Ninguém sabia bem porquê, mas toda a gente o conhecia pelo nome de Balalaique. Nem ele próprio. Aliás, não sabia isso nem sabia muitas outras coisas que interessam ao comum dos mortais, se calhar porque não era deste mundo.
No entanto, sabia outras. Se não sabia, pelo menos sentia-as pois nunca ninguém o ouviu queixar-se fosse do que fosse apesar parecer de esvoaçar quem nem folha de planta tocada pela brisa ou a flutuar na água de ribeiro feito fieiro. Cirandava ao deus-dará.
Era livre. Isto digo eu, que nunca lhe consegui ler o pensamento e muito menos a alma, apesar de ela lhe estar à flore da pele caiada de branco como sucede com a essência daqueles em que a malícia não encontra chão para medrar.
Nuns dias aparecia aqui, noutros aparecia ali, sem que as condições de invernia ou de canícula de escaldar lhe impedissem o andar. Não buscava nada, por isso parecia andar como sendo dono de tudo.
Uma coisa sabia-se certa, no entanto. Não havia noite em que não se acoitasse no alpendre da capela da Senhora das Aveleiras erguida no sopé do monte de São Domingos com o fito de delimitar e abençoar a estrema do Doiro terra de vinho, rio e de gente, com a Beira, terra de soitos, de pomares e também de pessoas de igual jaez no labor.
Pela época do Natal, algumas pessoas por bondade, ou para contrabalanço na consciência que sempre dá jeito para conquista de recanto futuro no paraíso, tentavam dar-lhe acolhimento e melhorar-lhe a consoada mais não fosse com as migalhas sobrantes da mesa familiar.
Era escusado. Negava sempre os oferecimentos. Não podia nem devia deixar a Santa sem a sua companhia nessa noite especial. Dizia na recusa. De resto, nem ela, nem quem os acompanhava. Jurava a pés juntos, que nessas horas se lhes juntava uma vaquinha e um burrinho para quem ele tratava de apascentar com o que recolhia nas hortas em redor.
Dando-lhe o desconto que sempre se dá aos que se têm por menos ricos de miolos, quase todos zombavam encolhendo os ombros e alimentando-lhe o dizer dessas coisas tidas como devaneio por falta de tino. Divertiam-se tendo-o por diminuído por ser filho de um deus menor unicamente capaz de dar conteúdo e forma a simplórios.
Volvidos estes anos, tenho para mim que nunca ele se teve como injustiçado, e que todo ufano se sentia em alimentar ilusões alheias, sabendo-se senhor do tempo e donos dos ventos como o é qualquer incansável peregrino nos caminhos que vão dar ao palácio da felicidade.
Mas digno de espanto até mais não foi um dia, que é como quem diz, uma noite de Natal. Uns mariolas resolveram ir desinquietar o Balalaique no seu poiso. Mais não fosse, tiravam a teima e acabavam com o que quase era já um mito a virar fábula. Vá lá saber-se.
Espanto. Sorrateiros chegaram-se ao pé da porta da capela. Mas do procurado nem sinal. Chamaram por ele, fizeram ecos de vozes que chegaram longe, acordaram-se as aves, mas nada, além do repentino parar do trovejar. A lua brilhou mais, afirmaram que o sol se mostrou, mas do tido como desinfeliz, nem um mero odor.
Conformados e temerosos resolveram regressar à aldeia a umas escassas centenas de metros e onde todos dormiram consoadas e contentes com as prendas calhadas nos sapatinhos ao pé da lareira. Parecia ser uma Noite de Natal igual a tantas outras, mas não foi.
Ao que se diz que eu já não me recordo, mas sei porque passou de boca em boca, é que a dado momento se ouviu uns sons vindos dos lados da capela da Senhora as Aveleiras que mais pareciam um recém-nascido a chorar, o zurrar de um burro que parecia um cantar, e o bafo de uma vaca quente de derreter o nevão.
Mas melhor, em volta da lua bailavam uns seres alados a cantar, todos de branco, mas sem traços de corpo e rosto definidos. Isto, excepto um, que era mesmo o Balalaique em figura.
Como não há longe nem distância para o bem-querer, e porque as asas da nossa imaginação nos podem levar para onde cada um quer, se calhar era mesmo ele. Não acha?
Manuel Igreja
in:diariodetrasosmontes.com
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Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço.
A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)
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COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2018
XI Feira de Artesanato e Produtos Regionais de Parada celebra Santo Estêvão
Abriu portas, na tarde de ontem, a XI Feira de Artesanato e Produtos Regionais de Parada, em Bragança.
O certame integra-se nas festividades em honra de Santo Estêvão que representam o reviver e manter de tradições ancestrais celebradas, sobretudo, pelos filhos da terra e por aqueles que, a fazer vida fora do país, por estes dias regressam a casa e aos seus. "É a tradição do Santo Estêvão e é tradição porque gosto da minha aldeia. Não tenho muita família aqui mas é a alegria de vir à aldeia e de ver as pessoas todas", contou Agostinho Geraldes, de Parada, emigrante em França. "Gosto do ambiente e da tradição. Sempre dá para ver e matar saudades daquilo que hoje em dia está quase perdido", explicou Idalina Rodrigues, de Coelhoso, emigrante em França, há 31 anos. "Já cinco ou seis anos que vimos passar o Natal aqui. Isto já é a nossa segunda família. Vêm muitos emigrantes que, se calhar, não vêm noutras datas para virem no Santo Estêvão", referiu Sérgio Delgado.
Além da feira, outras tradições, bem mais antigas, fazem parte destes três dias de festa e marcam a quadra natalícia. Ainda no dia de ontem cumpriu-se a volta à aldeia no carro de Santo Estêvão e amanhã vão acontecer a corrida da rosca e a galhofa. Tradições e acontecimentos únicos que, segundo a presidente da junta de freguesia de Parada, Sandra Afonso, atrai diversos emigrantes. "Chama muitos emigrantes e se tivessem de optar entre vir passar as férias de verão ou passar as festas de inverno, eles optam sempre por vir no inverno e deixam o verão. São tradições, são acontecimentos únicos que são só nossos, é uma coisa da nossa terra e da nossa gente e eles têm interesse em que a tradição não acabe".
Presente nesta abertura de portas da feira esteve ainda o presidente da câmara de Bragança. Segundo Hernâni Dias, manter viva a tradição é uma forma de mostrar aos mais novos os rituais destas gentes. "É importante que os mais novos percebam aquilo que os seus antepassados faziam relativamente a esta festa. Há uma componente muito forte de ligação quando se promovem momentos de convívio onde as pessoas se encontram, onde toda a comunidade se reúne e onde as pessoas sentem que a sua aldeia está viva e não se perdem tradições".
Para os expositores, a maioria de Parada, é uma forma de fazer negócio mas sobretudo de contribuir para que a feira se mantenha. "A chouriça, a alheira e o butelo... o butelo nesta altura também se começa a vender bem. Principalmente quem vem de fora vem à procura do que lá não se consegue encontrar", explicou Francisco Figueiredo, de Parada. "Como sou daqui aproveito e vou fazendo umas coisinhas... bijuteria, licores, chapéus, cachecóis, o que calha. Vou fazendo e vou trazendo", contou Maria Esteves. "Adequa-se a esta época do ano, se não fosse feita nesta época não teria tanto resultado", disse o artesão de Aveleda, Gilberto Ferreira. "Trago mel, que é um produto próprio e tem alguma saída sobretudo na época de inverno", referiu a produtora de Rabal, Sílvia Pinelo.
Em Parada, as festividades de Santo Estêvão, assim como a feira, terminam amanhã.
Escrito por Brigantia
Jornalista: Carina Alves
O certame integra-se nas festividades em honra de Santo Estêvão que representam o reviver e manter de tradições ancestrais celebradas, sobretudo, pelos filhos da terra e por aqueles que, a fazer vida fora do país, por estes dias regressam a casa e aos seus. "É a tradição do Santo Estêvão e é tradição porque gosto da minha aldeia. Não tenho muita família aqui mas é a alegria de vir à aldeia e de ver as pessoas todas", contou Agostinho Geraldes, de Parada, emigrante em França. "Gosto do ambiente e da tradição. Sempre dá para ver e matar saudades daquilo que hoje em dia está quase perdido", explicou Idalina Rodrigues, de Coelhoso, emigrante em França, há 31 anos. "Já cinco ou seis anos que vimos passar o Natal aqui. Isto já é a nossa segunda família. Vêm muitos emigrantes que, se calhar, não vêm noutras datas para virem no Santo Estêvão", referiu Sérgio Delgado.
Além da feira, outras tradições, bem mais antigas, fazem parte destes três dias de festa e marcam a quadra natalícia. Ainda no dia de ontem cumpriu-se a volta à aldeia no carro de Santo Estêvão e amanhã vão acontecer a corrida da rosca e a galhofa. Tradições e acontecimentos únicos que, segundo a presidente da junta de freguesia de Parada, Sandra Afonso, atrai diversos emigrantes. "Chama muitos emigrantes e se tivessem de optar entre vir passar as férias de verão ou passar as festas de inverno, eles optam sempre por vir no inverno e deixam o verão. São tradições, são acontecimentos únicos que são só nossos, é uma coisa da nossa terra e da nossa gente e eles têm interesse em que a tradição não acabe".
Presente nesta abertura de portas da feira esteve ainda o presidente da câmara de Bragança. Segundo Hernâni Dias, manter viva a tradição é uma forma de mostrar aos mais novos os rituais destas gentes. "É importante que os mais novos percebam aquilo que os seus antepassados faziam relativamente a esta festa. Há uma componente muito forte de ligação quando se promovem momentos de convívio onde as pessoas se encontram, onde toda a comunidade se reúne e onde as pessoas sentem que a sua aldeia está viva e não se perdem tradições".
Para os expositores, a maioria de Parada, é uma forma de fazer negócio mas sobretudo de contribuir para que a feira se mantenha. "A chouriça, a alheira e o butelo... o butelo nesta altura também se começa a vender bem. Principalmente quem vem de fora vem à procura do que lá não se consegue encontrar", explicou Francisco Figueiredo, de Parada. "Como sou daqui aproveito e vou fazendo umas coisinhas... bijuteria, licores, chapéus, cachecóis, o que calha. Vou fazendo e vou trazendo", contou Maria Esteves. "Adequa-se a esta época do ano, se não fosse feita nesta época não teria tanto resultado", disse o artesão de Aveleda, Gilberto Ferreira. "Trago mel, que é um produto próprio e tem alguma saída sobretudo na época de inverno", referiu a produtora de Rabal, Sílvia Pinelo.
