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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

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COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Ministro da Agricultura e Mar anunciou em Bragança programa de apoio à pastorícia extensiva

 José Manuel Fernandes, espera que o programa de apoio à pastorícia extensiva seja bem aproveitado


O ministro da Agricultura e Mar, anunciou, sábado, em Bragança, um programa de apoio à pastorícia extensiva, de 30 milhões de euros. Alcina Afonso, pastora há quatro décadas, natural de Carragosa, no concelho de Bragança, aplaude a medida, mas salienta que o que mais importa, agora, é criar formas de travar os ataques de lobos, na região. Só nos últimos dias, a pastora perdeu várias ovelhas e assinala que não há nada que pague o sofrimento. “No fim de setembro, mataram-me as ovelhas todas que tinha paridas. Só ficaram seis que não estavam mordidas. E agora tive dois ataques seguidos. Também ficaram quatro ovelhas paridas numa cerca e também foram lá, mataram mães e filhos, não deixaram nada. Na semana passada andava com o gado e segui para a frente e duas ovelhas paridas foram mortas por lobos. Os prejuízos às vezes pagam, outras vezes não, não sei. Demoram anos a pagar. Cai o dinheiro na conta mas nem sabemos do que é. Por exemplo, eu não sou contra que haja lobos, mas deviam fazer grandes vedações e tê-los lá. Porque, pagar os animais, nunca pagam. Pelo menos o desgosto e o valor dos animais nunca pagam”.

O ministro esteve, sábado, no “Jantar dos Pastores”, iniciativa promovida pelo Instituto Politécnico de Bragança e pelo Centro de Competências do Pastoreio Extensivo, que assinalou o arranque do Ano Internacional das Pastagens e dos Pastores, proclamado pelas Nações Unidas. Entre os participantes esteve ainda Sérgio Fonseca, pastor do concelho de Vinhais, que representa uma realidade menos comum, a da renovação geracional. Em agosto do ano passado, depois de 20 anos emigrado em França, decidiu regressar à terra e assumir a exploração do pai, com cerca de 100 ovelhas. “A exploração já lá estava e foi só continuar. Como eu não comprei os animais, foram doados, não sei se é fácil, se é difícil. Mas… para quem tem de comprar e iniciar, as dificuldades serão outras, coisa que eu não tive. É uma vida um bocadinho presa, mas acho a vida aqui melhor do que em Paris”.

O ministro, José Manuel Fernandes, espera que o programa de apoio à pastorícia extensiva seja bem aproveitado. “Temos um novo programa, de 30 milhões de euros, do Fundo Ambiental, para a pastorícia extensiva, onde se pretende reduzir o material combustível, melhorar o rendimento do pastor, a renovação geracional, atraindo novos pastores, valorizar as raças autóctones. Esses 30 milhões de euros, por exemplo, anuais, 30 mil euros, vai ser para um prémio à instalação e esse prémio à instalação é importante para este incentivo. E, depois, pretende-se, não só a redução do material combustível, como a criação de uma fileira, a melhoria do rendimento, a produção de carne”.

A presença do ministro em Bragança aconteceu, no entanto, num momento de polémica, na sequência da divulgação de um vídeo que enviou a técnicos do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, no qual apelava a uma atuação mais célere e proativa da administração pública. Confrontado com a polémica, José Manuel Fernandes rejeitou qualquer intenção de relativizar a lei. “Há muitos atrasos e nós temos de decidir rapidamente todos. Eu não peço para relativizar a lei, eu peço para haver celeridade e também peço para que não haja empatas. E nós, felizmente, temos na administração pública excelentes exemplos. E depois temos meia dúzia que empatam e que põem em causa o serviço de todos os outros”.

Entretanto, o Partido Socialista pediu uma audição parlamentar a José Manuel Fernandes. Os socialistas consideram que esta posição revela uma visão “negacionista e perigosa” sobre a preservação da natureza e acusam o Governo de um ataque à independência da administração pública, apontando ainda contradições internas no executivo.

Jornalista: Carina Alves

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