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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Um milhão de espécies em vias de extinção: "Isto é completamente diferente de tudo aquilo que já vimos na História da Humanidade"

De acordo com um estudo de uma plataforma das Nações Unidas, o crescimento populacional e consequente aumento da produção de alimentos e energia, ameaça a subsistência de 1 milhão de espécies de animais e plantas.
Wolfgang Kaehler/ Getty Images

A Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistémicos das Nações Unidas reuniu dados provenientes de 50 países e cerca de 455 peritos, para avaliar as transformações no meio ambiente. As conclusões foram divulgadas hoje numa reunião em Paris e os resultados são alarmantes.

Há vários séculos que a Terra sofre as consequências das ações humanas, mas nunca o nosso modo de vida teve efeitos tão devastadores para a natureza como nos últimos 50 anos.

A população duplicou desde 1970, a economia global cresceu e fazemos 10 vezes mais trocas comerciais. Para sustentar este modo de vida, 100 milhões de hectares de árvores foram cortados, só em florestas tropicais, entre os anos de 1980 e 2000. Quanto aos ecossistemas marítimos, apenas 13% dos existentes em 1700 resistiram até 2000. O solo também tem sofrido, encontrando-se em níveis de degradação inéditos, e 23% sofreu uma redução de produtividade. Por outro lado, as cidades são agora do dobro do tamanho do que eram em 1992.

Esta tendência reflete-se na subsistência das restantes espécies. De acordo com o estudo, 25% da fauna e flora do planeta estão em perigo, ou seja, 1 milhão de animais e plantas poderão estar completamente extintos dentro de décadas. Trata-se de um quarto dos mamíferos, 10% dos insetos e mais de 40% dos anfíbios.

Kate Brauman, professora da universidade de Minnesota e coordenadora do estudo, disse: “Nós documentámos um grande declínio sem precedentes na biodiversidade e natureza, isto é completamente diferente de tudo aquilo que já vimos na História da Humanidade em termos da velocidade do declínio e da escala da ameaça. Quando juntámos todos os dados eu fiquei chocada ao ver o quão extremo é o declínio em termos de espécies e em termos do contributo que a natureza está a providenciar às pessoas”.

O uso intensivo dos recursos naturais é apontado como o principal culpado. Desde 1980 que mais de metade do aumento da produção agrícola foi a custo da devastação de florestas para plantação agrícola e apenas 3% dos oceanos não sofre de exploração intensiva.

O desperdício é também um problema em crescimento. A poluição provocada pelo plástico é agora 10 vezes maior do que em 1980 e todos os anos são despejados 300 a 400 milhões de toneladas de metais pesados entre outras substâncias tóxicas nas águas.

Os autores do estudo aconselham os governantes a afastarem-se do “paradigma limitado de crescimento económico” e adotarem abordagens que se concentrem na qualidade de vida e no efeitos a longo prazo.

No relatório pode ler-se que “só através de uma 'mudança transformadora', a natureza pode continuar a ser conservada e recuperada de modo sustentável. Isso significa que é fundamental uma reorganização em termos tecnológicos, económicos e sociais, incluindo a mudança de paradigmas, objetivos e valores”.

Andrew Norton, diretor do Instituto Internacional para o Desenvolvimento Ambiental apela ao “fim de subsídios destrutivos, incluindo para combustíveis fosseis e para a pesca e agricultura industrial.”

Mas os governos não são os únicos com capacidade para fazer a diferença, Kate Brauman garante que o esforço individual também é importante: “Podemos tornar-nos mais saudáveis ao alimentarmo-nos através de dietas mais saudáveis, com mais vegetais, e podemos também tornar o planeta mais saudável ao cultivar esses alimentos de maneira mais sustentável.”

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