Em Parada, as festividades de Santo Estêvão, assim como a feira, terminam amanhã.
Escrito por Brigantia
Jornalista: Carina Alves
Escola de Habilitação para o Magistério Primário de Bragança
Em 1896, por decreto de 17 de outubro, em resposta a uma solicitação da Câmara Municipal de Bragança, foi criada a Escola de Habilitação para o Magistério Primário, para cuja instalação a Câmara aplicou 1,2 contos de réis, verba essa que retirou do seu fundo de viação.
Instalada em dezembro desse mesmo ano, começou a funcionar em 1897, tendo como diretor o engenheiro Olímpio Artur de Oliveira Dias (decreto de 4 de fevereiro), formando, até 1903, 72 professores de instrução primária – neste último ano, iniciou a docência neste estabelecimento de ensino Augusto César Moreno.
Com efeito, não tendo a reforma de 1901 posto em causa a rede de escolas de formação dos professores de instrução primária, a Escola de Habilitação para o Magistério Primário de Bragança continuou a ser, até à Primeira República, a única instituição de formação profissional do Distrito, apesar de todas as dificuldades com se debateu, nomeadamente quanto às instalações e seu corpo docente.
Título: Bragança na Época Contemporânea (1820-2012)
Edição: Câmara Municipal de Bragança
Investigação: CEPESE – Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade
Coordenação: Fernando de Sousa
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| Eng. Olímpio Artur de Oliveira Dias |
Instalada em dezembro desse mesmo ano, começou a funcionar em 1897, tendo como diretor o engenheiro Olímpio Artur de Oliveira Dias (decreto de 4 de fevereiro), formando, até 1903, 72 professores de instrução primária – neste último ano, iniciou a docência neste estabelecimento de ensino Augusto César Moreno.
Com efeito, não tendo a reforma de 1901 posto em causa a rede de escolas de formação dos professores de instrução primária, a Escola de Habilitação para o Magistério Primário de Bragança continuou a ser, até à Primeira República, a única instituição de formação profissional do Distrito, apesar de todas as dificuldades com se debateu, nomeadamente quanto às instalações e seu corpo docente.
Título: Bragança na Época Contemporânea (1820-2012)
Edição: Câmara Municipal de Bragança
Investigação: CEPESE – Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade
Coordenação: Fernando de Sousa
Cuca Roseta – Luz de Natal ao vivo - Concerto Solidário em Macedo de Cavaleiros.
Talvez seja um dos discos de Natal mais impressionantes dos últimos tempos e o primeiro gravado por uma artista portuguesa. “Luz de Natal”, de Cuca Roseta, editado em Novembro deste ano, tem recebido as melhores criticas dos media e público e revelou, mais uma vez, a enorme versatilidade da fadista.
Este mesmo reconhecimento faz agora com que Cuca Roseta queira cantar a sua “Luz de Natal” ao vivo, com toda a linha condutora que afinal esta quadra e o mesmo trabalho refletem: a família e a música, duas palavras de importância vital para a fadista. O próprio álbum leva-nos a uma mensagem de partilha, de celebrar o natal e de nos transportar às mais enraizadas recordações de tempo em família e de crença real num mundo melhor, movido por valores mais humanistas. E é mesmo isto que se quer celebrar nestes concertos: O Natal, a família, com um momento musical de excelência. Num conceito inovador, irá realizar estes concertos no local mais apropriado, ou seja, em Igrejas ícones do país.
E porque o Natal é tempo de partilha, de entrega e comunhão, irá reverter parte da receita dos concertos para três importantes instituições do país, os Centros Sociais Paroquiais de S. Nicolau de Cortiços, S. Geraldo de Carrapatas e Santa Maria Madalena de Grijó, três IPSS’s no concelho de Macedo de Cavaleiros, diocese de Bragança-Miranda, apoiando a sua missão, requalificando as suas estruturas e concretamente a criação de uma resposta social especializada para pessoas com demência de carácter inovador, pois no distrito de Bragança, as doenças neuro degenerativas, apesar de atingirem já mais de 25% da população idosa, é uma área que se encontra ainda a descoberto. Neste contexto, o objectivo dos concertos são de extrema relevância para responder e proporcionar às pessoas com demência as mesmas oportunidades de envelhecer com qualidade, ternura e cuidado.
O concerto será de entrada livre, mas quem se sentir convidado a colaborar haverá a recolha de donativos, para os fins acima descritos. As entradas estão condicionadas à lotação da igreja.
Nestes mesmos concertos visitará temas instantaneamente reconhecíveis como Hark the Harold (Estamos Quase no Natal), Oh Holy Night (Oh Noite Santa), Jingle Bells (É Natal), Deck the Hall (Vai Chegar o Grande Dia), Silent Night (Noite Sagrada), Oh Christmas Tree (Pinheiro Verde de Natal) ouWinter Wonderland (Toca o Sino), entre tantos outros, cantar um original e também incríveis versões de Adestes Fideles ou Avé Maria de Schubert, todos eles levados pelo encanto límpido e consolador da voz de Cuca.
Este ano três concertos imperdíveis, exclusivos e únicos que terão lugar em Lisboa, Coimbra e Porto, num ambiente intimista, próximo e de reflexão, fazendo dessa mesma reflexão uma festa que se partilha com todos. No dia 6 de janeiro será a vez de Macedo de Cavaleiros.
CM de Macedo de Cavaleiros
Este mesmo reconhecimento faz agora com que Cuca Roseta queira cantar a sua “Luz de Natal” ao vivo, com toda a linha condutora que afinal esta quadra e o mesmo trabalho refletem: a família e a música, duas palavras de importância vital para a fadista. O próprio álbum leva-nos a uma mensagem de partilha, de celebrar o natal e de nos transportar às mais enraizadas recordações de tempo em família e de crença real num mundo melhor, movido por valores mais humanistas. E é mesmo isto que se quer celebrar nestes concertos: O Natal, a família, com um momento musical de excelência. Num conceito inovador, irá realizar estes concertos no local mais apropriado, ou seja, em Igrejas ícones do país.
E porque o Natal é tempo de partilha, de entrega e comunhão, irá reverter parte da receita dos concertos para três importantes instituições do país, os Centros Sociais Paroquiais de S. Nicolau de Cortiços, S. Geraldo de Carrapatas e Santa Maria Madalena de Grijó, três IPSS’s no concelho de Macedo de Cavaleiros, diocese de Bragança-Miranda, apoiando a sua missão, requalificando as suas estruturas e concretamente a criação de uma resposta social especializada para pessoas com demência de carácter inovador, pois no distrito de Bragança, as doenças neuro degenerativas, apesar de atingirem já mais de 25% da população idosa, é uma área que se encontra ainda a descoberto. Neste contexto, o objectivo dos concertos são de extrema relevância para responder e proporcionar às pessoas com demência as mesmas oportunidades de envelhecer com qualidade, ternura e cuidado.
O concerto será de entrada livre, mas quem se sentir convidado a colaborar haverá a recolha de donativos, para os fins acima descritos. As entradas estão condicionadas à lotação da igreja.
Nestes mesmos concertos visitará temas instantaneamente reconhecíveis como Hark the Harold (Estamos Quase no Natal), Oh Holy Night (Oh Noite Santa), Jingle Bells (É Natal), Deck the Hall (Vai Chegar o Grande Dia), Silent Night (Noite Sagrada), Oh Christmas Tree (Pinheiro Verde de Natal) ouWinter Wonderland (Toca o Sino), entre tantos outros, cantar um original e também incríveis versões de Adestes Fideles ou Avé Maria de Schubert, todos eles levados pelo encanto límpido e consolador da voz de Cuca.
Este ano três concertos imperdíveis, exclusivos e únicos que terão lugar em Lisboa, Coimbra e Porto, num ambiente intimista, próximo e de reflexão, fazendo dessa mesma reflexão uma festa que se partilha com todos. No dia 6 de janeiro será a vez de Macedo de Cavaleiros.
CM de Macedo de Cavaleiros
Centro D. Abílio Vaz das Neves já recebeu os bens angariados com jogo solidário
Foram ontem entregues no Centro D. Abílio Vaz das Neves, em Macedo de Cavaleiros, os bens angariados com o jogo solidário do passado sábado, que juntou os séniores e os veteranos do Clube Atlético da cidade.
As entradas foram feitas em alimentos ou outros bens, com o intuito de ajudar as crianças e jovens carenciadas que residem na instituição, como refere o presidente do clube, Luís Simão:
“Esse era o intuito.
É claro que gostaria que mais pessoas tivessem comparecido ao jogo, e de ter duas carrinhas cheias de bens para entregar, porque a finalidade deste jogo foi ajudar a instituição, o que acho que deveria ser feito por todos.
Tendo em conta as pessoas que tivemos no jogo, acho que angariamos um número significativo de bens e a direção do clube também ajudou significativamente.
Temos outro projeto em vista para um futuro próximo, com outra instituição de Macedo, que espero que se realize.
O clube não é só futebol e, enquanto esta direção lá estiver, estamos abertos a todo o tipo de iniciativas deste e de outro género similar.
Os bens angariados são maioritariamente alimentares e entregamos também alguma roupa que vai ficando perdida pelo clube.”
Esta foi uma das quatro iniciativas solidárias que nesta quadra natalícia angariaram bens para ajudar o Centro D. Abílio Vaz das Neves, onde atualmente residem 35 crianças e jovens com carências familiares, dos 2 aos 25 anos, e onde é ainda dada formação a um grupo de utentes portadores de deficiência.
Para a irmã Estela Morais, presidente da direção da instituição, estas ajudas são sempre bem-vindas, até porque, além de ajudar os residentes do centro, vão também ser distribuídas por famílias que necessitam:
“Tudo é bem-vindo.
Os bens recebidos vão ajudar as nossas meninas, as famílias delas e outras que nos têm aparecido. Em primeiro lugar são entregues aos familiares dos residentes mas também a outras que têm necessidades e nos batem à porta constantemente.”
