No distrito, nas 139 freguesias assinaladas como prioritárias, foram identificadas 147 situações de possível infracção.
“Destas 139 freguesias nós identificámos 147 situações de possível infracção, ainda assim podemos contactar que é um número inferior ao dos anos anteriores”, disse o responsável pelo SEPNA de Bragança, Vítor Romualdo.
Durante a semana passada a GNR já fiscalizou alguns terrenos e até à passada sexta-feira ainda não foi aplicada nenhuma coima.
“Começou o período de fiscalização da GNR no âmbito da prevenção dos incêndios, vai durar todo o mês de Maio, incidindo nos terrenos que estejam perto de edifícios e aglomerados populacionais, como parques de campismo, parques industriais, plataformas de logística e eventualmente aterros sanitários. Temos vindo a verificar o cumprimento na respectiva limpeza”, referiu.
É nesta altura que as empresas de limpeza florestal são contratadas para limpar propriedades privadas. Um trabalho “relativamente caro”, que nem todos podem pagar, segundo Ramiro Rodrigues, sócio-gerente da firma “Mata Verde”, situada em Bragança.
“Face às reformas que têm muito dos nossos clientes, pessoas idosas, têm uma certa dificuldade nas limpezas. A esses, às vezes, nem cobramos nada. Já não é o primeiro cliente que nem cobramos nada. Há pessoas que não conseguem limpar porque não têm dinheiro e depois as silvas vão ficando cada vez maiores e as pessoas têm bastante dificuldade, em termos monetários, para fazer a limpeza”, sublinhou.
Outro dos problemas identificado pelo empresário é a falta de mão-de-obra nesta área. São poucos os que se mantêm por muito tempo.
“O nosso trabalho é difícil e vem muita gente para trabalhar, mas nós damos um período de experiência e depois vão se embora. Andar todo dia com uma moto roçadora e uma enxada é terrível”, afirmou.
O prazo para a limpeza terminou no final de Abril e para os proprietários dos terrenos que não estejam limpos, a coima pode ir de 140 a 60 mil euros.
A fiscalização começou no início de Maio e prolonga-se ao longo de todo o mês.

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