Uma das rotas “fundamentais” para a região é a dos judeus. A convicção é de António Pimenta de Castro, professor e historiador, que, em Mogadouro, apresentou, sábado, o trabalho “Lembrar o Cripto-Judaísmo de Vilarinho dos Galegos e Lagoaça”.
O professor, que foi um dos convidados da primeira sessão de um ciclo de conferências, intitulado “A Nossa História”, sendo que este foi subordinado ao preservar das memórias sefarditas, assegura que seria através da cultura que se traria gente ao território. “Além da história e da lindeza que isso nos traz, pode-nos trazer uma receita fantástica. As pessoas têm que ir embora porque aqui não há empregos e é a altura de começarmos a trazer as pessoas novas para aqui porque a cultura é que traz as pessoas”, reiterou o professor.
“Sinais Hebraicos em Freixo de Espada à Cinta – Um Estudo” foi outro dos assuntos levados à biblioteca. Jorge Duarte, director do Museu da Seda e do Território de Freixo de Espada à Cinta reportou-se à importância que a inquisição teve de forma negativa e acredita que ainda hoje se sentem os prejuízos culturais, mentais, emocionais e financeiros. “Ainda hoje, passados todos estes séculos, não recuperámos disso”, disse Jorge Duarte. “Não faças judiarias ao gato: está a pôr-se um estigma de maldade nos judeus. Adquirimos tudo isso que ainda hoje temos e que não é fácil perder”, explicou ainda.
Segundo o arqueólogo Emanuel Campos, da organização, “irão ser promovidas mais conferências sobre a temática” já que o judaísmo “teve um peso muito importante na história da região”, a nível económico, comercial e cultural.
O ciclo, cujo objectivo é conservar a história e identidade do concelho, resulta de uma parceria entre a Biblioteca Municipal Trindade Coelho, onde decorreu o debate, e Sala Museu de Arqueologia de Mogadouro.
Escrito por Brigantia
Jornalista: Carina Alves
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