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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

José António Nobre – Elemento Escultórico Urbanismo e Planeamento (1999)

As obras do escultor José António Nobre que selecionámos906 enquadram-se no contexto referido da Bragança Contemporânea, tendo pesado na sua escolha a existência de um dado que consideramos relevante: a contemporaneidade da linguagem utilizada e a ligação a esse património imaterial de grande riqueza que existe na região, que perpassa nas mais diversas manifestações do quotidiano bragançano, cruzando-se a tradição com a linguagem vanguardista dos nossos dias.
Urbanismo e Planeamento (1999). Autoria: José António Nobre

José António Nobre ocupa hoje um lugar cimeiro no panorama artístico português, designadamente no campo da escultura. A sua inspiração vai buscá-la à terra que o viu nascer, transformando numa renovação contínua aquilo que no seu imaginário, qual rio subterrâneo, ficou para sempre guardado dessa infância passada em terras transmontanas. Essa matriz telúrica que, com grande força, irrompe das suas esculturas, é provavelmente aquilo que o demarca dos nossos escultores contemporâneos, já que, inserida numa corrente modernista, a sua obra encontra-se umbilicalmente ligada à terra e ao espaço onde constantemente vem renovar a sua inspiração, saciando a sua sede de infinito como a águia que paira sobre as águas desse rio mágico que é o Douro, correndo entre escarpas profundas.

Nascido em Sendim, Miranda do Douro (1954), faz o Curso de Artes Plásticas-Escultura na Escola Superior de Belas-Artes do Porto (1973-1978), tendo sido bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian para os Estudos Superiores Artísticos (1976-1977). Em 2001, apresenta em provas públicas, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, a sua dissertação de mestrado intitulada Património Rural na Terra de Miranda e Artes Plásticas em Portugal no Século XX (2 volumes), obtendo a classificação máxima, e que, pelo tratamento inovador da temática e recolha de materiais de estudo, constitui um ponto de referência incontornável para todos os que se debrucem sobre a realidade do Nordeste Trasmontano, desaparecida ou em vias de extinção. Património de incalculável valor que urge preservar, já que, sem passado, jamais compreenderemos o presente que vivemos, e não deixaremos para as gerações vindouras o testemunho desse passado que mais não é do que a raiz profunda que nos liga à terra que nos viu nascer.
Vista aérea do monumento Urbanismo e Planeamento (1999). Autoria: José António Nobre

Título: Bragança na Época Contemporânea (1820-2012)

Edição: Câmara Municipal de Bragança
Investigação: CEPESE – Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade
Coordenação: Fernando de Sousa

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