“Estas ações surgem na sequência de vários alertas registados na área do Planalto Mirandês relacionados com suspeitos ataques de lobo e outras espécies predadoras protegidas a animais de explorações agrícolas e aves rupícolas, como abutres ou milhafres”, indicou fonte oficial da GNR.
Segundo a mesma fonte, estas ações, que começaram no início da semana e contam com binómios cinotécnicos e militares especializados, têm por objetivo detetar armadilhas e venenos que prejudiquem o ecossistema e que possam pôr em causa a fauna e a avifauna dos concelhos de Miranda do Douro, Mogadouro e Vimioso.
“Perante este cenário, as autoridades identificaram um risco acrescido de utilização de substâncias tóxicas no meio natural, prática ilegal que representa uma ameaça grave tanto para a fauna selvagem, como para os cães utilizados na guarda e proteção dos rebanhos”, indicou a GNR.
O patrulhamento visa assim a prevenção de crimes ambientais, a salvaguarda dos ecossistemas e a proteção de animais domésticos e selvagens.
Paralelamente, a GNR procura sensibilizar a população local para os perigos associados ao uso de venenos, alertando para as consequências legais, ambientais e de saúde pública desta prática.
Estas ações são “regulares” e recomeçaram na quarta-feira.
Na sexta-feira, um ataque de lobos em Carção, no concelho de Vimioso, causou a morte a 14 ovelhas, a maioria cordeiros, e deixou uma em estado grave, contou o proprietário dos animais.
Em 19 de setembro, o Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) avançava ao Mensageiro que, desde 2024, tinham sido registados 32 ataques de lobos na região do Planalto Mirandês, território fronteiriço do distrito de Bragança.
Também na região do Parque Natural do Douro Internacional (PNDI) há registo de alegados ataques de abutres a bovinos e ovinos, como é o caso das aldeias de Bemposta e Vilar do Rei, no concelho de Mogadouro, em meados de 2025.


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