Este ano, a instituição já conseguiu entregar 30 cabazes a famílias carenciadas, todos eles constituídos com bens resultantes de ações solidárias.
Escrito por ONDA LIVRE
As entradas foram feitas em alimentos ou outros bens, com o intuito de ajudar as crianças e jovens carenciadas que residem na instituição, como refere o presidente do clube, Luís Simão:
“Esse era o intuito.
É claro que gostaria que mais pessoas tivessem comparecido ao jogo, e de ter duas carrinhas cheias de bens para entregar, porque a finalidade deste jogo foi ajudar a instituição, o que acho que deveria ser feito por todos.
Tendo em conta as pessoas que tivemos no jogo, acho que angariamos um número significativo de bens e a direção do clube também ajudou significativamente.
Temos outro projeto em vista para um futuro próximo, com outra instituição de Macedo, que espero que se realize.
O clube não é só futebol e, enquanto esta direção lá estiver, estamos abertos a todo o tipo de iniciativas deste e de outro género similar.
Os bens angariados são maioritariamente alimentares e entregamos também alguma roupa que vai ficando perdida pelo clube.”
Esta foi uma das quatro iniciativas solidárias que nesta quadra natalícia angariaram bens para ajudar o Centro D. Abílio Vaz das Neves, onde atualmente residem 35 crianças e jovens com carências familiares, dos 2 aos 25 anos, e onde é ainda dada formação a um grupo de utentes portadores de deficiência.
Para a irmã Estela Morais, presidente da direção da instituição, estas ajudas são sempre bem-vindas, até porque, além de ajudar os residentes do centro, vão também ser distribuídas por famílias que necessitam:
“Tudo é bem-vindo.
Os bens recebidos vão ajudar as nossas meninas, as famílias delas e outras que nos têm aparecido. Em primeiro lugar são entregues aos familiares dos residentes mas também a outras que têm necessidades e nos batem à porta constantemente.”
Este ano, a instituição já conseguiu entregar 30 cabazes a famílias carenciadas, todos eles constituídos com bens resultantes de ações solidárias.
Escrito por ONDA LIVRE
Tradição da galhofa, a luta entre rapazes, ainda não se perdeu
Nesta época, para além dos rituais católicos associados ao Santo Estevão há tradições como a corrida da rosca ou a galhofa que ainda se mantêm. Este jogo de luta tradicional e única quase se perdeu, mas devido ao esforço de preservação entrou mesmo no currículo do curso de desporto no Instituto Politécnico de Bragança (IPB).
A galhofa já saltou da palha para o tapete de luta, dos currais para a sala de aula há mais de 10 anos. Mas a origem está em algumas aldeias do concelho de Bragança, como Grijó e Parada, e perde-se no tempo.
A junção desta tradição às festas cristãs terá contribuído para preservar este tipo de luta única no país. “Em Portugal, uma luta corpo-a-corpo que esteja mais ou menos documentado e se tivesse mantido até tão próximo de nós não conheço nem parece que haja. Provavelmente, porque foi associada às festas do Natal porque se não tivesse estado associado a um evento importante e religioso é bem provável que também tivesse desaparecido como desapareceu nas outras vezes do país onde houve também outras lutas parecidas a esta mas que foram desaparecendo”, entende José Bragada, natural da aldeia de Grijó de Parada, onde ainda se pratica este tipo de luta corpo a corpo. Mas quando a prática estava quase perdida o também professor do IPB resolveu integrar a galhofa na disciplina de desportos de combate da licenciatura de desporto.
“Sendo conhecedor deste jogo tradicional e para além disso sendo mais ou menos especializado na educação física e desporto verifiquei que esta actividade tinha potencial pelo menos igual a outras atividades que se importam do Japão e Coreia, esse tipo de artes marciais, que também ninguém conhece e acabam também por se impor e ter praticantes. Mas o objectivo primeiro era não deixar perder uma actividade que agora voltou a praticar-se, mas que há 15 a 20 anos estava a perder-se completamente”, afirmou.
Pelo menos 600 alunos já terão entrado em contacto com a galhofa a partir das aulas no IPB, onde são também organizados torneios anualmente.
O objectivo foi contribuir para a divulgação da prática com o propósito final de tornar a galhofa um desporto federado. Ainda não se chegou lá, mas a maioria dos passos necessário já foram dados. “O que tentamos fazer foi documentar melhor esta atividade e criar um regulamento, que não é definitivo, criar também um símbolo e um equipamento próprio, que tivesse a ver com esta mística de um jogo que é praticado à noite, no solstício de Inverno portanto associado estas festas religiosa, mas também profanas”, explicou.
E como suporte para curiosos e novos praticantes há mesmo um livro: “Galhofa: Luta Tradicional De Portugal” que José Bragada publicou sobre o jogo.
Tornar a galhofa num desporto federado continua a ser um objectivo, bem como incluir o jogo nas aulas de educação física nas escolas.
A tradição ancestral da Galhofa repete-se hoje em Grijó e amanhã em Parada, no concelho de Bragança.
Escrito por Brigantia
Jornalista: Olga Telo Cordeiro
A galhofa já saltou da palha para o tapete de luta, dos currais para a sala de aula há mais de 10 anos. Mas a origem está em algumas aldeias do concelho de Bragança, como Grijó e Parada, e perde-se no tempo.
A junção desta tradição às festas cristãs terá contribuído para preservar este tipo de luta única no país. “Em Portugal, uma luta corpo-a-corpo que esteja mais ou menos documentado e se tivesse mantido até tão próximo de nós não conheço nem parece que haja. Provavelmente, porque foi associada às festas do Natal porque se não tivesse estado associado a um evento importante e religioso é bem provável que também tivesse desaparecido como desapareceu nas outras vezes do país onde houve também outras lutas parecidas a esta mas que foram desaparecendo”, entende José Bragada, natural da aldeia de Grijó de Parada, onde ainda se pratica este tipo de luta corpo a corpo. Mas quando a prática estava quase perdida o também professor do IPB resolveu integrar a galhofa na disciplina de desportos de combate da licenciatura de desporto.
“Sendo conhecedor deste jogo tradicional e para além disso sendo mais ou menos especializado na educação física e desporto verifiquei que esta actividade tinha potencial pelo menos igual a outras atividades que se importam do Japão e Coreia, esse tipo de artes marciais, que também ninguém conhece e acabam também por se impor e ter praticantes. Mas o objectivo primeiro era não deixar perder uma actividade que agora voltou a praticar-se, mas que há 15 a 20 anos estava a perder-se completamente”, afirmou.
Pelo menos 600 alunos já terão entrado em contacto com a galhofa a partir das aulas no IPB, onde são também organizados torneios anualmente.
O objectivo foi contribuir para a divulgação da prática com o propósito final de tornar a galhofa um desporto federado. Ainda não se chegou lá, mas a maioria dos passos necessário já foram dados. “O que tentamos fazer foi documentar melhor esta atividade e criar um regulamento, que não é definitivo, criar também um símbolo e um equipamento próprio, que tivesse a ver com esta mística de um jogo que é praticado à noite, no solstício de Inverno portanto associado estas festas religiosa, mas também profanas”, explicou.
E como suporte para curiosos e novos praticantes há mesmo um livro: “Galhofa: Luta Tradicional De Portugal” que José Bragada publicou sobre o jogo.
Tornar a galhofa num desporto federado continua a ser um objectivo, bem como incluir o jogo nas aulas de educação física nas escolas.
A tradição ancestral da Galhofa repete-se hoje em Grijó e amanhã em Parada, no concelho de Bragança.
Escrito por Brigantia
Jornalista: Olga Telo Cordeiro
Diminuição do orçamento para o município de Mirandela para o próximo ano
O orçamento para o próximo ano foi aprovado da câmara de Mirandela, por maioria, na Assembleia Municipal, da passada sexta-feira.
São cerca de 37 milhões e 700 mil euros, o que representa uma redução de 3,5 por cento, comparativamente a este ano, na prática a diminuição é de 1 milhão e 325 mil euros. O destaque vai para o aumento do subsídio atribuído às 30 freguesias do concelho, que passa dos 100 mil euros para os 700 mil. A presidente do Município entende que se trata de um orçamento que privilegia a coesão e a justiça territorial. Júlia Rodrigues acredita que será possível alcançar uma elevada taxa de execução
“Houve verbas que não conseguimos aplicar e que vão transitar para o próximo ano. E aquilo que nós pretendemos e quando formos fazer o ajustamento daquilo que está previsto no orçamento e no PPI. Aquilo que me parece é que o este documento centra-se essencialmente na justiça territorial. É um orçamento arrojado, equilibrado e coeso para o território do concelho de Mirandela”, disse Júlia Rodrigues.
O PSD optou pela abstenção, porque, na opinião de Paulo Pinto, trata-se de um orçamento de continuidade ainda com a chancela do anterior executivo PSD, liderado por António Branco
“É um orçamento de continuidade do ano anterior. 80% das despesas de capital são projectos aprovados e cabimentados pelo anterior executivo do PSD e que a senhora presidente aproveita para executar”, vincou Paulo Pinto.
Também os deputados municipais do CDS abstiveram-se, alegando Virgílio Tavares que o documento apresentado não traz nada de novo e que não prevê obras estruturantes para desenvolver o concelho.
“O orçamento é uma continuidade e não tem as obras estruturantes que é preciso começar para desencadear o desenvolvimento em Mirandela, nomeadamente, as acessibilidades à A4, no lado poente. Um parque de exposições para feiras ou desportivo, são alguns exemplos. São apenas remendos. Não votamos contra porque entendemos que o executivo trabalhe e mostre o que vale”, afiançou Virgílio Tavares.
O único deputado municipal da CDU votou contra. Jorge Humberto Fernandes diz tratar-se de um orçamento pobre e sem ideias novas.
“E que não corta com algumas questões que vêm do passado que seriam importantes considerar como é a renegociação da dívida às Águas de Portugal ou acabar com o possível processo de atribuição da exploração da água em alta e em baixa à Resíduos do Nordeste. Existem obras importantes que dei como exemplo, a construção de uma casa mortuária municipal onde não seja contemplada a religião cristã e que sirva todas as religiões, porque o estado é laico e republicano. A questão do mercado municipal é outra obra estruturante para o concelho de Mirandela”, disse Jorge Humberto Fernandes.
