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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

EDUCAÇÃO E CULTURA EM BRAGANÇA (1820-2012)

Bragança, capital do Distrito, e que deve considerar-se como uma Cidade comerciante, não tem uma aula especial de Aritmética e Geografia, nem de História. Não há nesta Cidade, nem em todo o Distrito, uma tipografia, nem uma livraria pública, sendo muito raras e deficientes as particulares, o que é de grande falta até para os empregados públicos e autoridades, que podendo às vezes ter dúvidas, falta lhe este meio para as resolver, não sendo possível que cada um tenha consigo uma biblioteca. O clero, que é talvez o mais falto de meios, e o mais ignorante de todo o Reino, não tem um curso de estudos próprio, nem ao menos uma aula prática de moral. Não pode haver um quadro mais triste e miserável, e é preciso ainda confessar, que sendo esta a singela exposição dos factos, ele poderia apresentar-se muito mais feio e revoltante, se com lúgubres cores, e em satírica dicção, alguém tentasse descrever todas as consequências que deles se podem deduzir…

(Fonte – “Relatório da Junta Geral do Distrito de Bragança”,
Diário do Governo, de 11 de novembro de 1839)


No que diz respeito à educação e cultura no Município de Bragança, mais uma vez estamos perante uma realidade difícil de captar, uma vez que os poucos estudos desenvolvidos sobre esta temática raramente se debruçaram sobre a realidade específica do Município de Bragança. Contudo, nos últimos anos surgiram alguns trabalhos meritórios quanto a estes setores.
Maria Isabel Baptista (2004) forneceu-nos um estudo sobre A Escola Trasmontana entre 1759-1835, no qual aborda logicamente a realidade bragançana. Florinda Reis (2006)  abordou a Pedagogia Moderna, o Espaço, os Instrumentos e as Práticas (1860-1960), dando contributos importantes sobre o ensino primário neste período.
Manuel Luís Castanheira (2006) aprofundou, em estudo de caso, a primeira e única Escola Infantil de Bragança (1915-1934). E Ângelo Vítor Patrício (1999), na sua Bragança Hoje: Sociedade e Cultura, também referiu alguns aspetos do ensino na Cidade.
Por outro lado, importa mencionar alguns investigadores que se dedicaram à realidade bragançana neste domínio após a Revolução de 25 de abril de 1974, como Henrique Ferreira (2004 e 2009), Evangelina Silva (2004) e Ana Maria Rodrigues (2013). De registar ainda o trabalho de João Cabrita (2004), os artigos de Eduardo Carvalho (1993), Maria Isabel Baptista (2003) e José Rodrigues Monteiro (2004), todos sobre o Liceu de Bragança; e ainda, os estudos de Vítor Bravo (1991) sobre a Escola Comercial e Industrial de Bragança; de Bárbara Fernandes (1996) sobre as Irmãs da Caridade do Colégio do Sagrado Coração de Jesus; e o de Alfredo Augusto Teixeira, sobre as Servas Franciscanas Reparadoras de Jesus Sacramentado, detentoras do Colégio S. João de Brito e do Jardim de Infância e Escola Básica do 1.º Ciclo Santa Clara.
Quanto às instituições culturais de Bragança, a investigação é ainda mais dispersa e lacunar, a exigir também o seu historiador.
É tendo como palco este panorama que devemos ler o texto que se segue, uma mera introdução para trabalhos mais aprofundados que importa fazer ou incentivar – por exemplo, o Liceu Nacional de Bragança, o Seminário de Bragança, a instrução pública no Município, a educação extraescolar e de adultos, o associativismo cultural e as instituições de cultura, dariam, só por si, outras tantas teses de doutoramento.

A EDUCAÇÃO E INSTRUÇÃO EM BRAGANÇA

No âmbito deste tema, vamos efetuar uma análise da evolução do número das escolas e respetivos alunos do Município de Bragança, nos séculos XIX e XX, aos mais diversos níveis de ensino – básico, secundário e superior –, e o lento combate contra analfabetismo.
Mencionamos ainda as instituições de beneficência e apoio social, uma vez que algumas delas, fundadas pela Diocese, Congregação do Sagrado Coração de Jesus e pelas Servas Reparadoras, ainda antes de 1974, ministraram educação e ensino, embora sem paralelismo pedagógico.

Título: Bragança na Época Contemporânea (1820-2012)
Edição: Câmara Municipal de Bragança
Investigação: CEPESE – Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade
Coordenação: Fernando de Sousa

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