante que não se justifica a abertura de mais duas turmas do 1º ano, dada a proximidade do Centro Escolar de Santa Maria, que tem condições para receber as crianças.
A DREN informa, ainda, que as salas que estão vagas no Centro Escolar da Sé são destinadas ao ensino especial e a actividades complementares.
Escrito por Brigantia
Mofreita tem largo requalificado
A requalificação de espaços públicos nas zonas rurais pode ser uma forma de fixar população nas aldeias do interior.A opinião é do presidente da câmara de Vinhais a propósito da inauguração, ontem, de um largo na aldeia de Mofreita.
Américo Pereira entende que esta modernização contribuiu para a melhoria da qualidade de vida da população.“Uma das formas de fazer com que os residentes se sintam bem nas suas aldeias é recuperar os espaços públicos e é isso que temos feito um pouco por todo o concelho e garanto que tem dado bom resultado” refere o autarca.A requalificação do largo na Mofreita foi feita em duas fases.O presidente da junta de freguesia explica que “uma primeira fase consistiu na construção dos muros da zona envolvente porque tinha muitos silveiros e um armazém para arrumos” refere Mário Gonçalves, acrescentando que a na segunda fase “foi a pavimentação, colocação de candeeiros e bancos”.A população está satisfeita com a obra e garante que vai dar uso ao espaço.“Está muito bonito, foi a melhor coisa que tivemos por cá até hoje. Era uma obra que fazia muita falta porque aqui era só erva” refere Luciano Vilela. “Foi um benefício para o povo porque assim está muito melhor” considera Alzira Fernandes. Já Lídia Vicente diz que “está muito lindo e agora quem puder vem para aqui para a sombra e para dançar na festa”.
Esta requalificação custou 40 mil euros financiados pela câmara municipal.
Escrito por Brigantia
Américo Pereira entende que esta modernização contribuiu para a melhoria da qualidade de vida da população.“Uma das formas de fazer com que os residentes se sintam bem nas suas aldeias é recuperar os espaços públicos e é isso que temos feito um pouco por todo o concelho e garanto que tem dado bom resultado” refere o autarca.A requalificação do largo na Mofreita foi feita em duas fases.O presidente da junta de freguesia explica que “uma primeira fase consistiu na construção dos muros da zona envolvente porque tinha muitos silveiros e um armazém para arrumos” refere Mário Gonçalves, acrescentando que a na segunda fase “foi a pavimentação, colocação de candeeiros e bancos”.A população está satisfeita com a obra e garante que vai dar uso ao espaço.“Está muito bonito, foi a melhor coisa que tivemos por cá até hoje. Era uma obra que fazia muita falta porque aqui era só erva” refere Luciano Vilela. “Foi um benefício para o povo porque assim está muito melhor” considera Alzira Fernandes. Já Lídia Vicente diz que “está muito lindo e agora quem puder vem para aqui para a sombra e para dançar na festa”.
Esta requalificação custou 40 mil euros financiados pela câmara municipal.
Escrito por Brigantia
Segada na Lombada inspira grupo de teatro para peça sobre Graça Morais
No próximo ano o Festival de Música e Tradição da Lombada, que se realiza há 13 anos, na aldeia de Palácios, concelho de Bragança, deverá ter uma novidade na segada e na malha.Até agora esta recriação do trabalho agrícola era feita à mão, mas no próximo ano a organização do evento está a ponderar utilizar uma malhadeira.
