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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

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COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

O QUE É PRECONCEITO?

Por: Humberto Pinho da Silva 
(colaborador do "Memórias...e outras coisas..."
A cada passo, na “Globo New”, ouço afirmar: Que isso ou aquilo, é preconceito.
E acontece, o mesmo, quando escuto comentadores radiofónicos: “ É preciso, urgente, combater o preconceito.”
Mas, o que é preconceito?
Segundo Morais (Grande Dicionário da Língua Portuguesa) trata-se de: “Ideia, conceito formado antecipadamente e sem fundamento/ Obrigação de obediência inflexível ou tradicionalmente estabelecido”.
E o mesmo esclarece, Dermival Rios, no: “Dicionário do Estudante”, da Editora Brasil – São Paulo.
Dito isto, vamos refletir:
Será preconceito, atitude ou comportamento, fundamentado na Moral cristã ou islamita, ou opinião baseada na cultura e tradição de um povo?
No meu modesto pensar: não é.
Numa sociedade “ politicamente correta”, quando não se escreve, como os “democratas” pensam, rotulam-nos de: reacionário, “velho do Restelo”: preconceituoso.
Se cristão, asseverar, publicamente: que certo ato, é criminoso, baseado na Moral da sua Fé, é, quase certo, taxado de: preconceituoso.
O célebre Millor Fernandes, definiu: “ Democracia, é quando eu mando em você. Ditadura, é quando você manda em mim”. Assim é o pensar e o agir, de muita boa gente…
A democracia é o mais perfeito regime que se conhece; mas, infelizmente, – não sou eu que o digo, mas Rousseau, no Contrato Social, Cap IV –: “Um governo tão perfeito não convém aos homens, porque estes não são deuses”.
Por não serem deuses, nos países, onde não há rei nem roque, os “democratas”, matam e mandam matar, em nome de ideologias e crenças religiosas.
Voltemos ao preconceito:
Será preconceito, não aceitar a “Nova Moral”?! Será preconceito defender a Família; e as normas morais, que serviram de base à nossa civilização?!
Será preconceito, transmitir, aos nossos filhos, a educação, e regras de civilidade, que recebemos dos nossos maiores?!
Para alguns: intelectual, operário, estudante, que não pense como eles, é: anatematizado.
Por enveredarmos por caminhos promíscuos e torpes; por termos corrompido a juventude, vivemos, agora, em constantes receios e medos.
Degradamos a mulher; e país, onde a mãe e a esposa, foi degradada, caminha, irremediavelmente, para o declínio.
O homem, orgulhoso da sua inteligência, abandonou o Criador – como os filhos que desprezam e mal tratam os pais.
Quando escrevo “ homem”, incluo, os cristãos – duplos, – Crentes no templo; agnósticos na coletividade.
Perguntai aos políticos: Acreditais em Deus? A maioria, responderá: Sim; mas se acreditassem, não O expulsariam do: parlamento, das escolas e das relações internações! …
Serão, porventura, hipócritas? Não sei. Sei apenas, porque não estou a julga-los, mas a levantar hipótese, que: Quanto mais falam de Paz, mais violência há; quanto mais falam de agregado familiar, mais desagregado está; quanto mais pretendem proteger as nossas crianças, mais elas se encontram em perigo.
Qual a razão? Cada um encontrará uma. Para mim, é, pelo facto de já não sermos civilização cristã. Trocamos o Deus bíblico, pelos deuses…
Concluo com palavras de Mário Quintana: “ O que me impressiona, à vista de um macaco, não é que ele tenha sido nosso passado; é este pressentimento: que ele venha a ser nosso futuro”.

Humberto Pinho da Silva nasceu em Vila Nova de Gaia, Portugal, a 13 de Novembro de 1944. Frequentou o liceu Alexandre Herculano e o ICP (actual, Instituto Superior de Contabilidade e Administração). Em 1964 publicou, no semanário diocesano de Bragança, o primeiro conto, apadrinhado pelo Prof. Doutor Videira Pires. Tem colaboração espalhada pela imprensa portuguesa, brasileira, alemã, argentina, canadiana e USA. Foi redactor do jornal: “NG”. e é o coordenador do Blogue luso-brasileiro "PAZ".

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