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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Bragança ganha espaço para criação de Arte aberto a todos os criativos

Bragança ganhou um novo espaço cultural aberto a todas as artes e criativos, iniciativa de dois artistas locais que disponibilizam uma casa para todas as manifestações artísticas, sem esquecer os mais novos e cidadãos portadores de deficiência.
Foto: https://www.facebook.com/xanaemiguel/
A Plataforma de Arte e Criação oferece residência para retiro de artistas, espaço para exposição, formação com "a ambição de que cada criador se sinta num espaço em que a porta está aberta para ele".

Da pintura à escultura, da música ao teatro, esta casa no centro da cidade de Bragança foi pensada e é um investimento pessoal de Alexandra Dias, professora de literatura e artes plásticas, e Miguel Moreira e Silva, artista plástico, ainda sem apoios institucionais.

Alexandra Dias também pinta e foi quem concebeu este projeto, pensado a universidade da ilhas Fiji, onde trabalhou, mas que não conseguiu concretizar.

Regressou a Bragança e partilhou a ideia com o amigo Miguel Moreira e Silva e decidiram avançar, tirando proveito "daquilo de que cada um tem maior virtude", ele das artes plásticas, ela a parte de organização, estruturação dos projetos e conceção, além da vertente pedagógica.

A Plataforma abriu como "espaço multidisciplinar, multiartístico, como uma porta aberta a outras artes, primordialmente a música, pequenas performances de teatro, escultura, pintura, sem esquecer as máscaras", típicas da região de Bragança.

"A nossa ideia é sermos um espaço aberto para as pessoas virem aqui fazer residências artísticas e para que os artistas de todos os pontos do país - e, muito em breve, pretendemos estender à Península Ibérica e fazer um ponto interartístico com a arte ibérica -- sintam que este é um espaço onde podem vir para estar e ficar durante uns dias", explicou Alexandra Dias.

Este é também um espaço para "desfrutar das obras expostas, para adquirir a preços acessíveis, para que as pessoas se divirtam e, se quiserem, aprendam a fazer máscaras, a pintar acrílico ou uma aguarela", segundo os responsáveis.

Os promotores querem também envolver os jovens, em colaboração com o Instituto Politécnico de Bragança.

"É interessante trazer os alunos, ter aqui os artistas e os alunos estarem a observar e ver", considerou Alexandra Dias, realçando que este espaço está também pensado para "os mais novos e cidadãos portadores de deficiência".

Aos mais novos propõem oficinas para "interpretação da obra dos grandes pintores da História da Arte e que passam por interpretarem também a teoria da Arte".

O espaço tem atualmente patente uma exposição coletiva com obras dos artistas plásticos Miguel Moreira e Silva, de Bragança, Dila Moniz, das Caldas da Rainha, Luiz Morgadinho, de Seia, Mutes, de Arcos de Valdevez, e Costa Araújo, de Braga.

Outros dos propósitos apontados por Miguel Moreira e Silva é "apoiar a carreira artística" de quem quiser associar-se ao projeto.

O espaço nasce da "paixão" dos promotores por esta área e "sem apoios institucionais", como vincou Miguel, estando agora nos planos dos promotores candidatar-se a fundos destinados ao setor, "para investir nos materiais necessários, que são bastante caros, desde cavaletes, tintas, silicones e resinas" para as oficinas.

O investimento inicial, dizem, "não foi assim tão grande". Usufruíram da entreajuda, para algumas questões logísticas, assumem o custo do arrendamento e funcionamento do edifício, e "usaram velho e puseram bonito", para com "muito pouco fazer muito".

Agência Lusa

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