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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sábado, 10 de novembro de 2018

Projeto integrado no Serviço Voluntário Europeu mostra riqueza natural, cultural e edificada do Nordeste Transmontano

O projeto de voluntariado internacional “Heritage: a common good, a common responsibility” da Palombar – Associação de Conservação da Natureza e do Património Rural deu a oportunidade a dois voluntários franceses de descobrir a riqueza natural, cultural e edificada do Nordeste Transmontano.
Voluntária SVE Constance Faucher
No âmbito deste projeto, que está integrado no Serviço Voluntário Europeu (SVE) do Programa Erasmus + Juventude em Ação (JA) – Agência Nacional Portuguesa (juventude.pt), a Palombar acolheu dois jovens franceses, sendo que um deles foi a voluntária Constance Faucher, que veio para Portugal, nomeadamente para a aldeia de Uva, concelho de Vimioso, distrito de Bragança, através de uma colaboração realizada com a Associação Avril (www.associationavril.org), em França. Este projeto de voluntariado da Palombar foi financiado pelo Programa Erasmus + JA.

A voluntária Constance Faucher tem 24 anos e é natural de Aixe-sur-Vienne, França. É licenciada em Cultura e Património Cultural, tendo também realizado um Mestrado em Turismo e Desenvolvimento do Território. As suas áreas de interesse são sobretudo a ruralidade, o património e a natureza.

Ao chegar ao Nordeste Transmontano, mais precisamente à aldeia de Uva, a voluntária revelou que “imediatamente” gostou “deste lugar, da natureza, do mosaico das paisagens, das antigas casas de pedra, dos pombais, da cultura local muito marcante e da receção calorosa dos seus habitantes”, tendo sentido um forte acolhimento e abertura para a sua integração.
Visita à EPA Carvalhais Mirandela
No âmbito de um projeto individual, a voluntária realizou entrevistas a proprietários de pombais tradicionais para fazer uma recolha de memórias sobre este ícone arquitetónico do Nordeste Transmontano. Este trabalho visa promover a valorização dos pombais tradicionais e divulgar a sua história, a sua importância para as comunidades rurais, bem como a relação crucial entre os proprietários dessas edificações e a Palombar, que promove a recuperação de pombais tradicionais e o seu repovoamento com pombos em prol da conservação de aves ameaçadas, como é o caso da águia-de-Bonelli (Aquila fasciata).

A voluntária também realizou uma visita, no passado dia 30 de outubro, à Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Carvalhais/Mirandela (EPADRCM) para divulgar junto dos (as) alunos (as) desta instituição de ensino o Serviço Voluntário Europeu (SVE) do Programa Erasmus + JA – Agência Nacional Portuguesa e falar sobre a sua experiência enriquecedora na missão SVE em Portugal.

O SVE oferece aos jovens com idades entre os 17 e os 30 anos a oportunidade de participar em programas de mobilidade e ter a experiência de viver noutro país, através do serviço voluntário prestado para uma organização sem fins lucrativos (seja uma associação, comunidade, etc.). A missão voluntária pode durar de dois a 12 meses. “O SVE permite descobrir outras culturas e adquirir competências úteis para a integração social e profissional”, destaca a voluntária.
Constance F. com proprietário de pombais tradicionais
“O SVE pareceu-me ser a ferramenta que mais se adequava aos meus objetivos e à minha vontade de conhecer outros lugares, com gastos reduzidos, uma vez que a participação no SVE é gratuita para os voluntários, que têm assegurados o alojamento, a alimentação e um seguro durante a sua missão”, explica Constance Faucher. No âmbito do “Heritage: a common good, a common responsibility”, a voluntária integrou vários projetos, iniciativas e atividades de proteção e conservação do património natural, cultural e construído desenvolvidos pela Palombar e pelos seus parceiros no Nordeste Transmontano.

Constance Faucher participou, nomeadamente, em censos de coelho e perdiz, monitorização de populações de aves, manutenção de campos de alimentação para aves necrófagas, vigilância e prevenção de incêndios florestais e manutenção/reconstrução de pombais tradicionais.

Campos de Trabalho Voluntário Internacionais, Oficina de Construção de Muros de Pedra, atividade de observação de aves Eurobirdwatch´18, Festival L Burro i L Gueiteiro e Sons&Ruralidades foram alguns dos eventos em que a voluntária pôde também participar, tendo ainda integrado um passeio de barco no Rio Douro e realizado visitas guiadas a museus e centros de interpretação da região.

“A minha experiência na Palombar deu-me a oportunidade de descobrir muitas coisas novas. Em primeiro lugar, pude conhecer parte da região de Trás-os-Montes. O território de ação da Palombar é realmente bastante extenso e permite contactar e conhecer diferentes aldeias e paisagens da região. Os lugares onde vamos trabalhar são às vezes de difícil acesso, mas também é por isso que me sinto privilegiada por lá estar”, revelou Constance Faucher, num testemunho que escreveu sobre a sua experiência nesta missão. “Através desta experiência, desenvolvi também uma maior consciência sobre a ligação que existe entre o património natural e cultural e as diferentes questões que surgem relativamente à sua preservação e conservação”, destacou ainda.
Constance F. A entrevistar um proprietário de pombal
“Esta experiência de voluntariado deu-me a oportunidade de descobrir um novo território, a sua cultura, língua e pessoas, mas também, e mais importante, de ser parte ativa na vida local num ambiente rural. Esta é uma aventura muito gratificante do ponto de vista profissional, mas também pessoal, que eu recomendo a todos aqueles que tenham a oportunidade de participar”, conclui a voluntária.

A missão da voluntária francesa em Portugal decorreu entre os meses de maio e novembro de 2018.

in:noticiasdonordeste.pt

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