“No próximo ano queremos fazer uma coisa mais mecânica para haver um bocadinho de evolução e também porque já não se usam pois desde que apareceram as debulhadoras as fazer as ceifas nas terras, a malhadeira desapareceu das aldeias e esta é também uma forma de recordar” explica Raul Tomé, da Associação Recreativa e Ambiental de Palácios, acrescentando que “a máquina vai ser adquirida e depois fica aqui guardada”.Os habitantes da aldeia recordam os tempos em que tudo era feito à mão. “Antigamente era mais trabalho porque fazia-se tudo à mão, agora já não é nada disto, é com máquinas” refere Adérito Alves. “Agora já há poucas mulheres que ceifem e os homens também têm mais força e roubam-nos os lugares” afirma Anilda Freitas, envergando uma foice “que agora só tem uso uma vez por ano e que é agora”.Quem não segava há quase 40 anos era Antónia Fernandes que este sábado voltou a pegar na foice.“Estava com vontade de experimentar pois é bom a gente recordar os tempos antigos para não se perderem estas tradições” refere.Quem também esteve a participar nesta segada foi o Grupo de Teatro do Bolhão do Porto que está a organizar um espectáculo de dança sobre a obra de Graça Morais.“Ela tem muito presente a ligação à terra e por isso viemos ver como é que se fazia a segada para nos podermos aproximar desse trabalho” refere Joana Providência, coreógrafa do grupo de teatro, acrescentando que “depois vamos fazer um trabalho de improvisação em que a partir do que aqui é feito vamos construir sequências de movimento”. Este espectáculo tem estreia marcada para 30 de Setembro no Teatro Municipal de Bragança e vai percorrer várias cidades do país.
Escrito por Brigantia
“No próximo ano queremos fazer uma coisa mais mecânica para haver um bocadinho de evolução e também porque já não se usam pois desde que apareceram as debulhadoras as fazer as ceifas nas terras, a malhadeira desapareceu das aldeias e esta é também uma forma de recordar” explica Raul Tomé, da Associação Recreativa e Ambiental de Palácios, acrescentando que “a máquina vai ser adquirida e depois fica aqui guardada”.Os habitantes da aldeia recordam os tempos em que tudo era feito à mão. “Antigamente era mais trabalho porque fazia-se tudo à mão, agora já não é nada disto, é com máquinas” refere Adérito Alves. “Agora já há poucas mulheres que ceifem e os homens também têm mais força e roubam-nos os lugares” afirma Anilda Freitas, envergando uma foice “que agora só tem uso uma vez por ano e que é agora”.Quem não segava há quase 40 anos era Antónia Fernandes que este sábado voltou a pegar na foice.“Estava com vontade de experimentar pois é bom a gente recordar os tempos antigos para não se perderem estas tradições” refere.Quem também esteve a participar nesta segada foi o Grupo de Teatro do Bolhão do Porto que está a organizar um espectáculo de dança sobre a obra de Graça Morais.“Ela tem muito presente a ligação à terra e por isso viemos ver como é que se fazia a segada para nos podermos aproximar desse trabalho” refere Joana Providência, coreógrafa do grupo de teatro, acrescentando que “depois vamos fazer um trabalho de improvisação em que a partir do que aqui é feito vamos construir sequências de movimento”. Este espectáculo tem estreia marcada para 30 de Setembro no Teatro Municipal de Bragança e vai percorrer várias cidades do país.
Escrito por Brigantia
Forno comunitário já coze pão em Além do Rio
Já está a funcionar o forno comunitário de pão que a câmara de Bragança recuperou no bairro Além do Rio em plena cidade.
