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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

BIBLIOTECA MUNICIPAL DE TORRE DE MONCORVO ACOLHE APRESENTAÇÃO DE “SERÕES D’ALÉM DOURO”

 A Biblioteca Municipal de Torre de Moncorvo será palco, no dia 24 de janeiro, às 15h00, da apresentação do livro “Serões D’Além Douro”, da autoria de Carlos Carvalheira, com ilustrações de Beatriz Morais Santos e Rui Roseiro.


Natural de Trancoso, Carlos Carvalheira mantém uma relação próxima com o concelho de Torre de Moncorvo, em particular com a freguesia de Castedo, ligação que se reflete na sua produção literária. Licenciado em Direito, o autor possui ainda uma Pós-Graduação em Direito Europeu e o Diploma Superior de Estudos Franceses.

Ao longo do seu percurso, Carvalheira tem colaborado regularmente com jornais, revistas, coletâneas e antologias, afirmando-se como uma voz consistente no panorama literário nacional. É autor de uma vasta obra de ficção, da qual se destacam títulos como O Menino-Rei, Contos do Vale da Promissão, O Messias, Os Confins do Éden, A Ira do Pelicano, Caminhos do Vento, Os Girassóis de Kiev, O Último Duque, Lendas do Planalto, Auto dos Condenados (teatro) e Vidas Judaicas.

A sessão de apresentação de “Serões D’Além Douro” constitui uma oportunidade para o público conhecer de perto o autor e a sua mais recente obra, num encontro que celebra a literatura, a memória e a identidade cultural da região. A entrada é livre.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

PROJETO SIAMESE ARRANCA EM MIRANDELA COM FOCO NO AMENDOAL SUSTENTÁVEL

 O Projeto SIAMESE iniciou oficialmente a 22 de janeiro, em Mirandela, numa reunião realizada na CCDR Norte, juntando vários parceiros científicos e institucionais empenhados em promover um amendoal mais sustentável e competitivo. A iniciativa é liderada pela Deifil e conta com a participação do MORE Colab, do Instituto Politécnico de Bragança, do CNCFS e da CCDR Norte.


O projeto recorre a ferramentas biotecnológicas para valorizar variedades tradicionais portuguesas de amendoeira, conhecidas pela sua qualidade, mas atualmente pouco presentes no mercado. Entre os objetivos estão a produção de plantas certificadas, com elevado desempenho agronómico, e o desenvolvimento de um bioestimulante específico para o amendoal português, contribuindo para uma produção mais eficiente e com menor impacto ambiental.
Jornalista: Vitória Botelho
foto: DR

De 5 a 8 de Fevereiro, Vinhais volta a ser a Capital do Fumeiro, com a 46ª Feira do Fumeiro. Fumeiro certificado, tasquinhas, espaço gourmet, artesanato e muita animação, tudo no mesmo lugar.

 Marque na agenda, traga a família e venha provar o que faz desta feira uma das mais emblemáticas de Portugal.

... quase poema... ou quase da neve

Por: Fernando Calado
(Colaborador do Memórias...e outras coisas...)


 A neve cai a medo… pouquinha… noite velha…. Fica a novidade da neve antiquíssima cheia de memórias… os vizinhos saem à rua no esplendor da velha samarra que agasalhou tantos invernos… o rebanho não saiu de casa durante uma semana noutros nevões ancestrais… e o avô era tão valente… homem de neve …. homem de pedra… invernias longas… pão duro… memórias… dolorosas… e as abelhas não têm que comer… e o neto gosta tanto de mel….

… os lobos uivam no longo serro… branco… os pobres não chegam ao povoado… e as capelas alvejam nos montes, refúgio das memórias e dos mendigos…

… noite branca… a Candidinha costureira de novo regressará neste inverno… alma penada… pneumónica… secou… noutros nevões de fome e solidão…

… aldeia branca… meu pai ponha mais lenha no lume!… sorrias como quem se ri do inverno… e acautelou o nevão na fartura da lenha seca… neva... beijo de mãe miraculosa... torrada de azeite.

… silenciou-se a aldeia… coração branco… onde se agasalham tantas memórias brancas como a neve… tantas memórias negras como o centeio… pão nosso de cada dia… bendito seja o teu ventre… coração de mãe… terra branca… terra de pão… terra de gente...


Fernando Calado
nasceu em 1951, em Milhão, Bragança. É licenciado em Filosofia pela Universidade do Porto e foi professor de Filosofia na Escola Secundária Abade de Baçal em Bragança. Curriculares do doutoramento na Universidade de Valladolid. Foi ainda professor na Escola Superior de Saúde de Bragança e no Instituto Jean Piaget de Macedo de Cavaleiros. Exerceu os cargos de Delegado dos Assuntos Consulares, Coordenador do Centro da Área Educativa e de Diretor do Centro de Formação Profissional do IEFP em Bragança. 
Publicou com assiduidade artigos de opinião e literários em vários Jornais. Foi diretor da revista cultural e etnográfica “Amigos de Bragança”.

Festa dos Caçadores e Feira da Caça regressam a Macedo de Cavaleiros entre 29 de janeiro e 1 de fevereiro

 Montarias e seminários sobre turismo vão animar o concelho Macedense


Entre 29 de janeiro e 1 de fevereiro, Macedo de Cavaleiros recebe a 30.ª Festa dos Caçadores do Norte e a XVIII Feira da Caça e Turismo, que conta com cerca de 200 expositores.

São esperados cerca de 800 caçadores, número que poderá ainda aumentar, muitos dos quais acompanhados pelas famílias, o que, segundo o presidente da câmara, Sérgio Borges, tem um impacto muito positivo para o concelho.

A feira conta com uma aposta reforçada na qualidade da experiência oferecida a visitantes e participantes. Com um orçamento de cerca de 280 mil euros, o maior de sempre, o certame introduz animação noturna, com dj’s após o encerramento da feira.

“Na Feira da Caça nunca houve artistas e grupos a tocar e estamos a tentar virar aqui um bocadinho e aproveitar ainda mais, prolongar a estadia de quem nos visita no concelho. A ideia, por assim dizer, é haver um maior retorno deste investimento da parte do município, haver um maior retorno para o concelho. Obviamente que, havendo mais visitantes, seja na parte da caça, seja na parte do turismo, ganhamos todos”, frisou.

Ontem, na apresentação da feira, João Alves, presidente da Federação das Associações de Caçadores da 1.ª Região Cinegética, referiu que a proliferação do lobo ibérico tem provocado uma diminuição significativa de espécies e que é urgente defender a caça como se defende este animal.

“O lobo tem proliferado muito. Neste momento é um dos grandes problemas que temos, a nível do curso essencialmente, mas também dos javalis. Os cursos diminuíram de uma forma muito drástica na nossa região desde que o lobo começou a proliferar. Ainda há dias, numa montaria, vimos quatro lobos e na zona onde havia os lobos não havia javalis. A própria caça tem necessidade depois de se defender, e, por exemplo, uma coisa que temos verificado é que em muitas manchas há uma grande concentração de javalis, quando os primeiros eram mais dispersos, e neste momento há muita concentração em algumas zonas. O Estado não faz nada pela caça, e depois faz pelo lobo, não me parece correto, não me parece justo.”

