A Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste, no distrito de Bragança, foi reforçada com 25 novos médicos internos, no início deste ano. Clara Valente, natural do Porto, e o namorado Tiago Pedra, da madeira, fazem parte deste grupo e contam porque escolheram Bragança.
“Nós sabíamos que queríamos ficar no mesmo sítio e então pesámos várias opções. Não queríamos ficar num hospital muito grande, por exemplo, lá em Lisboa e achámos que Bragança equilibrava tudo. Era um sítio que nos permitia ficar os dois no mesmo local e que também era uma cidade mais pequena, seria possível fazer tudo a pé. O que também era uma coisa de que gostámos. Os colegas que estiveram cá no ano passado, deram todos muito bons testemunhos e foi também por aí”, contou a jovem médica.
“Nós considerámos Bragança, Guarda, Algarve, Alentejo, Castelo Branco, considerámos várias opções. Fizemos o nosso trabalho de casa e Bragança é o que se destacou porque achámos que tinha mais vantagens”, disse Tiago Pedra.
A qualidade de vida também teve peso na decisão final, contou Tiago Pedra.
A diretora do Internato Médico dos Cuidados Hospitalares da ULS do Nordeste, Joana Raposo Gomes, confirmou que, este ano, houve um aumento de médicos a entrar em formação especializada. No entanto, foi registada uma quebra significativa no número de internos de formação geral, os antigos médicos do ano comum.
“Esta queda foi a que mais nos surpreendeu. Já estaríamos previamente a contar, uma vez que as vagas a nível nacional não foram atualizadas, portanto existem vagas sobrantes, e como tal os hospitais centrais acabam sempre por conseguir reter mais estes médicos que acabam de sair do curso de medicina, e entram pela primeira vez na vida clínica”, explicou.
A responsável defendeu que a principal estratégia para atrair jovens médicos passa por lhes dar a oportunidade de trabalhar no interior.
“Existe uma genuína tutoria, não se sentem sozinhos, existe a oportunidade de colocarem em prática aquilo que eles aprenderam, na teoria, durante um curso de medicina, que é o que se pretende destes primeiros anos de atividade clínica. Num Hospital distrital acabam por ter muito mais essa possibilidade, num hospital do interior, porque, lá está, existem menos internos jovens, existe a possibilidade de serem mesmo necessários e fazerem a diferença”, rematou.
Este ano, a instituição recebeu 11 médicos internos de formação geral e 14 médicos internos de formação especializada. Uma reportagem que pode ler ao pormenor na edição desta semana do Jornal Nordeste.

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