A infra-estrutura existia há muitos anos mas acabou por se degradar. Este sábado foi feita a inauguração e Maria da Luz Rodrigues foi a primeira a usá-lo nessa manhã para cozer uma fornada de 31 pães.“Eu amassei e os meus familiares ajudaram-me noutras tarefas. Usei 20 quilos de farinha. Disseram-me que caberiam à volta de 25 pães mas afinal couberam mais” refere, acrescentando que “o forno coze bem mas tem de ser ter lidado com ele porque ainda é forno e custou muito a rojar. Gastou muita lenha”.Cândida Pires, filha da última proprietária do forno, manifesta-se satisfeita por ver o forno recuperado.“Estou muito feliz. Foi bem terem recuperado o forno. Eu já tinha vindo aqui uma vez e cheguei ali em cima e vi-o quase no chão e fiquei muito aflita e não quis cá voltar” conta, acrescentando que “a minha avó trabalhou aqui toda a vida até ser velhinha, depois a minha mãe substitui-a”.Esta recuperação foi feita em parceria com a Associação dos Amigos do Forno.O presidente explica que para a população usar agora o forno “vamos tentar fazer como antigamente. As pessoas que queiram vir cá cozer podem vir livremente desde que haja um entendimento entre as partes”. Francisco Olegário salienta que a utilização do forno “é gratuita, têm apenas de trazer a lenha para cozer e nós abrimos a porta”.Para o presidente da Câmara de Bragança esta é mais uma das obras de requalificação do centro histórico da cidade.“Hoje não há nenhum edifício público no centro histórico que não esteja recuperado. No âmbito do projecto Bragança Activa a Câmara Municipal decidiu, nos últimos tempos, proceder à aquisição de alguns edifícios privados para lhe dar uma utilidade pública e neste caso foi o forno comunitário que foi entregue à Associação dos Amigos do Forno” refere Jorge Nunes, adiantando que “na próxima semana vai iniciar-se a recuperação de edifícios para residências universitárias”. Com este processo a autarquia quer “trazer gente nova para o centro histórico e atrás dessa presença trazer actividade económica”.
A requalificação deste forno comunitário custou 115 mil euros co-financiado em 80% por fundos comunitários.
Escrito por Brigantia
A infra-estrutura existia há muitos anos mas acabou por se degradar. Este sábado foi feita a inauguração e Maria da Luz Rodrigues foi a primeira a usá-lo nessa manhã para cozer uma fornada de 31 pães.“Eu amassei e os meus familiares ajudaram-me noutras tarefas. Usei 20 quilos de farinha. Disseram-me que caberiam à volta de 25 pães mas afinal couberam mais” refere, acrescentando que “o forno coze bem mas tem de ser ter lidado com ele porque ainda é forno e custou muito a rojar. Gastou muita lenha”.Cândida Pires, filha da última proprietária do forno, manifesta-se satisfeita por ver o forno recuperado.“Estou muito feliz. Foi bem terem recuperado o forno. Eu já tinha vindo aqui uma vez e cheguei ali em cima e vi-o quase no chão e fiquei muito aflita e não quis cá voltar” conta, acrescentando que “a minha avó trabalhou aqui toda a vida até ser velhinha, depois a minha mãe substitui-a”.Esta recuperação foi feita em parceria com a Associação dos Amigos do Forno.O presidente explica que para a população usar agora o forno “vamos tentar fazer como antigamente. As pessoas que queiram vir cá cozer podem vir livremente desde que haja um entendimento entre as partes”. Francisco Olegário salienta que a utilização do forno “é gratuita, têm apenas de trazer a lenha para cozer e nós abrimos a porta”.Para o presidente da Câmara de Bragança esta é mais uma das obras de requalificação do centro histórico da cidade.“Hoje não há nenhum edifício público no centro histórico que não esteja recuperado. No âmbito do projecto Bragança Activa a Câmara Municipal decidiu, nos últimos tempos, proceder à aquisição de alguns edifícios privados para lhe dar uma utilidade pública e neste caso foi o forno comunitário que foi entregue à Associação dos Amigos do Forno” refere Jorge Nunes, adiantando que “na próxima semana vai iniciar-se a recuperação de edifícios para residências universitárias”. Com este processo a autarquia quer “trazer gente nova para o centro histórico e atrás dessa presença trazer actividade económica”.
A requalificação deste forno comunitário custou 115 mil euros co-financiado em 80% por fundos comunitários.
Escrito por Brigantia
Mogadouro: Três mil pessoas assistiram ao festival aéreo “RedBurros Fly-In”.
O festival aéreo “RedBurros Fly-In” deixou cerca de três mil espectadores de olhos postos nos céus de Mogadouro, numa iniciativa que “ quer continuar” a atrair gente à região transmontana.
Nem o calor que se fez sentir no Aeródromo Municipal de Mogadouro (AMM) demoveu os curiosos e amantes das “infernais” máquinas voadoras que, ao longo de cerca de três horas, cruzaram os céus do planalto mirandês a mais de 300 quilómetros/hora.
