O Teatro Municipal de Bragança (TMB) abre, no sábado, a nova temporada a comemorar uma década de existência em livro e com um novo espetáculo dedicado a um vulto da cultura transmontana, o Abade de Baçal.
A principal sala de espetáculos da cidade reabre as portas, depois da habitual pausa em agosto, com a peça "O Abade: a vida de um homem que andava a pé" e a apresentação do livro "Teatro Municipal de Bragança 10 anos".
Este espaço cultural completou uma década a 31 de janeiro e vai prolongar as comemorações até ao final do ano com novos eventos a somar aos mais de mil espetáculos e mais de 200 mil espetadores que acolheu desde a abertura.
O livro que assinala a data reúne, como contou hoje à Lusa a diretora Helena Genésio, 80 testemunhos de criadores, músicos e companhias, entre outros que por ali passaram, e será apresentado no sábado por Maria João Vicente, do Teatro da Garagem.
A companhia de Lisboa tem sido uma presença constante no teatro de Bragança e aceitou o desafio lançado por Helena Genésio para preparar um espetáculo para a nova temporada "à volta de uma figura" da região.
A escolhida foi o Abade de Baçal, considerado um vulto da cultura transmontana que ao longo da sua vida foi recolhendo vestígios arqueológicos e registando tradições e a cultura do povo transmontano reunidos numa obra com 12 tomos.
O espólio do abade está reunido no museu regional que dirigiu e que foi batizado com o seu nome e que é um espaço cultural de referência em Bragança.
O diretor e encenador do Teatro da Garagem, Carlos Pessoa, escreveu o texto que vai ser posto em cena por 15 atores entre elementos da companhia e gente da comunidade local.
"O mais novo em palco tem 15 anos e o mais velho 82 anos", realçou a diretora do TMB.
Este espetáculo mostra "coisas novas" sobre o quotidiano do Abade de Baçal, "coisas que não vêm nos livros, mas que andam na boca do povo", como contou.
A peça é feita de pequenas curiosidades como a animosidade que o abade tinha à água e que o tornou conhecido na região pelo seu "típico cheiro" que o barrou à porta de um museu em Lisboa, onde foi falar com o amigo e estudioso Leite Vasconcelos.
"É um pouco a imagem do abade mais homem, com os seus defeitos, as suas descrenças", concretizou Helena Genésio sobre a visão apresentada desta figura emblemática que poucos saberão "não era bem visto no seio da própria Igreja".
A sala já está esgotada para a estreia, garantiu a diretora.
As comemorações dos 10 anos do Teatro Municipal de Bragança encerram a 31 de dezembro com a apresentação de mais um livro sobre este espaço, desta feita uma publicação de fotografias da autoria da fotógrafa transmontana Maria Adelina Sousa.
HFI // JGJ
Lusa/fim
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