Nas grandes opções do plano, o executivo liderado por Júlia Rodrigues, estabelece como prioridades, as políticas sociais, com a renovação do Bairro Operário e do Bairro do GAT; a expansão da Zona Industrial, e a implementação de uma rede de transportes urbanos, bem como a remodelação das instalações da Central de Camionagem. Os mirandelenses também vão pagar menos IMI, no próximo ano. A taxa passa de 0,375 por cento para 0,350 por cento e a assembleia também aprovou a devolução de 2 por cento de IRS dos 5 por cento a que o Município tem direito, na taxa de participação variável, a incidir sobre os rendimentos de 2019.
Escrito por Rádio Terra Quente
São cerca de 37 milhões e 700 mil euros, o que representa uma redução de 3,5 por cento, comparativamente a este ano, na prática a diminuição é de 1 milhão e 325 mil euros. O destaque vai para o aumento do subsídio atribuído às 30 freguesias do concelho, que passa dos 100 mil euros para os 700 mil. A presidente do Município entende que se trata de um orçamento que privilegia a coesão e a justiça territorial. Júlia Rodrigues acredita que será possível alcançar uma elevada taxa de execução
“Houve verbas que não conseguimos aplicar e que vão transitar para o próximo ano. E aquilo que nós pretendemos e quando formos fazer o ajustamento daquilo que está previsto no orçamento e no PPI. Aquilo que me parece é que o este documento centra-se essencialmente na justiça territorial. É um orçamento arrojado, equilibrado e coeso para o território do concelho de Mirandela”, disse Júlia Rodrigues.
O PSD optou pela abstenção, porque, na opinião de Paulo Pinto, trata-se de um orçamento de continuidade ainda com a chancela do anterior executivo PSD, liderado por António Branco
“É um orçamento de continuidade do ano anterior. 80% das despesas de capital são projectos aprovados e cabimentados pelo anterior executivo do PSD e que a senhora presidente aproveita para executar”, vincou Paulo Pinto.
Também os deputados municipais do CDS abstiveram-se, alegando Virgílio Tavares que o documento apresentado não traz nada de novo e que não prevê obras estruturantes para desenvolver o concelho.
“O orçamento é uma continuidade e não tem as obras estruturantes que é preciso começar para desencadear o desenvolvimento em Mirandela, nomeadamente, as acessibilidades à A4, no lado poente. Um parque de exposições para feiras ou desportivo, são alguns exemplos. São apenas remendos. Não votamos contra porque entendemos que o executivo trabalhe e mostre o que vale”, afiançou Virgílio Tavares.
O único deputado municipal da CDU votou contra. Jorge Humberto Fernandes diz tratar-se de um orçamento pobre e sem ideias novas.
“E que não corta com algumas questões que vêm do passado que seriam importantes considerar como é a renegociação da dívida às Águas de Portugal ou acabar com o possível processo de atribuição da exploração da água em alta e em baixa à Resíduos do Nordeste. Existem obras importantes que dei como exemplo, a construção de uma casa mortuária municipal onde não seja contemplada a religião cristã e que sirva todas as religiões, porque o estado é laico e republicano. A questão do mercado municipal é outra obra estruturante para o concelho de Mirandela”, disse Jorge Humberto Fernandes.
Nas grandes opções do plano, o executivo liderado por Júlia Rodrigues, estabelece como prioridades, as políticas sociais, com a renovação do Bairro Operário e do Bairro do GAT; a expansão da Zona Industrial, e a implementação de uma rede de transportes urbanos, bem como a remodelação das instalações da Central de Camionagem. Os mirandelenses também vão pagar menos IMI, no próximo ano. A taxa passa de 0,375 por cento para 0,350 por cento e a assembleia também aprovou a devolução de 2 por cento de IRS dos 5 por cento a que o Município tem direito, na taxa de participação variável, a incidir sobre os rendimentos de 2019.
Escrito por Rádio Terra Quente
A FALÁCIA DAS EÓLICAS
A propósito do Orçamento de 2019 e da pretensa redução do custo da eletricidade veio, mais uma vez, à baila, a carga fiscal incluída na fatura mensal dos cidadãos. Do valor total que nos é apresentado para pagamento, 55% são taxas e impostos. Não basta termos o sexto preço mais alto da União Europeia como ainda lhe é adicionada uma carga fiscal que é a segunda mais elevada. Só na rica Dinamarca se pagam mais impostos energéticos que em Portugal. Aqui são quase o triplo do que é exigido aos nossos amigos espanhóis e isso é relevante para o que a seguir vou analisar. Sublinhe-se ainda que os impostos e os subsídios às energias renováveis são 36% do total!Obviamente que a dependência dos combustíveis fósseis deve ser combatida eficazmente. É verdade que o combate às alterações climáticas é um desígnio comum que tem de ser levado a cabo e é nessa proposição que assenta o racional de tão elevada taxação. Sabendo que os conhecimentos inovativos obtidos pela EDP, com as inovações que estão subjacentes à exploração das novas tecnologias, ficam a ser propriedades da elétrica será questionável por que razão o investimento na necessária inovação tem que ser suportado pelos seus clientes, sobretudo quando esta apresenta os fabulosos lucros que são públicos e conhecidos. São muitas e boas empresas as que reinvestem uma considerável fatia dos lucros no desenvolvimento de novas soluções que as adequem aos desafios futuros e lhes garantam um lugar de destaque no mercado em que se inserem. Porque não a produtora e distribuidora de eletricidade? Mas deixemos essa discussão para uma próxima oportunidade e aceitemos o subsídio como acertado.
A energia elétrica tem diferentes escalões de acordo com as horas a que é consumida porque a carga energética não é uniforme e não é fácil armazenar energia, obrigando a variações na produção cujo custo tem valores muito diversos, de acordo com o elemento gerador primário. As redes internacionais suavizam um pouco as diferenças pois permitem importar quando o país é deficitário e exportar no caso inverso. E é precisamente aí que isto fica complicado. Porque a excesso de energia acontece sobretudo à noite e é, precisamente à noite que a componente eólica é maior, como é sabido, porque a solar não tem produção noturna e a hídrica pode ser armazenada. Portanto a energia que a EDP vende aos espanhóis tem uma forte componente de impostos dos cidadãos portugueses. Eu e o leitor estamos a pagar para a energia consumida no país vizinho cuja taxação é muitíssimo inferior à nossa. Para além de nos ensombrar e destruir um dos melhores, maiores e mais belos recursos (a paisagem) ainda nos vai ao bolso para canalizar diretamente para o exterior.
Dirão que, apesar disso, as rendas pagas pelos produtores são uma preciosa ajuda aos proprietários rurais e que igualmente são importantes as mais valias dos acessos feitos para a construção e manutenção das torres. Que sejam. Mas então que os subsídios que hoje são canalizados para a exploração dos moinhos elétricos, sejam redirecionados directamente para os respetivos agricultores. Por mim, bem melhor me sentiria, sabendo que os meus impostos, em vez de irem assegurar reduções tarifárias em Espanha e engordar os lucros de industriais distantes, são usados exclusivamente para melhorar as condições de vida dos meus concidadãos mais próximos.
José Mário Leite
in:mdb.pt
Estação dos CTT de Vila Flor encerrou e os serviços foram transferidos para um supermercado
A estação dos CTT de Vila Flor encerrou. Os serviços foram transferidos para um supermercado que se situa numa saída da vila transmontana. A providência cautelar que o município de Vila Flor avançou para impedir o encerramento da estação não teve provimento pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela.
Fernando Barros, presidente da câmara de Vila Flor discorda desta decisão e admite recorrer.
“Eu não posso concordar enquanto autarca do interior que estas coisas aconteçam, fruto de uma privatização que não acautelou este tipo de serviço universal. E neste caso em Vila Flor, numa estação que funcionava muito bem, equilibrada e que não tinha uma quebra de atendimento e serviços. Eu não posso concordar com isso, porque não estamos a defender as pessoas do interior, sobretudo as pessoas mais idosas que vão se deslocar e bastante. O local para onde os serviços foram transferidos não é o mais aconselhável”, sustentou Fernando Barros.
Um dos comerciantes vila-florense, José Peres considera que o facto de o serviço não se situar no centro vai afectar o comércio, mas sobretudo a população mais idosa das aldeias que usam o serviço dos CTT para levantar as reformas.
“A falta dos CTT vai afectar bastante a população, não só aos comerciantes mas sobretudo as pessoas mais idosas”, contou José Peres.
Outro comerciante, António Campos partilha esta posição e destaca que se trata de um golpe rude.
“Muitas pessoas de idade têm que pagar táxi ou ir a pé e percorrer uma distância muito grande”, disse António Campos.
As primeiras notícias do possível encerramento da estação de CTT de Vila Flor vieram a público em Setembro. Um mês depois a câmara da vila transmontana avançou com uma providência cautelar para impedir o fecho da estação, que foi apoiada pelos restantes municípios da Comunidade Intermunicipal Terras de Trás-os-Montes. O presidente da câmara de Vila Flor aguarda que o processo se reverta, até porque em reunião com o presidente da ANACOM, foi assegurado que ia haver uma recomendação à empresa CTT que garanta, no mínimo, a existência de uma estação dos CTT em cada sede de concelho no distrito brigantino.
Escrito por Brigantia
Jornalista: Maria João Canadas
Fernando Barros, presidente da câmara de Vila Flor discorda desta decisão e admite recorrer.
“Eu não posso concordar enquanto autarca do interior que estas coisas aconteçam, fruto de uma privatização que não acautelou este tipo de serviço universal. E neste caso em Vila Flor, numa estação que funcionava muito bem, equilibrada e que não tinha uma quebra de atendimento e serviços. Eu não posso concordar com isso, porque não estamos a defender as pessoas do interior, sobretudo as pessoas mais idosas que vão se deslocar e bastante. O local para onde os serviços foram transferidos não é o mais aconselhável”, sustentou Fernando Barros.
Um dos comerciantes vila-florense, José Peres considera que o facto de o serviço não se situar no centro vai afectar o comércio, mas sobretudo a população mais idosa das aldeias que usam o serviço dos CTT para levantar as reformas.
“A falta dos CTT vai afectar bastante a população, não só aos comerciantes mas sobretudo as pessoas mais idosas”, contou José Peres.
