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| Milhafre-real. Fotografia Pedro Rego. |
O censo é realizado em diversos países da Europa, sob a coordenação da Liga para a Proteção das Aves (LPO, na sigla em francês), em França. Em Portugal, é organizado pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), Liga para a Proteção da Natureza (LPN), Palombar, Associação Transumância e Natureza (ATNatureza), Quercus e Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).
Os primeiros censos de milhafres-reais invernantes foram realizados em janeiro de 2015, tendo contado, já nesse primeiro ano, com o contributo da Palombar.
O milhafre-real (Milvus milvus) é uma ave de rapina pouco abundante no território nacional. Está presente sobretudo na faixa fronteiriça oriental, distritos de Bragança, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja. A população invernante ocorre nessas mesmas áreas, mas também de uma forma dispersa por todo o sul do país.
A sua população residente em Portugal tem um estatuto de conservação "Criticamente em Perigo", já a população invernante tem um estatuto "Vulnerável", segundo o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal.
É uma ave que prefere habitats florestais associados a zonas agro-silvo-pastoris. A espécie é monogâmica e nidifica em árvores, normalmente de grande porte, e coloca entre um a três ovos. Ambos os progenitores cuidam das crias. Pode ocupar ninhos de outras aves de rapina florestais e também reutiliza ninhos de anos anteriores.
Relativamente à sua alimentação, tanto caça presas vivas, como também tem hábitos necrófagos. Animais silvestres de pequeno porte (micromamíferos, aves, peixes e invertebrados), cadáveres de animais e os restos e desperdícios urbanos integram a sua dieta.
Atualmente, o milhafre-real está sujeito a várias ameaçadas no território nacional, como o abate a tiro, o uso de veneno e a redução da disponibilidade alimentar, entre outras.
Esta é uma das espécies-alvo de conservação do projeto ConnectNatura da Palombar.
Mais informação AQUI e AQUI.

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