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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sábado, 31 de janeiro de 2026

🎥 𝑨 𝑷𝒓𝒆𝒔𝒊𝒅𝒆𝒏𝒕𝒆 𝑬𝒙𝒑𝒍𝒊𝒄𝒂 - Janeiro - 2026

 O início de 2026 ficou marcado por importantes avanços, iniciativas e decisões que reforçam o compromisso com o desenvolvimento do concelho.
Esta é uma rubrica mensal dedicada a apresentar, de forma próxima e transparente, um balanço dos principais acontecimentos e decisões do Município.

A grandiosa Feira do Fumeiro de Vinhais começa na próxima quinta-feira! De 5 a 8 de fevereiro de 2026, Vinhais, a Capital do Fumeiro espera por si!

XXIV Feira do Tordo | Mascarenhas

 Mascarenhas recebe a XXIV Edição da Feira do Tordo, nos dias 14 e 15 de fevereiro.
Caça ao tordo, música ao vivo, produtos regionais, são só algumas das componentes do programa deste tradicional certame.

Local: Mascarenhas
Data: 14 e 15 de fevereiro de 2026

Desfile de Carnaval das Escolas 2026

 Os alunos, professores e Assistentes Operacionais das Escolas do 1.º CEB e Jardins de Infância do concelho de Mirandela irão participar no tradicional desfile de Carnaval, que terá lugar no dia 13 de fevereiro de 2026.
O desfile carnavalesco irá encher várias ruas da cidade de alegria e cor. A concentração será pelas 10h00 no recinto da Reginorde, passando o desfile pela Rotunda do Emigrante, Avenida das Amoreiras, Rua D. Afonso III e terminará na Rua da República.

Local: Ruas da Cidade
Data: 13 de fevereiro de 2026
Hora: 10h00

Apresentação do livro 'Quando nos voltarmos a encontrar' | Biblioteca Municipal Sarmento Pimentel

 "Quando nos voltarmos a encontrar" é uma coletânea de textos com um profundo olhar humano sobre a vida, a memória e a bondade, escrita a partir da consciência da morte como parte inevitável do percurso humano. Júlio Fagus reflecte sobre homens e mulheres comuns, procurando deixar, através da palavra, um testemunho ético e humano.

Como escreve o autor:

“Quando eu morrer e repousar no cemitério que me for destinado, gostava que a minha pedra tumular ouvisse muitas vezes: ‘Aqui jaz um homem que, ao longo da vida, tentou sempre ser um homem bom.’”

O livro será apresentado no dia 07 de fevereiro, às 15h, na Biblioteca Municipal Sarmento Pimentel.

Local: Biblioteca Municipal Sarmento Pimentel
Data: 07 de fevereiro de 2026
Hora: 15h00

Emergente | Ciclo de Artes em Emergência: 'Histórias Cruzadas' - Duarte Santos | Estação das Artes

 Duarte Vega, natural de Mirandela, é cantor, compositor e multi-instrumentista. Depois da experiência com a banda “Os Clássicos”, lançou-se a solo em 2019, destacando-se o EP “EspíritoLivre” e o single “Alice”.
Em “Histórias Cruzadas”, apresenta um concerto intimista onde partilha canções próprias e cruza diferentes narrativas. Um momento de proximidade e autenticidade, onde palavra e melodia se entrelaçam para criar histórias que ganham vida no palco.

Local: Estação das Artes
Data: 6 de fevereiro de 2026
Hora: 18h30

Caminhada Solidária Contra o Cancro Infantil

 No próximo dia 4 de fevereiro a Santa Casa da Misericórdia de Mirandela em colaboração com o setor da Saúde | Ecoteca do Município de Mirandela, a Cruz Vermelha Portuguesa Delegação Mirandela e a Liga Portuguesa Contra o Cancro Delegação de Bragança, unem-se numa ação de sensibilização contra o cancro infantil, com o mote " Cada criança carrega dentro de si uma coragem maior do que qualquer desafio".

Partida: Ecoteca
Data: 4 de fevereiro de 2026
Hora: 10h00

APENAS VOTO NA LIBERDADE


 (mirandés) SOLO BOTO NA LHIBERDADE

bota an mi: diç-me cun rábia ne ls beiços!
nó, you nunca botarei an ti.
bota an mi: diç-me un berriando,
cumo quien squemunga ls diuses!
you miro-lo cun uolhos arregalados,
culs sentimientos derramados,
i nó, you nunca botarei an ti.
la mie sina ye esta:
amar la lhiberdade!
scolher ls honrosos
star de bien cula houmanidade
i nun botar an mazmárrias peligrosos!
nó, nunca botarei an ti! solo botarei
an quien seia capaç,
d’aproponer semientes que sembrarei,
an prainadas de paç!
bai, tenes ira de lhucifer,
pergones d’alperchin i fiel,
mas you nun quiero saber,
prefiro tresjeitos de miel.
talbeç nun bote ne l cielo,
mas abrirei un portielho,
que nun deia pa l miedo!
sei an quien botarei,
i sei que nun será an ti:
solo an quien diba berdade,
guerreie la falsidade
i acarine la lhiberdade!

Carlos Ferreira 2026

(português) APENAS VOTO NA LIBERDADE

vota em mim: diz-me com raiva nos lábios!
não, eu nunca votarei em ti.
vota em mim: diz-me um gritando,
como quem excomunga os deuses!
eu olho-o com olhos esbugalhados,
com os sentimientos sobressaltos,
e não, eu nunca votarei em ti.
a minha sina é esta:
amar a liberdade!
escolher os honrosos
estar de bem com a humanidade
e não votar em fatelas perigosos!
não, nunca votarei em ti! apenas votarei
em quem seja capaz,
de propor sementes que semearei,
em campinas de paz!
vai, tens ira de lucifer,
pregões de lama e fel,
mas eu não quero saber,
prefiro trejeitos de mel.
talvez não vote no céu,
mas tentarei uma passagem,
que não nos traga o breu!
sei em quem votarei,
e sei que não será em ti:
apenas em quem diga verdade,
combata a falsidade
e proteja a liberdade!

