Criei este Grupo, “Memórias… e outras coisas… BRAGANÇA”, porque me apeteceu. Simplesmente porque me apeteceu. E porque me pareceu ser um espaço que fazia falta. Criei-o também porque a liberdade conquistada, e a democracia ainda existente, mo permitiram. Não houve estratégia escondida, nem segundas intenções, nem agendas subterrâneas. Houve vontade, exercício consciente de cidadania e um profundo respeito pela pluralidade de ideias.
Talvez seja a hora de diminuirmos o número de membros ao invés deste “trajecto” que nos fez “crescer”.
O blogue fazia parte de uma missão que assumi comigo próprio. Mais tarde, a minha filha, com outros horizontes e outra leitura do mundo, lançou-me o desafio de abrir este espaço no Facebook. Em boa hora o fiz. Nada é perfeito, ainda bem que não é, mas o essencial estava lá.
Com a ajuda de todos, com as nossas virtudes e também com os nossos defeitos, temos conseguido manter este espaço vivo, participativo e, acima de tudo, orientado por princípios de tolerância, urbanidade e respeito mútuo. Nem sempre é fácil. Nunca foi. Mas tem sido possível porque a maioria entende algo fundamental. Discordar não é atacar, pensar diferente não é ofender, e a democracia vive precisamente dessa diversidade.
Só os mais distraídos, ou os “tontinhos”, se quisermos ser menos diplomáticos, poderão pensar que o Administrador deste espaço não pensa pela própria cabeça ou que não tem opções políticas. Tem-nas, claro que tem. Sempre teve. O que nunca confundi, nem confundirei, são opções políticas com militâncias partidárias impostas ou cegas. Uma coisa é pensar politicamente; outra é ficar agarrado ou preso a partidos, abdicando do pensamento crítico.
Há momentos na vida em que não devemos hesitar. Este é um deles. Eu não hesito. Já não tenho idade, nem disposição mental, para hesitações confortáveis ou silêncios calculados. Muito menos para ter medo. A idade, quando bem vivida, traz-nos uma enorme vantagem, a liberdade de dizer aquilo que pensamos sem pedir licença, sem rodeios e sem cobardias.
Desculpem-me a franqueza, mas prefiro a frontalidade honesta ao silêncio conveniente.
Quem entender que não deve continuar neste Grupo está perfeitamente à vontade para sair. A porta nunca esteve fechada. Quem achar que deve criar outro espaço, à sua imagem e semelhança, que o faça. A democracia também é isso, criar, escolher, seguir outros caminhos. O que não aceito, nem aceitarei, é a tentativa de condicionar a minha voz ou de me exigir neutralidade onde ela não é obrigatória.
Não sou Primeiro-Ministro, não sou candidato a nada, não represento ninguém além de mim próprio. Por isso mesmo, posso e devo dizer aquilo que penso.
E o que penso, digo-o claramente. Pela convicção profunda de que a democracia não pode, nem deve, ser substituída por demagogia, eu voto em António José Seguro. O “outro” é pernicioso. Um comentador de futebol, e fraco, um baboso pode, em poucos meses, tornar-se Presidente da República… a primeira figura do Estado? Estamos todos doidos?
Assumo inteira e plenamente a responsabilidade por aquilo que digo, e por aquilo que escrevo. Sei que estas palavras irão ferir susceptibilidades e, talvez, magoar alguns amigos e amigas. Lamento sinceramente. Mas há alturas em que ficar calado não é prudência, é COBARDIA. E não contem comigo para a cobardia.
Não me venham dizer que sou eu próprio a infringir as Regras do Grupo, porque isso é mentira. Esta é uma eleição unipessoal. Cada um vota como entende, cada um responde por si. Eu respondo por mim.
Com frontalidade, com consciência tranquila e com a liberdade a que nunca abdiquei de exercer.
Nesta eleição não há partidos e quem diser que sim... mente!
Mesmo sabendo que este meu "escrito" pode ser o rastilho para eu fechar, definitivamente este Grupo...
Não posso ficar calado.
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