“Esta iniciativa foi um verdadeiro espectáculo. Acho que a organização foi feliz ao juntar as máquinas voadoras com os simpáticos asininos da região”, constatou Daniela Lopes, uma das espectadoras presentes no festival aéreo.
Os pilotos começaram a chegar ao AMM cerca das 10.00 horas para assim participarem num programa aeronáutico que “promete continuar” em terras de Mogadouro.
“Este festival repetiu o sucesso do ano passado. É uma aposta ganha, por esse motivo, vamos continuar a proporcionar um grande espectáculo aéreo e ao mesmo tempo continuar a dinamizar a actividade turística no concelho e região”, sublinhou o vice-presidente da Câmara de Mogadouro, João Henriques.
A colorir os céus de Mogadouro estiveram pilotos de topo como, o conhecido no meio aeronáutico, Comandante Garção e a promessa da aviação acrobática nacional Diana Gomes da Silva.
A estes juntaram-se outros ases dos ares tais como os SmokeWings, Aerobática, Citabria Fly for Fun e os pilotos da escola de voo à vela de Centro Internacional de Voo Planado instalado no AM.
in:rba.pt
Nem o calor que se fez sentir no Aeródromo Municipal de Mogadouro (AMM) demoveu os curiosos e amantes das “infernais” máquinas voadoras que, ao longo de cerca de três horas, cruzaram os céus do planalto mirandês a mais de 300 quilómetros/hora.
“Esta iniciativa foi um verdadeiro espectáculo. Acho que a organização foi feliz ao juntar as máquinas voadoras com os simpáticos asininos da região”, constatou Daniela Lopes, uma das espectadoras presentes no festival aéreo.
Os pilotos começaram a chegar ao AMM cerca das 10.00 horas para assim participarem num programa aeronáutico que “promete continuar” em terras de Mogadouro.
“Este festival repetiu o sucesso do ano passado. É uma aposta ganha, por esse motivo, vamos continuar a proporcionar um grande espectáculo aéreo e ao mesmo tempo continuar a dinamizar a actividade turística no concelho e região”, sublinhou o vice-presidente da Câmara de Mogadouro, João Henriques.
A colorir os céus de Mogadouro estiveram pilotos de topo como, o conhecido no meio aeronáutico, Comandante Garção e a promessa da aviação acrobática nacional Diana Gomes da Silva.
A estes juntaram-se outros ases dos ares tais como os SmokeWings, Aerobática, Citabria Fly for Fun e os pilotos da escola de voo à vela de Centro Internacional de Voo Planado instalado no AM.
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Vila Nova de Foz Côa: Museu do Côa recebeu 40 mil visitantes no seu primeiro ano de existência
Cerca de 40 mil visitantes já passaram pelo Museu do Côa (MC) desde a sua abertura ao público, em 30 Julho de 2010, contabilizou o director da unidade museológica, António Martinho.
A este número acrescem mais de cinco mil visitas ao Parque Arqueológico do Vale do Côa (PAVC), santuário de arte rupestre ao ar livre que está na génese do MC.
“Um balanço positivo para este primeiro ano de existência do museu, mas não estamos totalmente satisfeitos. Queremos sempre mais, dadas as expectativas criadas em torno do projecto, já que o mesmo se tornou numa obra emblemática para região do Douro Superior, o que nos torna mais responsáveis para o futuro”, acrescentou António Martinho.
Apesar dos 40 mil visitantes registados pelas bilheteiras do MC “é necessário” continuar a apostar na “divulgação do museu”, não só dentro mas também fora de portas.
A coordenação entre as visitas ao museu e o território envolvente será outra das mais valias apontadas pelo actual director da unidade museológica, “já que se torna necessário aumentar a capacidade de oferta, já que existe procura”.