Carlos Ferreira 2026

Porque caem tantas árvores durante as tempestades?


 Nos últimos anos Portugal tem assistido a um aumento significativo da queda de árvores durante tempestades intensas. Embora estes episódios sejam muitas vezes percecionados como acontecimentos súbitos ou inevitáveis, a ciência mostra que não se trata de fenómenos aleatórios.

Pelo contrário, a queda de árvores resulta da combinação previsível entre condições do solo, características das próprias árvores, contextos urbanos e florestais, e eventos meteorológicos cada vez mais extremos.

Um dos fatores críticos é o estado do solo. Durante períodos de chuva intensa ou cheias, os solos ficam saturados de água e perdem grande parte da sua resistência. A água acumulada nos poros do solo reduz o atrito e a coesão que mantêm as raízes firmemente ancoradas. Nessas circunstâncias, árvores que permaneceriam estáveis em solos secos podem tombar mesmo sob ventos moderados. Este mecanismo é uma das explicações mais bem documentadas para a queda de árvores associada a tempestades.

A idade das árvores e o tipo de povoamento também desempenham um papel decisivo. Árvores jovens, comuns em plantações recentes, ainda não desenvolveram sistemas radiculares profundos e extensos. Em florestas mais maduras, as raízes entrelaçam-se e criam uma estabilidade coletiva que ajuda a dissipar a força do vento. Em contraste, povoamentos jovens e homogéneos – muitas vezes compostos por árvores da mesma idade e espécie – são estruturalmente mais frágeis, o que explica porque grandes áreas podem ser afetadas de forma simultânea durante eventos extremos.

Nas cidades, o problema tende a ser ainda mais grave. As árvores urbanas vivem sob múltiplos fatores de stress: solos compactados, pouco espaço para enraizar, impermeabilização do terreno, poluição, temperaturas elevadas e podas excessivas ou mal executadas. Ao longo do tempo, estas condições enfraquecem as árvores, favorecem o desenvolvimento de podridões internas e reduzem a sua capacidade de resistir ao vento. Como resultado, as árvores urbanas têm maior probabilidade de falhar, seja pelo arranque da raiz, seja pela quebra do tronco ou dos ramos.

As próprias tempestades amplificam estes riscos. A força exercida pelo vento aumenta rapidamente com a sua velocidade, e as copas molhadas pela chuva tornam-se mais pesadas e oferecem maior resistência ao ar. As rajadas provocam movimentos repetidos que “cansam” o tronco e o sistema radicular, acelerando a falha estrutural, sobretudo quando o solo já se encontra saturado.

Este cenário é agravado pelo contexto das alterações climáticas. Em Portugal, é cada vez mais comum a sucessão de longos períodos de seca – que debilitam as árvores – seguidos de episódios de chuva intensa e tempestades severas. Estes eventos combinados aumentam significativamente o risco de queda, uma vez que as árvores não têm tempo suficiente para recuperar nem para adaptar a sua estrutura às novas condições.

Em suma, a queda de árvores durante tempestades é um fenómeno explicável e, até certo ponto, previsível. Resulta da interação entre solos encharcados, sistemas radiculares pouco desenvolvidos, stress fisiológico (particularmente em ambientes urbanos) e eventos meteorológicos extremos cada vez mais frequentes.

Se queremos continuar a viver com árvores, e a beneficiar dos múltiplos serviços ecológicos, climáticos e sociais que prestam, é imperativo preparar não apenas as infraestruturas físicas, mas também as infraestruturas naturais. Isso implica reconhecer que árvores não são elementos decorativos nem obstáculos urbanos, mas organismos vivos que dependem de solos funcionais, espaço para enraizar, diversidade estrutural e tempo para se adaptarem. A gestão do risco associado às tempestades futuras passa, portanto, por investir na qualidade dos solos, no desenho ecológico das cidades e das florestas, e numa abordagem preventiva baseada no conhecimento científico. Sem esta preparação sistémica, a coexistência com árvores tornar-se-á cada vez mais frágil num clima em rápida mudança.

Helena Freitas

𝗘𝗻𝘁𝗲𝗿𝗿𝗼 𝗱𝗼 𝗘𝗻𝘁𝗿𝘂𝗱𝗼

 A realização do tradicional Enterro do Entrudo em Freixo de Espada à Cinta terá lugar no próximo dia 17 de fevereiro (Terça-Feira de Carnaval), com ponto de encontro marcado para as 20h, no Largo do Outeiro.
Esta iniciativa é organizada pela Comissão de Festas em Honra de Nossa Senhora dos Montes Ermos 2026 em parceria com a Câmara Municipal de Freixo de Espada à Cinta.

Feira da Alheira de Mirandela 2026

 Entre os dias 26 de fevereiro e 01 de março de 2026, a Feira da Alheira de Mirandela está de volta à agenda da cidade do Tua, para celebrar a sua 26.ª edição.
Organizada pela Câmara Municipal de Mirandela, em parceria com a ACIM e com a Mircom, a Feira da Alheira de Mirandela é um dos maiores eventos da região. Com 26 anos de história, esta celebração anual atrai público de todos os pontos do país, e da vizinha Espanha.

Local: Mirandela
Data: 26 de fevereiro a 01 de março de 2026

La raposa i la ciguonha

A Câmara Municipal de Vinhais informa que no dia 4 de fevereiro irá entregar bens adquiridos pelo Município, destinados ao apoio das populações afetadas pela tempestade Kristin, no centro do país.


 Todos os que desejem contribuir poderão fazê-lo mediante a entrega de bens nos seguintes pontos de recolha:

– Centro Cultural  Solar dos Condes de Vinhais
– Posto de Turismo de Vinhais

Período de recolha: 31 de janeiro a 3 de fevereiro.