Alertando para a situação da caça menor, João Alves deixou ainda um apelo ao Governo.

“A nível das associações, nós fazemos o que podemos, mas não é muito, porque somos muito penalizados com taxas que são caras e, havendo os caçadores com grande desânimo, muitos desistem e não pagam as cotas para as associações poderem pagar essas taxas e o Estado, nesse sentido, não tem feito absolutamente nada para nos ajudar, antes pelo contrário. Nós estamos cientes de que temos que alertar o Estado para o benefício de existirem caçadores, de existir a caça”, frisou.

O programa inclui três montarias ao javali, uma prova de Santo Huberto, corrida de galgos, a XVIII Copa Ibérica de Cetraria, largada de perdizes, espetáculo equestre, raid turístico, animação musical e ainda o V Seminário sobre Turismo, este ano dedicado às Estações Náuticas em Águas do Interior.

Escrito por Rádio Brigantia.
Jornalista: Carina Alves

Miranda do Douro recebe a VII edição do Encontro de Cinema Ambiental e Rural

 O encontro tem sido realizado no Planalto Mirandês, mas prevê-se que em edições futuras percorra o distrito de Bragança.


Começa hoje a sétima edição do Encontro de Cinema Ambiental e Rural. São dois dias dedicados ao cinema que pensa a relação entre o ser humano, a terra e os caminhos que se podem escolher para o futuro. As sessões terão lugar no Miniauditório de Miranda do Douro.

Rui Oliveira, da organização, destaca que a programação é composta por filmes sobre os animais e a paisagem, as viagens interiores e exteriores que atravessam territórios e culturas. Mas também as práticas agroecológicas como resposta aos desafios ambientais e sociais do mundo contemporâneo.

“São dois dias de cinema, para parar um pouco, pensar na nossa relação com a terra, com o mundo rural, com o futuro, sempre ocupados com esta programação que faça sentido ao território. No dia 23, vamos começar com uma sessão às 18h com o documentário nacional Agroecologia em Movimento, que mostra que há outras formas de produzir alimentos, mais justas, mais locais, mais sustentáveis.

Às 21h, vamos exibir o Sirât, que é uma história do pai e um filho numa viagem por paisagens extremas no sul de Marrocos. Um filme onde a paisagem assume um papel muito importante. Vamos encerrar com um filme mais antigo, "EO" que acompanha o percurso de um burro por diferentes paisagens. É um filme que nos leva a pensar na empatia, na liberdade, na forma como tratamos os outros seres vivos”, explicou.

Destaca que há cada vez mais gente a aderir ao encontro. “Cada edição que fazemos, notamos um maior envolvimento da população, também fazemos por isso, mas sim, contamos continuar com o encontro cinema e cada vez com mais adesão e com mais atividade.”

O encontro tem sido realizado no Planalto Mirandês, mas prevê-se que em edições futuras percorra o distrito de Bragança.

O encontro começa hoje e conta com filmes que questionam a forma como se habita o rural, como se cuida da natureza e como se constroem comunidades mais conscientes e sustentáveis.

A VII edição do Encontro de Cinema Ambiental e Rural, realizada em parceria com a Direção Regional da Cultura do Norte, é organizada pela Associação para o Estudo e Proteção do Gado Asinino e Associartecine. Conta ainda com o apoio do programa Norte Pontual, do Instituto Português do Desporto e da Juventude, do Município de Miranda do Douro e da Palombar - Conservação da Natureza e do Património Rural.

Escrito por Rádio Brigantia.
Foto: CineCartaz
Jornalista: Carina Alves

𝐎 𝐊𝐈𝐓 𝐝𝐨 𝐅𝐞𝐬𝐭𝐢𝐯𝐚𝐥 𝐝𝐨 𝐑𝐚𝐧𝐜𝐡𝐨 𝐝𝐞 𝐌𝐢𝐫𝐚𝐧𝐝𝐞𝐥𝐚 𝟐𝟎𝟐𝟔 𝐣𝐚́ 𝐬𝐞 𝐞𝐧𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐚 𝐚̀ 𝐯𝐞𝐧𝐝𝐚!

 No dia 31 de janeiro de 2026, o Mercado Municipal volta a ser o ponto de encontro do Festival Gastronómico do Rancho. Serão 35 restaurantes do concelho a confecionar este prato identitário.

O kit exclusivo de 2026 pode ser adquirido nos locais habituais:

➡  Mercado Municipal / ACIM (antiga loja do Sapateiro da Alegria)
➡  Centro Cultural de Mirandela
➡  Ecoteca de Mirandela 
➡  Museu da Oliveira e do Azeite 

O Kit 2026 inclui malga, colher, caneca e senhas de pão e vinho.

Preço: 7,50 €

Galhofa enaltece a tradição, cultura e desporto em Arcas nos dias 24 e 25 de janeiro

 A freguesia de Arcas, no concelho de Macedo de Cavaleiros, prepara-se para viver mais uma edição da Galhofa, um evento que celebra o Solstício de Inverno e que decorre no próximo fim-de-semana, 24 e 25 de janeiro. A iniciativa afirma-se como um momento de identidade, encontro comunitário e valorização das tradições locais.


O presidente da Junta de Freguesia de Arcas, Mickael Silva, sublinha a importância do evento para a aldeia, destacando a promoção dos Caretos e dos produtos da terra:

O programa desta terceira edição arranca no sábado com uma forte componente cultural. Ao longo do dia haverá raid fotográfico, abertura do mercado de artesanato e produtos locais e, durante a tarde, o desfile de caretos e mascarados, com a participação de grupos de vários pontos do país e também de Espanha. À noite, o convívio continua com jantar comunitário, a tradicional queimada e animação musical.

No domingo, a Galhofa assume um cariz mais desportivo, com o Galhofa Trail de 12 quilómetros e uma caminhada de 6 quilómetros, ambas com inscrições esgotadas e mais de duas centenas de participantes esperados. Seguem-se o almoço convívio, a entrega de prémios e a animação musical durante a tarde.

Segundo Mickael Silva, um dos grandes objetivos da Galhofa é reforçar a identidade própria dos Caretos de Arcas:

A vertente económica também assume um papel relevante, com a presença de produtores locais e regionais no mercado de artesanato e produtos da terra, onde não faltam enchidos, a rosca das Arcas, doçaria tradicional e outros sabores da aldeia.

As expectativas da organização são elevadas, numa edição que regista maior adesão do que no ano anterior:

Durante dois dias, Arcas volta assim a afirmar-se como palco de tradição, convívio e celebração do ciclo da natureza, mantendo viva a herança dos Caretos do Solstício de Inverno e abrindo as portas a quem quiser responder ao chamamento da Galhofa.

