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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

segunda-feira, 12 de setembro de 2022

NAUFRAGO

Por: Maria da Conceição Marques
(colaboradora do "Memórias...e outras coisas...")

Submersa numa onda,
Vejo o poço seco da alma,
Voltar a encher-se de água cristalina!
O vento roça-me o coração,
adoça-me os ouvidos
Assobia uma balada,
Canta-me e  encanta-me!
Afoga a solidão
Chama a saudade 
E ambas vão á praia de mão dada comigo!
Rasga-se o silêncio das cavernas,
Floresce a esperança
Corta-se o arame farpado 
Respira-se serenidade
Colhe-se paz e bonança!
As gaivotas, retornam 
de costas viradas para mim
A debicarem-me nas mãos!
A cuspirem-me nos olhos
À procura de um abrigo!
Invoco a boca da lua
E a magia devolve-me os sonhos,
que me tinham fugido dos pés!
Solitários arrastam-se na areia molhada,
O tempo eterniza-se,
Naufrago os sonhos no sal da vida
Ajoelho-me num altar sagrado
Lavo-me da podridão do mundo
Encho as mãos e o peito de perdão
Expurgo todo e qualquer pecado.
Nasce um amor enorme e profundo.

Maria da Conceição Marques
, natural e residente em Bragança.
Desde cedo comecei a escrever, mas o lugar de esposa e mãe ocupou a minha vida.
Os meus manuscritos ao longo de muitos anos, foram-se perdendo no tempo, entre várias circunstâncias da vida e algumas mudanças de habitação.

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