Os bens necessários são:

- Águas;
- ⁠Bens alimentares não perecíveis (conservas, arroz , azeite, massa, óleo alimentar, leite, papas infantis, bolachas e cereais) 
- ⁠Produtos de higiene (champô, sabonete, gel de banho, fraldas, toalhetes, higiene oral e feminina) 
- ⁠Lonas e mangas de plástico (para proteção de telhados)

A Câmara Municipal de Vinhais agradece a colaboração e solidariedade de todos.

A Câmara Municipal de Bragança, em colaboração com a Cáritas Diocesana de Bragança-Miranda e com a delegação da Cruz Vermelha de Bragança, estão a promover uma recolha de bens para as populações afetadas pela tempestade Kristin na zona centro.


 Bens prioritários neste momento:

 • Geradores
 • Água engarrafada
 • Lonas

Bens alimentares não perecíveis:

Massa arroz
Azeite e óleo
Enlatados (atum, salsichas, leguminosas)
Leite e papas infantis
Bolachas e cereais
Produtos de higiene:
Champô e sabonete
Gel de banho
Fraldas e Toalhetes 
Higiene oral

Os bens podem ser entregues na Cáritas Diocesana, nas instalações da Cruz Vermelha, nas igrejas da cidade, no edifício da câmara municipal até quarta-feira dia (04-02-2026).

Toda a ajuda é fundamental para apoiar as populações afetadas.

Contamos com a solidariedade de todos.

Obrigado pela vossa colaboração.

FESTIVAL DO RANCHO DE MIRANDELA

 Mirandela volta a celebrar a tradição e os sabores de Trás-os-Montes com mais uma edição do Festival do Rancho.
Gastronomia, convívio e identidade local juntam-se num evento que afirma o rancho como um dos pratos mais emblemáticos do concelho.

Jornalista: Luís Eduardo Lopes

MAIS DE 120 CRIANÇAS DESCOBREM A LIGAÇÃO ENTRE CORES E EMOÇÕES NO MUSEU MUNICIPAL DE MIRANDELA

 Mais de 120 alunos do 3.º ano do 1.º ciclo participaram, ao longo das últimas semanas, nas oficinas educativas “As Cores e as Emoções”, promovidas pelo Museu Municipal Armindo Teixeira Lopes (MATL), em Mirandela. A iniciativa integrou o programa educativo da exposição “O Outro Lado” e teve como objetivo aproximar as crianças do universo artístico, através da experimentação e da expressão criativa.


Orientadas pela artista plástica Madalena Maia, as oficinas desafiaram os alunos a explorar a relação entre a cor e as emoções, incentivando a sensibilidade estética, a imaginação e a reflexão emocional, num contexto informal e participativo. A atividade decorreu em quatro sessões, especialmente concebidas para responder às diferentes turmas envolvidas.

Com a realização destas oficinas, o Museu Municipal Armindo Teixeira Lopes reafirma o seu papel enquanto espaço de aprendizagem ativa e de proximidade à comunidade escolar, reforçando a aposta na educação artística e na formação cultural das gerações mais jovens.

Jornalista: Luís Eduardo Lopes
Foto: CM Mirandela

Clube de Caça e Pesca de Macedo de Cavaleiros promove o 2.ª Convívio da Caça

 O Clube de Caça e Pesca está a organizar o 2.ª Convívio da Caça, no próximo domingo, das 10h00 até às 16h00, com Tiro aos Pratos.

Mirandela acolhe a 10.ª edição do festival gastronómico do Rancho

 O Mercado Municipal de Mirandela prepara-se para acolher, este sábado, a 10.ª edição do festival gastronómico do Rancho, um dos pratos mais emblemáticos da cidade, que faz parte da ementa de, praticamente, todos os restaurantes de Mirandela, todas as quintas-feiras, dia da feira semanal.


Uma iguaria típica do Inverno, comida à colher, de confeção lenta e de sabor intenso. A base da receita integra carnes de porco e de vaca, enchidos regionais, presunto, grão-de-bico e massa, aos quais se juntam cebola, alho, azeite, louro e outros temperos tradicionais.

Ao festival, organizado em parceria, pelo Município e Associação Comercial e Industrial, aderiram 34 restaurantes que se preparam para confecionar, à hora de almoço, cerca de seis mil litros de rancho.

O presidente do Município, Vítor Correia, acredita que o evento deverá atrair milhares de visitantes, ao ar livre, no mercado municipal, até porque, este ano, há mais lugares sentados já que também será disponibilizado o 1º andar daquele equipamento:

O Festival do Rancho, para além de promover a iguaria, é também importante para dar a conhecer o território e dinamizar a economia local, salienta o autarca:

Para poder participar neste festival do Rancho, todos têm obrigatoriamente de adquirir um kit de degustação – que inclui malga, colher, caneca e senhas para pão e vinho – que custa sete euros e meio.

Com início às 12h00, deste sábado, o festival inclui degustações, animação musical a cargo do grupo “Meninas do Tua” e o Concurso do Melhor Rancho, avaliado por um júri em provas cegas.

INFORMAÇÃO CIR (Escrito por Rádio Terra Quente)

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

A Câmara Municipal acolheu, hoje, uma reunião do Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular.

 Com a presença do secretário-geral Xoán Vázquez Mao, o encontro reuniu representantes do Eixo Atlântico e dos três municípios da CIM-TTM que integram esta estrutura: Bragança, Macedo de Cavaleiros e Mirandela. 
A reunião permitiu alinhar posições e aprofundar matérias de interesse comum, com destaque para a mobilidade, a cooperação transfronteiriça, a cultura e o desporto, bem como refletir sobre perspetivas de futuro partilhadas. Um encontro que, sobretudo, reforçou uma visão estratégica conjunta para este territórios de fronteira.