Cátia Barreira

O 𝐗𝐕𝐈𝐈 𝐑𝐚𝐢𝐝 𝐓𝐮𝐫𝐢́𝐬𝐭𝐢𝐜𝐨 𝐝𝐚 𝐅𝐞𝐢𝐫𝐚 𝐝𝐚 𝐂𝐚𝐜̧𝐚 decorre a 𝟏 𝐝𝐞 𝐟𝐞𝐯𝐞𝐫𝐞𝐢𝐫𝐨

 No âmbito da XXVIII Feira da Caça e Turismo e da XXX Festa dos Caçadores do Norte, e promete voltar a marcar pela diferença.
Mais do que um simples percurso, este raid é uma verdadeira experiência de descoberta, onde os participantes têm a oportunidade 𝐝𝐞 𝐩𝐞𝐫𝐜𝐨𝐫𝐫𝐞𝐫 𝐭𝐫𝐢𝐥𝐡𝐨𝐬 𝐮́𝐧𝐢𝐜𝐨𝐬 𝐞 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐞𝐦𝐩𝐥𝐚𝐫 𝐚𝐬 𝐩𝐚𝐢𝐬𝐚𝐠𝐞𝐧𝐬 𝐝𝐞𝐬𝐥𝐮𝐦𝐛𝐫𝐚𝐧𝐭𝐞𝐬 𝐝𝐨 𝐧𝐨𝐬𝐬𝐨 𝐜𝐨𝐧𝐜𝐞𝐥𝐡𝐨, num ambiente de convívio e aventura.

A emoção cresce ao longo do dia e culmina no grande momento da tarde: o 𝐓𝐫𝐢𝐚𝐥 no Parque Municipal de Exposições, um espetáculo imperdível que junta adrenalina e muita animação.

Inscrições AQUI.