Outro comerciante, António Campos partilha esta posição e destaca que se trata de um golpe rude.
“Muitas pessoas de idade têm que pagar táxi ou ir a pé e percorrer uma distância muito grande”, disse António Campos.
As primeiras notícias do possível encerramento da estação de CTT de Vila Flor vieram a público em Setembro. Um mês depois a câmara da vila transmontana avançou com uma providência cautelar para impedir o fecho da estação, que foi apoiada pelos restantes municípios da Comunidade Intermunicipal Terras de Trás-os-Montes. O presidente da câmara de Vila Flor aguarda que o processo se reverta, até porque em reunião com o presidente da ANACOM, foi assegurado que ia haver uma recomendação à empresa CTT que garanta, no mínimo, a existência de uma estação dos CTT em cada sede de concelho no distrito brigantino.
Escrito por Brigantia
Jornalista: Maria João Canadas
Município de Mirandela quer atribuir subsídios às freguesias do concelho através de protocolo
O Município de Mirandela pretende proceder à atribuição de subsídios às freguesias do concelho de Mirandela, que serão regulamentados através de Protocolo a celebrar com cada uma das Freguesias.
Um total de 676 mil euros, que, em 2018, foi de apenas 100 mil euros. O Apoio do Município revestirá a forma de subsídio anual, a transferir em doze prestações mensais, determinadas anualmente através de instrumento provisional da autarquia mirandelense, legalmente aprovado. A autarca de Mirandela, Júlia Rodrigues, espera que seja possível ir mais longe no próximo ano. "É óbvio que ainda não fomos tão longe como fazer os protocolos inter-administrativos, uma vez que a lei 50/2018 ainda não tem os diplomas todos aprovados e publicados e, por isso, não era possível, com o parecer da Associação Nacional de Municípios Portugueses, fazermos esses protocolos. Desta vez foi a atribuição de subsídio, para o próximo ano será mais arrojado com a colaboração de todas as juntas de freguesia, com responsabilidade, como todos têm, e com sentido de missão, que todos pretendemos no concelho".
Paulo Pinto, do PSD, diz que este acordo não vem protocolar nada, nem delegar mais competências do que aquelas que já existem. "A questão aqui é: o que é que era difícil? Era ter verbas e meios para oferecer às juntas de freguesia? Elas estão consignadas. Por ventura, o protocolo que venha a ser estabelecido é da responsabilidade da câmara municipal porque o que está no protocolo consignado são competências que as juntas de freguesia já têm, portanto não vai protocolar nada".
As freguesias não se vão poder queixar por faltas de verbas é a opinião de Virgílio Tavares, deputado do CDS, que considera positivo este significativo aumento de verbas. "As freguesias, a partir de agora, não se vão poder queixar de falta de verbas uma vez que vão ter uma verba que eles próprios vão poder gerir. Não será, com certeza, a única mas é um ponto de partida para além de outras que a câmara, com certeza, fará chegar sempre que necessário para esta ou aquela obra".
Para Jorge Humberto, da CDU, concorda com este aumento de subsídios, pois já era uma das medidas defendidas pela CDU, e é também uma forma de responsabilização dos próprios presidentes de junta. "A questão do apoio que a câmara municipal, dos 50% que vêm do FEFE, já era uma proposta da CDU nas eleições autárquicas, ou seja, nós estamos inteiramente de acordo que seja feita esta atribuição para evitar aquilo que foi anos e anos de submissão de presidentes de junta que tinham de vir à câmara de chapéu na mão a pedir umas migalhas ao senhor presidente da câmara para fazer obras na freguesia".
Cabe ao Município acompanhar os trabalhos, mediantes relatórios semestrais, informações e elementos facultados pelas juntas de freguesia.
Este protocolo, com efeitos a partir de Janeiro de 2019, será anual, renovável por igual período, se nenhuma das partes o denunciar.
A maior fatia do bolo vai para a junta de freguesia de Torre de Dona Chama, que inclui a única vila do concelho. Vai receber mais de 46 mil euros, cerca de 3800 euros mensais, verba superior à que vai ser atribuída à junta de freguesia de Mirandela, que será de 33 500 euros, a quarta maior fatia do concelho.
Mais do que Mirandela, vão receber a União de Freguesias de Barcel, Marmelos, e Valverde da Gestosa (43 600 euros) e a de Avidagos, Navalho e Pereira que vai encaixar cerca de 42 mil euros.
No fundo da tabela, estão cinco freguesias que vão receber a menor quantia, cerca de 16 900 euros, o que significa 1400 euros mensais. Nesta situação, estão as freguesias de Bouça, Caravelas, Cobro, Fradizela e São Salvador.
A União de Freguesias de Franco e Vila Boa vai receber 29 mil euros (2400 euros mensais).
Escrito por Rádio Terra Quente (CIR)
Um total de 676 mil euros, que, em 2018, foi de apenas 100 mil euros. O Apoio do Município revestirá a forma de subsídio anual, a transferir em doze prestações mensais, determinadas anualmente através de instrumento provisional da autarquia mirandelense, legalmente aprovado. A autarca de Mirandela, Júlia Rodrigues, espera que seja possível ir mais longe no próximo ano. "É óbvio que ainda não fomos tão longe como fazer os protocolos inter-administrativos, uma vez que a lei 50/2018 ainda não tem os diplomas todos aprovados e publicados e, por isso, não era possível, com o parecer da Associação Nacional de Municípios Portugueses, fazermos esses protocolos. Desta vez foi a atribuição de subsídio, para o próximo ano será mais arrojado com a colaboração de todas as juntas de freguesia, com responsabilidade, como todos têm, e com sentido de missão, que todos pretendemos no concelho".
Paulo Pinto, do PSD, diz que este acordo não vem protocolar nada, nem delegar mais competências do que aquelas que já existem. "A questão aqui é: o que é que era difícil? Era ter verbas e meios para oferecer às juntas de freguesia? Elas estão consignadas. Por ventura, o protocolo que venha a ser estabelecido é da responsabilidade da câmara municipal porque o que está no protocolo consignado são competências que as juntas de freguesia já têm, portanto não vai protocolar nada".
As freguesias não se vão poder queixar por faltas de verbas é a opinião de Virgílio Tavares, deputado do CDS, que considera positivo este significativo aumento de verbas. "As freguesias, a partir de agora, não se vão poder queixar de falta de verbas uma vez que vão ter uma verba que eles próprios vão poder gerir. Não será, com certeza, a única mas é um ponto de partida para além de outras que a câmara, com certeza, fará chegar sempre que necessário para esta ou aquela obra".
Para Jorge Humberto, da CDU, concorda com este aumento de subsídios, pois já era uma das medidas defendidas pela CDU, e é também uma forma de responsabilização dos próprios presidentes de junta. "A questão do apoio que a câmara municipal, dos 50% que vêm do FEFE, já era uma proposta da CDU nas eleições autárquicas, ou seja, nós estamos inteiramente de acordo que seja feita esta atribuição para evitar aquilo que foi anos e anos de submissão de presidentes de junta que tinham de vir à câmara de chapéu na mão a pedir umas migalhas ao senhor presidente da câmara para fazer obras na freguesia".
Cabe ao Município acompanhar os trabalhos, mediantes relatórios semestrais, informações e elementos facultados pelas juntas de freguesia.
Este protocolo, com efeitos a partir de Janeiro de 2019, será anual, renovável por igual período, se nenhuma das partes o denunciar.
A maior fatia do bolo vai para a junta de freguesia de Torre de Dona Chama, que inclui a única vila do concelho. Vai receber mais de 46 mil euros, cerca de 3800 euros mensais, verba superior à que vai ser atribuída à junta de freguesia de Mirandela, que será de 33 500 euros, a quarta maior fatia do concelho.
Mais do que Mirandela, vão receber a União de Freguesias de Barcel, Marmelos, e Valverde da Gestosa (43 600 euros) e a de Avidagos, Navalho e Pereira que vai encaixar cerca de 42 mil euros.
No fundo da tabela, estão cinco freguesias que vão receber a menor quantia, cerca de 16 900 euros, o que significa 1400 euros mensais. Nesta situação, estão as freguesias de Bouça, Caravelas, Cobro, Fradizela e São Salvador.
A União de Freguesias de Franco e Vila Boa vai receber 29 mil euros (2400 euros mensais).
Escrito por Rádio Terra Quente (CIR)
Festival Geada - Miranda do Douro
O festival Geada, que decorre em Miranda do Douro, na sexta-feira e no sábado, promete aquecer o ambiente com um conjunto de iniciativas que incluem música tradicional, danças dos pauliteiros e o contacto com a língua mirandesa.
"O festival Geada tenta dar a conhecer ao exterior as tradições e os aspetos mais marcantes da cultura do planalto mirandês, em tempos de Solstício de Inverno", disse hoje à agência Lusa, Sérgio Vaz que está ligado à organização do festival.
Este festival tem um mote que assenta na máxima "Bamos derretir l caraimbelo!", uma expressão em língua mirandesa que se pode traduzir para português como "vamos derreter o gelo". Esta é uma das imagens de marca do festival que acontece nos últimos dias de cada ano e que junta algumas centenas de jovens num encontro tipicamente de inverno.
Os promotores da iniciativa, porém, não pretendem fazer um "festival de massas", mas sim uma "festa" que reúna não mais de 500 participantes.
"Queremos fazer um festival intimista e fomos buscar o que mais genuíno tem a nossa cidade e o nosso território dando um novo fôlego à iniciativa", frisou Sérgio Vaz. Ou seja, língua, a cultura e as tradições.
A organização do festival cabe à Associação Recreativa da Juventude Mirandesa (ARJM), coletividade que "tenta dar a conhecer ao exterior" as tradições e os aspetos mais marcantes da cultura do Planalto Mirandês.
Todos os anos o festival recebe jovens oriundos de todo o país e da vizinha Espanha.
A organização convida, no primeiro dia do evento (sexta-feira), os participantes a conhecerem o centro histórico da cidade de Miranda do Douro através de uma visita às típicas adegas que ali se encontram, acompanhados pela música dos iPUM, Anda Camino, Lulupls Munimux.
Para sábado, o segundo e último dia do encontro, está marcado um espaço que dá a conhecer os rituais das figuras do Solstícios de Inverno, um concurso de pequenos gaiteiros.
