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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sábado, 10 de janeiro de 2026

Os Caramonos...

 O jogo dos caramonos fazia parte da magia simples da nossa infância, daquelas brincadeiras que não precisavam de tecnologia nem de grandes recursos, apenas imaginação, destreza e uma boa dose de entusiasmo. Os caramonos eram apenas cromos de futebolistas (e às vezes de outras coleções), mas nas nossas mãos ganhavam vida própria e transformavam-se num verdadeiro desafio de habilidade.

O objetivo era simples. Com um golpe rápido da palma da mão, tentar virar os caramonos que estavam pousados no chão, com a face para baixo. Quem conseguisse virá-los ficava com eles, como troféus conquistados não pelo valor material, mas pela satisfação do momento e pelo prestígio entre os amigos. Cada jogada trazia a tensão do “será que vira?”, e cada vitória arrancava sorrisos e celebrações improvisadas.

Claro que, como em qualquer brincadeira de rua, também havia espaço para a criatividade… e para a batota. Muitos de nós humedecíamos discretamente a palma da mão com o bafo, só um sopro quente e disfarçado, para criar uma pequena camada de humidade que ajudava o caramono a colar-se à mão no momento do golpe. Todos fingíamos não ver, todos sabíamos que acontecia, e todos fazíamos o mesmo quando chegava a nossa vez. Era parte do jogo, parte do ritual, parte da inocência daquela época.

Os caramonos eram encontros de amigos na rua, tardes inteiras passadas a competir, a rir, a discutir quem tinha os melhores caramonos e a aprender a lidar com vitórias e derrotas. Faziam parte de um tempo em que brincar era estar presente, era conviver, era inventar mundos com quase nada.

Hoje, recordar esses momentos é como revisitar uma parte doce da nossa história, simples, genuína e cheia de vida. Eram as brincadeiras de antigamente, feitas de gestos pequenos, mas de memórias enormes. E são essas memórias que continuam a acompanhar-nos, como um tesouro que o tempo não consegue apagar.

HM

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