Carta Aberta à Assembleia Municipal de Bragança


Exmos. Senhores Deputados Municipais
,
Exmo. Senhor Presidente da Mesa da Assembleia Municipal,

Na qualidade de cidadão do concelho de Bragança, e enquanto observador atento e regular dos trabalhos da Assembleia Municipal, acompanhando todas as sessões transmitidas online, em direto ou em diferido, sinto-me no dever cívico de expressar a minha profunda preocupação com o funcionamento deste órgão autárquico.

O que tenho observado, ao longo dos últimos tempos, é uma atuação que, na maioria dos casos, parece afastar-se da missão essencial de uma Assembleia Municipal. Representar os cidadãos, discutir ideias, analisar projectos, antes de os votar, e contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população.

Constato, com desalento, que muitos deputados municipais se limitam a defender posições partidárias, sem demonstrarem pensamento crítico ou autonomia política. O debate é frequentemente substituído por uma discordância sistemática em relação às propostas da Câmara Municipal, não por discordância fundamentada, mas por alinhamento político. Esta postura empobrece a democracia local e desrespeita o mandato conferido pelos eleitores.

Também a condução dos trabalhos por parte da Mesa da Assembleia merece reflexão. A gestão do tempo revela-se, por vezes, desequilibrada. Longas intervenções sobre assuntos de escasso interesse colectivo, e algumas fora de agenda com tempos assumidos por tolerância mas inusitados, contrastam com limitações severas impostas aos deputados municipais, reduzidos, por vezes, a intervenções de poucos segundos. Tal prática compromete a qualidade do debate e a dignidade do órgão.

Uma Assembleia Municipal deve ser um espaço de esclarecimento, de pedagogia democrática e de serviço público. Os seus membros não foram eleitos para servir partidos, mas sim para servir cidadãos.

Acresce ainda a necessidade de repensar a organização dos trabalhos, nomeadamente o agendamento dos temas mais relevantes para o período da manhã, bem como a modernização do modelo de votação atualmente em vigor, manifestamente desajustado da realidade atual.

Apelo, assim, a uma reflexão séria, honesta e responsável. Rever o que está mal e melhorar não é sinal de fraqueza, é sinal de maturidade democrática.

Uma Assembleia Municipal devia educar, esclarecer e servir a população.

A Assembleia Municipal não devia ser um palco partidário nem um ritual cansado. A Senhora Presidente da Câmara alerta para isso sistematicamente. Esqueçam os partidos. No entanto, parece que só ela acredita que é possível servir os cidadãos sem prestar vassalagem aos partidos.

Talvez ajudasse tratar os assuntos importantes de manhã, depois de almoço, alguns já não sabem o que dizem, nem dizem o que sabem.

Aquele modelo de votação, com deputados a subir, um a um, ao palco, quando não se atropelam… não pode evoluir?

Sirvam os cidadãos.

Não sirvam cegamente os partidos.

Como em tudo na vida, o escrito não serve para todos, mas também sabemos que a exceção só serve para que a regra se cumpra. Há um facto e que no meu entender é indiscutível. Nos nossos deputados municipais os que fazem a diferença são os jovens... de todos os partidos. Velhadas ao sofá, à universidades senior ou, os mais valentes, ao ginásio.

Com consideração e estima por todos,

HM

A Câmara Municipal acolheu, hoje, uma reunião do Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular.

 Com a presença do secretário-geral Xoán Vázquez Mao, o encontro reuniu representantes do Eixo Atlântico e dos três municípios da CIM-TTM que integram esta estrutura: Bragança, Macedo de Cavaleiros e Mirandela. 
A reunião permitiu alinhar posições e aprofundar matérias de interesse comum, com destaque para a mobilidade, a cooperação transfronteiriça, a cultura e o desporto, bem como refletir sobre perspetivas de futuro partilhadas. Um encontro que, sobretudo, reforçou uma visão estratégica conjunta para este territórios de fronteira.

Traz outro amigo também…

O Museu da Memória Rural, em Vilarinho da Castanheira, acolhe no próximo dia 31 de janeiro de 2026, pelas 15 horas, a apresentação pública do número 8 da Revista Memória Rural, publicação de referência regional dedicada ao estudo, valorização e divulgação do património e da memória histórica das comunidades rurais.

Teatro, arte da respiração

Por: Ernesto Rodrigues
(Colaborador do "Memórias...e outras coisas...")


No ano em que me estreei em livro (Inconvencional, poesia, 1973), escrevi a primeira de onze peças, agora reunidas em Teatro (Lisboa, Edição do Autor, 2021, 572 páginas). Era o sonho de uma arte participada por todos, como se exigia para uma diferente respiração nacional, politicamente moribunda. A Pedra metaforizava a opressão desse tempo, na figura de polícia que vem prender jovem universitário rebelde, escrevendo peça com o mesmo título, enquanto pai emigrante sufoca, sem perspectivas de amanhã, sob o cinismo do regime. Voto colectivo, homens, mulheres e crianças abrem esta «penetragédia» (seja, quase tragédia, nas soluções corais), transformando um regresso de funeral em manifestação de protesto, em cujos cartazes se lê «Queremos respirar!».

Longe de mim pensar que, 47 anos depois, iria escrever Pandemia, em que a respiração tudo suspende, dos abraços à liberdade. Nestas cem páginas entre camilianas e detectivescas, adensa-se cada psicologia, e não sei se deva realçar oportunismos, as relações intrafamiliares, a construção de uma amizade, a abnegação e o bem morrer. Em off, um narrador enquadra as cenas: imagino projecção no cenário de quanto vemos diariamente nos ecrãs.

