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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sábado, 3 de janeiro de 2026

Orçamento da Câmara aprovado por três votos de diferença

 Foi aprovado o Orçamento Municipal de Mirandela para 2026, no valor global de 43,2 milhões de euros, na última sessão de 2’25 da Assembleia Municipal, d. Comparativamente a 2025, apresenta um aumento de cerca de 700 mil euros.


Entre as prioridades, estão “o abastecimento de água e saneamento, a reabilitação de equipamentos desportivos, a beneficiação da rede viária, a habitação social, bem como a proteção ambiental e conservação da natureza”, refere o presidente do Município.

Vítor Correia sublinha que o documento “está alinhado com os compromissos assumidos durante a campanha eleitoral”, ressalvando que o montante total poderá ainda aumentar ao longo de 2026 em cerca de 10 milhões de euros, “caso sejam aprovadas candidaturas já submetidas a diversos programas de financiamento, nomeadamente à Estratégia Local de Habitação, ao Fundo Ambiental, ao Portugal 2030 e PRR”.

Uma das principais apostas do executivo é o plano de eficiência hídrica, com um horizonte temporal de 10 anos, destinado a melhorar a rede de abastecimento de água. “Em 2026, está prevista a aplicação de cerca de um milhão de euros, sobretudo na substituição das condutas principais da cidade e na monitorização automática dos depósitos de água”, revela o autarca socialista. portanto, o nosso foco primordial, e que está aqui referido neste orçamento, é efetivamente a questão da água e do saneamento”, acrescenta o edil. “Também muito importante para nós, é a questão da habitação, criar aqui habitação com rendas moderadas, nomeadamente para os jovens e famílias numerosas que têm carências, sem esquecer o turismo que é para nós uma alavanca de dinamização económica”, conta.

Está ainda prevista “a melhoria do Campo Desportivo da Reginorde, com a construção de uma bancada, instalação de balneários e requalificação dos pavilhões A e B”, revela ainda Vítor Correia. “Precisamos de remodelar os equipamentos que temos para darmos o passo seguinte para um pavilhão multiusos, será muito mais que um pavilhão que dê respostas desportivas, mas dará respostas também no âmbito dos eventos e da cultura!”, sustenta o autarca eleito nas autárquicas de 12 de outubro.

Também as obras de requalificação do Mercado Municipal devem arrancar. “Há necessidade de fazer a remodelação da Praça do Mercado, isso é um dado adquirido, mas também temos que perceber que as pessoas, enquanto se faz a obra, também precisam de continuar a viver, a faturar, e é essa logística associada que estamos a trabalhar agora para podermos mitigar esse desconforto que as obras vão criar, temos que pedir a colaboração e a paciência das pessoas, porque enquanto houver obras vai haver desconfortos, isso é indiscutível, mas estamos a trabalhar nesse plano”, refere.

No plano fiscal, o município mantém a devolução de 3%, dos 5% de IRS a que tem direito e aplica novamente a taxa mínima de 0,3% no Imposto Municipal Sobre Imóveis. De acordo com Vítor Correia, estas medidas “representam um apoio anual de cerca de um milhão de euros às famílias mirandelenses”.

O Orçamento foi aprovado com 29 votos a favor, 26 contra (PSD, CDS, Chega, IL, CDU e do Movimento Independente “Move Mirandela”) e 3 abstenções (do Movimento Independente “DT Amar Mirandela” e de um deputado do Chega).

A proposta orçamental já tinha sido aprovada em reunião do executivo, com três votos favoráveis do Partido Socialista, do presidente da Câmara, Vítor Correia, e de dois vereadores com pelouro (Orlando Pires e Vera Preto), uma abstenção do vereador independente sem pelouro, Luís Saraiva - eleito pelo Chega - dois votos contra da AD (Paulo Pinto e Maria Helena Chéu) e uma escusa por impedimento, Cristina Passas, igualmente da AD, por alegado conflito de interesses (verba incluída no Orçamento para a ACIM).

O QUE DISSE A OPOSIÇÃO 

JOSÉ SILVANO (PSD):

“Os mirandelenses não podem mais aguentar a situação que se passa de cada dia, cada mês, cada 15 dias, faltar água aqui, ali ou além, é preciso resolver isto definitivamente. A Câmara tem um projeto para 11 milhões, em 10 anos, e aí já devem ser cerca de 20 milhões. Porque não concentrar, em 4 anos.”

HERNÂNI MOUTINHO (CDS):

“É um orçamento que acentua o retrocesso de Mirandela que cada vez vai perdendo mais no confronto que tem com os seus vizinhos, precisamente porque não há a ambição e não há a capacidade para distinguir aquilo que é essencial e estabelecer prioridades, portanto, é um orçamento de continuidade.”

MARISA ARANDA (CHEGA):

“É um orçamento que assenta em investimentos muito pouco claros no que à sua execução diz respeito, porque há um desfasamento muito grande entre aquilo que o executivo diz e o que apresenta na realidade neste orçamento. Não responde às necessidades e às verdadeiras necessidades dos mirandelenses, que vem muito na sequência já do antigo executivo.”

VASCO CADAVEZ (AMAR MIRANDELA):

“A nossa abstenção é uma forma de dar uma oportunidade ao executivo para que possa implementar o seu orçamento e, no final, veremos quais são os resultados e, no próximo orçamento, sim, poderemos ter outra posição. O executivo tem o suporte da maioria e, estamos aqui para dar um contributo positivo e não ser uma força de crítica sem razão.”

VIRGÍLIO TAVARES (MOVE MIRANDELA):

“Não estão identificadas propriamente as obras. Há rúbricas que aparecem não definidas concretamente, espelhadas por vários anos, que aguardam a comparticipação dos fundos comunitários e, portanto, ninguém sabe o que é, nem o que vai ser porque vão ter que fazer várias alterações. Uma das prioridades, por exemplo, devia ser a água e outra a cultura. E são rúbricas que não têm uma igualdade de distribuição.”

MIGUEL CUNHA (INICIATIVA LIBERAL):

“O documento apresentado, tinha tudo menos competitividade, algo que a iniciativa liberal considera importante, porque é isso que nós acreditamos que vai fazer crescer a nossa região. Depois, também porque apresentamos 50 propostas, mas nenhuma delas foi propriamente acolhida.”

JORGE HUMBERTO (CDU):

“Quando temos situações muito urgentes, como é a questão da água, a questão do desenvolvimento económico do concelho, naquilo que é a ligação à produção daquilo que é o tecido económico, como a agricultura, quando deixamos a questão da água para daqui a 10 anos, quando deixamos a reconversão e a reestruturação do mercado municipal, para o final da legislatura, estamos a travar o desenvolvimento da cidade.”

Fernando Pires

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