O MC é um projecto dos arquitectos portugueses Tiago Pimentel e Camilo Rebelo, foi construído com o objectivo de “divulgar e contextualizar” as gravuras e achados arqueológicos do vale do Côa, “o maior conjunto do mundo” de arte rupestre do Paleolítico, classificado pela UNESCO como Património da Humanidade, em Dezembro de 1998.
O investimento efectuado na construção do MC rondou os 18 milhões de euros.
in:rba.pt
A este número acrescem mais de cinco mil visitas ao Parque Arqueológico do Vale do Côa (PAVC), santuário de arte rupestre ao ar livre que está na génese do MC.
“Um balanço positivo para este primeiro ano de existência do museu, mas não estamos totalmente satisfeitos. Queremos sempre mais, dadas as expectativas criadas em torno do projecto, já que o mesmo se tornou numa obra emblemática para região do Douro Superior, o que nos torna mais responsáveis para o futuro”, acrescentou António Martinho.
Apesar dos 40 mil visitantes registados pelas bilheteiras do MC “é necessário” continuar a apostar na “divulgação do museu”, não só dentro mas também fora de portas.
A coordenação entre as visitas ao museu e o território envolvente será outra das mais valias apontadas pelo actual director da unidade museológica, “já que se torna necessário aumentar a capacidade de oferta, já que existe procura”.
O MC é um projecto dos arquitectos portugueses Tiago Pimentel e Camilo Rebelo, foi construído com o objectivo de “divulgar e contextualizar” as gravuras e achados arqueológicos do vale do Côa, “o maior conjunto do mundo” de arte rupestre do Paleolítico, classificado pela UNESCO como Património da Humanidade, em Dezembro de 1998.
O investimento efectuado na construção do MC rondou os 18 milhões de euros.
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1º troço das novas estradas abriu hoje ao trânsito
O primeiro troço das novas estradas em construção no Distrito de Bragança foi hoje estreado pelos automobilistas com a abertura ao trânsito do IP2 entre Vale Benfeito e Bornes, em Macedo de Cavaleiros.
Segundo informação disponibilizada pela Estradas de Portugal (EP), trata-se de um pequeno troço de dois quilómetros e meio, mas que vai retirar o tráfego do centro da povoação de Bornes e aliviar os automobilistas da sucessão de curvas da Estrada Nacional 102 naquela zona.
O novo troço abre mais de 20 anos depois de ter sido construído o primeiro a sul do distrito, na zona de Moncorvo, entre o Pocinho e a ponte do rio Sabor.
Lusa, 2011-07-31
Do IP2 já se encontram abertos ao tráfego os lanços Celorico / Trancoso / Longroiva, perspetivando-se a conclusão do referido eixo viário até final do terceiro trimestre do corrente ano.
Relativamente ao IC5 também se encontra em serviço o troço entre Murça e Alijó, perspetivando-se a abertura dos troços entre o Nó de Pombal e Nó de Nozelos e entre o Nó de Mogadouro e Miranda do Douro ainda no corrente ano.
Durante o primeiro semestre de 2012 serão concluídos os restantes 68 km que compõem os 242 km de extensão de via integrada na subconcessão Douro Interior cujo Concurso a EP lançou em 2007 e adjudicou em 2008.
Segundo informação disponibilizada pela Estradas de Portugal (EP), trata-se de um pequeno troço de dois quilómetros e meio, mas que vai retirar o tráfego do centro da povoação de Bornes e aliviar os automobilistas da sucessão de curvas da Estrada Nacional 102 naquela zona.
O novo troço abre mais de 20 anos depois de ter sido construído o primeiro a sul do distrito, na zona de Moncorvo, entre o Pocinho e a ponte do rio Sabor.
Lusa, 2011-07-31
Do IP2 já se encontram abertos ao tráfego os lanços Celorico / Trancoso / Longroiva, perspetivando-se a conclusão do referido eixo viário até final do terceiro trimestre do corrente ano.