Na tenda Geada, por seu lado, vão marcar presença os músicos Galandum Galundaina, Pauliteiros de Miranda, Velha Gaiteira e Roncos do Diabo.
Assim, os participantes poderão dançar à volta da tradicional fogueira do galo, e ao som das gaitas-de-foles, ver dançar pauliteiros e ouvir a música tradicional mirandesa.
Podem também tocar instrumentos tradicionais, descobrir a língua mirandesa e conviver nas típicas adegas do centro histórico da cidade.
O festival assinala, em 2018, dez anos de existência, em prol da defesa da cultura do Planalto Mirandês, e das suas ancestrais tradições.
FYP // MAG
Lusa/fim
"O festival Geada tenta dar a conhecer ao exterior as tradições e os aspetos mais marcantes da cultura do planalto mirandês, em tempos de Solstício de Inverno", disse hoje à agência Lusa, Sérgio Vaz que está ligado à organização do festival.
Este festival tem um mote que assenta na máxima "Bamos derretir l caraimbelo!", uma expressão em língua mirandesa que se pode traduzir para português como "vamos derreter o gelo". Esta é uma das imagens de marca do festival que acontece nos últimos dias de cada ano e que junta algumas centenas de jovens num encontro tipicamente de inverno.
Os promotores da iniciativa, porém, não pretendem fazer um "festival de massas", mas sim uma "festa" que reúna não mais de 500 participantes.
"Queremos fazer um festival intimista e fomos buscar o que mais genuíno tem a nossa cidade e o nosso território dando um novo fôlego à iniciativa", frisou Sérgio Vaz. Ou seja, língua, a cultura e as tradições.
A organização do festival cabe à Associação Recreativa da Juventude Mirandesa (ARJM), coletividade que "tenta dar a conhecer ao exterior" as tradições e os aspetos mais marcantes da cultura do Planalto Mirandês.
Todos os anos o festival recebe jovens oriundos de todo o país e da vizinha Espanha.
A organização convida, no primeiro dia do evento (sexta-feira), os participantes a conhecerem o centro histórico da cidade de Miranda do Douro através de uma visita às típicas adegas que ali se encontram, acompanhados pela música dos iPUM, Anda Camino, Lulupls Munimux.
Para sábado, o segundo e último dia do encontro, está marcado um espaço que dá a conhecer os rituais das figuras do Solstícios de Inverno, um concurso de pequenos gaiteiros.
Na tenda Geada, por seu lado, vão marcar presença os músicos Galandum Galundaina, Pauliteiros de Miranda, Velha Gaiteira e Roncos do Diabo.
Assim, os participantes poderão dançar à volta da tradicional fogueira do galo, e ao som das gaitas-de-foles, ver dançar pauliteiros e ouvir a música tradicional mirandesa.
Podem também tocar instrumentos tradicionais, descobrir a língua mirandesa e conviver nas típicas adegas do centro histórico da cidade.
O festival assinala, em 2018, dez anos de existência, em prol da defesa da cultura do Planalto Mirandês, e das suas ancestrais tradições.
FYP // MAG
Lusa/fim
A Dança das Máscaras
O Município de Vila Flor felicita o vilaflorense Guilherme de Sousa Rodrigues pelo mérito de lhe ter sido atribuído o Prémio de Melhor Filme no Festival Internacional de Cinema Infantojuvenil “Enimation”, na Eslovénia, na categoria de “MINI – filmes realizados até aos 10 anos de idade”.
O projeto cinematográfico denomina-se “A Dança das Máscaras” e inspira-se na tradição da máscara ibérica, tão peculiar e característica da nossa região de Trás-os-Montes.
A estreia teve lugar no dia 8 de junho de 2018, no Coliseu do Porto, e foi apresentado ao Agrupamento de Escolas ao qual pertence no dia da Ciência e da Cultura.
O Filme foi produzido pela turma 4º B da Escola Fonte da Moura, no Porto: uma escola frequentada, maioritariamente, por crianças com histórias de vida muito complicadas.
CM de Vila Flor
O projeto cinematográfico denomina-se “A Dança das Máscaras” e inspira-se na tradição da máscara ibérica, tão peculiar e característica da nossa região de Trás-os-Montes.
A estreia teve lugar no dia 8 de junho de 2018, no Coliseu do Porto, e foi apresentado ao Agrupamento de Escolas ao qual pertence no dia da Ciência e da Cultura.
O Filme foi produzido pela turma 4º B da Escola Fonte da Moura, no Porto: uma escola frequentada, maioritariamente, por crianças com histórias de vida muito complicadas.
CM de Vila Flor
Comemoração dos "150 anos do nascimento do Padre José Augusto Tavares "
Exposição do Espólio de Abade Tavares
Patente a partir do dia 29 de Dezembro 2018
Museu do Ferro e da Região de Moncorvo
Passagem de Ano TASKA-BRAGANÇA
12 badaladas na Praça da Sé.
Início do ano com boa música e um copo a acompanhar na tua Taska.
ENTRADA GRATUITA
DJ BRASA
OFERTA DE IGUARIAS DA ÉPOCA
quarta-feira, 26 de dezembro de 2018
O Natal e o Mendigo das Ruas de São Paulo - Um Conto Feio e Patético
Por: Antônio Carlos Affonso dos Santos
(colaborador do "Memórias...e outras coisas..")
São Paulo - Brasil
Era véspera de Natal, de um ano qualquer. A noite já ia alta. Debaixo do viaduto trêmulo de concreto, metal e fuligem, um mocó (*) é refeito com o lixo do dia. Eu e o meu pensamento, vadios e libertos, invadimos o mocó daquele cidadão mendigo; ele, com sua habitual incredulidade solidária.
Ali, gavetas sem fundo empilhadas e uma porta sem chave de um outrora guarda-roupa, fechavam imaginariamente a outra dimensão em que vivem os drogados e mendigos desta cidadesca megalópole. Ao lado do fogareiro, a álcool, uma caixa de papelão ocultava um edredom surrado e encardido, um descorado cobertor “corta-febre”, uma ou duas toalhas de rosto e uma troca de roupas (**).
Numa caixa de madeira, resquícios de frutas, meio pacote de ração para cães, algumas batatas, uma cebola, uma cabeça de alho, seis pacotes de macarrão instantâneo e algumas latas tampadas; numa delas estava escrito: ”Açúcar”; em outra: “Arroz”, numa terceira: “Sal”! Em cima da caixa, um colchonete, que um dia teve estampas de flores vermelhas, agora amarronzadas. Num vão da coluna do viaduto, um rádio à pilha e um isqueiro, algumas velas, quase intactas, duas caixas de fósforo, além de um quadro com a Santa Luzia.
A um canto, uma caixa de sapatos servia de depósito para quatro garrafas Pet de dois litros, cheias d´água. Ariel, o mendigo morador do mocó, originalmente registrado como João Batista de Deus, parece inseguro com minha presença. Ele não entendia o quê eu pretendia nessa visita. Na verdade eu quisera entender o porquê dele viver assim, qual o motivo que o levou a isso e, sobretudo, como ele consegue sobreviver, se alimentar e cuidar dos três cachorros vira-latas (***) que o acompanham, dentre eles o JOW, com essa grafia mesmo; onde a intenção era a de homenagear o multiartista Jô Soares, da TV. Nesse dia uma fina chuva caía sobre a terra de Piratininga. O barulho nas calhas do viaduto, que desaguavam logo além da entrada da casa improvisada, dava o tom do ambiente. Num fogareiro a álcool, Ariel fervia meio litro d água, para passar um café para nós; já que eu havia levado um saco com dez pãezinhos franceses, uma caixa de margarina, uma caixa de chocolates Suflair e um pacote de biscoitos de polvilho. O café, cujo pó – em pouca quantidade - estava acondicionado dentro de uma lata de leite Molico, dessas que tem tampa de plástico. Ele tomou duas colheradas, colocou-as no filtro de papel e a seguir, despejou a água fervente sobre o pó, o quê nos fez sentir um perfume maravilhoso.
O café, recém- feito, foi servido em canecas esmaltadas. E ficou muito bom mesmo; até eu mesmo comi um dos pãezinhos que levara, com um pouco de margarina. Lembrei-me de que tinha em meu carro estacionado a certa distância, uma garrafa de vinho tinto, que havia trazido de Garibaldi, lá no Rio Grande do Sul. Achei que aquela era a hora; dei uma desculpa de que voltava logo e fui buscar o vinho! Ariel ficou feliz em ver a garrafa de vinho. Ele me disse que, no passado, bebia cachaça, mas que depois de uma crise hepática, houvera desmaiado e que os outros moradores de rua o haviam levado ao Hospital das Clínicas, onde foi atendido no Pronto Socorro e que depois ficou internado por quase um mês. No entanto disse que um pouco de vinho, cairia bem e não lhe faria mal! De repente, ocorreu-me: como iremos abrir a garrafa de vinho? Tão logo falei a esse respeito, Ariel me disse que sabia uma forma infalível de abrir qualquer garrafa com rolha: saiu da barraca, improvisada como casa, e voltou com um tijolo de barro queimado. A seguir, pegou no armário improvisado uma toalha pequena, dessas chamadas “de rosto”. Fez uma rodilha com a toalha e a colocou sobre o tijolo. Em seguida pediu que eu lhe passasse a garrafa; coisa que fiz automaticamente, sem entender.
Ariel então pegou firmemente a garrafa pelo meio e aplicou vários golpes com o fundo da mesma sobre a rodilha.
-Pluuuuuuuufffffttttt!!!!!!!!!!!!!!; a rolha voou longe, caindo entre os cães famintos que lamberam a rolha, na vã esperança de que fosse algo comível. Ariel pegou duas canecas de alumínio e a colocou no chão coberto por uma toalha de mesa: ali estavam os pães, a margarina, o vinho e alguns chocolates.
Ariel rezou um Pai-Nosso; a seguir, abriu dois dos tabletes de chocolates que eu havia levado e os dividiu entre seus cães que, pelo abanar das caudas, pareceram felizes com o mimo.
(colaborador do "Memórias...e outras coisas..")