OS FIDALGOS - QUINTELA DE LAMPAÇAS

Família Borges Rebelos

 De um manuscrito existente em Suçães, concelho de Mirandela, em casa da família Pavão, hoje representante dos Borges Rebelos, de Quintela de Lampaças, copiamos o seguinte:
«1º – D. ANTONIA BORGES REBELLO D’ATAHIDE VASCONCELLOS, senhora dos morgados do Corpo Santo de Lisboa e de Quintella (viuva de Antonio Caetano de Sousa Pavão, fidalgo da Casa Real e commendador da Ordem de Christo, mãe de Francisco de Sousa Rebello Pavão, senhor dos morgados de Santo Amaro, de Parada, Sucçães e Mascarenhas, e dos do Corpo Santo de Lisboa e Quintella».
Filha de
2º – JÓSÉ CARLOS BORGES REBELLO, de Quintella de Lampaças, senhor dos ditos morgados, (cazado com D. Anna Joaquina de Moraes Castro Sarmento, de Vinhaes, filha de Lourenço da Silva Sarmento e de D. Francisca de Moraes Castro Sarmento). Era capitão em 1809 bem como seu irmão Manuel de Jesus Borges Rebelo em 1825.
Filho de
3º – FRANCISCO IGNACIO BORGES REBELLO, 13º morgado do Corpo Santo de Lisboa e de Quintella (cazado com D. Marianna Josefa d’Atahide Vasconcellos e Colmieiro) (450). Era sargento mor de Bragança em 1759. Tinha tambem o apelido de Morais.
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(450) Num manuscrito pertencente aos Figueiredos de Bragança encontrei a seguinte notícia a propósito da família Pavão, de que trata: «Francisco lgnacio de Morais Rebelo [evidentemente o acima indicado] teve o habito de cavalleiro da Ordem de Christo, lançado no convento de Thomar, geral da Ordem, a 29 de Janeiro de 1747, por assim mandar a carta regia de 27 de Março de 1743».
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Filho de
4º ANTONIO DE MORAES REBELLO, 12º Senhor do morgado do Corpo Santo e 6º do de Quintella (cazado com sua sobrinha D. Brites Maria de Sá Moraes, filha de Fernando Pinto Bacellar, cavalleiro da Ordem de Christo e mestre de campo de auxiliares, e sua mulher D. Josefa de Moraes, irmã do commendador Domingos de Moraes Pimentel, fidalgo da caza real, filhos ambos de José de Moraes Madureira Pimentel, fidalgo da casa real, instituidor do morgado de S. Francisco, e o seu irmão o mestre de campo Domingos de Moraes Pimentel, commendador de Babe na Ordem de Christo; e é senhor dessa caza Francisco José de Moraes Pimentel, fidalgo da casa real, e descendem da mesma os filhos de Thomaz Aires Pereira de Castro, fidalgo da casa real, e os do governador de Chaves Francisco Xavier da Veiga Cabral, fidalgo da Casa Real, e o dito Fernando Pinto Bacellar era filho d’outro Fernando Pinto Bacellar, valoroso capitão de cavallaria nas Guerras de Acclamação, no qual falla o Conde da Ericeira, Monsieur Lacher nas historias d’aquella guerra, e de D.Maria Magdalena de Moraes Sarmento, filha e herdeira de Gonçalo de Moraes Sarmento, neta de Pedro de Moraes Sarmento, capitão de uma náu da armada da India, bisneta de Gonçalo de Moraes, o Velho, e de D. Anna Gomes Sarmento, dos quaes descendem tambem os senhores da villa do Bollo, e outros fidalgos em Galiza, e a dita D. Anna Gomes era irmã de Lopo Sarmento, alcaide mor de Bragança, filhos ambos de Jacome Luiz Sarmento, do qual descendem o desembargador Pedro de Moraes Sarmento, fidalgo da casa real, Thomé Ferreira de Moraes Sarmento, fidalgo da casa real, Miguel Vicente de Moraes Sarmento, fidalgo da casa real, Balthezar de Moraes Sarmento, fidalgo da casa real, Antonio Gomes Mena, fidalgo da casa real, Antonio d’Amaral Sarmento, fidalgo da casa real, general de... Francisco da Silva Barreto, fidalgo da casa real).
Filho de
5º – IGNACIO BORGES REBELLO, 11º senhor do morgado do Corpo Santo e 5º do de Quintella, casado com sua tia D.Maria de Moraes, irmã de José de Moraes (acima), filhos ambos de Francisco de Moraes Madureira Pimentel, irmão do morgado de Parada (de quem logo se tratará) e de D. Brites de Sá, filha de Gaspar Pinto Cardoso, senhor do morgado de S. Thiago, do qual descendem = Luiz Lazaro Pinto Cardoso, fidalgo da casa real, e os filhos de Antonio de Mesquita Pinto, moço fidalgo da casa real, e o coronel Francisco Xavier de Castro Moraes, fidalgo da casa real, os filhos do tenente coronel João de Moraes Castro Pimentel, fidalgo da casa real, Francisco Ferreira de Moraes, do Mogadouro, moço fidalgo da casa real.
E o dito Gaspar Pinto Cardoso era filho de Francisco de Sá Ferreira, e de D. Brites Pinto Cardoso, neto de Francisco de Moraes, o meia lingua, e de D.Maria de Sá, dos quaes tambem descendem João Ferreira Sarmento Pimentel, fidalgo da casa real, o tenente coronel Francisco José Sarmento, fidalgo da casa real, o sargento-mor José de Moraes Sarmento, fidalgo da casa real, Antonio de Moraes Sarmento, de Miranda, fidalgo da casa real.
6º – FELIPE BORGES REBELLO, 10º senhor do morgado do Corpo Santo e 4º do de Quintella, cazado com D. Marianna de Moraes Albuquerque, filha de Antonio de Moraes Madureira, fidalgo do solar de Parada, e senhor do mesmo solar, e das jugadas de Parada, S. Pedro, Grijó, Paredes e Coelhoso, e de sua mulher D. Aldonça d’Albuquerque, dos quaes foi bisneto o alcaide-mor de Bragança, Lazaro Jorge de Figueiredo Sarmento, fidalgo da Casa Real, e o dito Antonio de Moraes era filho de Alvaro de Moraes Madureira, senhor da casa do solar de Parada e das ditas jugadas e de sua mulher e prima co-irmã D. Anna de Moraes, neta de Antonio de Moraes Pimentel e de sua mulher D. Izabel de Moraes Madureira, filha herdeira de Alvaro Annes de Madureira Feijó, senhor da casa de Parada, e de D. Branca de Sousa, neta de Luiz Annes de Madureira, senhor da referida casa, bisneta de Alvaro Annes de Madureira, senhor de Villa Franca, Grijó e Valbemfeito, e de sua mulher D. Anna de Buiça Fajardo, instituidores do morgado da casa de Parada, o qual teve principio no anno de 1427 (451) por graça que impetrou do Papa Urbano 6º D. Lourenço da Cunha, arcebispo de Braga, primo-co-irmão dos instituidores, para secularisar e annexar as ditas jugadas ou bódos, que pertenciam á mitra de Braga e o dito Antonio de Moraes Pimentel era filho de Aleixo de Moraes Pimentel, fidalgo da casa del-rei D. João 3º, commendador na Ordem de Christo, creado da senhora infanta D. Maria; do qual, além de muitos já referidos, tambem descende o capitão Duarte Teixeira Chaves, fidalgo da Casa Real.
7º – GONÇALO BORGES REBELLO, 9º senhor do morgado do Corpo Santo, e 3º do de Quintella, cazado com D. Antonia Pereira Coutinho filha herdeira de Francisco Granado, segundo morgado de Quintella instituido pelo doutor Gaspar Gonçalves Granado, abbade de Quintella no anno de 1568 com capella e invocação de Santa Cruz.
8º – PEDRO BORGES REBELLO, 8º senhor do morgado do Corpo Santo; cazado com D. Maria Pinto Pereira, filha de João Pinto Pereira, alcaide-mor de Erveredo e sua mulher D. Izabel de Morais, irmã de Aleixo de Morais (acima) e filhos ambos de Pedro Martins de Moraes Pimentel, 12º padroeiro do capitulo de S. Francisco de Bragança, do qual foi bisneto (alem d’outros muitos) o grande Nuno Martins Botelho, governador da India, pae do 1º conde
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(451) SANCHES DE BAENA – O Arquivo Heráldico Genealógico, parte 1ª, p. 19, diz que foi em 1417.
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de S.Miguel. E do dito João Pinto Pereira descendem em Villa Real Francisco Pereira Pinto, fidalgo da Casa Real e os filhos d’André de Moraes Sarmento fidalgo da Casa Real, José Vaz de Mello e Sampaio, fidalgo da Casa Real, senhor de Ribalonga, os filhos de Bernardo Antonio da Silveira Pinto, fidalgo da Casa Real, os filhos de José Caetano Teixeira de Magalhaes e Lacerda, fidalgo da Casa Real; e era o dito João Pinto Pereira irmão de Francisco Vaz Pinto do qual descendem os senhores dos concelhos de Felgueiras, Vieira e Fermedo, os senhores da Teixeira e Sergudo, o Ex.mo Snr. Antonio Guedes Pereira, secretario d’estado, Cosme Damião, os senhores de Bairão João da Costa. . . . .
9º – PEDRO BORGES REBELLO, legitimo senhor do morgado do Corpo Santo. Sua mulher D. F.
10º – LOPO MARTINS BORGES (irmão de Antonio Borges de Moraes, pae de D Gonçalo de Moraes, bispo do Porto), casado com D.Maria Botelho, irmã de Rui d’Abreu Botelho, fidalgo da Casa Real, segundo senhor do morgado do Corpo Santo, o qual foi instituido por sua tia D. Maria de Rebello no anno de 1516. Era esta senhora então viuva de Diogo Fernandes Correia, fidalgo da Casa Real e cavalleiro da Ordem de Christo, alcaide-mor de Cochim, o qual serviu na Africa e na India a El-rei D. Manuel, o qual por doação de 1501, que existe na Torre do Tombo, a folhas 193 do livro da Estremadura, fez mercê ao dito Diogo Fernandes de um pedaço de praia, onde se edificarão duas ruas de casas á porta de Cáta que Farás, que são a substancia deste morgado do Corpo Santo com capella da invocação de Santa Anna na Collegiada da Conceição; e foi a dita doação del-rei D.Manuel confirmada por el-rei D. Sebastião dispensandu-a para sempre na lei mental, era tambem a dita D.Maria de Rebello irmã de Pedro Rebello, pae de Gaspar Rebello, escrivão da fazenda del-rei D. João 3º do qual e d’outros muitos que desta familia ficarão em Lisboa se ignorão cá os descendentes.
11º – ALVARO PIMENTEL BORGES, sua mulher D. Violante Vaz de Moraes irmã de Pedro Martins de Moraes (acima) filhos ambos de Alvaro Gil de Moraes Pimentel 11º padroeiro de S. Francisco de Bragança e de sua mulher D. Izabel de Valcarcel, filha de João Rodrigues de Valcarcel, irmã de D. Mayor de Valcarcel, condessa de Lemos, mae de D. Rodrigo Ozorio de Castro, conde de Lemos, grande de Hespanha; e o dito Alvaro Gil de Moraes era filho de Gil Affonso Pimentel e de sua mulher D. Leonor de Moraes filha herdeira de Gonçalo Rodrigues de Moraes, vassalo del-rei D. Affonso 5º, nono padroeiro do Capitulo de S. Francisco de Bragança, e chefe dos Moraes que descendia dos Machucas... filho de Gonçalo Rodrigues de Moraes que no anno de 1211 deu ao patriarcha S. Francisco uma sua capella de Santa Catharina e era para fundar o seu convento que foi o unico que o mesmo santo fundou neste reino; e por esse motivo ficarão os Moraes sendo padroeiros do tal capítulo, na forma que se continuou em seus descendentes, e o dito Gil Affonso Pimentel era filho de João Affonso Pimentel, e de D. Thereza Pacheco da caza dos Marques de Carvalho; neto de Martim Affonso Pimentel, (irmão de João Affonso Pimentel, primeiro Conde de Benavente e das casas mais florentes de Hespanha e de D. Ignez Vasques de MelIo, dos Mellos alcaides mores de Evora).
12º – LOPO MARTINS DE MEIRELLES fronteiro mor de Bragança e sua mulher D. F.
13º – ALVARO PIMENTEL DE MEIRELLES, e sua mulher D. Maria Borges, filha de Diogo Gonçalves Borges, senhor da Torre de Moncorvo».
Salvador, filho de Álvaro Borges e de D. Catarina Leite, nasceu em Macedo de Cavaleiros a 5 de Agosto de 1597.
Álvaro, irmão do precedente, nasceu em Macedo de Cavaleiros a 10 de Dezembro de 1598.
Não pudemos identificar a genealogia destes dois filhos de Álvaro Borges, que encontramos mencionados em documentos da família de que vimos tratando e da qual supomos seriam membros.
O actual representante dos Borges Rebelos é o Ex.mo Senhor Alberto de Sousa Ataíde Rebelo Pavão, a quem nos referimos em Parada de Infanções.

