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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

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COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Nos 120 anos da chegada do comboio a Bragança, os 170 anos de Abílio Beça

Por: Rui Rendeiro Sousa
(Colaborador do "Memórias...e outras coisas...")


Os temas que por aqui vou trazendo surgem, inúmeras vezes, como consequência do facto de me deparar com uma publicação nesta página. Hoje, calhou confrontar-me com «A actuação da cidade de Bragança no processo ferroviário», publicada pelo ilustre administrador desta página. E logo me lembrei do que intitula mais esta deambulação por bragançanos temas. 

Muitos não saberão a história que antecedeu a adjudicação e a construção da Linha do Tua, especialmente a que respeitou ao trajecto Mirandela-Bragança, o que representou aquilo que vulgarmente se designa como «parto difícil». Muito se jogou no xadrez dos meandros políticos, nos «lobbies» de influência, nos debates parlamentares. Foram muitos anos de luta, iniciados, efectivamente, há 130 anos, por um então deputado, no tempo em que ainda havia deputados eleitos por Bragança que se «desunhavam» pelo território, inúmeras vezes contra os próprios partidos pelos quais foram eleitos… 

Foi o caso da figura que aqui trago, o Conselheiro Abílio Augusto de Madureira Beça, mais comummente conhecido por Abílio Beça, cujo nome está eternizado, com toda a justiça, numa das mais emblemáticas ruas de Bragança. Embora fosse Vinhaense de nascimento, ocorrido no longínquo ano de 1856, cumprir-se-ão, em Agosto próximo, 170 anos, foi em Bragança que ganhou notoriedade. Não irei aqui escalpelizar a sua biografia, a qual será por muitos conhecida. Relevando, no entanto, que foi uma das figuras principais, se não a principal, para a chegada do comboio a Bragança. 

Chegada essa que até ocorreu em «duplicado». Com o primeiro comboio a chegar à cidade em Outubro de 1906, ocorrendo apenas a inauguração oficial da estação a 1 de Dezembro do mesmo ano. Ou seja, factos em relação aos quais se cumprirão, no último trimestre do ano, 120 anos. O que representa um aniversário «redondinho», a juntar ao «redondinho» aniversário de um dos seus principais obreiros, os 170 anos sobre o nascimento de Abílio Beça.

Por aqui deixando o antecipado alerta, caso eventualmente seja considerado que estes «redondinhos» aniversários merecem a devida nota. Provavelmente, nos «dias certos» cá trarei, de novo, o tema… Mas “alembrei-me hoije”...


Rui Rendeiro Sousa
– Doutorado «em amor à terra», com mestrado «em essência», pós-graduações «em tcharro falar», e licenciatura «em genuinidade». É professor de «inusitada paixão» ao bragançano distrito, em particular, a Macedo de Cavaleiros, terra que o viu nascer e crescer. 
Investigador das nossas terras, das suas história, linguística, etnografia, etnologia, genética, e de tudo mais o que houver, há mais de três décadas. 
Colabora, há bastantes anos, com jornais e revistas, bem como com canais televisivos, nos quais já participou em diversos programas, sendo autor de alguns, sempre tendo como mote a região bragançana. 
É autor de mais de quatro dezenas de livros sobre a história das freguesias do concelho de Macedo de Cavaleiros. 
E mais “alguas cousas que num são pr’áqui tchamadas”.

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