Há alguma coisa de mágico nos jogos de tabuleiro e de mesa. São pequenas janelas para mundos de estratégia, sorte e interação humana. As peças movidas, as cartas jogadas, carregam consigo histórias, risos e aquele momento de tensão que nos prende à mesa. Não só aos jogadores mas também aos "viciados" em assistir e comentar.
O xadrez e as damas, com a sua elegância silenciosa, desafiam a mente, pedem atenção, previsão e paciência. Já o dominó, com os seus toques suaves ao bater na mesa, mistura sorte e estratégia de forma simples e encantadora. A sueca, com as suas aldrabices não permitidas mas feitas e combinações astutas, faz rir e cria rivalidades, quase sempre saudáveis, entre amigos.
E que dizer dos jogos mais populares, que atravessam gerações? O Chincalhão ou o Burro, com regras simples, mas momentos hilariantes. O Sobe e Desce, que ensina a lidar com vitórias e derrotas com leveza, a Canastra, que exige memória, atenção e alguma astúcia. As cartas, os movimentos, transformam a mesa num palco de emoções compartilhadas.
A beleza destes jogos não está apenas nas regras, mas no convívio que proporcionam. Unem famílias, reúnem amigos e criam tradições que se passam de geração em geração. Num mundo cada vez mais digital, os jogos de mesa continuam a lembrar-nos que a diversão também pode ser feita de peças e tabuleiros.
Noutros tempos, não havia uma tertúlia que não terminasse com um de nós a fazer uns truques de cartas.
Obs: Na imagem que ilustra o texto, numa fase final do Campeonato do Mundo de Xadrez, nesta partida propus um empate ao Garry Kasparov. Ele aceitou. No entanto acabou por ser campeão do mundo. Teve sorte 😁


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