Entre estas duas peças, não deixei de questionar outros avanços – na estrutura do Poder, tantas vezes cruel e dissoluto, em que incluo conflitos interpessoais –, também da dramaturgia. Assim, Faca no Sol (1974) debruça-se sobre a construção de uma sociedade sem escravos, em que se arrisque a esperança. Escrita no pós-25 de Abril, troca, no final, o hieratismo do tom pela discussão solta entre os actores (já não as personagens) e o público.

O Golpe (1975) desenvolve A Pedra, no que tem de guerrilha efectiva a um governo de Direita autoritária bajulada pela sua Direita extrema. Quem manda, afinal? O desafio da liberdade, ainda num impasse, como nesse Verão Quente de esquerdas totalitárias e satélites, é compensado por quadros delirantes, validando o à-vontade de encenador imaginoso.

Duas personagens (e um empregado pouco falador) protagonizam Jardim (1977), que já publicara como conto em A Flor e a Morte (1983). O diálogo é a forma suprema de respiração: sem diálogo, asfixiamos. Tento por esta via, desde sempre, uma ficção facilmente adaptável à cena, e mais quando sabemos da dificuldade nacional em ‘falar naturalmente’. Mas deixando, por agora, o risco de contaminação entre géneros, direi da surpresa em ler aí a guerra entre genes masculinos e femininos, e como, em cada um de nós, se disputam, algo que deveria acalmar quem supinamente ignora fundamentos da genética.

Vinte e um anos depois, voltei à nossa condição de mortais: Acidente (1998-2000) começa por ser uma conversa sobre a actualidade entre dois mortos na morgue, cujos gavetões abrem e fecham, a par de existências comentadas por vivos, assim misturando memórias. O absurdo está na vida, nos vícios ou síndromes privados, como divertidamente mostro em Delírio (2015). Cada pausa anuncia uma explosão do sentido. Além de um teatro parco de meios e agentes – e as minhas personagens são mais indicações do que nomes próprios, capazes de desdobramentos, se um encenador quiser seguir esse guião –, junte-se boa disposição, além de um pé no quotidiano que nos afecta.

Diferente das cinco que antecedem e seguem, O Divino (2002) narra os últimos momentos de Almeida Garrett. Há restos de um conflito conjugal, de amores fugidos, da amizade reatada com Alexandre Herculano, eu sei lá! Conheço tão bem este autor, que preferi olhar ao homem, do qual, por vezes, me julgo companheiro. Ele é o nosso primeiro intelectual, cosmopolita por excelência, que sabe vestir bem, unindo coragem e génio brincado. Dá nome a praças, e à mais central de Bragança, que, todavia, não nos lembra. Espoliado da pátria, soube, também soldado, recuperá-la.

A mais longa, Sábado (2012-2013), assenta neste dia de reflexão, véspera do voto. Como ganhar uma eleição contra sondagens e evidências? Deve ligar-se a Doença (2016-2017), inaugurada com longo comício, em que um decrépito Pai da Pátria sobrevive à custa de sósias. Do jornalismo venal a um atentado gratuito, vale tudo, neste pântano e seus miasmas. À atenção, pois, de leitores e eleitores. Outra forma de sobrevivência, cínica e abjecta, é propor uma Guerra Civil (2019). Nesta trilogia, com micro-histórias onde, a par da denúncia, não deixo de exaltar valores, está a violência do nosso tempo, manipulador, em que se respira menos do que julgamos.

Deve a arte, entretanto, opor-se a qualquer veio de tirania; dizê-lo claramente em palco, a bem da nossa saúde.


Ernesto Rodrigues
(Torre de Dona Chama, 1956) é escritor e professor universitário.

MUDAM-SE OS TEMPOS; MUDAM-SE OS CONCEITOS

Por: Humberto Pinho da Silva 
(Colaborador do "Memórias...e outras coisas...")


 No mês de dezembro, mês húmido e sombrio, aproveitei os raros dias de céu lavado e, de amena temperatura, para almoçar num centro comercial.

Após suculento repasto, juntamente com minha mulher, percorri pausadamente vários estabelecimentos, e estaquei, por fim, numa livraria – das poucas que conseguiram sobreviver à falência da leitura.

Estava eu a ver as novidades livreiras, quando acidentalmente, escutei diálogo travado entre senhora, e jovem de pouco mais de doze anos, logo presumi que era sua filha.

- Preciso de comprar os "Maias" – disse a menina. O professor de português recomendou a leitura desse livro, que é próprio para a nossa idade.

Inclinando pudicamente os olhos, a mãe murmurou, quase segredando:

-Já o li. Parece incrível que menina da tua idade o leia. Como é possível, que professor diga – que esse livro é próprio para a tua idade!...

Tagarelando afetuosamente, encaminharam-se para a saída de mãos enlaçadas. A menina saltitava de contentamento, levando na mão o grosso volume.

O diálogo entre mãe e filha, fez-me lembrar o que Dona Emília Cabral, me contou, quase à puridade: a cena ocorrida entre a Marquesa do Ficalho e a nora, Dona Maria das Dores, neta (como ela,) de Eça de Queiroz.

Certa ocasião a Marquesa encontrou-a enterrada no macio sofá da biblioteca, lendo, sofregamente, livro do avô. Qual? Já não me recordo:

- “Menina! - Bradou irada a respeitada fidalga. Esse livro não é indicado para jovens da sua idade!...”

Devo revelar o leitor, se ainda não conhece, que o escritor não queria que os filhos, principalmente a Maria, lessem as suas obras.

A filha querida do grande estilista, só conheceu as obras do pai, em Portugal, em Tornes, com avançada idade!

Tive oportunidade de conhecer as netas do genial escritor, que me revelaram os escrúpulos de Dona Emília de Castro Pamplona (Resende), sentia quando tinha que abordar livros do marido.

No tempo do Eça, mesmo décadas depois da morte, a 16 de agosto de 1900, as meninas, mormente senhoras, consideradas da boa sociedade, eram bastante recatadas; e se o aguilhão da curiosidade as acicatasse a lerem livros do Eça, faziam no decoro do quarto. E nunca revelavam que as conheciam, porque o pejo não lhas permitia.

