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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

Caixa e Tamboril | Instrumentos musicais tradicionais

 O tamboril e a caixa são dois instrumentos musicais da família dos bombos e tambores, embora de tamanho mais reduzido, e que pertencem à categoria dos membranofones.


A caixa é tocada, em posição horizontal, com duas baquetas. Sobre a pele inferior tem, geralmente, um ou mais bordões, geralmente feitos de tripa, o que lhe confere uma sonoridade característica muito própria.

O tamboril é um membranofone que, normalmente, tem uma caixa-de-ressonância bastante longa (fuste cilíndrico alongado) com pele dos dois lados.

Caracteriza-se, ainda, pela existência de um ou mais cordões (bordões) encostados a cada uma das peles. Eles vibram com os batimentos feitos pelo executante com uma baqueta.

O tamboril e a flauta

O tamboril é geralmente tocado apenas com uma mão, uma vez que a outra mão do executante é utilizada para tocar a flauta de tamborileiro.

Este “conjunto instrumental unitário e coerente é, em Portugal, uma forma rara e pouco representativa, que existe, pelo menos actualmente, apenas em duas regiões delimitadas e afastadas uma da outra:

– em algumas aldeias raianas de Terras de Miranda, no Leste trasmontano, como elemento instrumental fundamental das festas em que têm lugar — Danças de Pauliteiros, dos Velhos, Festas de Rapazes, Presépios de Natal, ofícios e certas outras solenidades religiosas —, a par ou em lugar da gaita-de-foles, em funções de nítido carácter cerimonial e até litúrgico, e também em funções profanas e lúdicas, fiadeiros e outras diversões avulsas e acontecimentos de menor vulto, ao serviço da velha música característica dessa zona;

– e na faixa alentejana além Guadiana, associado às festas religiosas patronais ou principais das várias localidades, aí apenas em funções cerimoniais qualificadas, servindo uma curta fórmula musical puramente ritual, que nada tem que ver com a música corrente da região.

Em cada uma delas, ele mostra certos caracteres comuns, e, por outro lado, diferenças muito sensíveis (…)


Em Rio de Onor e Terras de Miranda

(…) Em Rio de Onor, o tamboril acompanha a gaita-de-fole nas mesmas ocasiões em que esta se usa. E toca-se em posição horizontal, com duas baquetas, ambas sobre a mesma pele.

Em Terras de Miranda, onde ele é muito popular e de especial agrado do povo, ele toca-se de igual maneira, com grande maestria. Geralmente a acompanhar a dança, com o bombo, a gaita, a fraita, os ferrinhos, castanholas e «carracas» (conchas de vieiras).

Mas muitas vezes tocam-no mesmo sozinho, sem acompanhamento de qualquer outro instrumento, podendo as pessoas dançar horas sem fim, apenas com o seu rufar.”

Adaptado de “Instrumentos Musicais Populares Portugueses”, de Ernesto Veiga de Oliveira e Benjamim Pereira.

Na carta que Pêro Vaz de Caminha enviou ao rei D. Manuel I, por ocasião da descoberta do Brasil por Pedro Álvares Cabral, é referido o tamboril como instrumento musical que encantou os indígenas.

Fonte: imagens e compilação de textos recolhidos e adaptados da internet

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