O Abrigo Rupestre da Solhapa leva-nos a recuar vários milhares de anos, até às origens mais antigas da ocupação humana no concelho de Miranda do Douro. Mais do que um simples abrigo natural, este espaço guarda gravadas na rocha histórias de rituais, crenças e modos de vida das comunidades pré-históricas.
A poucos quilómetros de Duas Igrejas, junto a antigos caminhos pastorícios, este local foi usado durante gerações como refúgio, mas revelou, no século XX, um património excecional: um conjunto notável de gravuras rupestres, estudadas e divulgadas pelo investigador mirandês António Maria Mourinho.
A poucos quilómetros de Duas Igrejas, junto a antigos caminhos pastorícios, este local foi usado durante gerações como refúgio, mas revelou, no século XX, um património excecional: um conjunto notável de gravuras rupestres, estudadas e divulgadas pelo investigador mirandês António Maria Mourinho.
Figuras humanas esquemáticas, covinhas, traços e formas enigmáticas transformam a Solhapa num verdadeiro livro de pedra, onde se inscrevem símbolos ligados à fertilidade, à proteção e ao mundo espiritual. Um espaço que poderá ter sido muito mais do que um abrigo — talvez um santuário ao ar livre.
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