Agora, em plena liberdade, na decadência da civilização, as nossas donzelas: leem, conversam e debatem, temas mais apimentados, que as cenas escabrosas, descritas pelo romancista.

Não admira, portanto, que os professores as recomendem, até as incentivem, essas, e outras, moralmente mais reprováveis.

Não estamos no século XXI, onde tudo deve ser lido, provado e incentivado?

Não estamos num " Mundo em Chamas", interessante obra de Billy Graham ?


Humberto Pinho da Silva
nasceu em Vila Nova de Gaia, Portugal, a 13 de Novembro de 1944. Frequentou o liceu Alexandre Herculano e o ICP (actual, Instituto Superior de Contabilidade e Administração). Em 1964 publicou, no semanário diocesano de Bragança, o primeiro conto, apadrinhado pelo Prof. Doutor Videira Pires. Tem colaboração espalhada pela imprensa portuguesa, brasileira, alemã, argentina, canadiana e USA. Foi redactor do jornal: “NG” e é o coordenador do Blogue luso-brasileiro "PAZ".

Bragança Isabel Ferreira esclarece futuro da escola de Izeda

 A presidente da Câmara de Bragança, Isabel Ferreira, esclareceu esta sexta-feira que o encerramento da escola de Izeda “não é uma decisão consolidada e definitiva” mas uma situação a ser ponderada.


Em causa a intervenção na Assembleia Municipal desta quinta-feira, em que abordou o futuro daquela escola do concelho de Bragança.

“Quero esclarecer que nunca afirmei que a Escola de Izeda vai encerrar. O que referi na Assembleia Municipal foi que estamos perante uma situação de declínio demográfico muito acentuado, com um número de alunos extremamente reduzido, o que levanta sérias preocupações do ponto de vista pedagógico. O que está em causa não é uma decisão consolidada e definitiva, mas sim a necessidade de avaliarmos, com responsabilidade, qual a melhor solução para os alunos: se permanecerem numa escola com poucos estudantes e limitada na diversidade de experiências educativas, ou se a eventual alternativa do transporte para Bragança poderá garantir melhores condições de aprendizagem e crescimento. Estamos a avaliar todos os cenários, sempre com o foco exclusivo no superior interesse das crianças e das famílias”, sublinhou a autarca brigantina em declarações ao Mensageiro de Bragança.

Isabel Ferreira diz que “importa também recordar que, em executivos anteriores, foi perdida a oportunidade de precaver a situação complexa que hoje existe, possivelmente em articulação com o Município vizinho de Macedo de Cavaleiros, o que poderia ter permitido atrair alunos de freguesias próximas”.

“Atualmente, com a transferência de competências na área da educação para os municípios e com um envelope financeiro diretamente associado ao número de alunos, essa possibilidade deixou de ser viável”, frisou.

Isabel Ferreira esclarece que a situação está a ser avaliada e que, havendo um encerramento, “não será no imediato”.

“Neste momento, estamos a trabalhar em estreita articulação com o Agrupamento de Escolas Abade de Baçal, analisando dados, projeções e impactos pedagógicos, antes de qualquer decisão. Reforço, por isso, que não existe motivo para qualquer alarmismo, pois é falsa a informação de decisão de encerramento da Escola de Izeda no imediato. Estamos, com transparência, num processo de avaliação séria, responsável e ponderada. A situação é difícil, exige diálogo, bom senso e uma preocupação permanente com o bem-estar e o futuro das crianças”, concluiu.

AGR

Festas de Inverno – Entrudo de Santulhão

 A tradição, a cultura e a alegria voltam a aquecer o inverno em Santulhão de 14 a 17 de fevereiro! As Festas de Inverno – Entrudo de Santulhão são uma celebração única que combina história, música, gastronomia e folia popular, reunindo toda a comunidade e visitantes num ambiente de festa e convívio.
Durante o evento, poderá desfrutar de atividades para todas as idades: desfiles, bailes, concertos, jogos tradicionais e workshops culturais que preservam e promovem o rico património local. Não faltará ainda a oportunidade de saborear os sabores típicos da região, com produtos locais e especialidades gastronómicas que aquecem corpo e alma.

O Entrudo de Santulhão é mais do que uma festa – é uma tradição que reforça a identidade do nosso povo, mantendo viva a história e os costumes que nos unem. Venha celebrar connosco, deixar-se envolver pelo espírito da época e criar memórias inesquecíveis.

Botai cá!!!!

Touças homenageado pela FPAK por conquista do título nacional de Trial 4x4

 Flávio Gomes, conhecido no mundo do todo-o-terreno como Touças, e o seu navegador Cristiano Fernandes, foram distinguidos pela Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK) por se sagrarem campeões nacionais de Trial 4x4 na categoria Super Proto, a classe rainha da modalidade

Flávio Gomes, conhecido no mundo do todo-o-terreno como Touças, e o seu navegador Cristiano Fernandes, foram distinguidos pela Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK) por se sagrarem campeões nacionais de Trial 4x4 na categoria Super Proto, a classe rainha da modalidade.

Touças diz estar feliz com o reconhecimento. “Sabe sempre bem receber um prémio da federação, que é um objetivo de um piloto de competição, chegar à federação”.

O piloto adiantou que está ainda a equacionar participar, em 2027, na prova extrema de todo o terreno, a King of the Hammers, nos Estados Unidos.

Este ano o piloto garante que vai apenas como espectador mas para o ano essa hipótese esta em cima da mesa. “É uma das provas mais cobiçadas do mundo, onde estão aproximadamente 350 equipas na mesma categoria que a minha, fora motos e outras classes. É uma prova em que todos os pilotos querem participar. Estamos a estudar lá ir em 2027. Vamos ver o que acontece durante o ano”.

