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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

segunda-feira, 19 de março de 2018

Dizeres e Ditos na Carta Gastronómica de Bragança

Maria do Carmo Miranda
Sr.ª Dona Maria do Carmo Miranda, 80 anos, vive em Quintanilha.
Vivia tudo igual. Nos dias de festa comia-se carne assada, frangos e galinhas. O pão em Quintanilha cujo peso era de dois ou três quilos tinha o nome de fogaça. Pesava-se com uma balança romana. Dois arráteis e duas onças faziam um quilo. 
Aos pedaços de pão chamavam-se carolos. Oito dias antes dos casamentos fazia-se o paga vinho, com pão, tremoços, amêndoas e vinho. Fazíamos doces: pão-de-ló, económicos, súplicas a arroz-doce com leite de cabra.
Lentilhas eram para as vacas.
No Natal das sobras do bacalhau da noite de Consoada, misturavam-nas com couves cozidas e faziam roupa velha. Nos dias de festa a Mãe matava um coelhinho, comprava um bocado de fralda de cabra e cozinhava-a com arroz ou massa.
Alheiras só as comiam na altura em que eram feitas. Conservava-se a comida na mosqueira, a carne na salgadeira, os salpicões encarrilhavam-se todos num lugar escuro por causa da mosca. Algumas pessoas metiam os salpicões nos farelos de trigo. 
Os presuntos se apanhassem couça esfregavam-se com vinagre.
De Pinela vinham as panelas de barro, enchiam-se de pingo. Comprava económicos na Sra. Laurinda, os rebuçados vinham da Régua.

Carta Gastronómica de Bragança
Autor: Armando Fernandes
Foto: É parte integrante da publicação
Publicação da Câmara Municipal de Bragança

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