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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

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COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

O presidente que é "o médico do povo"

Benjamim Rodrigues é presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros e diz que só quer ajudar a população. Há um mês começou a operar doentes no hospital da cidade. Faz é tudo "pro bono" ou seja, totalmente "de graça".
Já não é de agora que Benjamim Rodrigues ostenta o nome de" médico do povo". Quando há cerca de dez anos foi presidente de Junta de Talhas, uma aldeia do concelho de Macedo de Cavaleiros, onde nasceu e cresceu, o ortopedista dava consultas de borla.

"Sempre o fiz. Já o fazia antes de ser presidente de junta. Posso dizer que o faço agora quando estou a atender alguns pacientes, ou melhor, são munícipes, mas antes disso eram pacientes e não resistem a porem-me questões sobre o seu estado de saúde, particularmente na minha área que é ortopedia. Obviamente que continuo a dar os meus conselhos, a dizer o que podem fazer e a sugerir-lhes até a consulta a alguns colegas meus."

Está-lhe no sangue o juramento de Hipócrates (juramento que os médicos fazem depois da formação) e o altruísmo, diz o agora presidente de Câmara. "Ser médico nunca deixamos de o ser, pela formação base e pelo juramento que fazemos".

Benjamim Rodrigues foi eleito presidente da Câmara de Macedo há pouco mais de um ano, há cerca de um mês começou a fazer cirurgias no hospital local que tem essa especialidade.

"De quinze em quinze dias consigo fazer algumas cirurgias que me permitem manter a minha atividade como cirurgião e ao final de um ano poderá corresponder a umas dezenas de cirurgias que ajudam os pacientes, os meus pacientes. É uma atividade em prol da população e acabo por não comprometer a minha atividade autárquica."

O médico presidente acrescenta que está tudo dentro da legalidade. "Tive que pedir autorização ao ministério da Saúde, tive também que ter autorização da ULS e tive que comunicar à Assembleia (da República), obviamente".

E salienta também que as regras da exclusividade alteraram em plena campanha. O "médico do povo" teria posto em causa a candidatura se tem sabido antes da obrigação. "Quando fui convidado a ser candidato era possível partilhar as duas atividades. Entretanto, em plena campanha, a legislação é alterada e somos obrigados à exclusividade. Talvez pensasse duas vezes se soubesse que era proibido exercer a minha profissão."

No entanto, acrescenta Benjamim Rodrigues, a exclusividade como autarca está lá, e o facto de trabalhar sem receber enquanto médico e a isenção de horário como político isentam-no de alguma eventual ilegalidade.

"A exclusividade tem só a ver com o auferir ou não auferir um vencimento e faço esta atividade "pro bono". Não aufiro qualquer vencimento, não sou pago. E, como tal, mantenho a exclusividade. A exclusividade refere a isso, não ter atividade que possa comprometer a minha atividade em termos autárquicos. Como pode imaginar, de quinze em quinze dias tirar quatro horas a uma atividade que tem isenção de horário não faz qualquer sentido pensar que estamos a comprometer a nossa função autárquica".

E também não acredita que a oposição lhe aponte falta de moral ou ética. "Não, porque a reação geral da população foi toda muito favorável. Havia muita gente que gostava de ser operada por mim", termina.

E assim, Benjamim Rodrigues, o "médico do povo" vai continuar a ser médico, ainda que de 15 em 15 dias, e presidente da Câmara de Macedo de Cavaleiros, a tempo inteiro.

Afonso de Sousa
TSF

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