Esta tradição que está diretamente ligada aos festejos do Solstício de Inverno e à épocas de cantar as janeiras foi recuperada há uma década e continua a manter os seus traços origine apesar da introdução de novos elementos como a mata porco e um almoço comunitário mas que mantém a pureza das duas principais figuras da função: a Mascarinha que utiliza uma máscara de e o Mascarão, uma de madeiro de contornos mais diamónicos.
Esta iniciativa cultural que esteve perdida durante mais de 50 anos, devido à emigração e à guerra colonial é, agora, uma das expressões mais singulares do património cultural deste território raiano carregadas de significado antropológico e misticismo.
De acordo com Antero Neto, investigador da cultura popular do concelho de Mogadouro, estas duas figuras estiveram esquecidas durante algumas décadas até que voltaram a sair às ruas para cumprirem a tradição, após algum estudo das suas características e outros elementos ligados ao ritual.
As ruas de Vilarinho Dos Galegos acolheram, assim, um cortejo que percorreu todas as ruas desta aldeia, onde os personagens vestidos a rigor com a população a recordar tempos do passado, onde as formas de entretenimento eram escassas.


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