QUINTELA DE LAMPAÇAS – LISBOA
Morgadio do Corpo Santo

De José Cardoso Borges, Descrição Topográfica da Cidade de Bragança, notícia XI, Dos Morgados, § 22, fólio 310 (mihi), copiamos o seguinte:
«Morgado que se intitula do Corpo Santo em Lisboa, com capela de Santa Ana no Colegio da Conceição, que instituiu Maria de Rebelo, viuva de Diogo F. Correia, fidalgo da Casa Real em 12 de Abril de 1516.
É hoje [1721-1724] administrador Antonio de Morais Rebelo, que está despachado com o habito de Cristo, casou com D. Brites de Sá, filha de Fernão Pinto Bacelar, do habito de Cristo, mestre de campo de infantaria auxiliar e de D. Josefa de Morais, filha de José de Morais Madureira, fidalgo da Casa Real.
Filho de Inacio Borges Rebelo e de D. Maria de Morais, filha de Francisco de Morais Madureira e de D. Brites de Sá.
Neto de Filipe Borges Rebelo e de D.Mariana de Morais de Albuquerque, filha de Antonio de Morais Madureira, morgado de Parada e de D. Aldonça de Albuquerque.
Segundo neto de Gonçalo Borges Rebelo e de D. Antonia Pereira da Rocha, filha de Francisco Granado e de D. Antonia da Rocha, que sucedeu no morgado de Quintela, que em 1595 instituiu o licenciado Gaspar Gonçalves Granado, seu tio, abade do mesmo lugar de Quintela de Lampaças, destrito de Bragança.
Terceiro neto de Pedro Borges Rebelo e de D.Maria Pinto Pereira filha de João Pinto Pereira, fidalgo da Casa Real, alcaide-mor de Ervededo e de D. Izabel Pereira de Morais, que o foi de Pedro Alvares de Morais Pimentel, Solar dos Morais.
Quinto neto de Lopo Álvares Borges e de D.Maria Botelho, que sucedeu neste morgado por falecimento de seu irmão Rui de Abreu de Rebelo, fidalgo da casa do mestre de Santiago, que foi o primeiro administrador».
O actual representante dos morgados do Corpo Santo em Lisboa é o Ex.mo Senhor Alberto de Sousa Ataíde Rebelo Pavão, a quem nos referimos em Parada de Infanções – Família Pavão.
1º D. MARIA ANTÓNIA DA CONCEIÇÃO, natural de Quintela de Lampaças, filha «que ficou» de Francisco Inácio Borges Rebelo e de D.Mariana, professou em 1790 no convento de Santa Clara de Bragança (452).
2º D. ANA JOAQUINA MORAIS CASTRO SARMENTO, viúva, e seus filhos Manuel de Jesus Borges Rebelo, tenente de cavalaria nº 12 e D. Antónia Borges Rebelo, solteira, por escritura celebrada em 1820, a título de aumento de património, deram ao padre Lopo José Correia Borges Rebelo, todos de Quintela de Lampaças, certos bens e receberam em troca outros do padre, provavelmente filho da primeira outorgante (453).
3º JOSÉ CARLOS BORGES REBELO, tenente de cavalaria e sua mulher D. Ana, naturais de Quintela de Lampaças,obtiveram em 1803 licença para oratório particular nas suas casas de moradia (454).
4º D. MARTA MARGARIDA DE MELO MONTEROIO, solteira, residente em Quintela de Lampaças, concelho de Bragança, obteve em 1795 licença para oratório particular nas suas casas de moradia (455).
Era filha do alcaide-mor de Bragança, Lázaro Jorge de Figueiredo Sarmento.
Faleceu a 2 de Novembro de 1811 deixando por herdeiros seus sobrinhos:
André Jacinto, sargento-mor de milícias do terço de Miranda, Manuel Diogo de Melo e D.Maria Margarida, filha do primeiro(456).
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(452) Museu Regional de Bragança, maço Freiras de Santa Clara.
(453) Ibidem, Cartório Administrativo, livro 173, fol. 42 v., onde vem a respectiva escritura.
(454) Ibidem, maço Capelas.
(455) Museu Regional de Bragança, maço Capelas.
(456) Ibidem, Cartório Administrativo, livro 31, fol. 212 v.
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MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA

Marroneta i Carriço ne l nabal

Alfândega da Fé prepara as Burricadas para celebrar o Entrudo

 Alfândega da Fé volta a vestir-se de folia para celebrar as esperadas Burricadas 2026, um dos momentos altos do calendário cultural e popular do concelho. A festa, que integra as tradições carnavalescas locais, vai decorrer nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro, com um programa que promete envolver toda a comunidade e divertir os participantes. O burro é figura central.


A iniciativa arranca já no dia 13 de fevereiro, com a Noite do Coice, uma noite de animação nos bares e espaços públicos que dá o pontapé de saída às festividades. Este evento noturno é um momento de encontro entre amigos, onde o burro serve de inspiração para a sátira e para a crítica social.

No dia 15 de fevereiro, as ruas da vila ganham vida com o grande cortejo das Burricadas, onde desfilam carros alegóricos, grupos mascarados e foliões de todas as idades. A participação ativa das associações locais, instituições e participantes individuais faz deste cortejo um momento a não perder, que combina folia com referências às tradições rurais e à cultura transmontana.

O encerramento das festividades acontece no dia 17 de fevereiro, com a tradicional Queima do Entrudo, um ritual simbólico que marca o fim do tempo de Carnaval e a chegada da Quaresma. Esta cerimónia, carregada de simbolismo e memória coletiva, representa a purificação e o renascimento, numa mistura de festa e ritual que tem profundas raízes na tradição popular portuguesa.

As Burricadas afirmam-se assim como uma iniciativa ainda jovem, mas já muito acarinhada pela população local. Nesta segunda edição, a organização aposta novamente no envolvimento da comunidade, das associações e dos participantes locais, reforçando a celebração das tradições do Entrudo no concelho. O objetivo passa por consolidar o evento no calendário cultural da região, valorizando a identidade local e criando um momento de convívio que se pretende duradouro e marcante para futuras edições.

EXPOSIÇÃO “DESMASCARAR O MEDO” REVELA 20 ANOS DAS MÁSCARAS DE OUSILHÃO EM VINHAIS

 O Centro Cultural de Vinhais acolhe, de 24 de janeiro a 3 de maio de 2026, a exposição de fotografia “Desmascarar o Medo — 20 invernos entre o tempo das máscaras de Ousilhão”, da autoria do fotógrafo António Morais.


A mostra propõe uma viagem visual intensa por uma das tradições mais emblemáticas do Nordeste Transmontano, documentando duas décadas de rituais associados às máscaras de Ousilhão. Através da fotografia, o autor explora a força simbólica da máscara, do fogo e do ritual enquanto expressões de identidade coletiva, memória e resistência cultural.

O trabalho de António Morais destaca-se pelo olhar próximo e sensível sobre uma tradição ancestral que continua viva, cruzando passado e presente e afirmando a importância do património imaterial na construção da identidade local.

A inauguração está marcada para o dia 24 de janeiro, às 16h00, com entrada livre, convidando a comunidade e visitantes a descobrir ou revisitar uma prática cultural única do concelho de Vinhais.