São Paulo - Brasil
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| Foto: Alexandre Severo/Editora Globo |
Ali, gavetas sem fundo empilhadas e uma porta sem chave de um outrora guarda-roupa, fechavam imaginariamente a outra dimensão em que vivem os drogados e mendigos desta cidadesca megalópole. Ao lado do fogareiro, a álcool, uma caixa de papelão ocultava um edredom surrado e encardido, um descorado cobertor “corta-febre”, uma ou duas toalhas de rosto e uma troca de roupas (**).
Numa caixa de madeira, resquícios de frutas, meio pacote de ração para cães, algumas batatas, uma cebola, uma cabeça de alho, seis pacotes de macarrão instantâneo e algumas latas tampadas; numa delas estava escrito: ”Açúcar”; em outra: “Arroz”, numa terceira: “Sal”! Em cima da caixa, um colchonete, que um dia teve estampas de flores vermelhas, agora amarronzadas. Num vão da coluna do viaduto, um rádio à pilha e um isqueiro, algumas velas, quase intactas, duas caixas de fósforo, além de um quadro com a Santa Luzia.
A um canto, uma caixa de sapatos servia de depósito para quatro garrafas Pet de dois litros, cheias d´água. Ariel, o mendigo morador do mocó, originalmente registrado como João Batista de Deus, parece inseguro com minha presença. Ele não entendia o quê eu pretendia nessa visita. Na verdade eu quisera entender o porquê dele viver assim, qual o motivo que o levou a isso e, sobretudo, como ele consegue sobreviver, se alimentar e cuidar dos três cachorros vira-latas (***) que o acompanham, dentre eles o JOW, com essa grafia mesmo; onde a intenção era a de homenagear o multiartista Jô Soares, da TV. Nesse dia uma fina chuva caía sobre a terra de Piratininga. O barulho nas calhas do viaduto, que desaguavam logo além da entrada da casa improvisada, dava o tom do ambiente. Num fogareiro a álcool, Ariel fervia meio litro d água, para passar um café para nós; já que eu havia levado um saco com dez pãezinhos franceses, uma caixa de margarina, uma caixa de chocolates Suflair e um pacote de biscoitos de polvilho. O café, cujo pó – em pouca quantidade - estava acondicionado dentro de uma lata de leite Molico, dessas que tem tampa de plástico. Ele tomou duas colheradas, colocou-as no filtro de papel e a seguir, despejou a água fervente sobre o pó, o quê nos fez sentir um perfume maravilhoso.
O café, recém- feito, foi servido em canecas esmaltadas. E ficou muito bom mesmo; até eu mesmo comi um dos pãezinhos que levara, com um pouco de margarina. Lembrei-me de que tinha em meu carro estacionado a certa distância, uma garrafa de vinho tinto, que havia trazido de Garibaldi, lá no Rio Grande do Sul. Achei que aquela era a hora; dei uma desculpa de que voltava logo e fui buscar o vinho! Ariel ficou feliz em ver a garrafa de vinho. Ele me disse que, no passado, bebia cachaça, mas que depois de uma crise hepática, houvera desmaiado e que os outros moradores de rua o haviam levado ao Hospital das Clínicas, onde foi atendido no Pronto Socorro e que depois ficou internado por quase um mês. No entanto disse que um pouco de vinho, cairia bem e não lhe faria mal! De repente, ocorreu-me: como iremos abrir a garrafa de vinho? Tão logo falei a esse respeito, Ariel me disse que sabia uma forma infalível de abrir qualquer garrafa com rolha: saiu da barraca, improvisada como casa, e voltou com um tijolo de barro queimado. A seguir, pegou no armário improvisado uma toalha pequena, dessas chamadas “de rosto”. Fez uma rodilha com a toalha e a colocou sobre o tijolo. Em seguida pediu que eu lhe passasse a garrafa; coisa que fiz automaticamente, sem entender.
Ariel então pegou firmemente a garrafa pelo meio e aplicou vários golpes com o fundo da mesma sobre a rodilha.
-Pluuuuuuuufffffttttt!!!!!!!!!!!!!!; a rolha voou longe, caindo entre os cães famintos que lamberam a rolha, na vã esperança de que fosse algo comível. Ariel pegou duas canecas de alumínio e a colocou no chão coberto por uma toalha de mesa: ali estavam os pães, a margarina, o vinho e alguns chocolates.
Ariel rezou um Pai-Nosso; a seguir, abriu dois dos tabletes de chocolates que eu havia levado e os dividiu entre seus cães que, pelo abanar das caudas, pareceram felizes com o mimo.
-E a ceia foi servida, com a presença invisível do Deus Menino; naturalmente!
Glossário
. (*) mocó: esconderijo; tenda mal – feita, formada de restos de latas, tábuas, papelões, plásticos, panos e lonas.
. (**) troca de roupas: refere-se ao conjunto completo formado de peças do vestuário: calça, camisa, cueca, meias (peugas), botas e etc..
. (***) vira-latas: cão sem raça definida, ou com a mistura de várias delas. Denota algo sem nenhum valor! Pejorativamente também é usada para designar uma pessoa sem classe ou sem-vergonha.
Glossário
. (*) mocó: esconderijo; tenda mal – feita, formada de restos de latas, tábuas, papelões, plásticos, panos e lonas.
. (**) troca de roupas: refere-se ao conjunto completo formado de peças do vestuário: calça, camisa, cueca, meias (peugas), botas e etc..
. (***) vira-latas: cão sem raça definida, ou com a mistura de várias delas. Denota algo sem nenhum valor! Pejorativamente também é usada para designar uma pessoa sem classe ou sem-vergonha.
Antônio Carlos Affonso dos Santos – ACAS. Nascido em julho de 1946, é natural da zona rural de Cravinhos-SP (Brasil). Nascido e criado numa fazenda de café; vive na cidade de São Paulo (Brasil), desde os 13. Formou-se em Física, trabalhou até recentemente no ramo de engenharia, especialista em equipamentos petroquímicos. É escritor amador diletante, cronista, poeta, contista e pesquisador do dialeto “Caipirês”. Tem textos publicados em 9 livros, sendo 4 “solos” e cinco em antologias, junto com outros escritores amadores brasileiros. São seus livros: “Pequeno Dicionário de Caipirês (recém reciclado e aguardando interesse de editoras), o livro infantil “A Sementinha”, um livro de contos, poesias e crônicas “Fragmentos” e o romance infanto-juvenil “Y2K: samba lelê”.
SONHOS
Por: Fernando Calado
(colaborador do Memórias...e outras coisas...)
Que os sonhos sejam leves
que os sonhos sejam doces
que os sonhos sejam sonhos
que os sonhos saibam a sonhos
que os sonhos sejam dourados
que os sonhos durem
que os sonhos sejam
que os sonhos sejam o risco da asa que fica nos olhos
que os sonhos sejam o vermelho do morango que fica na boca
que os sonhos sejam o calor da lareira que fica nas mãos
que os sonhos sejam as chegadas que ficam no ficar
que os sonhos sejam o adeus que fica na saudade
Que o sonhos sejam… o teu lugar que continua à minha beira...
tão presente como os sonhos... de beijos de mel e canela...
… e ficamos os dois...e encontramo-nos todos os dias perto do silêncio!
... no orvalho da manhã... nas asas dos pássaros
...e os teus dedos são ramos de azevinho.
...não chores...Então?!... o fim é sempre um começo radioso!
… deixo-te este sinal... nunca te esqueço… dá-me um abraço!
... na memória fica a presença de outros natais.
...e ficamos! A neve cai… e a noite é sempre branca!
Fernando Calado nasceu em 1951, em Milhão, Bragança. É licenciado em Filosofia pela Universidade do Porto e foi professor de Filosofia na Escola Secundária Abade de Baçal em Bragança. Curriculares do doutoramento na Universidade de Valladolid. Foi ainda professor na Escola Superior de Saúde de Bragança e no Instituto Jean Piaget de Macedo de Cavaleiros. Exerceu os cargos de Delegado dos Assuntos Consulares, Coordenador do Centro da Área Educativa e de Diretor do Centro de Formação Profissional do IEFP em Bragança.
Publicou com assiduidade artigos de opinião e literários em vários Jornais. Foi diretor da revista cultural e etnográfica “Amigos de Bragança”.
(colaborador do Memórias...e outras coisas...)
Que os sonhos sejam leves
que os sonhos sejam doces
que os sonhos sejam sonhos
que os sonhos saibam a sonhos
que os sonhos sejam dourados
que os sonhos durem
que os sonhos sejam
que os sonhos sejam o risco da asa que fica nos olhos
que os sonhos sejam o vermelho do morango que fica na boca
que os sonhos sejam o calor da lareira que fica nas mãos
que os sonhos sejam as chegadas que ficam no ficar
que os sonhos sejam o adeus que fica na saudade
Que o sonhos sejam… o teu lugar que continua à minha beira...
tão presente como os sonhos... de beijos de mel e canela...
… e ficamos os dois...e encontramo-nos todos os dias perto do silêncio!
... no orvalho da manhã... nas asas dos pássaros
...e os teus dedos são ramos de azevinho.
...não chores...Então?!... o fim é sempre um começo radioso!
… deixo-te este sinal... nunca te esqueço… dá-me um abraço!
... na memória fica a presença de outros natais.
...e ficamos! A neve cai… e a noite é sempre branca!
Publicou com assiduidade artigos de opinião e literários em vários Jornais. Foi diretor da revista cultural e etnográfica “Amigos de Bragança”.
Greve dos trabalhadores dos impostos e das alfândegas pouco se faz sentir em Bragança
Os trabalhadores dos impostos e das alfândegas começaram hoje uma greve que se prolonga até segunda-feira.
Por Bragança, no serviço de finanças, segundo o adjunto do chefe desta repartição, José Afonso, poucos trabalhadores aderiram à greve. "Somos 20 trabalhadores e apenas dois aderiram à greve. Basta que falte um elemento que, claro, faz sempre falta, se não, não estariam cá presentes. O serviço está a funcionar normalmente, com um bocadinho de dificuldade mas desenvolve-se bem a actividade".
A greve prevê impacto nos aeroportos, finanças e portos. Uma paralisação que José Afonso considera justa. "Eu, neste momento, acho que é justa embora, pessoalmente, estou quase de saída. Acho que os colegas têm toda a razão porque é uma medida que nos foi prometida há muito tempo e até agora não tivemos qualquer resposta".
