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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Desenvolvimento do setor dos frutos secos na região deve-se em grande parte à ciência e inovação

A vitalidade e a dinâmica do setor dos frutos secos na região transmontana e em outras zonas do país, deve-se, em grande parte, ao valor acrescentado de ter sido aplicado ao setor a ciência e a inovação.
A afirmação é do secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, durante a sua intervenção no II simpósio nacional dos Frutos Secos, que decorreu, em Mirandela, no final da semana passada.

Sobrinho Teixeira quis deixar a mensagem de que é necessário acreditar que esta será a fórmula que ajudará a melhorar a agricultura na região e consequentemente, a vida das pessoas que nela vivem. O ex-presidente do IPB fez questão de deixar um exemplo para justificar a sua tese:

“Temos o exemplo do vinho, sobre o qual nós recebemos financiamento há cerca de duas décadas e meia para proceder aos arranques das vinhas, nomeadamente na nossa região, porque se dizia que o vinho português não tinha qualquer futuro, não tinha qualidade. Hoje temos no setor do vinho um dos mais afirmativos e com maior capacidade exportadora. O que mudou nestas duas décadas e meia foi o conhecimento, foi apenas o conhecimento, foi o que nós introduzimos em todo o ciclo da vinha desde a produção à tecnologia da vinificação, ao marketing que mudou de facto a vida das pessoas e toda esta realidade, bem como a valorização do conhecimento. É algo que pode ter aqui um retorno imenso, nomeadamente para a fileira dos frutos secos que é tão importante para esta região, e estamos a falar da amêndoa, da noz, da avelã, e também a falar de culturas novas que temos que estudar, como o pistácio. A minha mensagem é sobretudo que acreditemos cada vez mais naquilo que pode ser o valor da ciência e da inovação.”

Também o presidente do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, considera fundamental esta transferência do conhecimento e de tecnologia para o setor dos frutos secos. Nuno Canada elogia, por isso, a organização deste simpósio:

“Eu acho que estas iniciativas, que promovem a incorporação do conhecimento e tecnologia do setor, são o motor do desenvolvimento do mesmo, de maneira que é de extrema importância diferenciaram-se os setores precisamente pela capacidade de incorporação e conhecimento.”

Durante dois dias, este simpósio reuniu, em Mirandela, dezenas de especialistas nacionais e estrangeiros, e pretendeu contribuir para o crescimento mais seguro e sustentável da fileira dos frutos secos em Portugal, como refere o presidente do Centro Nacional de Competências dos Frutos Secos, Carlos Silva.

“A castanha, por exemplo, é cada vez mais importantes para uma alimentação saudável, uma alimentação de qualidade e uma alimentação sustentável, por isso, toda a temática abordada aqui vai ao encontro das dificuldades e das necessidades da população. Não estamos a falar só de estudos na área da produção, estou a falar de estudos também na área da transformação e também na área do marketing e da economia de mercados, que é fundamental para todos em conjunto. Este é um dos grandes objetivos do centro, é ser um centro aglutinador da informação para toda a fileira para poder ajudar os agricultores, os produtores e a transformação e a comercialização a falarmos a uma única e só voz.”

II simpósio nacional dos Frutos secos decorreu em Mirandela. Para além da produção, também a comercialização e a transformação estiveram em discussão nesta iniciativa.

INFORMAÇÃO CIR (Terra Quente FM)

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