Relativamente ao IC5 também se encontra em serviço o troço entre Murça e Alijó, perspetivando-se a abertura dos troços entre o Nó de Pombal e Nó de Nozelos e entre o Nó de Mogadouro e Miranda do Douro ainda no corrente ano.
Durante o primeiro semestre de 2012 serão concluídos os restantes 68 km que compõem os 242 km de extensão de via integrada na subconcessão Douro Interior cujo Concurso a EP lançou em 2007 e adjudicou em 2008.
D. José Cordeiro está confiante com nova missão - «Muita confiança e esperança»
O bispo nomeado para a diocese de Bragança-Miranda, D. José Cordeiro, diz estar confiante para o novo desafio, numa entrevista dada ao programa Ecclesia.
Depois de estar 12 anos em Roma, primeiro a estudar e depois no Colégio Pontifício Português, do qual era reitor, D. José Cordeiro é agora chamado para servir a diocese de origem, Bragança-Miranda.
“Ainda me estou a habituar a esta nova designação e a tomar consciência desta nova vocação e chamamento,” confessa o mais recente bispo português.
Com apenas 44 anos de idade torna-se assim o mais novo bispo de Portugal e considera que este pedido de serviço do Papa Bento XVI foi “ousado”, mas este fator não o incomoda, argumentando que terá “muito de aprender”.
D. José Cordeiro respondeu ao pedido com uma frase de São Martinho que citou: “Senhor se sou necessário ao teu povo, não recusarei o trabalho”.
O prelado afirmou ainda que tem sentido o maior acolhimento por parte de todos os membros da Conferência Episcopal Portuguesa e que isso lhe traz “muita confiança e esperança”.
“Mas o maior acolhimento foi por parte da diocese que me viu nascer, para a qual sigo com olhos postos na esperança e sei que não é bom estar sozinho, por isso conto com todos, padres, leigos e religiosos desta diocese,” dizia D. José Cordeiro ao programa ECCLESIA, na RTP2.
Sendo designado para uma das dioceses mais envelhecidas de Portugal, o mais novo bispo português defende que isso não lhe traz nenhum tipo de protagonismo mas sim, uma “maior atitude de humildade” para ser o bispo que a Igreja espera e precisa e “continuar a ser o cristão” que sempre foi.
A ordenação episcopal de D. José Manuel Cordeiro será no dia 2 outubro, na catedral de Bragança.
Agência Ecclesia, 2011-07-31
Depois de estar 12 anos em Roma, primeiro a estudar e depois no Colégio Pontifício Português, do qual era reitor, D. José Cordeiro é agora chamado para servir a diocese de origem, Bragança-Miranda.
“Ainda me estou a habituar a esta nova designação e a tomar consciência desta nova vocação e chamamento,” confessa o mais recente bispo português.
Com apenas 44 anos de idade torna-se assim o mais novo bispo de Portugal e considera que este pedido de serviço do Papa Bento XVI foi “ousado”, mas este fator não o incomoda, argumentando que terá “muito de aprender”.
D. José Cordeiro respondeu ao pedido com uma frase de São Martinho que citou: “Senhor se sou necessário ao teu povo, não recusarei o trabalho”.
O prelado afirmou ainda que tem sentido o maior acolhimento por parte de todos os membros da Conferência Episcopal Portuguesa e que isso lhe traz “muita confiança e esperança”.
“Mas o maior acolhimento foi por parte da diocese que me viu nascer, para a qual sigo com olhos postos na esperança e sei que não é bom estar sozinho, por isso conto com todos, padres, leigos e religiosos desta diocese,” dizia D. José Cordeiro ao programa ECCLESIA, na RTP2.
Sendo designado para uma das dioceses mais envelhecidas de Portugal, o mais novo bispo português defende que isso não lhe traz nenhum tipo de protagonismo mas sim, uma “maior atitude de humildade” para ser o bispo que a Igreja espera e precisa e “continuar a ser o cristão” que sempre foi.
A ordenação episcopal de D. José Manuel Cordeiro será no dia 2 outubro, na catedral de Bragança.
Agência Ecclesia, 2011-07-31
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