Para este ano o foco é o campeonato. “Estamos a estudar e a preparar o carro para ir, mas as verbas são tão poucas que não sei o que é que ainda vamos decidir. Só a partir do meio do mês de fevereiro é que decidimos. O ano passado foram 10 provas e gastaram-se aproximadamente 50 mil euros só para fazer as provas, sem contar com a logística que temos por trás de todo o nosso staff”.

Uma das provas do campeonato é disputada em Bragança, durante a feira das cantarinhas, no início de maio. Para já a atenção está toda na primeira prova do ano que acontece já em Março, na cidade de Valongo.

Foto: Ricardo Castro
Jornalista: Cindy Tomé

Município de Bragança obrigado a devolver milhões de euros de fundos Europeus

 Isabel Ferreira revelou que desde que tomou posse já recebeu duas revogações de projetos do Portugal 2020


O Município de Bragança terá de devolver “milhões de euros” aos fundos Europeus, adiantou ontem, a autarca Isabel Ferreira.

"Desde que tomámos posse já recebi duas revogações de projetos do Portugal 2020. Dinheiro que vamos ter que devolver, milhões de euros. Falo da Zona Industrial das Cantarias e falo da vertente dos conteúdos do Museu da Língua Portuguesa. Por isso, Senhora Deputada Isabel Ribeiro, não vale a pena falar da diminuição de investimento de 15% deste orçamento. É irrelevante, porque o que nós temos que olhar e considerar é a taxa de execução do orçamento anterior, que é vergonhosa", frisou. 

Para Isabel Ferreira não só houve “falta de concretização” por parte dos anteriores executivos como também fizeram uma “baixa e má execução de fundos europeus”.

“Nós encontramos um estado de degradação global dos edifícios municipais. Segundo, a falta de concretização. Por isso não é justo que falem num orçamento de continuidade. Os mesmos projetos foram  sendo anunciados há oito, há doze anos. E em terceiro lugar, o que temos é uma total incapacidade de executar o orçamento, revelada por uma taxa de execução da PPI de 11,83%, mas ainda é mais grave do que isto, meus senhores e minhas senhoras. Não é só uma baixa execução de fundos europeus, é uma má execução de fundos europeus”, disse.

Os valores em questão estão relacionados com o Museu da Língua Portuguesa, que se encontra em “análise rigorosa” técnica e financeira, após sucessivos atrasos de construção. A obra apresenta uma taxa de execução de cerca de 30%. Isabel Ferreira já admitiu que o projeto poderá ir a um quarto concurso público.

Outro dos valores que deverá ser devolvido está relacionado com a zona industrial das cantarias, cuja ampliação está sob investigação da Procuradoria Europeia. Em causa está uma suspeita de fraude por utilização indevida de fundos comunitários.

As declarações foram feitas por Isabel Ferreira, ontem, durante uma intervenção na assembleia municipal, onde foi aprovado o orçamento de 60 milhões de euros, com 29 votos a favor e 47 abstenções.

Escrito por Rádio Brigantia. 
Jornalista: Cindy Tomé

Bragança - Praça da Sé - Anos 50/60

Bragança - Avª João da Cruz - Anos 50/60

Filandorra celebra 40 anos de atividade

 A companhia de Teatro Filandorra celebra 40 anos de “atividade e resiliência” na região de Trás-os-Montes, com uma programação que inclui, em dezembro, a estreia, na concatedral de Mirando do Douro, de “O Menino Jesus da Cartolinha”, de Vergílio Alberto Vieira, falado em mirandês.


O diretor da companhia sediada em Vila Real, David Carvalho, indicou que nestes 40 anos de atividade e resiliência, a Filandorra produziu cerca de 100 produções, cinco mil espetáculos e perto de um milhão de espetadores.

O responsável fala num “reportório universal, nacional e local” e de palcos que se estendem de Trás-os-Montes à capital Lisboa, mas também ao Porto, Setúbal, festivais nacionais, e países como França, Alemanha e Espanha.

As comemorações têm início com a estreia, esta noite, no Teatro de Vila Real, da peça “Um pedido de casamento”, de Anton Tchekhov, mas segundo David Carvalho, ao longo de 2026 a companhia vai realizar ainda as iniciativas Teatro e Comunidade, com os casamentos do carnaval em Murça, o enterro do entrudo em Vilarandelo (Valpaços), mil diabos à solta em Vinhais.

Prevê ainda estrear, em fevereiro, “O Urso”, de Anton Tchekhov, em Vila Flor, e depois, no Dia Mundial do Teatro, em 27 de março, “O Morgado de Fafe Amoroso”, de Camilo Castelo Branco, em Fafe, associando-se às comemorações dos 200 anos deste escritor português.

Em abril, a Filandorra realiza a iniciativa “Memoriar Abril” a partir das montanhas, numa homenagem a António Borges Coelho, que acontece em Murça, e, nos meses a seguir, há um “Encontro na praça”, em Vila Real, e a estreia de “As Bacantes”, de Eurípides.

Em setembro, a companhia associa-se ao Congresso de Medicina Popular de Vilar de Perdizes, em Montalegre. Depois realiza o congresso nacional “O Teatro no interior”, coordenado por Marcelino Lopes, e promove a exposição “Quarenta Anos – memórias e imagens”.

Em dezembro, acontece a estreia, na concatedral de Mirando do Douro, de “O Menino Jesus da Cartolinha”, de Vergílio Alberto Vieira, que é falado em mirandês.

A vereadora do pelouro da Cultura da Câmara de Vila Real, Mara Minhava, enalteceu as “quatro décadas de muito trabalho, sobretudo quatro décadas de muita resiliência” da companhia.

“E também quatro décadas de um grande comprometimento com o território”, realçou, destacando ainda o trabalho da Filandorra nas aldeias e o cuidado de, paralelamente, “investir na criação” e demonstrar que “também é possível fazer teatro a partir do interior”.