Jornalista: Vitória Botelho
foto: DR

Assembleia Municipal de Macedo de Cavaleiros aprova atribuição da Medalha de Mérito Grau Ouro a António Cravo

 A Assembleia Municipal de Macedo de Cavaleiros aprovou, por unanimidade, a atribuição da Medalha de Mérito Grau Ouro, a António Cravo, nome pelo qual era amplamente conhecido.


A proposta foi apresentada em sessão pelo deputado Nuno Morais, do Partido Social Democrata, e mereceu o apoio unânime de todas as forças políticas representadas.

O presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, Sérgio Borges, destacou António Cravo como uma figura incontornável do concelho.

Também a vereadora da Ação Social, Cristina Pires, natural de Salselas, sublinhou que esta distinção representa uma honra não só para a freguesia, mas para toda a comunidade local.

Já Emanuel Nascimento, presidente da Junta de Freguesia de Salselas, enalteceu a atribuição da medalha como um justo reconhecimento pelo contributo decisivo de António Cravo para o impulso e valorização do Museu Rural de Salselas.

A proposta foi aprovada na sessão da Assembleia Municipal realizada no passado dia 29 de dezembro de 2025.

Recorde-se que António Cravo foi uma figura de referência nas áreas da cultura, da pesquisa e da investigação, a nível local, nacional e internacional. Teve um papel marcante na valorização da cultura transmontana, enquanto escritor e investigador, sendo autor de inúmeras obras. Entre elas destaca-se “Salselas, um ponto do mundo”, uma monografia publicada em 2017, com cerca de mil páginas, resultado de oito anos de investigação, que percorre a história do mundo a partir da história da aldeia onde nasceu.

António Cravo faleceu a 1 de junho de 2025, em Paris, aos 89 anos. O seu nome verdadeiro era Jaime António Gonçalves, tendo adotado o pseudónimo literário de António Cravo.

Maria João Canadas

Queijo de cabra não chega para a procura porque produção de leite baixou drasticamente

 A fraca produção de leite está a afetar a de queijo de cabra, que carece de matéria-prima, no Nordeste Transmontano.


O alerta partiu de João Silva, presidente da ANCRAS- Associação Nacional de Caprinicultores de Raça Serrana, sediada em Mirandela.

O queijo de cabra, fresco ou curado, é uma iguaria muito apreciada, mas está em risco por falta de leite.

João Silva revelou que em cerca de 150 associados, nesta altura do ano são menos de uma dezena os que estão a vender leite à cooperativa para a produção de queijo, um produto com muito boa aceitação no mercado nacional graças à qualidade.

“Há pouca produção na região. Isto cada vez está pior. Cada vez há menos cabras, menos produtores e o número de sócios também tem vindo a baixar”, explicou o responsável ao Mensageiro.

A ANCRAS tem atualmente uma queijaria com cerca de mil metros quadrados, em Mirandela, mas a sua capacidade de laboração fica muito aquém.

Glória Lopes

Dez concelhos do distrito não têm farmácia aberta em permanência 24 horas

 O concelho de Vila Flor dispõe atualmente de duas farmácias, ambas localizadas na vila, uma fecha às 20h00 e outras às 19h00. O centro de saúde de Vila Flor, bem como os da maioria dos concelhos do distrito, não tem serviço de urgência e encerram no período noturno a partir das 22h00, o que obriga os doentes a deslocar-se para unidades de saúde em Bragança, Mirandela ou Mogadouro.


Em Vila Flor o atendimento noturno é feito à chamada mediante um telefonema para a farmácia que estiver na escala de serviço. Esta é a realidade de mais 10 concelhos do distrito de Bragança. “Temos duas farmácias no concelho, uma é privada e a outra é da Santa Casa da Misericórdia de Vila Flor, e fica sempre uma de serviço 24 horas, mediante uma escala, durante o período noturno. Funcionam no período noturno, mas é evidentemente que é mediante receita médica, mas isso é natural. 

A partir de uma certa hora, faz-se o pedido através de um número de contacto. Se houver urgências os funcionários, que estão de plantão, vão aviar as receitas”, explicou o autarca de Vila Flor, Pedro Lima, também presidente da Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes.

Glória Lopes

Miguel Abrunhosa deverá liderar lista única à concelhia do PSD

 O antigo vereador da Câmara de Bragança, Miguel Abrunhosa, deverá liderar a única lista candidata à Comissão Política Concelhia de Bragança do Partido Social Democrata (PSD), nas eleições previstas para 28 de fevereiro, confirmou o Mensageiro junto de diversas fontes.


O atual presidente, Alex Rodrigues, que bateu Telmo Afonso nas eleições realizadas em setembro de 2024, não se vai recandidatar.

O próprio Telmo Afonso também recusou encabeçar uma lista pelo que Miguel Abrunhosa surge como uma solução de consenso nesta altura, após o partido ter perdido o poder na Câmara Municipal após 28 anos.

As eleições foram marcadas para 28 de fevereiro, assim como para a Distrital, na sequência de uma alteração aos estatutos do partido feita em 2025.

AGR

Governo cria estrutura de missão para salvaguarda e promoção da língua mirandesa

 O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, anunciou esta quinta-feira, após o Conselho de Ministros (CM), a criação da Estrutura de Missão para a Promoção e Valorização da Língua Mirandesa.


“No campo da cultura, anunciamos a criação de uma Estrutura de Missão para a Promoção e Valorização da Língua Mirandesa, procurando proteger o património e a diversidade cultural em Portugal”, disse o governante aos jornalistas, na conferência de imprensa que se seguiu à reunião do CM e que o Mensageiro acompanhou pelos canais oficiais.

No passado dia 05, o Movimento Cultural da Terra de Miranda (MCTM) apelava ao Governo para que tomasse uma posição urgente pela dinamização da Estrutura de Missão para a Promoção e Salvaguarda da Língua Mirandesa, para haver união em torno deste idioma.

Para o MCTM, era importante a criação efetiva deste organismo, a nomeação dos dirigentes e funcionários, e a promoção da sua entrada em funcionamento, depois de aprovada a resolução para a criação da estrutura, pelo Governo, no passado mês de março.

O MCTM recordava que, a par do português, o mirandês é uma língua legalmente reconhecida em Portugal, sendo património nacional e europeu.

Em 11 março do ano passado, o Governo aprovou em Conselho de Ministros uma primeira resolução para a criação da Estrutura de Missão para a Promoção e Valorização da Língua Mirandesa, que acabou por ser alterada devido à entrada de novos organismos nesta organização.

A resolução foi publicada em 18 de março de 2025, prevendo que esta estrutura tivesse sede em Miranda do Douro, com o objetivo de aplicar o Plano Estratégico para a Promoção da Língua Mirandesa, apoiar o ensino, difusão e produção cultural em mirandês, dispondo de uma dotação anual de 500 mil euros.

Dirigida por um comissário e dois subcomissários, a designar, esta estrutura deverá contar ainda com um Conselho Consultivo composto por representantes do Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais do Ministério da Cultura, Juventude e Desporto, da Direção-Geral da Educação, do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, da Câmara Municipal de Miranda do Douro, da Associaçon de la Lhéngua i Cultura Mirandesa, das faculdades de Letras das universidades de Coimbra e do Porto, do Instituto Politécnico de Bragança e do Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro.

