Número total de visualizações do Blogue

Pesquisar neste blogue

Aderir a este Blogue

Sobre o Blogue

SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 7 de julho de 2022

Quintanilha Rock deixa o rio maças e muda-se para a aldeia de Quintanilha

 Um dos principais festivais de verão do Nordeste Transmontano, o Quintanilha Rock, regressa depois da pandemia com entrada livre e mudança do local para o centro da aldeia de Bragança que dá nome ao evento, divulgou hoje a organização.


Depois de dois anos de paragem forçada pelas restrições da pandemia de covid-19, o regresso está marcado para 15 e 16 de julho e na 21.ª edição deixará o Parque do Colado, junto ao rio Maçãs, que faz a fronteira entre Portugal e Espanha, nesta zona de Bragança.

A animação decorre este ano na escola básica da aldeia fronteiriça de Quintanilha para “envolver mais a comunidade local” e por “questões de segurança” que não estão reunidas junto ao rio, como disse à Lusa Filipe Afonso, presidente da ArtiColado, a associação local responsável pela organização.

Quem quiser pode continuar a descer até ao rio e acampar no Parque do Colado, mas é na aldeia que decorre a “programação de caráter transdisciplinar onde cabe a música, a performance, a fotografia, a literatura, a gastronomia, o pensamento e o ambiente”.

“O Quintanilha Rock 2022 mantém a matriz dos últimos anos”, garante Filipe Afonso com a mudança de local e a entrada livre “num esforço por tornar o evento acessível à maioria das pessoas”.

No arranque do festival atua o músico de Bragança Igor Ferreira, apresentando-se ao piano na Igreja Matriz de Quintanilha.

O mesmo espaço é palco do projeto de comunidade “De Mãos Dadas”, no qual os habitantes locais foram desafiados a criar poemas alusivos ao quotidiano da aldeia nestes últimos anos marcados pela pandemia de Covid 19, segundo a organização.

Os poemas farão parte de uma performance “embalada pelo experimentalismo dos acordes improvisados da guitarra de Cristiano Ramos e da voz de Leonor Afonso”.

O primeiro dia fica completo com os concertos no palco principal de Omie Wise, Dan’s Revival, Atomic Megalodon e com o DJ set de Mister Teaser. No segundo dia, os festivaleiros são convidados “a madrugar e a pôr os pés ao caminho em “Andamento Natural”, um percurso pedestre no espaço que rodeia a aldeia de Quintanilha e que culmina com um concerto de Caio, cantautor com uma sonoridade folk influenciada por artistas como José González.

A tarde é dedicada aos mais novos e às famílias e, entre artes plásticas e brincadeiras, terá lugar um concerto da artista chilena Violetani e o projeto Movicantabebé, que irá apresentar “Movicantamaria”, um espetáculo que inclui músicas dos Odores de Maria, banda brigantina que marcou uma geração.

No final da tarde, o público de todas as idades é convidado a dançar ao ritmo do pop-rock português das décadas de 60, 70, 80 e 90 com “O Arraial Intemporal do Pop-Rock Nacional”.

“Com o cair da noite, o som das guitarras, da bateria e dos sintetizadores convocam todos os presentes ao palco principal onde Electric Man, O Incrível Homem Bomba e Gator The Alligator mostram a qualidade e a irreverência da música independente feita em Portugal”, refere a organização.

O programa do festival inclui ainda uma “Longa Exposição ao Amor”, no ginásio da escola, que “mostra o trabalho daqueles cujas lentes têm captado a essência do festival nos últimos anos”.

Há ainda espaço para um debate sobre o futuro dos festivais de música na região, numa sessão sobre o tema “Festivais à Transmontana”.

A gastronomia tradicional e o incontornável “galo no pote” têm também um lugar de destaque na edição de 2022 do Quintanilha Rock.

“Os últimos anos deixaram numa situação de enorme vulnerabilidade muitos agentes da cultura, e nós não somos exceção. O nosso objetivo foi evitar colocar um ponto final nesta bonita história de amor que é o Quintanilha Rock”, afirmou Filipe Afonso.

Segundo disse, foi “o apoio de inúmeras organizações públicas e privadas que tornou esta edição possível”.

Sem comentários:

Enviar um comentário