Sucedendo ao TET (Teatro de Ensaio Transmontano), extinto em 1984, a Filandorra nasceu em 1986, integrando o então Centro Cultural Regional de Vila Real, vindo a autonomizar-se desta instituição a partir de janeiro de 1992.

🥾 𝐂𝐚𝐦𝐢𝐧𝐡𝐚𝐝𝐚 𝐈𝐧𝐭𝐞𝐫𝐩𝐫𝐞𝐭𝐚𝐭𝐢𝐯𝐚 𝐚𝐨 𝐀𝐛𝐫𝐢𝐠𝐨 𝐝𝐚 𝐒𝐨𝐥𝐡𝐚𝐩𝐚

 No próximo dia 7 de fevereiro, convidamo-lo a calçar as botas e a descobrir os segredos do Abrigo da Solhapa, em Duas Igrejas. Venha daí nesta caminhada interpretativa onde a natureza e o património se encontram!

Ponto de Encontro: Junta de Freguesia de Duas Igrejas 🕘 Hora: 09h00 
Distância: Aprox. 7 km (ida e volta) 

Extra: A Junta de Freguesia de Duas Igrejas oferece um reforço alimentar à chegada para repor as energias!

Inscrições Obrigatórias: Até dia 5 de fevereiro através do email: cultura@cm-mdouro.pt

Não perca esta oportunidade de conhecer melhor o nosso território. Participe!

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE MIRANDA DO DOURO REÚNE PARA REFORÇAR ESTRATÉGIAS DE INCLUSÃO SOCIAL

 No âmbito do Programa Rede Social, realizou-se ontem (29) a reunião do Plenário do Conselho Local de Ação Social (CLAS) da Rede Social de Miranda do Douro, um momento de trabalho conjunto dedicado à reflexão e planeamento de políticas sociais no concelho.


Durante a sessão, estiveram em destaque vários temas ligados à inclusão e coesão social, com particular enfoque na execução do Programa CLDS 5G Miranda – Un Cunceilho Cumbida. Foram igualmente analisadas as ações desenvolvidas no âmbito do Balcão da Inclusão, nomeadamente através das unidades móveis, bem como as respostas de emergência social atualmente disponíveis para apoiar situações de maior vulnerabilidade.

A reunião abordou ainda projetos de inovação social em curso e futuras iniciativas, tendo sido dado especial relevo ao início da preparação do Plano de Ação para 2026, documento estratégico que irá orientar a intervenção social no território nos próximos anos.

A Câmara Municipal de Miranda do Douro reafirmou, neste encontro, o seu compromisso com o trabalho em rede, sublinhando a importância da articulação entre entidades locais para o reforço da coesão social e para a promoção de melhores condições de vida para a população do concelho.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

São esperadas milhares de pessoas na 28.ª Feira da Caça e do Turismo em Macedo de Cavaleiros

 Já abriram portas da 28.ª Feira da Caça e do Turismo e a 30.ª Festa dos Caçadores do Norte, certame que decorre até domingo, em Macedo de Cavaleiros.


O evento pretende afirmar-se, cada vez mais, como a “capital da caça maior” no panorama nacional, ibérico e também internacional.

Esta quinta-feira realizou-se a primeira montaria ao javali, na localidade de Limãos, que contou com cerca de 170 caçadores, como explica o presidente da Federação das Associações de Caçadores da 1ª Região Cinegética, João Alves:

Ao longo do evento estão previstas três montarias, com as inscrições esgotadas, num total de cerca de 800 caçadores, provenientes de Espanha, França, Luxemburgo, Suíça e de várias regiões de Portugal, sobretudo do Norte do país. São mais 100 inscritos do que na edição do ano passado.

Em termos económicos, é esperado um retorno entre 3 e 5 milhões de euros, de forma direta e indireta. São também esperados milhares de visitantes, com o alojamento esgotado no concelho e em vários concelhos vizinhos.

Os expositores voltam a marcar presença por considerarem a feira uma aposta ganha. É o caso de David Trovisco, proprietário de uma loja dedicada à venda de material para a prática da caça, que participa desde as primeiras edições e mantém boas expectativas de vendas:

Também Liliana Araújo, que comercializa artigos de vestuário e participa desde o início do certame, aponta para perspetivas positivas ao nível das vendas:

A participar pela primeira vez na Feira da Caça está Nuno Guilherme, que trouxe produtos endógenos da Serra da Estrela, como refere:

A edição deste ano conta com cerca de 200 expositores de diversas áreas, desde artigos de caça, produtos alimentares, vestuário, serviços institucionais e artesanato, entre outros.

A prova de Santo Huberto e a largada de perdizes foram canceladas por indicação da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), devido à situação de gripe aviária.

Hoje decorre ainda o 6.º Seminário de Turismo, dedicado às Estações Náuticas em Águas do Interior, com foco na análise de oportunidades associadas a esta valência do território, nomeadamente a Estação Náutica do Azibo.

O programa é vasto e inclui inúmeras iniciativas ligadas ao setor cinegético, como montarias, espetáculos equestres, corridas de galgos, provas de beleza canina, entre outras atividades.

É também neste certame que decorrem a 17.ª Copa Ibérica de Cetraria e o 18.º Troféu Interpaíses Santo Ambrósio, duas competições internacionais que atraem participantes de vários países, sobretudo de Espanha.

Paralelamente, realizam-se showcookings, caminhadas por rotas e trilhos, raid turístico, trial todo-o-terreno, animação cultural e workshops.

Na vertente musical, o cartaz destaca grupos transmontanos e locais, como Batucada, Ambria Ardena, bem como os DJ’s Correia, Djane Percy, Activate, Fucking Bastards, Simanka e Fyssas.

A feira é oficialmente inaugurada hoje, às 18h30, pelo Ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes.

Maria João Canadas