O mirandês foi reconhecido oficialmente há 27 anos, através da lei 7/99, que fez desta língua a segunda oficial no país. Aprovada em 17 de setembro de 1998, esta lei entrou em vigor em 29 de janeiro de 1999, com a publicação em Diário da República.

Um estudo efetuado pela Universidade de Vigo, em 2023, alertou para a possibilidade de extinção da língua mirandesa, em redor do ano 2050.

Francisco Pinto

Estação das Artes de Mirandela recebeu mais de 5800 visitantes em 2025

 Espaço foi requalificado e aberto ao público tendo recebido pessoas de vários pontos do país e do mundo


A Estação das Artes, em Mirandela, que foi recentemente requalificada e aberta ao público, recebeu mais de 5800 visitantes ao longo do ano passado.

Segundo o presidente da câmara da Cidade, Vítor Correia, a antiga estação ferroviária, que abriu portas em setembro de 2024, afirma-se agora como um dos principais polos culturais do concelho, oferecendo à cidade um espaço patrimonial com novas valências culturais e artísticas. E Vítor Correia esclarece ainda que este é apenas o número de visitantes das exposições.

“Não estamos aqui a considerar os eventos que têm que ser aqui realizados, nomeadamente concertos. Tivemos também um evento de grande notoriedade, que é o Tenaz, onde passaram por aqui naquele fim de semana, provavelmente mais de 4 mil pessoas nos dois dias. É uma forma também de promover este mesmo edifício, que teve aqui um investimento na ordem dos 2 milhões e meio, e que agora o nosso grande desafio é efetivamente dar-lhe aqui vida, dar-lhe alma”, contou.

O autarca assinala ainda que a requalificação e abertura deste espaço é uma mais valia para o concelho.

“Quem o visita dá os parabéns, porque de facto o espaço, que estava a cair, foi bem recuperado, manteve a sua traça original, eu acho que foi muito bem conseguido e temos a certeza que foi o caminho certo e a decisão certa que tomamos, sem prejuízo de poderem vir e de se realizarem aqui outros eventos”, disse ainda.

Vítor Correia manifesta grande esperança que o comboio volte, brevemente, a passar ali.

O imóvel tinha vindo a degradar-se, sobretudo, desde a desativação da linha ferroviária entre Mirandela e Bragança, em 1991. A obra de requalificação terminou em 2024, num investimento do município de Mirandela, dois milhões e meio de euros, comparticipado em 85% por fundos comunitários do Norte 2020, que só foi possível realizar depois de, em 2019, a câmara e a Infraestruturas de Portugal terem celebrado um contrato de comodato que garante ao município o usufruto do edifício e terrenos envolventes por um período de 50 anos.

O equipamento acolhe ainda o Posto de Turismo de Mirandela.

Escrito por Brigantia.
Jornalista: Carina Alves

Concurso para segunda fase da estrada Vinhais - Bragança deverá ser lançado até março

 O investimento ultrapassa os 80 milhões de euros. A  obra deverá ficar concluída no final de 2028 ou início de 2029


O concurso público para a execução da segunda fase da estrada de Vinhais deverá ser lançado até março. A informação foi avançada à Agência Lusa pelo presidente da câmara de Vinhais, Luís Fernandes. Nesta segunda fases serão construídas duas variantes, de maneira a reduzir o tempo de viagem.

Segundo o autarca, a garantia foi dada pelo ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, durante uma reunião realizada esta semana.

A primeira fase, iniciada em outubro de 2024, incidiu sobretudo na correção de algumas curvas e na melhoria do traçado existente e já se encontra concluída.

A obra deve estar terminada no final de 2028 ou início de 2029. O investimento ultrapassa os 80 milhões de euros.

A ligação entre Vinhais e Bragança tem mais de 30 quilómetros, que demoram cerca de 40 minutos a ser percorridos.

Escrito por Rádio Brigantia.
Foto: Infraestruturas de Portugal
Jornalista: Carina Alves

Projeto “Melodias da Memória”- Memórias que ganham vida através da música

 A música tem o poder de nos transportar, de nos fazer viajar no tempo e de despertar memórias que vivem em nós.


O Centro Social e Recreativo de Espinhoso e o Centro Social e Paroquial de Rebordelo acolheram, ontem, o arranque do projeto “Melodias da Memória”, uma iniciativa do Município de Vinhais, que levará a música às IPSS do concelho com resposta social de Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI).

O projeto tem como objetivo geral proporcionar momentos de bem-estar emocional, estimulação cognitiva e interação social, através da música, às pessoas institucionalizadas nas ERPI do concelho de Vinhais. Pretende ainda estimular memórias afetivas por meio de canções significativas, promover a participação ativa e a socialização, criar ambientes de alegria, conforto e vínculo emocional, reduzir o isolamento e a monotonia do quotidiano e incentivar a expressão individual e coletiva.

Desenvolvido pelo Professor Alexandre Rodrigues, o projeto contempla a realização de uma sessão semanal de música, com a duração de uma hora, em cada IPSS abrangida, garantindo uma intervenção regular, contínua e estruturada junto dos utentes.

A sessão de arranque evidenciou o impacto positivo da iniciativa, perspectivando-se que o projeto contribua para a melhoria da qualidade de vida dos participantes e que promova a criação de novas memórias. 

A Câmara Municipal de Vinhais reafirma, assim, o seu compromisso com a promoção do envelhecimento ativo, da inclusão social e da valorização da identidade cultural do concelho.

Cuidar dos nossos é preservar a nossa história e manter viva a nossa identidade.

QUINTANILHA CLASSIC ROCK - 2026

Eleições Presidenciais 2026 - 100 anos depois da Ditadura Militar de 1926

Por: César Urbino Rodrigues
(Colaborador do "Memórias...e outras coisas...")


 1 - No passado dia 18, realizaram-se as eleições para a Presidência da República. Curiosamente, no próximo mês de Maio, completam-se 100 anos da Ditadura Militar que derrubou a I República e instalou um regime que durou 48 anos. E a curiosidade aumenta ao verificarmos que, na 2ª volta das eleições Presidenciais do passado dia 18, um dos candidatos que passou à 2ª volta é um suposto admirador de Salazar, André Ventura, que, há relativamente pouco tempo, invocou a necessidade de 3 Salazares para salvar Portugal. 

Em função destas duas coincidências, vou recordar, aos leitores do Mensageiro de Bragança, como é que Salazar assumiu a Ditadura Militar como sua e fez com que a mesma atormentasse o país durante 48 anos.

2 – Os militares do 28 de Maio de 1926 depressa deram sinais de incapacidade para resolver os problemas que estiveram na base da sua sublevação e subsequente instauração da Ditadura. Logo em Maio de 1926, foram chamar Salazar para ministro das Finanças. Na altura, ele ainda foi até Lisboa para tomar posse. No entanto, só esteve 5 dias em Lisboa, findos os quais regressou a Coimbra, sem ter assumido quaisquer funções no governo militar. Quando, porém, em 1928, voltou a ser convidado para o governo, aceitou, porque, neste segundo convite, os militares submeteram-se às exigências de Salazar, que ele já explicara em 1926: 

«É preciso notar que a generalidade das pessoas que me querem no Ministério das Finanças me querem apenas como um técnico que conserta uma cadeira rota e não como um político. […] Jogo tudo por tudo e exijo condições de máxima liberdade de acção, de escolha e de direcção». 