José Afonso avança ainda que mais trabalhadores do serviços de finanças de Bragança poderá aderir à greve. "Hoje não vieram trabalhar mas amanhã podem vir. Poderá haver um colega ou outro, que na sexta-feira, com o aproximar do fim-de-semana não venha trabalhar. Mas não é uma informação precisa".
Na Conservatória do Registo Predial de Bragança, para já a greve não se faz sentir. Na origem desta paralisação está o processo de negociação das carreiras dos trabalhadores com o Governo.
Escrito por Brigantia
Jornalista: Carina Alves
Por Bragança, no serviço de finanças, segundo o adjunto do chefe desta repartição, José Afonso, poucos trabalhadores aderiram à greve. "Somos 20 trabalhadores e apenas dois aderiram à greve. Basta que falte um elemento que, claro, faz sempre falta, se não, não estariam cá presentes. O serviço está a funcionar normalmente, com um bocadinho de dificuldade mas desenvolve-se bem a actividade".
A greve prevê impacto nos aeroportos, finanças e portos. Uma paralisação que José Afonso considera justa. "Eu, neste momento, acho que é justa embora, pessoalmente, estou quase de saída. Acho que os colegas têm toda a razão porque é uma medida que nos foi prometida há muito tempo e até agora não tivemos qualquer resposta".
José Afonso avança ainda que mais trabalhadores do serviços de finanças de Bragança poderá aderir à greve. "Hoje não vieram trabalhar mas amanhã podem vir. Poderá haver um colega ou outro, que na sexta-feira, com o aproximar do fim-de-semana não venha trabalhar. Mas não é uma informação precisa".
Na Conservatória do Registo Predial de Bragança, para já a greve não se faz sentir. Na origem desta paralisação está o processo de negociação das carreiras dos trabalhadores com o Governo.
Escrito por Brigantia
Jornalista: Carina Alves
Portugal regista mais bebés, mas aumento ainda é ligeiro. Bragança com queda preocupante
António Costa pediu durante a mensagem de Natal uma "nova dinâmica" na natalidade. Dados de 2018 revelam mais cerca de cem bebés, em média, por mês.
Depois da ligeira descida de 2017, tudo indica que em 2018 a natalidade deve aumentar ligeiramente em Portugal. Os últimos dados do chamado "teste do pezinho", feito a praticamente 100% dos recém-nascidos, revelam uma subida de 1,4%. Ou seja, foram realizados mais 1.107 testes entre janeiro e novembro.
Recorde-se que ontem, na mensagem de Natal, o primeiro-ministro, António Costa , apontou para a demografia como o segundo maior desafio do país, dizendo que "é absolutamente essencial que os jovens sintam que têm em Portugal a oportunidade de se realizarem plenamente do ponto de vista pessoal e profissional, e assegurar uma nova dinâmica à natalidade".
Os dados hoje enviados à TSF, pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), revelam uma ligeira mas ainda curta recuperação, mais notória em cinco distritos: Guarda (+10,6%), Viana do Castelo (+9,7%), Portalegre (+7,4%), Santarém (4,6%) e Beja (+4,5%).
No outro extremo, a natalidade caiu claramente em Bragança (-9,2%) e Évora (-5,8%).
Por outro lado, nos distritos com mais nascimentos, em Lisboa a natalidade recupera a um ritmo de 2,1%, enquanto no Porto cai quase 0,8% - sinais contraditórios, que mostram uma tendência de subida que ainda não é evidente.
Durante a crise económica e a intervenção da troika Portugal registou um mínimo histórico de bebés (82.367 em 2014), afastando ainda mais o país dos valores que os especialistas consideram necessários para renovar as gerações e que já não eram atingidos desde a década de 1980 (2,1 filhos, em média, por mulher em idade fértil).
Os números subiram um pouco em 2015 e 2016, mas voltaram a cair ligeiramente em 2017. Mesmo com a recuperação agora à vista para 2018, os números continuarão muito longe dos mais de 100 mil nascimentos por ano que se registavam antes da crise.
Nuno Guedes
TSF
Depois da ligeira descida de 2017, tudo indica que em 2018 a natalidade deve aumentar ligeiramente em Portugal. Os últimos dados do chamado "teste do pezinho", feito a praticamente 100% dos recém-nascidos, revelam uma subida de 1,4%. Ou seja, foram realizados mais 1.107 testes entre janeiro e novembro.
Recorde-se que ontem, na mensagem de Natal, o primeiro-ministro, António Costa , apontou para a demografia como o segundo maior desafio do país, dizendo que "é absolutamente essencial que os jovens sintam que têm em Portugal a oportunidade de se realizarem plenamente do ponto de vista pessoal e profissional, e assegurar uma nova dinâmica à natalidade".
Os dados hoje enviados à TSF, pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), revelam uma ligeira mas ainda curta recuperação, mais notória em cinco distritos: Guarda (+10,6%), Viana do Castelo (+9,7%), Portalegre (+7,4%), Santarém (4,6%) e Beja (+4,5%).
No outro extremo, a natalidade caiu claramente em Bragança (-9,2%) e Évora (-5,8%).
Por outro lado, nos distritos com mais nascimentos, em Lisboa a natalidade recupera a um ritmo de 2,1%, enquanto no Porto cai quase 0,8% - sinais contraditórios, que mostram uma tendência de subida que ainda não é evidente.
Durante a crise económica e a intervenção da troika Portugal registou um mínimo histórico de bebés (82.367 em 2014), afastando ainda mais o país dos valores que os especialistas consideram necessários para renovar as gerações e que já não eram atingidos desde a década de 1980 (2,1 filhos, em média, por mulher em idade fértil).
Os números subiram um pouco em 2015 e 2016, mas voltaram a cair ligeiramente em 2017. Mesmo com a recuperação agora à vista para 2018, os números continuarão muito longe dos mais de 100 mil nascimentos por ano que se registavam antes da crise.
Nuno Guedes
TSF
Adesão à greve dos técnicos superiores de Diagnóstico e Terapêutica quase nos 90% no distrito de Bragança
No distrito de Bragança, a greve dos técnicos superiores de Diagnóstico e Terapêutica está a ter uma adesão de 87%, e, em Vila Real, apesar de ainda não estarem todos os dados apurados, estima-se que ronde os 80%. Os serviços mais afetados são os de análises clínicas e radiologia.
Esta é uma greve intercalar que começou no início deste mês, com a qual os profissionais reivindicam a revisão das carreiras e uma nova tabela salarial, como explica Alexandra Costa, dirigente sindical do Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica:
“Estamos há um ano num processo negocial com o governo, foi um processo que se iniciou de forma pacífica e em que houve cedência de ambas as partes. No entanto, quando chegamos à transição dos colegas para a nova carreira e tabela salarial, não conseguimos chegar a acordo porque o Governo propõe que 97% dos profissionais fiquem na base da carreira, ou seja, profissionais que já foram sujeitos a processos concursais, que já subiram na carreira antiga, vão ficar com o mesmo salário que um colega que entrou ontem, por exemplo.
Isto é inaceitável.”
Esta é a 5ª greve que estes profissionais de saúde levam a cabo este ano, que apesar de já ter surtido algum efeito, ainda não foi o desejável, situação essa que se continuar, vai obrigar a que a luta se prolongue no próximo ano, acrescenta a dirigente sindical:
“Tivemos uma reunião no dia 10 de dezembro com a ministra e ela estava irredutível.
Fez alguns ajustes na base da carreira mas foram irrelevantes, porque o grande problema aqui é a transição dos colegas para a nova carreira.
Se esta paralisação não surtir o efeito pretendido, vamos voltar à luta já em janeiro. A partir do dia 28 vamos fazer um apanhado de todo este processo, são quatro sindicatos envolvidos, e planearemos novas ações de luta.”
Em greve estão também, a partir de hoje e até sexta-feira, os trabalhadores dos Registos e Notariados.
Na base da paralisação estão questões relacionadas com o sistema remuneratório, a revisão das carreiras e ainda o atraso na abertura de concursos para admissão de novos trabalhadores.
Durante os próximos três dias, estão também em greve os trabalhadores administrativos do serviço de Estrangeiros e Fronteiras e os trabalhadores dos Impostos e Alfândegas, esta última que se prolonga até dia 31 de dezembro.
Escrito por ONDA LIVRE
Esta é uma greve intercalar que começou no início deste mês, com a qual os profissionais reivindicam a revisão das carreiras e uma nova tabela salarial, como explica Alexandra Costa, dirigente sindical do Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica:
“Estamos há um ano num processo negocial com o governo, foi um processo que se iniciou de forma pacífica e em que houve cedência de ambas as partes. No entanto, quando chegamos à transição dos colegas para a nova carreira e tabela salarial, não conseguimos chegar a acordo porque o Governo propõe que 97% dos profissionais fiquem na base da carreira, ou seja, profissionais que já foram sujeitos a processos concursais, que já subiram na carreira antiga, vão ficar com o mesmo salário que um colega que entrou ontem, por exemplo.
Isto é inaceitável.”
Esta é a 5ª greve que estes profissionais de saúde levam a cabo este ano, que apesar de já ter surtido algum efeito, ainda não foi o desejável, situação essa que se continuar, vai obrigar a que a luta se prolongue no próximo ano, acrescenta a dirigente sindical:
“Tivemos uma reunião no dia 10 de dezembro com a ministra e ela estava irredutível.
Fez alguns ajustes na base da carreira mas foram irrelevantes, porque o grande problema aqui é a transição dos colegas para a nova carreira.
Se esta paralisação não surtir o efeito pretendido, vamos voltar à luta já em janeiro. A partir do dia 28 vamos fazer um apanhado de todo este processo, são quatro sindicatos envolvidos, e planearemos novas ações de luta.”
Em greve estão também, a partir de hoje e até sexta-feira, os trabalhadores dos Registos e Notariados.
Na base da paralisação estão questões relacionadas com o sistema remuneratório, a revisão das carreiras e ainda o atraso na abertura de concursos para admissão de novos trabalhadores.
Durante os próximos três dias, estão também em greve os trabalhadores administrativos do serviço de Estrangeiros e Fronteiras e os trabalhadores dos Impostos e Alfândegas, esta última que se prolonga até dia 31 de dezembro.
Escrito por ONDA LIVRE
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