Não restam dúvidas: Salazar só aceitaria ir para ministro das Finanças se todos os ministros do governo lhe obedecessem. E foi só isso que mudou no convite de 1926 para o convite de 1928.

3 - Perante estes factos, impõe-se uma pergunta: porque é que Salazar queria assim tanto poder, ou seja, o poder todo? A resposta tem que se encontrar procurando conhecer a personalidade de Salazar e aquilo que o motivava para se dedicar à política. E foi o próprio Salazar que, ainda em Coimbra e antes da Ditadura Militar, afirmou: «Sinto que a minha vocação é a de ser primeiro-ministro de um rei absoluto». Aliás, ainda em Coimbra, o padre Mateo Crawley-Boeevey, seu guia espiritual e confessor, se lhe dirigia nestes termos: “A mim não me enganas. Por detrás desta frieza, há uma ambição insaciável. És um vulcão de ambições”.

Não podem restar dúvidas: a personalidade de Salazar era duma sede insaciável de poder, sem limites de qualquer espécie. Em Portugal, todos os portugueses – desde os militares aos demais cidadãos – teriam que obedecer-lhe, sem que ele alguma vez precisasse de se justificar em qualquer acto eleitoral. Por isso, ele esteve 40 anos à frente dos destinos do país, sem se ter submetido a eleições uma única vez.

4 – Perante estes factos, são puro oportunismo político os esforços do André Ventura em tentar basear a política salazarista nos princípios que o próprio Salazar designava por «grandes certezas do humanismo português: Deus, Pátria, Família, Autoridade, Trabalho, Ordem e Paz Social». Na verdade, de todas estas supostas «certezas», a única que interessava a Salazar era a «Autoridade» se e quando exercida por ele.

5 - Em síntese, a democracia tem esta virtude, que é também um defeito: até os seus inimigos têm o direito de se servir dela para a combater, como fazem todos os “cheganos” e todos os que não cumprem os seus deveres e não respeitam os direitos dos outros. Só que, se e quando eles chegarem ao poder, ninguém fale em direitos, porque só o «cabeça de cartaz» e quem lhe beijar os sapatos é que os terá. Todos os outros terão apenas deveres, nomeadamente o dever de andarem sempre curvados diante dele e das suas fotos espalhadas pelas escolas e repartições públicas, como acontecia no tempo de Salazar.


César Urbino Rodrigues
, natural da aldeia de Peredo dos Castelhanos, concelho de Moncorvo, estudou 9 anos no Seminário de Macau, fez a licenciatura em Filosofia na Universidade do Porto, o Mestrado em Filosofia da Educação na Universidade do Minho, com uma tese sobre «As Coordenadas fundamentais da Educação no Estado Novo», e o doutoramento na Universidade de Valhadolid, em Teoria e História da Educação, com uma tese sobre a «Representação do Outro No Estado Novo. Foi professor no ensino secundário, na Escola do Magistério Primário de Bragança, no ISLA de Bragança, no Instituto Piaget de Mirandela e DAPP na Escola Superior de Educação de Bragança.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Não posso ficar calado! Quem queremos que seja o Presidente da República para os próximos 5 anos.


 Criei este Grupo, “Memórias… e outras coisas… BRAGANÇA”, porque me apeteceu. Simplesmente porque me apeteceu. E porque me pareceu ser um espaço que fazia falta. Criei-o também porque a liberdade conquistada, e a democracia ainda existente, mo permitiram. Não houve estratégia escondida, nem segundas intenções, nem agendas subterrâneas. Houve vontade, exercício consciente de cidadania e um profundo respeito pela pluralidade de ideias.

Talvez seja a hora de diminuirmos o número de membros ao invés deste “trajecto” que nos fez “crescer”.

O blogue fazia parte de uma missão que assumi comigo próprio. Mais tarde, a minha filha, com outros horizontes e outra leitura do mundo, lançou-me o desafio de abrir este espaço no Facebook. Em boa hora o fiz. Nada é perfeito, ainda bem que não é, mas o essencial estava lá.

Com a ajuda de todos, com as nossas virtudes e também com os nossos defeitos, temos conseguido manter este espaço vivo, participativo e, acima de tudo, orientado por princípios de tolerância, urbanidade e respeito mútuo. Nem sempre é fácil. Nunca foi. Mas tem sido possível porque a maioria entende algo fundamental. Discordar não é atacar, pensar diferente não é ofender, e a democracia vive precisamente dessa diversidade.

Só os mais distraídos, ou os “tontinhos”, se quisermos ser menos diplomáticos, poderão pensar que o Administrador deste espaço não pensa pela própria cabeça ou que não tem opções políticas. Tem-nas, claro que tem. Sempre teve. O que nunca confundi, nem confundirei, são opções políticas com militâncias partidárias impostas ou cegas. Uma coisa é pensar politicamente; outra é ficar agarrado ou preso a partidos, abdicando do pensamento crítico.

Há momentos na vida em que não devemos hesitar. Este é um deles. Eu não hesito. Já não tenho idade, nem disposição mental, para hesitações confortáveis ou silêncios calculados. Muito menos para ter medo. A idade, quando bem vivida, traz-nos uma enorme vantagem, a liberdade de dizer aquilo que pensamos sem pedir licença, sem rodeios e sem cobardias.

Desculpem-me a franqueza, mas prefiro a frontalidade honesta ao silêncio conveniente.

Quem entender que não deve continuar neste Grupo está perfeitamente à vontade para sair. A porta nunca esteve fechada. Quem achar que deve criar outro espaço, à sua imagem e semelhança, que o faça. A democracia também é isso, criar, escolher, seguir outros caminhos. O que não aceito, nem aceitarei, é a tentativa de condicionar a minha voz ou de me exigir neutralidade onde ela não é obrigatória.

Não sou Primeiro-Ministro, não sou candidato a nada, não represento ninguém além de mim próprio. Por isso mesmo, posso e devo dizer aquilo que penso.

E o que penso, digo-o claramente. Pela convicção profunda de que a democracia não pode, nem deve, ser substituída por demagogia, eu voto em António José Seguro. O “outro” é pernicioso. Um comentador de futebol, e fraco, um baboso pode, em poucos meses, tornar-se Presidente da República… a primeira figura do Estado? Estamos todos doidos?

Assumo inteira e plenamente a responsabilidade por aquilo que digo, e por aquilo que escrevo. Sei que estas palavras irão ferir susceptibilidades e, talvez, magoar alguns amigos e amigas. Lamento sinceramente. Mas há alturas em que ficar calado não é prudência, é COBARDIA. E não contem comigo para a cobardia.

Não me venham dizer que sou eu próprio a infringir as Regras do Grupo, porque isso é mentira. Esta é uma eleição unipessoal. Cada um vota como entende, cada um responde por si. Eu respondo por mim.

Com frontalidade, com consciência tranquila e com a liberdade a que nunca abdiquei de exercer.

Nesta eleição não há partidos e quem disser que sim... mente!

Mesmo sabendo que este meu "escrito" pode ser o rastilho para eu fechar, definitivamente este Grupo...

Não posso ficar calado.

Obs: Reprodução da publicação que fiz no Grupo do Facebook.

HM